VIDAS

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS. A VIDA ETERNA, DE RENÚNCIAS!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Perfect Liberty

Autor : Prof. Paulo Cristiano 
Mishirassê, Hoshô, Mioshiê, Makoto, você as conhece? Creio que não! Esses são vocábulos japoneses que para nós não possuem nenhum significado especial, mas que para certo grupo religioso é o divisor de águas entre o caos e a harmonia, a morte e a salvação, a benção e a maldição. Estamos falando da seita japonesa conhecida como Perfect Liberty.

O nome "Perfect Liberty" significa "Perfeita Liberdade" e as suas iniciais formam a sigla da Instituição - "PL".

Antes de adentrarmos ao exame desta religião gostaria de chamar a atenção para o verdadeiro foco da questão, isto é, o real motivo da PL estar sendo pesquisada. É que de vez em quando somos interpelados, por adeptos de algumas destas seitas japonesas, do porquê questionarmos suas doutrinas. Ora, não se trata de julgamento e tampouco perseguição ou preconceito. Quem pensa assim desconhece o verdadeiro objetivo da apologética cristã. O que ocorre é que a PL posa não como uma simples religião, mas "a religião", "a verdade" e por vezes faz reivindicações que vai além de um movimento que prega uma simples filosofia de vida como veremos no desenrolar do texto. É óbvio que com tais confissões mirabolantes como estas, é justo que tal movimento deva ser investigado para que se possa averiguar objetivamente a veracidade de suas declarações. A matéria a seguir é justamente isto, um confronto das doutrinas peelistas com os ensinamentos cristãos legado por Jesus Cristo à humanidade; levando em consideração o axioma que pressupõe que duas verdades não podem coexistir quando ambas estão bilateralmente oposta uma à outra. Somente uma delas é verdadeira, no caso em questão a PL ou o Cristianismo.

Isto posto adentremos à análise crítico-teológica das doutrinas e práticas da religião Perfect Liberty.

HISTÓRICO

A Instituição Religiosa Perfect Liberty - PL foi fundada no dia 29 de setembro de 1.946, na cidade de Tossu, no Japão.

Tokumitsu Kanada
A PL nasceu com base na religião " Mitakekyo-Tokumitsu Daikyokai" fundada em 1.912, sob os ensinamentos de Tokumitsu Kanada, ex-monge budista da seita Shingon, nascido em 1.863 na cidade de Yao, Osaka. Kanada diz ter recebido a iluminação de "uma verdade" para fundar sua seita.

O Primeiro Kyosso da PL, Tokuharu Miki após largar o zen-budismo (sua antiga seita antes de fundar a PL) torna-se discípulo de Kanada. Com a morte deste, obedecendo ao seu testamento, Miki que já era seu sucessor, planta uma árvore no local de seu falecimento, zelando como morada de Deus, orando perante ela todos os dias. Após cinco anos, diz ter sido contemplado com a iluminação recebendo de Mioyaookami, mais três preceitos que juntando aos 18 que lhe foram transmitidos por Kanada , perfizeram os 21 preceitos sagrados da PL.

Em 1925 estabelece a Igreja "Hito-No-Michi" (Caminho do Homem).

Após uma perseguição religiosa no Japão, a "Hito-No-Michi" foi fechada e seus dirigentes presos sob a acusação de lesa majestade. Em 9 de outubro de 1.945, com o término da Segunda Grande Guerra, foi libertado. No ano seguinte no dia 29 de Setembro, Toruchira Miki , filho de Tokuharu Miki, II Patriarca, mudou o nome da seita para "Instituição Religiosa Perfect Liberty". A escolha do nome sem dúvida foi um "reflexo" deste acontecimento.

A "Sede Eterna" ou como costumam denominar "Terra Sagrada" da PL encontra-se atualmente em Tondabayashi próxima a Osaka , no Japão. Afirmam que possuem milhões de adeptos em todo o mundo. Os verdadeiros seguidores precisam tomar parte numa caravana religiosa pelo menos uma vez até esta sede para comemorar a memória do primeiro patriarca.

No Brasil a PL teve início em 16 de fevereiro de 1958 com a chegada em 24 de março de 1957, do Assistente de Mestre Ryozo Azuma e se espalhou principalmente entre as colônias japonesas. Somente no Brasil , a PL tem mais de trezentos mil adeptos espalhados nas suas 200 sedes sendo que destes, 95% é de procedência não japonesa.

O PERFIL PEELISTA

À primeira vista a PL não apresenta nada demais, dá a impressão que seus ensinamentos são apenas mais uma filosofia de vida, pois só falam de coisas boas e positivas. Tanto é que em alguns lugares foi considerada como utilidade pública.

Este é um aspecto positivo que merece nosso louvor.

Contudo, a verdadeira questão se encontra em outro patamar. É que ao aprofundarmos num exame mais detalhado percebemos que a PL reivindica ser muito mais que mera religião ou filosofia.

Como as demais seitas japonesas acreditam que cada religião teve "uma verdade" ou iluminação para sua época e que agora na época atual Deus enviou a PL para salvar a humanidade. É uma religião relativista de auto-salvação e com forte influência do budismo e Xintoísmo.

Dizem: "A fundação da PL, significa o fim das superstições e ilusões da humanidade, sendo aberto um caminho verdadeiro para o ser humano trilhar" (Revista PL 30 Anos pág. 32)

"pois este é o caminho que sobrepõe a época, a raça, o credo e a ideologia para felicitar todos os seres humanos, indistintamente. É o caminho que todos os homens devem conhecer..." (Boletim Assistente de Mestre nº 20 julho/agosto de 1996 pág. 3)

A PL se diz ecumênica, seu líder atual é Conselheiro Honorário da Liga das Novas Religiões do Japão e Presidente Honorário da Federação das Religiões Japonesas. Mas apesar deste perfil ecumênico (Folheto 'Vida é Arte' - verso), acreditam, contudo que só a PL possui o caminho para a verdadeira salvação:

"Excluindo o ensinamento da PL, nenhum outro é capaz disso [...] A não ser o ensinamento peelista, não existe nenhum outro que possa fazer com precisão essa orientação individual" (Instruções para a Vida Religiosa PL pág. 186)

"Ao observar as religiões tradicionais, sob vários aspectos, não posso concordar com absolutamente nada." (Boletim Assistente de Mestre nº 008 - 1983)

Cabe aqui um comentário oportuno: é que com essa filosofia Jesus Cristo e de resto todo o cristianismo é considerado ultrapassado para nossa época. Isso se choca frontalmente com o que disse Jesus sobre suas palavras, as quais afirmou: nunca iriam passar (Mt. 24.35), pois Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Heb. 13.8).

Continuando, a PL baseia toda a sua crença em 21 preceitos. Seu lema é viver na "perfeita liberdade", isto é, sem reprimendas de sentimentos ou expressão. Um dos objetivos da seita é levar as pessoas ao caminho da felicidade através dos ensinamentos dos fundadores pela expressão do próprio "eu" preparandoA PL possui várias literaturas, mas o principal livro, considerado como de cabeceira (praticamente a bíblia deles), chama-se "Instruções para a Vida Religiosa PL". São 21 instruções falando sobre gratidão, espírito de reclamação, teimosia, preocupação, cobiça, saber utilizar os cinco sentidos, não magoar os outros, etc.Coisas óbvias, que a Bíblia cita há milhares de anos. Mas nessas instruções, as soluções são sempre as colocações do ponto de vista peelista. As 3 últimas instruções, principalmente, não tem nenhum fundamento cristão: só se referem à gratidão que precisamos ter para com a PL.

A ORGANIZAÇÃO

A PL possui vários departamentos internos como Depto. de senhoras, juventude, divulgação etc...

A divisão administrativa compreende as regiões as quais englobam distritos. Estes coordenam as igrejas, sedes e locais de expansão. Cada um desses setores é dirigido por um mestre regional ou distrital, ou mestre chefe de igreja.

A seita obedece a uma hierarquia definida: no topo do comando está o patriarca. Ele é o responsável pela Instituição, é o instrutor, o líder máximo dentro da seita.

Depois vem os mestres e assistentes de mestres. Enquanto os primeiros se dedicam integralmente às atividades da instituição, os últimos via de regra continuam suas atividades profissionais normais.

Cerimônias

A PL possui várias cerimônias importantes, divididas em anuais e mensais.

Cerimônias anuais:

1. Cerimônia de ano novo (1º de janeiro)

2. Cerimônia de Kiosso-Sai (1º de agosto)

3. PL-Sai (29 de setembro dia de fundação da PL)

4. Cerimônia de Aniversário Natalício do patriarca (2 de dezembro)

Cerimônias mensais:

1. Dia da paz (1º de cada mês)

2. Dia dos antepassados (11 de cada mês)

3. Dia de agradecimento (21 de cada mês)

O PATRIARCA

O Patriarca da PL é chamado de Oshieoyá-Samá, que nesta geração dizem estar representado por Takahito Miki o terceiro fundador.

Apesar de declararem que Takahito ocupa a posição de "um ser humano e não Deus." Porém, acreditam que ele "está num estado que pode ser chamado de "Estado Uno a Deus", considerado o único intermediador entre Deus e os homens, "representa Deus perante os homens".

