VIDAS

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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Momento Miraculoso da Descoberta dos Manuscritos do Mar Morto



Um pastor de cabras beduíno descobriu os manuscritos do Mar Morto acidentalmente em 1947. Imagino que, quando a comunidade judaica Qumran os escondeu, poucos anos antes da destruição de Jerusalém no ano 70, eles se perguntavam quem um dia os encontraria. O que não sabiam — nem o pastor de cabras, nem os judeus essênios — era que Deus já tinha planejado tudo desde o início!

No final de 1947, as Nações Unidas se reuniram para votar o que se chamava Plano de Partilha. Eles iriam tomar os 20% de terra remanescentes que a Grã Bretanha havia prometido ao povo judeu na declaração de Balfour – 80% já tinham sido doados para criar o novo país árabe da Jordânia – e criar outro estado árabe para os árabes e um minúsculo estado para os judeus. (A propósito, se alguém lhe disser que precisa haver um território para os palestinos, você pode responder que ele foi criado em 1921 e se chama Jordânia!) Enfim… o voto foi marcado para o dia 29 de novembro.

Eleazar Sukenik
Voltando aos manuscritos, o pastor de cabras não fazia ideia do que ele havia encontrado. Colocaram-no em contato com um negociante de antiguidades em Jerusalém, cujo nome era Kando. Quando o professor Eleazar Sukenik da Universidade Hebraica soube da descoberta, ele ficou intrigado. Pondo sua vida em risco, devido às tensões entre judeus e árabes por causa do voto da ONU, ele marcou um encontro com Kando e após uma breve inspeção, foi a Belém para ver os outros manuscritos. Ele ficou perplexo ao perceber o que poderia estar lendo.

“Minhas mãos tremeram quando comecei a desenrolar um deles. Li algumas frases. O documento foi escrito num belo hebraico bíblico. A linguagem era como aquela de Salmos, mas o texto era desconhecido para mim. Examinei e examinei e, de repente, tive a sensação de que havia sido privilegiado pelo destino de poder contemplar um Manuscrito Hebraico que não tinha sido lido por mais de 2 mil anos.”

Depois de algumas negociações, ele partiu com os manuscritos e pegou o ônibus de volta para Jerusalém. Ele estava cercado por árabes e muito nervoso. Será que ele conseguiria chegar à sua casa com sua carga preciosa? Sim, e assim que chegou, debruçou-se sobre os manuscritos para se tornar ainda mais convencido da sua descoberta histórica.

E é aqui que a coisa fica doida! Vou apenas citar o professor:

Enquanto eu estava examinando esses documentos preciosos no meu escritório, as notícias do fim do dia no rádio anunciaram que as Nações Unidas votariam sobre a resolução naquela noite — se Israel poderia ou não se tornar uma nação. Meu filho mais novo, Mati, estava no cômodo ao lado, girando os botões de rádio num esforço para sintonizar uma estação de Nova Iorque… De tempos em tempos, ele vinha me fazer um breve comentário sobre o que havia sido noticiado. Já era mais de meia-noite quando a votação foi anunciada. E eu estava concentrado numa passagem particularmente fascinante num dos manuscritos quando meu filho entrou correndo com o grito de que o voto a favor do Estado Judaico havia sido aprovado. Esse grande evento na história judaica foi, dessa forma, combinado em minha casa em Jerusalém com outro evento, não menos histórico. O primeiro foi político e o outro, cultural.

O momento exato em que isso aconteceu foi claramente profético. Os manuscritos ficaram escondidos sem que ninguém os achasse por aproximadamente 2 mil anos. E no mesmo dia, exatamente no mesmo dia, em que o renascimento de Israel foi confirmado, um professor judeu confirma a existência do antigo Israel. Você precisa ser muito desonesto intelectualmente se quiser afirmar que Deus não estava por trás do renascimento dramático de Israel.

Ron Cantor

Quando Acontecerá o Arrebatamento



O ensino fundamental de Yeshua sobre o fim dos tempos é encontrado em todos os três evangelhos sinóticos (Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21). Ele resume e interpreta os ensinos de todos os Profetas de Israel. Os Apóstolos basearam seus escritos sobre este assunto naquilo que Yeshua ensinou.

