O Povo de Israel, Nação eleita de Deus, gemia em agonizante tormenta na terra do Egito! Quatrocentos anos aproximadamente se passaram após a chegada dos israelitas nesta terra longínqua e mui rica (Egito). Várias gerações haviam se passado e o rei do Egito, juntamente com os seus conselheiros, chegaram a conclusão de que os hebreus cresciam rapidamente em cultura, agropecuária e quantidade. Estes foram alguns dos motivos de preocupação dos líderes egípcios. Por ser uma terra muito cobiçada por nações vizinhas, a possibilidade de uma futura união dos israelitas com nações inimigas - tendo por finalidade conquistarem definitivamente o Egito – era muito grande.
Muitas alternativas foram estudadas e algumas colocadas em prática, porém sem êxito. Com a falta de opções para reduzir a prosperidade dos israelitas torna-se oficial, a mando do rei egípcio, a utilização de mão-de-obra forçada por parte dos Israelitas. Começa o maior drama, até então, vivido pelo Povo de Israel!
No Egito Antigo, os reis eram dotados de um Título chamado: “FARAÓ”. Este título lhe dava um poder absoluto e também era considerado como um deus. Sendo assim, automaticamente ele era considerado o Sumo sacerdote de qualquer religião, seita ou deus do Egito . Possivelmente o Faraó que estava no poder no período das dez pragas era AMENOTEPE II.
Quando Moisés se apresentou à Faraó pedindo para que deixasse os israelitas sacrificarem e adorarem ao Senhor no deserto, prontamente Faraó respondeu: “Que é o Senhor cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel.” Êxodo 5.2. Havia uma crença comum entre as pessoas daquela época, que quando uma nação perdia uma guerra e/ou era aprisionada, isso se dava em consequência de possuir um deus menos poderoso que o da nação vitoriosa.
Após esses conhecimentos elementares da cultura e costumes do povo egípcio, torna-se fácil concluir que Faraó tinha por hábito, mandar e ordenar nos sacerdotes dos falsos deuses egípcios. A não existência desses deuses dava a Faraó uma coragem muito grande de ser superior a eles, visto que ele não tinha nenhuma punição por blasfemar aos pseudo-deuses.
Um outro ponto que o “credenciava”, pensava Faraó, a ser superior ao Deus todo poderoso é que já a muito tempo ele oprimia os israelitas e nada de mal lhe acontecia. O Egito tornava-se cada vez mais próspero e Deus, “se é que Ele existe”, não perderia o Seu tempo com os escravos! O que Faraó não sabia é que ele estava lidando com o Deus vivo de Israel, o Deus criador de toda a terra e céus.
Após a dureza do coração de Faraó, Êxodo 5.2-11, Deus permitiu que sobreviesse à terra do Egito as pragas mencionadas em Êxodo 7.14-25, 8, 9, 10, 11, 12 e 13.
O sacrifício de animais para adorar um Deus, visto que o costume entre eles era adorar as imagens, era um insulto aos deuses egípcios. Realizar cultos sacrificando animais considerados sagrados era crime no Egito, e até mesmo mata-los por acidente, era um crime punível com morte.
Deus queria mostrar aos egípcios e em especial a Faraó que Yahweh, era, é e sempre será um Deus verdadeiro e que tem poder sobre toda a natureza, vida e os falsos deuses. Todos os sinais (pragas), serviram de lições aplicadas por Yahweh para demostrar Sua onipotência e amor ao Seu povo.
Deus derrubou a teologia egípcia da seguinte forma:
PRAGAS - ADVERTÊNCIAS - DIVINDADES ATACADAS - REAÇÕES
1. O Nilo torna-se em sangue - Êx. 7.15-18 - Ísis, deusa do Nilo - Recusa (7.22 e 23)
2. Rãs - Êx. 8.2-6 - Hequet, deusa do nascimento que tinha cabeça de rã - Promessas falsas (8.8)
3. Piolhos - Nenhuma advertência - Set, deus do deserto - Recusa (8.19)
4. Moscas - Êx. 8.20-23 - Uatchit, simbolizado pela mosca - Promessas falsas de sacrifício (8.25)
5. Morte do gado - Êx. 9.1-5 - Hactor, deusa de cabeça de vaca; Ápis, deus-boi - Recusa (9.7)
6. Úlceras - Nenhuma advertência - Sekhmet, deusa das doenças; Sunu, deus da peste - Recusa (9.12)
7. Saraiva - Êx. 9.18-35 - Nut, deus-céu - Promessas falsas (9.28)
8. Gafanhotos - Êx. 10.3-13 - Osíris, deus da agricultura - Os homens podiam ir (10.11)
9. Trevas - Nenhuma advertência - Rá, deus-sol; Nut, deus-céu - Pessoas, mas não animais, podiam ir (10.24)
10. Morte dos primogênitos - Êx. 11.4-8 - Min, deus da reprodução; Hequet, deusa do nascimento; Ísis, protetora das crianças - O Faraó pediu que o povo fosse embora (12.31-32).
A Bíblia descreve que os magos de Faraó fizeram alguns sinais, mas os magos não fizeram realmente suas varas transformar-se em serpentes; mas, pela mágica, auxiliados pelo grande enganador, foram capazes de produzir esta aparência. Estava além do poder de Satanás transformar as varas em serpentes vivas. O príncipe do mal, possuindo embora toda a sabedoria e poder de um anjo decaído, não tem o poder de criar ou dar vida; isto é prerrogativa somente de Deus.Não devemos nos deixar levar pela aparência das coisas.
Deus fala ao ser humano através dos Seus servos. Todas as vezes que o pecador não dá a devida atenção à Sua palavra o seu coração torna-se cada vez mais endurecido, até chegar ao ponto de o Espírito Santo, não mais ter como trabalhar em seu coração. A medida que o tempo vai passando e o pecado tornando-se mais predominante na vida do pecador, como no caso de Faraó, Deus “não intervém afim de contrair a tendência de sua ação”. Aquele que cede uma vez ao pecado, ser-lhe-á mais fácil ceder uma segunda, terceira e mais vezes.
Conclusão: O povo de Deus é preservado, quando Deus envia seus juízos sobre os ímpios.
A expressão “Deus endureceu o coração do Faraó” que encontramos na descrição de algumas pragas, a bíblia deixa bem claro, que existem duas formas de endurecer o coração:
- Deus endureceu o coração da mesma forma que o evangelho endurece o coração do povo atualmente. A culpa não está na mensagem, e sim no povo que rejeita a mensagem.
- Por outro lado, quando o homem obedece a Palavra esta mesma opera duplamente: quebra-o (quebrantando) e endurece-o (moldando), o mesmo fogo que derrete a cera endurece o barro.
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