A bem da verdade, na prática, ele se transforma num semi-deus dentro da seita e seus adeptos o consideram o centro de sua fé.
Quem entra numa sede da PL pode verificar facilmente que na parede acima do altar fica o Omitamá e à direita fica um retrato do patriarca, ao qual prestam agradecimentos pelas graças alcançadas.

O tratamento que dão a ele ultrapassa a simples reverência dada a um líder.

Seus adeptos não fazem questão de esconder as lisonjas dispensadas a este homem que é praticamente idolatrado dentro da instituição.

Para melhor comprovação observe as reivindicações feitas pelo patriarca da PL:

Fonte da Verdade -"Oshieoyá-Samá é também uma pessoa que esclarece todas as verdades conforme a necessidade do momento, baseando-se no ponto de vista "Vida é Arte"... Em outras palavras, Oshieoyá-Samá é a fonte da Verdade."

Centro da Fé - "Sim, na PL é tudo assim. Tudo envolve e gira em torno de Oshieoyá-Samá" (Hoshi-in - nº 1 - out./nov./dez. - 1996, pág.2)

Fundamento da PL - "Sem Oshieoyá-Samá a existência da PL é inconcebível" (Instruções para a Vida Religiosa PL pág. 186)

Digno de veneração - dizem que precisam "Ter fé em Oshieoyá-Samá e veneração por ele"

Alicerce espiritual - "Em outras palavras, não é exagero dizer que, se não nos basearmos em Oshieoyá, nós peelistas, perderemos o apoio espiritual." (Boletim Palavras do Mestre nº 109 31/07/88)

Salvador - "A obra sagrada do patriarca é de "salvar pessoas e, através delas, melhorar a vida na sociedade." (ibdem p. 4)

Mediador - "Para os que estão nessa situação, Oshieoyá-Samá abre o caminho de 'Pedido de Perdão'" (Revista PL 30 Anos pág. 42)

"E quem nos ensina o sentimento divino, quem nos transmite a vontade de Deus é Oshieoyá-Samá" (Instruções para a Vida Religiosa PL pág. 195)

Sacrifica-se pela humanidade - A cura das doenças implica em o patriarca tomar as dores e doenças do adepto em seu corpo e no juramento deste em obedecer seus ensinamentos.

"Oshieoyá-Samá ora a Deus, suplicando a salvação de toda a humanidade, sacrificando-se misericordiosamente. Os atos sagrados tais como: Mioshiê, Oyashikiri e Omigawari concretizam-se através do sacrifício de corpo e alma de Oshieoyá-Samá e da virtude dos Espíritos dos Antecessores da PL. Portanto, através desses atos, nós adeptos aliviamo-nos dos sofrimentos porque Oshieoyá-Samá responsabiliza-se perante Deus por esses nossos sofrimentos." (Boletim Ass. de Mestre Ensinamentos gerais p. 6)

"O motivo do Omigawari ser atendido por Deus, decorre do fato de Oshieoyá-Samá arcar com a responsabilidade perante Deus, durante o dia e a noite, sacrificando o seu corpo.

Diariamente, no mundo inteiro, muitas pessoas estão sendo salvas através do Oyashíkiri e Omigawari. Essas preces surgem no corpo de Oshieoyá-Samá como sofrimentos e vão acumulando-se gradativamente. Na Cerimônia de Agradecimento, Oshieoyá-Samá restitui todos os sofrimentos acumulados no seu corpo e faz o Shikiri para poder retornar ao estado original de pureza física. Nesse momento, Oshieoyá-Samá agradece a Deus por ter podido substituir os adeptos em seus sofrimentos e transmitir os ensinamentos e, ao mesmo tempo, devolve a Deus todos esses sofrimentos físicos acumulados durante o mês e renova o Shikiri no sentido de poder receber novamente os sofrimentos dos adeptos por mais um mês. Isso é o ato sagrado de receber a obra divina de Oshieoyá-Samá." (Manual de Ass. de Mestre p. 27,28)

Como podemos observar Takahito Miki, furta títulos e funções que só pertencem a Jesus Cristo. Jesus é nosso único salvador (At. 4.12), ele sofreu por nossos pecados e enfermidades (Is. 53.4) é o único que transmite a vontade de Deus e perdoa pecados (Heb. 1.1; Mat. 9.6), é o caminho a verdade e a vida (João 14.6).

Contudo, Jesus Cristo deu provas de tudo isso. Quanto ao patriarca da PL, já não podemos dizer o mesmo.

IDOLATRIA, SUPERSTIÇÕES E CRENDICES

A PL não poupa esforços em atacar o que eles consideram as superstições das outras religiões:

"Com o passar do tempo, em muitos casos, equivocaram-se, simplesmente com as pinturas e os ídolos, causando o surgimento de muitas superstições" (Boletim Assistente de Mestre nº 20 julho/agosto de 1996 p. 5)

Contudo, se existe uma religião cheia de crendices e superstições, esta com certeza é a PL. Ao ingressar na seita o adepto recebe um pacote de amuletos de vários modelos, altares, rezas e juramentos que precisam ter e praticar para adquirir proteção tanto, física como espiritual. É flagrante o caráter fetichista da PL. Veja:

Amuletos

Os amuletos na PL tem muita importância como podemos ver nas declarações logo abaixo:

"Trata-se de um protetor físico de quem o usa, foi-lhe inserido o Shikiri para que Deus sempre o acompanhe e proteja...o Amuleto, desde que pratiquemos os ensinamentos, protege-nos mesmo em estado de inconsciência."

"O amuleto é exclusivamente individual, e o Shikiri foi inserido de modo a proteger somente a quem o solicitou. Não terá valor para outra pessoa. E como é utilizável apenas para aquela pessoa, em caso de falecimento, deverá ser purificado através de incineração. Entretanto, se o adepto desejar, poderá solicitar reinserimento para algum parente próximo. Não se deve esquecer disso, principalmente em se tratando de Amuleto Anelar."(Manual de Assistente de Mestre - ensinamentos gerais)

Fora estes há também o "Tesouro da sorte", uma espécie de amuleto, distribuído no início do ano, dentro do qual há a seguinte oração: "Que o portador deste Tesouro da Sorte seja agraciado com a providencia divina do decorrer do ano". Tal amuleto deve ser guardado na carteira do adepto.

Essa tendência animista da PL a coloca em nível muito inferior ao verdadeiro cristianismo. O trabalho da PL de tentar levar o homem à liberdade tem falhado, posto que ao mesmo tempo lhe promete liberdade, ele se prende ainda mais no ocultismo. Depositar nossa fé em objetos é desvia-la do Deus vivo. Somente Jesus pode libertar a humanidade de tais práticas escravizadoras ensinadas pela PL (João 8.32,36).

Altares e Imagens

A PL possui também um altar para fazer suas rezas o qual denominam de "Omitamá".

Acreditam que através deste objeto os desejos e pedidos dos adeptos serão ouvidos por Deus, abrindo-lhes o caminho da felicidade."

O adepto, logo ao ingressar cultua um Omitamá, chamado "Aramitama" iniciando assim sua vida religiosa. Este altar é sagrado, havendo até cerimônias especiais para entroniza-lo (no lar, loja ou empresa) ou transferi-lo em caso de mudanças.

A maneira de cultuar o Omitamá

1) Entronizar no local mais puro da casa.

2) A base que suporta a redoma de vidro deve estar na mesma altura ou pouco acima dos olhos (para evitar desrespeito).

3) Não entronizar o Omitamá junto a outros altares ou imagens.

4) Não há necessidade de oferecer ao Omitamá, flores ou qualquer outra coisa (procede-se de modo semelhante ao altar da sede).

5) Não se deve entronizá-lo desrespeitosamente sobre estantes ou mesas velhas.

6) proibido abrir as colunas do Omitamá.

Sobre a proteção do Oniitamá

"Através da convicção da fé absoluta que tivermos no Omitamá e por intermédio da virtude do Patriarca, podemos sentir e perceber a resposta evidente ao nosso pedido. Quanto maior a nossa fé no Omitamá, como conseqüência, maior serão as graças divinas."

Acreditam que o Omitamá é a verdadeira imagem de Deus, representa Deus.

Há vários tipos de Omitamás. Há o Omitamá oficial que uma vez introduzido não poderá ser trocado a não ser em caso de mudanças, para desfazer este inconveniente inventaram o omitamá portátil que pode ser transportado dentro do lar. Há também o Omitamá tipo A,B e C considerados especiais.

O tipo B só poderá ser concedido depois que o Kyoto já possui o tipo A, sendo um pouco menor que este, é destinado para aberturas de filiais de empresas.

Já o de tipo C é para carros motorizados de 3 ou 4 rodas, motocicletas, helicópteros, barcos. Para receber o Omitamá tipo C, o adepto não precisa ser Kyoto. Este Omitamá se destina a garantir a segurança do veículo.

Contudo a Bíblia proíbe terminantemente o uso de quaisquer objetos no culto a Deus. Isso que a PL pratica na verdade não passa de idolatria que é condenada pela lei de Deus (Ex. 20.4,5 - Is. 44.17). E oda e qualquer idolatria trás maldição e escravidão para a vida da pessoa. Só Jesus dá a verdadeira liberdade (Gl 5.1)

Palavras mágicas

Os peelistas são levados a crer que "nas cinco sílabas "O-YA-SHI-KI-RI", está inserida, em sua totalidade, a força do poder de salvação da PL." Ao proferi-las, com fé, acreditam poder se livrar da infelicidade e do sofrimento. (Boletim Assistente de Mestre nº 24 março/abril de 1997)

Para receber a prece de Oyashikiri é necessário fazer juramentos para cumprir duas normas;

1. perseverar na prática da fé e devoção peelista até o fim da vida.