Em Mateus 24, Yeshua falou duas vezes (vv. 31 e 40) sobre um evento sobrenatural em que os santos serão elevados aos ares pelos anjos (Arrebatamento). Além disso, as Escrituras falam sobre um tempo terrível de angústia (Tribulação), no qual:

    O mal será exposto
    Os santos serão purificados
    Um avivamento miraculoso acontecerá.

Alguns ensinam que os escolhidos serão elevados pelos anjos antes desse tempo de dificuldade, ou no meio dele. Contudo, nenhum versículo aponta para um arrebatamento antes ou durante a tribulação; todos os versículos descrevem claramente que esse evento acontece “depois” dela.

    Yeshua ensinou que precisamos “perseverar até o fim” (Mateus 24.13)
    Alguns terão que “fugir para os montes” (verso 16). Não há razão alguma para fugir se você não estiver lá!
    “Por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias” (verso 22). Deus abrevia o tempo do fim por causa dos santos; ele não os remove antes do fim.
    Yeshua adverte seus discípulos para “que ninguém vos engane” “nem vos perturbeis” durante esse tempo (versos 4, 5 e 25). Isso não faria sentido se não estivermos aqui.
    O momento em que os anjos virão certamente acontecerá “logo depois da tribulação daqueles dias” (Mateus 24.29; Marcos 13.24). Somente “então” (verso 30) acontecerá a Segunda Vinda e o Arrebatamento.
    Yeshua comparou o evento (arrebatamento) ao dilúvio de Noé, que se deu “no dia" em que Noé entrou na arca, não antes disso.
    Semelhantemente, Yeshua comparou-o à destruição de Sodoma que aconteceu “no dia em que Ló saiu de Sodoma” (Lucas 17.29). Nem um segundo antes!

Que possamos estar preparados e vitoriosos para o fim dos tempos!

Asher Intrater

O Destino de Deus para Árabes e Judeus



Cada vez que nos reunimos com líderes cristãos árabes, seja localmente aqui em Israel ou no contexto do Global Gathering (Ajuntamento Global), há novos níveis de revelação sobre o destino de Deus para árabes e judeus. Neste último Ajuntamento em Jerusalém, um dos pastores árabes ressaltou que houve apenas 4 pessoas na Bíblia que receberam seus nomes antes do nascimento: Ismael, Isaque, João Batista e Yeshua. 

Ele viu um paralelo entre Isaque e Yeshua e, portanto, um paralelo entre Ismael e João Batista. Em outras palavras, o destino da comunidade cristã árabe era preparar o caminho para o avivamento do fim dos tempos, o remanescente messiânico em Israel e a Segunda Vinda, da mesma forma que João preparou o caminho para a primeira vinda de Yeshua.

Focando no Positivo

Houve muitos pecados e erros nas biografias pessoais dos nossos antepassados, incluindo Agar e Ismael, e Abraão e Sara. Apesar desses pecados e erros, Deus ainda tem um destino para o povo judeu e também para os árabes. Temos um grande desafio de ver além das histórias negativas dos nossos povos a fim de encontrar o destino positivo de Deus para cada um.
Até mesmo o pensamento de que os povos árabes têm um destino positivo é escandaloso para alguns de nós judeus; talvez da mesma maneira que o destino do povo judeu é escandaloso para alguns cristãos e árabes. O destino de Ismael e dos povos árabes está ligado ao povo judeu por causa da aliança messiânica que veio através de Isaque. Judeus messiânicos e cristãos árabes precisam uns dos outros.

Plano Predestinado

Ismael foi circuncidado na aliança abraâmica antes que Isaque tivesse sequer nascido. Deus prometeu abençoá-lo, e lhe deu um nome antes do seu nascimento porque tinha um plano predestinado para ele. Um pastor egípcio compartilhou comigo que Ismael, e portanto o povo árabe hoje, foram destinados para ser o “irmão mais velho” protetor de Isaque. Ismael era forte como um guerreiro e próspero. 