2. cumprir sem falta , tudo que for ensinado na PL

Isto porque acreditam que o patriarca arca com os sofrimentos dos pedintes perante Deus.

Corrigindo mais este erro é bom ressaltar que as palavras não possuem nenhum poder mágico. Mas os líderes peelistas procuram persuadir seus adeptos de que tais palavras possuem virtude em si mesmas. Isto é outra forma disfarçada de superstição que é condenada pelas Escrituras. A única palavra que possue poder no mundo é a Palavra de Deus.

TEOLOGIA INCONSISTENTE

À guisa de outras seitas japonesas a PL não possui uma teologia definida. Seus ensinamentos são vagos e ambíguos ou até mesmo contraditórios. Eis alguns conceitos doutrinários vistos pela ótica peelista:

Sobre a vida após a morte.

Apesar de acreditarem na existência dos espíritos a PL não possui uma definição exata sobre a vida após a morte. Dizem:

"As religiões tradicionais, que se proclamam as verdadeiras, asseguram a existência da vida "post-mortem". Eu, porém, acho essa questão um tanto duvidosa." (Boletim Ass. De Mestre nº 008 - 1983)

Contudo a Bíblia Sagrada nos dá uma perspectiva muito mais clara da vida no além (Lucas 16.19-31); e para aqueles que seguem a Jesus, bastante positiva (Lc. 23.43). Mas os adeptos da Pl que confiam em seu patriarca não possuem nenhuma segurança após a morte, pois sua religião é imediatista, para aqui e agora tipo "bebamos e comamos que amanhã morreremos".

Quão diferente Quão diferente é a promessa de Jesus! Além de prover salvação em todos os sentidos nesta vida, ainda promete uma nova vida junto a ele no céu (Jo. 14.1).

Sobre a salvação

A PL é uma religião de auto-salvação onde cada um se redime através de seus próprios esforços com a ajuda de seu fundador. Contudo, o conceito de salvação para a PL não é o mesmo do cristianismo, como já demonstramos sua soteriologia é hedonista, isto é, voltada para a busca da felicidade aqui e agora. Ao morrer a pessoa retorna ao além; não há inferno ou punição, todos são salvos, não sendo levado em conta o que tenham feito aqui na terra, pois pressupõem que todos são filhos de Deus. Por isso salvação implica em ter uma vida livre de sofrimentos mesmo quando falam em salvação "espiritual".

"Ser salvo através da fé religiosa significa, receber o Shikiri de Oshieoyá-Samá" (Manual de Ass. de Mestre - ensina mentos gerais pág. 9)

" Por Oshieoyá-Samá foram esclarecidas as verdades "Vida é Arte" e Mishirassé e Mioshiê" e os homens obtiveram uma salvação verdadeira. Isto não significa salvação somente espiritual ou então física e material, mas sim em ambos os sentidos, ou seja, salvação total como ser humano."

"O ato de receber Oyashikiri é nossa devoção e o caminho para sermos salvos."

É lógico que este tipo de salvação é de origem humana. Nenhum ensinamento, prece ou obras poderá garantir a salvação da humanidade. Ressaltando que o homem possui uma alma que pode se perder eternamente. Sendo assim a Bíblia afirma que Jesus é o nosso único salvador (At. 4.12). Somente Ele foi o escolhido para salvar-nos dos nossos pecados (Mt. 1.21). Se alguém se coloca nessa posição, faz de si mesmo um "anticristo". Somente alguém puro e sem pecados poderia tomar o lugar dos culpados (I Ped. 3.18). Nenhum homem por mais sábio ou abnegado que seja poderá fazer isso, pois todos são pecadores e carecem igualmente da salvação oferecida por Jesus, e o patriarca da PL não é exceção.

Sobre Deus

A doutrina de Deus na PL é ambígua, ora panteísta, ora deísta. Todavia, em algumas declarações encontradas em sua literatura seu panteísmo fica totalmente descoberto:

"Compreendemos que DEUS é a "Fonte", a "Força" que rege o UNIVERSO...Vivemos pois, como parte deste UNIVERSO e, portanto, como parte de Deus..." (Folheto: Vida é Arte - em busca da paz)

"Na PL ouvimos dizer que "Deus é tudo". A sociedade, os fenômenos naturais do planeta, além de todo o mundo espacial juntos, denominamos de Deus." (Boletim de Assistente nº 30 março/abril - 1998 p.5)

"Sobre esta força que concordamos existir, na PL, nós a denominamos de "Mioyaookami" ou, simplesmente, de "Deus"." (Boletim de Assistente nº 30 março/abril - 1998 p.4)

Seja qual for o deus adorado na PL, uma coisa é certa: ele não se preocupa com o ser humano porque afirmam que "Deus em si mesmo é completamente frio" (Boletim Assistente de Mestre nº 10 - 1983)

"Alheio às emoções humanas, Ele tão só existe silenciosa e profundamente por toda a eternidade".

O Deus panteísta da PL se fundo com a própria criação, por isso é um deus "frio" que no fundo é um ídolo.

Muito embora saibamos que o verdadeiro Deus é transcendente à sua criação, isso não implica de modo algum que Ele esteja longe de nós como afirma o deísmo. Segundo a Bíblia o Deus verdadeiro, se compadece do seu povo (Ex. 3.7); e está presente em todos os momentos de nossa vida (Mt. 28.20). Apesar dessa imanência ser tão forte a ponto de vir morar dentro de nós (Jo. 14.23), o Deus verdadeiro está fora da criação não se confundindo com ela. Demais disso Deus é uma pessoa e não meramente uma força e como pessoa ele sabe o que se passa dentro do íntimo de outra pessoa. Já o deus da PL não apresenta nenhum dessas características, sendo um deus frio e alheio às emoções humanas. Pergunto: qual a vantagem de um deus assim?

Só Jesus veio revelar-nos o verdadeiro Deus. (Jo. 17.3)

DINHEIRO É A SALVAÇÃO

É difícil ouvir dos lábios de um peelista o conceito de que "dinheiro não trás felicidades", isso devido a importância que o dinheiro tem dentro da organização. Na verdade isso se tornou uma importante doutrina entre eles.

A ênfase financeira é tão grande que chega ser obsessiva. Devido a prática financeira em altos valores a maioria das pessoas que ingressam na PL são oriundas da classe média.

Quase tudo na seita envolve cobrança financeira: desde o ingresso (o adepto precisa pagar uma taxa de adesão) até a uma simples prece dada pelo Doshi.

Isso nada mais é que vender orações; não importa os eufemismos que o camuflem sempre vai ser comércio.

"Pergunta: Quando uma pessoa deseja receber Prece de Oyashikiri, mas não tem dinheiro para fazer hoshô, como podemos orienta-la, para que não se afaste ou fique insatisfeito, por não receber a prece?" (Boletim Assistente de Mestre março/abril de 1986 perguntas & respostas)

Na PL existem vários tipos de contribuições, à título de conhecimento eis algumas delas:

Hoshô - é a principal delas. Consiste numa contribuição financeira do adepto à seita.

Mas não pense que isto é apenas uma simples contribuição. Não. A prática do hoshô garante graças espetaculares e infinitas tanto materiais como espirituais. O hoshô não pode ser praticado de qualquer maneira, há todo um ritual de reverencia em cima desta prática. A promessa de retribuição é tentadora, sendo sempre acima de três vezes; pode ser trinta, cem ou mil vezes mais para quem contribui.

Mas para isso o adepto é incentivado a contribuir a todos os momentos do dia. Na prece da manhã assim como na da noite precisa fazer hoshô. Se for aconselhar o filho precisa fazer hoshô. Se for viajar precisa fazer hoshô. Até mesmo para fazer compras e vender algum produto o hoshô é necessário.

Supõe que doando dinheiro para a seita os adeptos adquiram virtudes para uma maneira correta de viver e assim progredir espiritualmente.

Hoshi-in - uma outra contribuição é o Hoshi-in que é uma contribuição destinada à expansão da seita. Só podem ser (ou fazer) de fato Hoshi-in os Kyotos. Existem vários graus de Hoshi-in, quanto maior for o grau (de contribuição) mais o peelista recebe graças.

Bem-ativo financeiro - eGokafu - era um empréstimo que se fazia à PL por um ano sem juros (não é mais praticado)

Com toda essa teologia financeira não é de admirar que muitos afirmam que a PL "é só dinheiro".

"Muitos confundem e dizem que a PL "é só dinheiro". Já ouviram falar disto?" (Palestra - O Ato Sagrado de Hoshô da PL, proferida no Lensei de Comerciantes 17,18 DE julho de 1993 p. 15)

A Bíblia tem muito a dizer sobre dinheiro. O cristianismo não minimiza o benefício do dinheiro quando é empregado de maneira correta através dos dízimos e das ofertas para manutenção da obra de Deus.