Os líderes cristãos árabes de hoje estão começando a ver um destino divino de ajudar a comunidade judaico-messiânica em Israel, e a reconhecer o propósito de Deus em sua aliança com a nação de Israel. Vamos nos lembrar de que em cada nação, o destino de Deus não se encontra na “maioria incrédula”, mas na “minoria que crê”. Isso é verdadeiro para a Europa, a Ásia, a América, a África e para os árabes e judeus.

Os povos árabes possuem um destino positivo que foi predestinado por Deus. Esse destino não está nos extremistas ou políticos islâmicos, mas na comunidade árabe cristã; os que nasceram de novo, que são cheios do Espírito, o remanescente que crê na Bíblia estabelecido em cada nação. Estamos em aliança com eles através da nossa fé mútua em Yeshua, e cremos que se posicionarão conosco e a favor da nossa nação nos tempos difíceis por vir.

Asher Intrater

O Quê? Eu disse SIM para VOCÊ também?



Na semana passada, tive dois sonhos sobre casamento. Num deles, eu estava casada com um judeu etíope e no outro com um cristão árabe. Durante o último encontro Jerusalem Global Gathering, tive uma nova revelação: quando disse SIM a Yeshua como meu Senhor e Salvador, também disse SIM a um relacionamento de aliança semelhante ao casamento com as pessoas de todos os povos, tribos e línguas que também disseram SIM a ele.

Esse “casamento” é o resultado de todos nós sermos um Corpo de Cristo por causa da Nova Aliança. Isso também é conhecido como o Novo Homem. Nesse tipo de relacionamento, também sou chamada para cuidar de outros membros do Corpo de Cristo da mesma forma que cuido do meu próprio marido. Quando meu marido adoece ou passa por um período difícil, eu entro em ação para servi-lo e apoiá-lo. Portanto, eu deveria ter a mesma atitude e reação quando companheiros cristãos passam por dificuldades, pois, espiritualmente falando, somos casados.

Liat Archer

Notícias



Acampamento de Jovens Katzir Chanukkah

Durante o acampamento de três dias, jovens messiânicos de todo o Israel foram incentivados a criar e fortalecer relacionamentos saudáveis uns com os outros por meio de atividades competitivas, caminhadas ao ar livre, e jogos de Chanukkah. Mas mais do que diversão e comunhão, o tema do acampamento era “Prove e Veja!” Nosso objetivo era levar os jovens a buscar e cultivar experiências pessoais e íntimas com Yeshua através de momentos de adoração, ensino e de suas próprias interações entre si.

Muriel, uma jovem que estava tendo dificuldades na escola, foi rotulada como uma “estranha” pelos seus colegas de escola e pensava que era a única messiânica em sua escola. Contudo, apenas algumas horas depois que oramos e pedimos a Deus que lhe enviasse outra pessoa que compartilhasse da sua fé, ela fez amizade com alguém em Katzir, que também era da sua escola! Outros jovens compartilharam testemunhos de experiências pessoais com o Senhor que os fortaleceram e os lembraram da sua necessidade de serem totalmente dependentes dele, de mudar o foco de si mesmos para os outros, e a diariamente vencer a tentação pelo poder do Espírito Santo.

Sarah Zingerman

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Nova Era dos Atos dos Apóstolos

Na virada do ano de 2016 para 2017, durante nossa conferência no Brasil, enquanto orávamos, senti o Espírito do Senhor dizendo em meu coração para “retornar a uma nova era dos atos dos apóstolos".

Por décadas, temos olhado para o livro de “Atos dos Apóstolos” como o padrão para o ministério. Desde 1984, sentimos o Senhor nos direcionando para restaurar uma equipe apostólica judaico-messiânica. No Revive Israel, adotamos Atos 1 como nossa visão principal a fim de concluir o que a primeira equipe apostólica em Jerusalém havia começado. Em Ahavat Yeshua, adotamos Atos 2 como nossa visão principal para a congregação em Jerusalém. Em Tiferet Yeshua, temos abraçado a promessa para que a região metropolitana de Tel Aviv seja salva de acordo com Atos 9 e para que Tiferet Yeshua se torne uma congregação que envie missionários como a de Antioquia em Atos 13. Em Tikkun International, buscamos uma unidade de cooperação com outras redes apostólicas baseado na reunião de apóstolos e presbíteros em Atos 15.