Contudo ela condena o amor ao dinheiro (I Tm. 6.10). O dinheiro não trás salvação, proteção espiritual e felicidade como ensina a PL chegando até a cobrar certos tipos de preces. As coisas espirituais não se compra com dinheiro (At. 8.18-20).

Isso só serve para fomentar o enriquecimento ilícito dos líderes que não medem esforços para construírem seus impérios financeiros.

CULTO AOS MORTOS

As três principais seitas japonesas no Brasil Seicho-No-Iê, Messiânica Mundial e a PL praticam o culto aos antepassados, mostrando assim sua faceta xintoísta.

Este culto é muito importante para a felicidade do adepto, pois acreditam que ao morrer, os antepassados podem deixar para seus descendentes uma herança de desvirtudes, que como um tipo de maldição hereditária alcança os membros da família, só sendo tirada quando se presta culto a eles agradecendo e pedindo perdão.

Ao acordar e ao deitar o peelista precisa fazer uma prece contida no seu livro de oração que começa com as seguintes palavras:

"Perante Mioyaookami e os espíritos dos ancestrais de todas as gerações da família..." (Livrete de orações da PL - prece da manhã - individual)

Na PL existem até cultos oficiais para várias ocasiões:

Há duas vezes por ano, duas grandes cerimônias de culto aos antepassados: no 1º domingo de maio e dia 2 de novembro.

Fora estes existe também as cerimônias mensais que compreendem:

1) O culto mensal na capela do Cemitério "Pousada da Paz". Aliás, o cemitério da PL "não foi feito somente com o intuito de guardar os restos mortais, mas sim para cultuar corretamente os antepassados." (O que é Pousada da Paz 03/03/1995)

2) Aos primeiros domingos do mês e,

3) Mensalmente ainda, no dia 11 com cerimônia consagrada aos antepassados" (Revista PL nº 63/Novembro-Dezembro p. 4)

Desta maneira a PL ensina três condições de culto:

1º. Para agradecer-lhes, lembrando o que fizeram, podendo até conversar com eles.

2º. Tomando a decisão de seguir o caminho correto, para acumular virtudes.

3º. Pedindo a proteção deles, em todas as nossas necessidades, aflições ou objetivos." (ibdem)

Como o culto aos mortos é uma parte do segredo para o adepto adquirir boas virtudes e assim viver uma "vida com arte", todos sem exceção precisam cultuar um Omitamá, pois dentro deste objeto acreditam estar os espíritos dos ancestrais.

"Na igreja está entronizado o Omitamá da igreja (indicar o local) no qual foi inserido o Shikiri de Oshieoyá-Samá. Neste Omitamá são cultuados Mioyaookami, os Espíritos dos Antecessores da PL (Kakurioyá-SalTlá e Kyosso-Samá, cultuados como os Espíritos Protetores da PL) e também os espíritos dos ancestrais dos adeptos que aqui freqüentam. Reverenciando o Omitamá da igreja, será purificado tanto física como espiritualmente (rezar com a reverência peelista)." ((Manual de Ass. de Mestre - ensina mentos gerais p. 24)

E pasmem! Eles acreditam que podem transportar a alma da pessoa falecida para dentro deste altar, observe:

"Principalmente, quando do falecimento de algum membro da família, deve ser realizada a Cerimônia de Transladação da alma do extinto, através da qual se translada o espírito da pessoa que faleceu, para o Omitamá de Kyoto. (deve ser efetuado dentro de 24 horas após a morte.)"

Esses são os absurdos de uma religião que promete a liberdade ao ser humano, mas que está presa até ao pescoço no pecado da superstição, feitiçaria e idolatria.

A Bíblia condena este tipo de atitude para com os mortos por diversas razões:

Primeiro porque os mortos não podem voltar ao mundo dos vivos (Lc. 16.26) e não sabem de nada que se passa por aqui (Ec. 9.5).

Segundo, por que invocar espíritos de mortos é feitiçaria, e isto é condenado pela Bíblia (Deut. 18.11; Is 8.19-20)

O único que leva vantagem nisso tudo é o príncipe das trevas que para enganar as pessoas pode até se transformar em anjo de luz (II Co. 11.14).

LITERATURA DA PL

A Editora Vida Artística fica na Rua Dr. Fabrício Vampré, 97 - Vila Mariana - SP. Nas sedes podemos encontrar também os livros e demais publicações.

Livros:

"O Amor" (orientações para casais viverem em harmonia);

"A Expressão da mulher" (orientações para a mulher seguir o caminho da mulher e ser feliz);

"A Arte de educar os filhos" (orientações para os pais orientarem os filhos);

"Vida é arte" (coletânea das orientações diárias que o segundo patriarca enviava aos seus discípulos"; "Dialogando com a juventude" (orientação para jovens, com diversos testemunhos);

"Vença desapegando-se" (ensina o segredo de desapegar-se de tudo para vencer, pois o homem só manifesta o verdadeiro eu, sem ter apego).

Esses livros são de autoria de Tokuchika Miki, segundo fundador.

"Instruções para a vida religiosa PL" traduzido pelo Departamento de Estudos Doutrinários PL.

"Você ainda pode e deve ser feliz" (coletânea de alguns boletins redigidos por Kaor Tanida, que é mestre regional no Rio de Janeiro).

No site da PL você encontra esses boletins explicados, assim como os folhetos "Vida é Arte" (que não têm relação com o livro do mesmo nome).

Nessas literaturas estão contidos os ensinamentos dos patriarcas que supostamente tem o poder de tirar o homem da infelicidade, muitos dos quais não passam de mero ecoar de ensinamentos bíblicos. Contudo Jesus deixou bem claro que somente a Palavra de Deus é a verdade (Jo. 17.17 ; Sl 19-119).

As filosofias e religiões humanas por mais impressionantes do ponto de vista ético e moral que seja não possui virtude para libertar o homem do pecado (Col. 2.8)

CONTRADIÇÕES

São muitas as contradições que se encontra nos ensinamentos da PL. Por exemplo:

A PL aponta o formalismo e as superstições nas outras religiões dizendo:

"As religiões que até hoje existiram terminaram, não sei quando, por se apegar ao formalismo..." (Boletim Ass. De Mestre nº 008 - 1983).

Não obstante se esquece que ela mesma é cheia de formalismos.

É digno de nota que na PL o formalismo é parte integrante de seu culto, essa é uma característica do próprio povo japonês. Existem posições marciais para determinados tipos de preces e juramentos. Por exemplo, para fazer a "cerimônia do chá" há um verdadeiro ritual, pois "quem prepara o chá necessita de um curso e treino intenso para realizar toda a seqüência de movimentos, bem como para realizá-los com delicadeza e precisão." (site)

A forma de ser realizada a prece de oyashikiri, segue um ritual esmerado: o doshi deverá estar paramentado com capa preta, sobrepeliz e chapéu roxos, luvas brancas e portar o seiju (urna esfera dourada, pendurada numa corrente) no pescoço. Ao fazer a reverência, no momento em que fica de mãos postas e pronuncia oyashikiri duas vezes, segura o seiju entre as mãos e faz o pedido de maneira que o solicitante, postado às suas costas, possa ouvir. Há um momento, quando está fazendo a reverência final em que o doshi faz o harai: uma espécie de corte transversal feito do ombro aos quadris: primeiro com a mão direita e depois com a esquerda, entregando tudo nas mãos de Deus e Oshieoyá-Samá. Após o harai, faz os agradecimentos de praxe e volta-se para o solicitante curvando-se e agradecendo.

Se isto não for formalismo tenho para mim então que essa palavra tenha perdido seu sentido usual.

Outra contradição é que o adepto é ensinado a se livrar das desvirtudes e corrigir seus maus pensamentos por obedecer a uma vida rígida religiosa com preces juramentos, makotos etc...

Embora preguem uma impressionante conduta ética, a PL não deixa de fazer jus ao seu caráter extremamente liberal. (Boletim Assistente de Mestre nº 008/1983)

Pergunta: "Nas cerimônias, o Assistente de Mestre é obrigado a usar "Kyofuku" e luvas? Quando está de "Kyofuku" poderá fumar, comer ou beber?

Resposta: Enquanto está usando as vestes sagradas, deve respeita-las, não fumando, não indo ao sanitário, não bebendo...Fora disso, tirar antes a veste sacra.(Boletim Assistente de Mestre março/abril de 1986 perguntas & respostas)

O caso é que muitos mestres bebem cerveja, fumam etc... Isso é contradição! É coar um mosquito e deixar passar um camelo.

Também enquanto que por um lado ensinam que a mulher está em pé de igualdade com o homem, por outro acreditam que há um caminho para o homem e outro para a mulher. A figura feminina na PL segue os moldes da cultura japonesa, ou seja, a mulher sujeita-se ao marido em tudo, é uma figura passiva. São incentivadas a receber percepção divina para saberem o que seus maridos desejam não lhes cobrando nada, aceitando passivamente a atitude do esposo. Por exemplo alguns mioshiês dados pelos mestres ensinam que se o marido é alcoólatra e diariamente vai beber no botequim, a esposa deve procurar servir-lhe bebida em casa, aceitando o marido e seus vícios e dispensando gentileza, acreditam que com isso ele largará a bebida e se voltará para ela. Se o marido arruma uma amante, a esposa não deve questiona-lo, mas ajuda-lo a se arrumar para sair com a outra.

Vocabulário:

Alguns termos e citações mais relevantes na PL:

Mishirassê - "é um aviso divino que surge quando manifestamos sentimentos errôneos".

Oyashikiri - não tem significado próprio "é a prece da PL para se obter graças.

Oshieoyá -Samá - significa Pai dos Ensinamentos é o patriarca da PL que dizem estar representado nesta geração por Takahito Miki

Hoshô - oferta em dinheiro colocada em um envelope (existe 1 para se praticar no lar e outro na igreja), também destinada às obras de expansão "para salvar milhões de pessoas".

Shikiri = tomar decisão, postura, palavra. Em relação ao patriarca pode ter o significado de benção.

Mioshiê = orientações dadas pelos mestres. Quando um peelista recebe um mishirassê ele pede uma orientação que é enviada ao Japão. Em resposta, ele recebe o mioshiê, que aponta as falhas na sua conduta que podem ter contribuido para o problema. Praticando as orientações todos os problemas ficam resolvidos.

Mishirassê = é um aviso divino de que algo não está correto na nossa conduta. São considerados mishirassê: doenças, desventuras e alguns acontecimentos na vida cotidiana.

Doshi = mestre ou assistente de mestre

Missassaguê = autodedicação, ato de fazer algo de bom em benefício das pessoas. Na PL todos são orientados a fazer missassaguê dentro da igreja: servir cafezinho, limpar a igreja, lavar os banheiros, lavar as fossas, etc. Quanto mais humilde o trabalho, maior o aprimoramento espiritual.

(Há uma diferença em fazer missassaguê e espírito de missassaguê. Enquanto o primeiro utiliza o físico para serviços dentro da igreja o segundo é o sentimento de fazer algo que felicite o próximo.

Mioyaookami = significa Deus.

Hoshô = significa 'gerar tesouro', é o envelope de contribuições da PL.

Lensei = retiros espirituais visando o elevo espiritual dos adeptos através de palestras, aulas etc...

Omitama = altar sagrado da PL onde estão os espíritos dos fundadores, dos antepassados e de Deus.

Artina - Apresentar a ingressar uma pessoa na PL. É um tipo de evangelismo.

Mitodokea - visitar os peelistas afastados, para trazê-los de volta à PL.

Seiti - Terra sagrada onde são realizados os lenseis. Fica na cidade de Arujá em S.Paulo e é o único na América do Sul.

Makoto = dedicação, empenho

Aramitama = Omitamá provisório p/ o novo adepto

Kyoto = o adepto que cultua um omitamá. É considerado um verdadeiro peelista.

Kyosso = fundador

Os 21 PRECEITOS DA PL

1º - Vida é Arte.

2º - A vida do homem é auto-expressão.

3º - O Eu é a manifestação de Deus.

4º - Há sofrimento se não se expressar.

5º - Ao se deixar levar pela emoção, perde-se o Eu.

6º - Você existe na ausência do ego

7º - Tudo existe em relatividade.

8º - Viva radiante como o sol.

9º - Todos os homens são iguais.

10º - Felicite a si e aos outros.

11º - Faça tudo confiando em Deus.

12º - Há uma função conforme o nome.

13º - Há um caminho para o homem e um para a mulher.

14º - Tudo é e existe para a Paz Mundial.

15º - Tudo é espelho.

16º - Tudo progride e se desenvolve.

17º - Capte o ponto central.

18º - Postamo-nos sempre na bifurcação entre o bem e o mal.

19º - Faça ao perceber.

20º - Viva no estado de perfeita união material-espiritual.

21º - Viva na Verdadeira Liberdade.

CONCLUSÃO

Depois desta breve análise feita nas doutrinas peelista podemos dizer com certeza que ela não tem capacidade de cumprir o que promete ou como diz Pedro, "prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção..." (II Pd. 2.19).

Ainda Este rápido confronto que fizemos entre as doutrinas peelistas e os ensinamentos cristãos foram o bastante para provar a superioridade dos ensinamentos de Jesus, os quais continuam atuais, pois suas palavras são "espírito e vida", portanto não morrem e nem ficam obsoletos (Jo.6.63). Reafirmamos que a doutrina de Cristo é a única capaz de levar o homem a verdadeira felicidade e salvação livre de erros superstições, crendices e idolatrias tão presentes na PL.

E é por isso que conclamamos com amor a todos os peelistas que abandonem essa religião enquanto é tempo e encontrem a perfeita liberdade em Cristo Jesus, pois "para a liberdade Cristo nos libertou" e "onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade" (II Co. 3.17; Gl. 5.1).

Presbitero da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, professor de religiões, vice-presidente do CACP e escritor.

domingo, 13 de novembro de 2011

Teosofia – A filosofia religiosa que lançou as bases para o atual movimento da Nova Era

Por Natanael Rinaldi

A palavra theosophia é de origem grega e significa “sabedoria de Deus”. Surgiu no terceiro século, em Alexandria, no Egito, com um notável pensador da época, Amônio Sacca, que foi mestre de Plotino, sendo ambos filósofos platônicos. A teosofia (de théos = Deus, sophia = sabedoria) vem a ser, como dizem, “um corpo de ensinamentos misteriosos revelados somente a poucas pessoas mais avançadas”.1 Esse conhecimento tem recebido o título de doutrina secreta. Neste sentido, trata-se de um ramo do ocultismo (da palavra latina ocultus).
Essa palavra se distingue da palavra teologia. A teologia é um discurso sobre Deus (Theós), conhecido à luz da fé. A Bíblia afirma: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6). Por outro lado, lemos: “Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Co 1.21-25).
Assim, ao passarmos a estudar sobre a teosofia, não podemos deixar de apontar aquilo que Paulo nos adverte sobre as doutrinas que surgiriam nos últimos tempos como ensinos totalmente antagônicos à Palavra de Deus (1Tm 4.1,2). Por isso, devemos ter cautela, para não sermos iludidos por tais doutrinas. Diz o apóstolo: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2.8).

Seita ou religião?

A Sociedade Teosófica procura negar o seu caráter sectário ou religioso, afirmando que “a Sociedade não se identifica com nenhuma religião em particular, não sendo ela mesma uma seita religiosa”. É óbvio seu interesse em não se declarar entidade religiosa ou sectária: fazer que as pessoas religiosas não se sintam preocupadas em estudar os ensinos religiosos da Teosofia.
A propósito, o escritor Adolpho J. Silva, membro do Conselho Editorial da Editora Teosófica, em entrevista à revista ANO ZERO, declara que “a Teosofia não chega a ser uma religião, é uma filosofia de vida e pretende que o católico, o protestante, o evangélico, entre outros, vivam melhor a sua religião e tenham uma visão mais ampla da realidade. Neste sentido, a Teosofia é um sistema, uma filosofia”.2 Continuando sua entrevista e indagado se a Teosofia se propõe a aglutinar membros de diferentes movimentos, religiões e sociedades secretas, a resposta foi: “Exatamente, há uma tendência ao sincretismo religioso”.3 Ora, como sabemos, sincretismo é a fusão de religiões, ritos e crenças.
Adolpho J. Silva declara que “a teosofia se propõe a aglutinar membros de diferentes movimentos, religiões e sociedades”. Isto significa que pessoas de várias religiões e crenças chegarão a um impasse: decidir se permanecem em suas crenças ou adotam as novas, filiando-se à Sociedade Teosófica, à medida que descobrem que os ensinos novos da teosofia conflitam com aquilo que crêem.
Passaremos a demonstrar que as doutrinas teosóficas não podem conciliar-se com a doutrina cristã e que não seria correto um cristão participar das reuniões promovidas por eles e nem mesmo ler os livros, revistas e outras publicações teosóficas, a menos que o faça para pesquisar e refutar com conhecimento de causa.

Duas mulheres

• HELENA PETROVNA BLAVATSKY

Na história da teosofia surgem duas mulheres proeminentes, conhecidas como mestras da teosofia moderna: Helena Petrovna Blavatsky e sua “continuadora”, Annie Besant.

A Sra. Blavatsky nasceu em Ekaterinoslaw, na Ucrânia, em 12 de agosto de 1831. Era filha do coronel Petervon Hahn e Helena Andreyevna, e sobrinha de Sergei Witte que, mais tarde, se tornou primeiro-ministro e amigo de Gregory Rasputin. Sua história pessoal é repleta de aventuras e extremamente conturbada. Quando criança foi rebelde e estranha. Era paranormal e escrevia seus livros em transe mediúnico, sendo inspirada, conforme dizia, por Mestres de Sabedoria. Aos 16 anos, casou-se com o general russo Nicéforo Blavatsky, mas, três meses depois do matrimônio, abandonou o marido. Após a separação, passou a percorrer o mundo em busca da sabedoria. Ouviu mestres ocultistas, magos e médiuns da Turquia, Inglaterra e Egito. Por fim, em 17 de novembro de 1875, resolveu fundar, junto com o coronel Henry Steel Olcott, em Nova York, nos Estados Unidos, uma organização a qual deu o nome de Sociedade Teosófica. O coronel Olcott tornou-se o primeiro presidente da Sociedade e, em 1878, partiram, juntos (Blavatsky e Olcott), para a Índia. Em 3 de abril de 1905, foi estabelecida a sede internacional da Sociedade Teosófica no bairro de Adyar, na cidade de Chennay (antiga Madras), no Estado de Tamil Nadu, sul da Índia.
Com a fundação da Sociedade Teosófica, Helena Blavatsky pretendia iniciar a transferência do budismo e do hinduísmo para o ocidente, difundindo a teosofia nos Estados Unidos. Não conseguindo de início o seu propósito, transferiu a Sociedade Teosófica para a Índia, onde predomina o hinduísmo.
Helena Blavatsky faleceu em 8 de maio de 1891 e foi sucedida por Annie Besant.
* H. P. B., dentro da teosofia, é a forma comum de mencionar a fundadora.