A maioria dos ministérios de restauração olham para o livro de Atos como modelo para sua obra. Mas senti essa palavra de “retornar a uma nova era dos atos dos apóstolos” com um sentido bem diferente: não apenas um padrão, mas uma “era” – como mencionado em 1 Coríntios 10.11: “...de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.”

Em Atos 2, o Espírito Santo foi derramado por volta do ano 33 d.C. Há evidências de que o apóstolo Paulo tenha sido decapitado aproximadamente em 67 d.C. A cidade de Jerusalém foi destruída em 70 d.C. Apesar de João ter vivido e continuado a escrever até cerca de 90 d.C., o trabalho mais intenso realizado durante o tempo do livro de Atos já tinha sido finalizado. Embora avivamentos apostólicos tenham certamente continuado ao redor do mundo, houve uma janela relativamente curta de tempo pouco depois do ano 30 d.C. e antes de 70 d.C. na qual toda a “atividade” do livro de Atos aconteceu.

Qual era o “fim dos tempos” para Paulo e os outros discípulos? Na geração deles, era a destruição de Jerusalém em 70 d.C. Viria um outro “fim dos tempos” logo antes da Segunda Vinda (provavelmente em nossa geração). Já havia acontecido um “fim dos tempos” anteriormente na destruição de Jerusalém em 586 a.C. e outro antes disso no tempo de Noé (2 Pedro 3.5-10). Haverá ainda mais um no final do Reino Milenar (Apocalipse 20-21).

Yeshua, Pedro, Paulo e João, todos fizeram referência a um duplo “fim”, um em sua própria geração e outro prestes a acontecer nos nossos dias (Mateus 24.3). Por esta razão, há uma sobreposição de profecias quando o assunto é o fim dos tempos. A primeira era dos apóstolos ocorreu logo antes do “fim dos tempos” da sua época. Essa nova era dos apóstolos ocorrerá logo antes do “fim dos tempos” da nossa geração. Ambos envolvem a destruição de Jerusalém.

A primeira Era Apostólica aconteceu pouco depois da ascensão de Yeshua da terra ao céu. Estamos no período pouco antes da sua descida de volta do céu para a terra. Um fator peculiar desses dois períodos de tempo é a sobreposição da Eclésia internacional com a comunidade messiânica em Israel. Antes de 33 d.C., não havia eclésia. Depois de 70 d.C. não havia mais Israel. Durante essa única geração, tanto a eclésia quanto o remanescente messiânico estavam funcionando, um ao lado do outro. Pela primeira vez em 2 mil anos, a coexistência dos dois voltou a existir.

Não sabemos exatamente como calcular essa janela atual de oportunidade. Será que ela começou em 2000 d.C e terminará em 2040? Ou está começando agora em 2017 e terminará em algum momento dos próximos 30 a 40 anos? Não sei dizer.

Contudo, as condições do livro de Atos estão se alinhando novamente como nunca antes na História. O alinhamento entre uma eclésia reavivada e apostólica em todas as nações e um remanescente messiânico reavivado e apostólico em Israel está acontecendo agora pela primeira vez. Não tinha nenhuma chance para que esse alinhamento ocorresse nas gerações anteriores.

Está havendo uma aceleração do relógio para as nações, para Israel, para a Igreja, para as comunicações, para a revelação, para o avivamento, para a perseguição, para o término da grande comissão de Atos 1.18, para o derramamento do Espírito sobre toda a carne de acordo com Atos 2.17 e para a restauração de todas as coisas como descrito em Atos 3.21. O ano de 2017 representa um avanço marcante, um “recomeço” para que as profecias apostólicas e apocalípticas se cumpram.

Asher Intrater