• ANNIE WOOD BESANT

Annie Wood Besant nasceu em 1847, em Londres, e se casou, ainda muito nova, com Frank Besant, com quem teve dois filhos. Ela também abandonou o marido. Com a morte de Helena Blavatsky, Annie Besant colocou-se à frente da sociedade.
Assumindo a tutoria de um jovem indiano chamado Jiddu Krishnamurti, nascido em Madabapelle, Madras, em 1897, em 1908 Annie Besant identificou esse jovem, seu filho, como o futuro Mestre e Salvador da humanidade. Segundo ela, Jiddu era o Cristo reencarnado. O tal jovem já havia supostamente passado por 32 encarnações, gastando, para isso, 72.000 anos. Como sabemos, Jesus nos exortou a estarmos alertas contra o surgimento de falsos cristos e Jiddu, ao que consta, seria esse falso cristo, tido como salvador do mundo.
Atentemos para o prognóstico de Jesus: “Porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito” (Mt 24.5, 23-25).
Estas fantasias foram as responsáveis pelas principais cisões entre os teósofos. A seção alemã, por exemplo, dirigida por Rudolf Steiner, filósofo e pedagogo austríaco (que nasceu em Kraljevic, em 1861, e morreu nessa mesma cidade croata, em 1925), separou-se, em 1913, da Sociedade Teosófica e fundou a Antroposofia.

Organização e atividades

Estão organizados em mais de sessenta países em seções nacionais e estas, por sua vez, compõem-se em Lojas e Grupos de Estudos. A maioria das lojas e grupos de estudo realiza reuniões públicas com palestras, cursos, debates e outros eventos desse tipo. Existem outras atividades de confraternização entre membros e simpatizantes. No Brasil, há dois ramos distintos: a Sociedade Teosófica no Brasil, filiada à Sociedade Teosófica fundada por Helena Petrovna, e a Sociedade Teosófica Brasileira, também conhecida como Sociedade de Eubiose, fundada por Henrique José de Souza e com sede em São Lourenço, Minas Gerais.

Objetivos

A Sociedade Teosófica afirma que possui três objetivos básicos:

1. Formar um núcleo da fraternidade universal da humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor;
2. Estimular o estudo comparativo das religiões, filosofias e ciências;
3. Investigar as leis ainda não explicadas da natureza e os poderes latentes do homem.

Para que uma pessoa se torne associada da Sociedade, tem de concordar pelo menos com o primeiro objetivo. Os outros dois são opcionais.

Fonte de autoridade

O livro mais importante da fundadora é A doutrina secreta (1888). Suas outras obras são: A voz do silêncio (1889), Isis sem véu e A chave da teosofia. Embora a palavra teosofia signifique a sabedoria de Deus, essa nova sabedoria, no entanto, não tem nada em comum com a verdadeira sabedoria de Deus (1Co 2.6-13).
Blavatsky declarou que “não é o temor do Senhor o princípio da sabedoria, mas o conhecimento do EU que se torna a principal sabedoria” (A doutrina secreta). Os Upanixades e os Vedas, livros sagrados do hinduísmo, constituem a base para grande parte de suas doutrinas. O budismo também influenciou grandemente as doutrinas da teosofia.
Como lemos na Bíblia: “O temor do Senhor é o verdadeiro princípio da sabedoria” (Sl 111.10), e não a sabedoria aprendida nos meios ocultistas, pois esta é “terrena, animal e diabólica. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” (Tg 3.15,17).

A mãe da Nova Era

Um grande número de estudiosos procura uma data específica para o início do Movimento Nova Era (MNE), e indicam esse ponto de partida como sendo a data da fundação da Sociedade Teosófica, em 1875, na cidade de Nova York. A teosofia declara ser “a essência de todas as religiões e da verdade absoluta, da qual uma gota apenas se encontra em cada crença”.4 Seus ensinos englobam os neoplatônicos5, os gnósticos6, a cabala judaica7, a mística dos rosacruzes8 e certas doutrinas de Paracelso9.
Um dos ensinos fundamentais da Nova Era é a criação de uma religião universal. A teosofia tem o mesmo objetivo. Tanto uma quanto a outra procuram juntar o melhor de várias doutrinas em uma só religião. Essa mistura religiosa é denominada sincretismo. A palavra sincretismo designa “qualquer mistura de pensamentos e práticas diversas, com o objetivo de formar um todo, criando, a partir dessa união, algo novo, mantendo essencialmente as mesmas características das anteriores”.10
A pergunta que se faz é: “Em que se baseava a escritora para afirmar que a teosofia é a essência de todas as religiões e da verdade absoluta?”. Por incrível que pareça, ela se baseava no testemunho de videntes, isto é, de mestres iluminados do Tibete, no ensinamento da Loja Branca, da Hierarquia dos Adeptos e na cultura do pretenso continente Atlântida, que não passa de mera ficção literária de Platão.
Tal posição é oposta ao que Cristo afirmou sobre si mesmo, dizendo: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6). Por sua vez, Pedro, em sua segunda carta, declara: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo; e temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações” (2Pe 1.16-19).
Tais homens, tidos como mahatmas (mestres iluminados), não passam de falsos cristos, indicados por Jesus em Mateus 7.15.

A teosofia e a Bíblia

Como essência de todas as religiões, a teosofia reúne os ensinos centrais da Nova Era, um movimento eclético que engloba doutrinas do hinduísmo, do taoísmo, do budismo, do cristianismo e de práticas como a ioga e a meditação transcendental para despertar o suposto poder latente do ser humano.
O aspirante à teosofia deve submeter-se a uma disciplina: “o carma ioga, a senda da prova” e, depois, a “senda do discípulo”, propriamente dito, que o levarão, progressivamente, ao estado de pleno desenvolvimento e de aptidão para o nirvana.

Ensinos teosóficos versus ensinos cristãos

Teosofia: Jesus é um dos cristos

Declaram que a atual “raça-trono” ariana já teve até agora cinco cristos, ou seja, cinco encarnações do Supremo Mestre do Mundo, que foram: Buda, Hermes, Zoroastro, Orfeu e Jesus. Afirmam que Cristo usou o corpo de Jesus. Desta forma, Jesus não deve ser considerado o único Filho de Deus, o Deus homem. Ele é apenas uma das muitas manifestações ou aparições de Deus através dos séculos. Cristo é distinto de Jesus. Cristo é uma idéia perfeita de Deus – o despertar da divindade inerente. Jesus tem a consciência crística ou espírito crístico mais desenvolvido do que outros, mas cada um pode desenvolver seu espírito crístico ou consciência cósmica. Não bastasse tudo isso, ainda aguardam a chegada de um novo cristo, que será mais poderoso do que o Senhor Jesus Cristo. Esse novo cristo unirá todas as religiões em uma só, dizem os teosofistas.

Cristianismo: Jesus é o Cristo

Jesus e Cristo são dois nomes para a mesma pessoa. Jesus não se tornou o Cristo como pessoa adulta, mas nasceu o Cristo (Lc 2.11,26; Jo 1.41; Mt 16.13-16; Jo 11.25,27). O Cristo da Bíblia é o Jesus de Nazaré histórico e o eterno Filho de Deus. Ele se tornou homem, viveu uma vida sem pecado, sofreu a morte vicária e ascendeu aos céus, ao seu Pai (Gl 4.4,5; 1Co 15.3,4; At 1.9-11).
A Bíblia apresenta Jesus como a única manifestação de Deus na carne (Jo 1.1-3,14; 8.58; 14.8-10) e admoesta que tenhamos cautela com relação aos falsos Cristos (Mt 24.4,5, 23-25).
Pedro declarou que Jesus, o Cristo, é o Filho do Deus vivo (Mt 16.16), sendo elogiado por Jesus, que lhe disse ter sido iluminado por Deus para fazer tal declaração (Mt 16.17-18). Jesus disse de si mesmo que era o único caminho para que o homem pudesse chegar a Deus (Jo 14.6). O apóstolo Pedro, por sua vez, reiterou que só no nome de Jesus há salvação (At 4.12). João disse que aqueles que negam que Jesus é o Cristo são anticristos (1Jo 2.22-23).

Teosofia: Tudo é um

Toda a realidade é um todo unitário. Ou seja, toda a realidade (e aqui estão incluídos Deus, a humanidade, o universo criado, a terra, o tempo e o espaço) faz parte do todo. Esta idéia é conhecida como monismo e é basicamente um conceito hinduísta.

Cristianismo: o Deus bíblico é pessoal

A idéia bíblica de Deus envolve um Pai pessoal de amor, a quem os cristãos se dirigem chamando-o de “Aba, Pai” (Rm 8.15; Gl 4.6). Existem evidências que comprovam a natureza pessoal de Deus, pois Ele ouve (Êx 2.24; Sl 94.6), vê (Gn 1.4), conhece (2Tm 2.19), tem vontade (Mt 6.10) e demonstra emoção (Gn 6.6).

Teosofia: tudo é Deus

“Na teosofia não se admite a figura de um Deus potente e poderoso presidindo a formação de tudo. Deus seria o Princípio Transcendental Supremo, chamado de Logos Cósmico”.1 1 “A teosofia é panteísta: Deus é tudo e tudo é Deus”.1 2 “A teosofia não acredita no Deus bíblico, nem no Deus dos cristãos. Rechaço a idéia de um Deus pessoal. O Deus da teologia é um ninho de contradições e uma impossibilidade”.

Cristianismo: a Bíblia nega que tudo seja Deus

O Deus da Bíblia criou o homem, que é uma pessoa distinta e à parte do Criador (Gn 1.27).

Deus é uma personalidade consciente (Êx 3.14; Is 48.12).

É um espírito pessoal (Jo 4.23,24), com vontade própria (Rm 12.1,2; Hb 10.9).

É um Deus Trino: três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo, mas numa só essência ou natureza divina (Mt 28.19; 3.16,17; 2Co 13.13; Gl 3.20).

Teosofia: o homem é Deus e Deus é o homem

O objetivo da vida é despertar o deus que dorme no interior do ser humano. Cada pessoa é mais do que sublime, porque somos divinos. “Não é o temor do Senhor o princípio da sabedoria, mas o conhecimento do EU que se torna a própria sabedoria”.1 3 “O homem traz latentes no seu interior todos os atributos da divindade que podem ser progressivamente desenvolvidos e atraídos à manifestação através do pensamento puro e reto comportamento”.14

Cristianismo: Deus é distinto do homem

A Bíblica ensina que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26,27). Deus é distinto do homem (Ec 5.2; Nm 23.19; Os 11.9). A própria ignorância do homem sobre a sua suposta divindade mostra que ele não é Deus. Vejamos algumas diferenças entre Deus e o homem:

a) Deus é Todo-Poderoso (Mt 19.26); o homem tem poder limitado (Hb 4.15).

b) Deus é onipresente (Sl 139.7-12); o homem é confinado no espaço e no tempo (Jo 1.50).

c) Deus é eterno (Sl 90.2); o homem é criado no tempo (Gn 1.26).

d) Deus é verdade (Is 65.16); o coração do homem é enganoso (Jr 17.9).

Teosofia: o homem não é pecador

O problema do homem é ignorar sua divindade. Desde que não exista o problema do pecado, ele também não tem necessidade de salvação. Conseqüentemente, Jesus não morreu na cruz para providenciar a salvação do pecador. Os homens precisam de iluminação para reconhecer sua divindade. Pela reencarnação, uma pessoa pode retornar a Deus. A única coisa que o homem precisa é de iluminação, para reconhecer sua divindade. A iluminação ou alteração da consciência é chamada também nova consciência. As técnicas para a alteração da consciência ou nova consciência são: meditação transcendental, ioga, hipnoses, mantras, diálogo com canalizadores, entre outros.

Cristianismo: o problema do homem é o pecado

O cristianismo começa com uma distinção entre o Criador e a criação. Oposto ao ensino monista panteísta, existe um abismo entre o Criador e o homem (Is 45.18). O homem de fato tem pecado contra Deus (Rm 3.23) e precisa necessariamente de salvação (Rm 5.18; 6.23). O Jesus bíblico ensinou que o homem não tem simplesmente um problema de ignorância da sua divindade, mas um problema grave de pecado que precisa resolver (Mt 12.33,34; Lc 11.13).
O Jesus bíblico ensinou que sua missão foi prover, por sua morte na cruz, expiação pelo pecado da humanidade (Mt 20.28; 26.26-28). Ensinou, ainda, que a salvação do homem só é possível por fé nele (Jesus), e não por iluminação ou nova consciência (Jo 3.16).

Teosofia: prega a reencarnação e o carma

A vida e o destino do homem são governados pela lei do carma (ação em sânscrito), a lei da causa e efeito.15 O homem precisa progredir muitas vezes até chegar à unidade com o Um. Se o homem adquire bom carma (reação a toda ação), benefícios positivos o acompanharão em outras vidas. O mau carma produzirá futuros castigos. Eventualmente, deixará o ciclo de nascimento e renascimentos pelas práticas de iluminação ou nova consciência, efetuando, dessa forma, sua própria salvação.

Cristianismo: nega veementemente a reencarnação (Hb 9.27)

O tipo de reencarnação adotado pela teosofia não é igual ao de Allan Kardec. O mais importante argumento contra a reencarnação é o esquecimento geral das vidas passadas. Se é verdade que já vivemos algumas vezes, como se explica o esquecimento geral das vidas anteriores?16
A reencarnação constituiria um castigo injusto. Pois: de que serviria a uma alma voltar à carne se ignora as etapas que já percorreu na sua purificação espiritual? A reencarnação prende-se, geralmente, ao falso conceito de Deus; ou seja, ao panteísmo, junto com o qual a reencarnação é professada na Índia. De fato, se não há um Deus pessoal, a quem o homem possa invocar, é o próprio homem quem tem de remir a si mesmo.
Ora, os esforços do homem em demanda da perfeição são sempre lentos. De onde se segue que uma série de encarnações sucessivas se impõe como solução para o problema? Esta solução errônea, por apregoar a auto-redenção, não deixa de ser sedutora, pois bajula o orgulho da criatura humana, dando-lhe a ilusão de que ela não depende de ninguém.
Por outro lado, o homem que crê em um Deus pessoal e distinto do mundo, sabe que é amado por este Deus que provou o seu amor doando seu Filho Jesus para que pudéssemos obter redenção (1Jo 4.8). “Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.9,10).
Jesus é o nosso Advogado, e nos defende do pecado (1Jo 2.1.2,12).

Teosofia: nega a eficácia da oração

“Não acreditamos na eficácia da oração enquanto súplica externa dirigida a um Deus desconhecido”.17

Cristianismo: o cristão ora

Jesus ensinou aos discípulos a orar (Mt 6.9-13). Freqüentemente, Jesus era encontrado em oração de manhã, de tarde e de madrugada. Pedro foi livre das mãos de Herodes pela oração da Igreja em seu favor (At 12.5-8). Paulo recomendou que os cristãos devem orar sem cessar (1Ts 5.17).

Teosofia: declara que a redenção por Cristo é perniciosa

Falando sobre a redenção efetuada por Cristo, L.W. Rogers declara: “É esta perniciosa doutrina de que o erro cometido por um pode ser consertado pelo sacrifício de outro. É simplesmente surpreendente que tal crença tenha sobrevivido à Idade Média e continue a encontrar milhões de pessoas que a aceitam nesses dias de pensamento claro. O homem, que busca comprar a felicidade, através da agonia de outro, é indigno do céu, e não poderia reconhecê-lo, se estivesse lá. Um céu habitado pelos que vêem no sacrifício vicário um arranjo feliz, o qual lhes permite viver no prazer e bem-estar, não é digno de ser possuído”.18

Cristianismo: a base da redenção é o sangue de Cristo (Mt 26.28; Ef 1.7; 1Jo 1.7,9).

Jesus ensinou a regeneração, e não a reencarnação (Jo 3.1-7). A queda da raça humana, relatada em Gênesis 3.1-5, indica a origem da rebelião contra Deus (1Sm 15.23). O cristianismo afirma que a única solução é o homem converter-se de sua rebelião contra Deus e depositar sua fé em Jesus Cristo (Is 55.6,7; Lc 13.3; 19.10).

Salvação é mais do que mudança de consciência: é um processo pelo qual a graça de Deus transforma a pessoa em uma nova criatura (2Co 5.17).

O lema da Sociedade Teosófica

“Não há religião superior à verdade, este era o antigo lema da família de Kasi, ou Varanasi, também adotado como lema da Sociedade Teosófica”.19 A verdade essencial da teosofia é que existe a unidade por trás de toda a diversidade.
Concordamos com o fato de que as inúmeras religiões não são superiores à verdade, entretanto, é salutar esclarecer que verdade é esta, e, neste intento, é adequado apontá-la como nosso lema, cujo fundamento é exarado de forma explícita e absoluta na Bíblia.
Jesus se identificou como a verdade, quando declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6). E ainda acrescentou: “a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Fica claro, em suas declarações, que Jesus não considerava a possibilidade de acesso a Deus por meio de uma diversidade de outros líderes religiosos, “iluminados”, pois suas palavras são incisivas: “ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Não há aqui qualquer margem de espaço para Buda, Krishna, Maomé e outros.
A verdade essencial do cristianismo não esconde atrás de si uma diversidade de caminhos para a salvação. O apóstolo Pedro ratificou essa doutrina ao declarar: “e em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12; grifo do autor). O apóstolo Paulo complementa: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1Tm 2.5; grifo do autor).
Atentemos para a exclusividade reclamada pelas expressões “ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6), “em nenhum outro há salvação” (At 4.12) e “um só mediador” (1Tm 2.5). De acordo com as Sagradas Escrituras, Jesus é a verdade. Qualquer religião que ignorar ou deturpar este lema não poderá oferecer a verdadeira salvação.
Entre outros, este é um dos principais atrativos que a Nova Era resgatou de sua precursora, isto é, o ideal de harmonizar e unificar valores religiosos em busca da verdade, apresentando, com isso, uma religião sincrética. Logicamente, em nossos dias, essa pregação simpática encontrará o acolhimento de pessoas que não querem se comprometer com uma verdade moral e um Deus pessoal. Nós, em contraste, continuaremos irredutivelmente apregoando a mensagem da verdade, independente de como ela for recebida. Afinal de contas, como Charles Haddon Spurgeon disse: “mil erros podem viver em paz uns com os outros, mas a verdade é um martelo que os quebra a todos em pedaços”.

O EMBLEMA DA SOCIEDADE TEOSÓFICA

Segundo os adeptos da teosofia, o emblema da Sociedade “é uma perfeita equação algébrica com todos os termos expressos encerrando uma infinidade de valores, representando a intenção da teosofia de redimir a humanidade da miséria, aflição e pecado, frutos da ignorância, causa de todo o mal”.
Como podemos constatar abaixo, o conjunto de elementos que encerra o emblema deste grupo religioso é constituído de símbolos declarados pela Nova Era.

Vejamos:

• Os dois triângulos eqüiláteros entrelaçados simbolizam o Universo como a dualidade espírito-matéria. O de vértice para cima é o do fogo, espírito ou Pai; o de vértice para baixo é o da água, matéria ou Mãe. Os lados do triângulo do fogo, entre outras coisas, significam: existência, consciência e bem-Aventurança; os do triângulo da água significam as três características da matéria: inércia, movimento e equilíbrio. Os doze lados iguais formados pelo cruzamento das linhas da figura consideradas em conjunto representam os “dozes deuses” da Cabala e de outras religiões antigas, os doze signos do Zodíaco, os doze meses do ano.

• A cruz “ansata”, ou Tau, encerrada dentro do duplo triângulo é o símbolo do espírito que desce à matéria e nela está crucificado, porém, que ressuscitou da morte e permanece triunfante nos braços do vitimário já vencido e, por isso, é chamada de “Cruz da Vida”, simbolizando a ressurreição. Nas pinturas egípcias pode-se ver que esta cruz era aplicada sobre os lábios da múmia, quando a alma voltava ao corpo.

• Acima, o torvelinho da Cruz Ígnea, ou Svástika (Cruz Alada ou Cruz de Fogo) é o símbolo da energia vertiginosa que cria um Universo, “abrindo buracos no espaço” ou, dizendo em forma menos poética, formando os torvelinhos ou átomos para a construção dos mundos. Ao contrário do que muitos acreditam, a suástica é usada há mais de três mil anos pelos chineses, tibetanos e antigas nações germânicas; encontrada também entre os bompas e budistas; usada como símbolo do budismo esotérico, figurando a frente de todos os símbolos religiosos de todas as nações antigas, sendo o mais sagrado e místico símbolo da Índia. Segundo afirmam, tem estreita relação e até identidade com a cruz cristã. Como diagrama místico de bom augúrio “svástika”, ou seja, signo de saúde, não mantém relação alguma com o símbolo usado na Segunda Grande Guerra.

• A serpente que morde a própria cauda, o ouroboros, é o milenar símbolo da eternidade, o círculo sem começo nem fim em que todos os universos crescem e declinam, nascem e morrem. Ao redor do símbolo, o lema do Maharâja de Benares: Satyât nâsti paro Dharma [Não há religião superior à verdade].

• Este sinal, a sílaba sagrada AUM, em sânscrito, é a representação gráfica e sonora (OM) do mistério do PRÍNCIPIO UNO, manifestado em seus três aspectos: a Trindade. A letra A representa o nome de Vishnu (o preservador); a letra U, o nome de Shiva (o destruidor) e a letra M, o de Brahmâ (o criador). AUM é o nome místico da divindade, a palavra mais sagrada de todas na Índia, a expressão laudatória ou glorificadora com que começam os Vedas e todos os livros sagrados ou místicos. Todas as grandes religiões falam da Trindade, ainda que dando nomes diferentes. Assim, segundo os teósoficos, por exemplo, no cristianismo são: PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO; na Teosofia: 1º, 2º e 3º LOGOS.

Fonte: http://www.mcanet.com.br/lotusbranco/simbologia.htm

RELIGIÕES, SEITAS E FILOSOFIAS A SERVIÇO DA NOVA ERA

RELIGIÕES

Hinduísmo (*2000 – 1500 a.C)
Xintoísmo (*660 a.C)
Taoísmo (*604 – 531 a.C)
Confucionismo (*551 – 479 a.C)
Budismo (*563 – 483 a.C)

SEITAS

Espiritismo Moderno (1848)
Teosofia (1875)
Ciência Cristã (1879)
Sociedade Vedanta (*1895)
AMORC - Antiga e Mística
Ordem Rosa Cruz (1915)
Antroposofia (1913)
Eubiose (1924)
Seicho-No-Iê (1930)
Logosofia (1930)
Perfect Liberty (1946)
Meditação Transcendental (*1950)
Cientolgia (1955)
Arte Mahikari (1959)
Hare Krishna – ISKCON (1966)
Raelianos (1975)
Viver de Luz (*1898 – 1962)

FILOSOFIAS E PRÁTICAS

Homossexualidade
Gnosticismo
Ecumenismo
Sincretismo
Panteísmo
Monismo
Holismo
Astrologia
Ufologia
Ecologia
Cosmologia
Cosmogonia
Bruxaria
Bruxaria
Alquimia
Feng-Shui
Reiki
Vodu
Ioga
Entre outros

Notas:

1 Folheto Teosofia e a Sociedade Teosófica.

2 Revista ANO ZERO n. 24, de abril de 1993, p. 43.

3 Ibid.

4 The Key of Theosophy. Helena P. Blavatsky, p. 85, edição em francês de 19l6.

5 Corrente doutrinária fundada por Amônio Sacas (séc. II), em Alexandria, e cujos representantes principais são: Plotino, filósofo romano (240-270), em Roma; Jâmblico, filósofo grego (c.250-330), na Síria; e Proclo, filósofo grego (410-485), em Atenas. Caracterizava-se pelas teses da absoluta transcendência do ser divino, da emanação e do retorno do mundo a Deus pela interiorização progressiva do homem.

6 Existem várias correntes diferentes do gnosticismo, porém, todas elas foram influenciadas pelo neoplatonismo e pelo pensamento grego em geral. Rejeitavam a matéria por achar que ela era má e, com isso, rejeitavam também a encarnação do Verbo, o que gerou posições absurdas e conflitantes no que se referia à morte e à ressurreição de Cristo. Ao que parece, foi uma das primeiras heresias cristãs, visto que, conforme a opinião de alguns, os escritos do apóstolo João foram redigidos visando combater estas idéias errôneas a respeito de Cristo.

7 Cabala é o nome dado ao conhecimento judaico místico, originalmente transmitido de forma oral. O misticismo gnóstico já se fazia presente na Haggadah (livro que narra o Êxodo e apresenta a ordem de Sêder – as bênçãos, símbolos, orações e, principalmente, a exposição rabínica do tema). As pessoas buscavam a presença de Deus. Essa presença substituía toda a erudição e todo o esforço humano. Assim, a alma humana entraria em harmonia com o Ser divino. As pessoas andavam atrás da perfeição, da santidade e da autopurificação, para que pudessem chegar à presença de Deus. O instrumento usado para isso era a cabala que, naturalmente, incorporava muitas idéias pagãs, no campo dos conceitos, como a adivinhação. A cabala era usada como a Bíblia do misticismo.

8 Segundo a própria Ordem RosaCruz, sua finalidade é estudar, testar e ensinar as leis de Deus. Vejamos o que declaram: “A finalidade da Ordem é estudar, testar e ensinar as leis de Deus e da natureza capazes de tornar nossos membros mestres do sagrado templo (o corpo físico) e obreiros do divino laboratório (os reinos da natureza). Isto nos permite prestar auxílio mais eficaz aos que ainda não conhecem aquelas leis e que precisam de assistência. Todo iniciado tem o dever de servir, considerando imperativo estudar e praticar as leis ensinadas em nossa Ordem, aplicando-as sempre que oportuno”.

9 Mestre de Alquimia, médico e filósofo alemão que conseguiu difundir suas doutrinas sem ser condenado pela Igreja. É considerado o personagem mais característico do Naturalismo alemão na Renascença. Definia o fundamento da Medicina como uma conjugação entre o mundo exterior e as diferentes partes do organismo humano. Tornou-se célebre pela doutrina dos medicamentos específicos e pela teoria da múmia, bálsamo natural que deveria preparar todos os tecidos.

10 Dicionário de religiões, crenças e ocultismo. Mather & Nichols. Editora Vida, p. 415, 2000.

11 Revista ANO ZERO n. 24, de abril de 1993, p 46.

12 The Key to Theosophie. Helena P. Blavatsky, p. 63.

13 A doutrina secreta. Helena P. Blavastky.

14 Folheto Princípios teosóficos.

15 Ibid.

16 A reencarnação dos espíritos, p. 192, 1946.

17 Revista ANO ZERO n. 24, abril de 1993, p.46.

18 Citado no Dicionário de religiões, crenças e ocultismo.