VIDAS

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS. A VIDA ETERNA, DE RENÚNCIAS!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Atenção: Reiki – A técnica esotérica que diviniza o espírito humano


Por Márcio Souza

Parece que a cada ano surge uma nova epidemia de “faça isso ou aquilo” para se alcançar “uma boa qualidade de vida”. Dentre as inovações, o Reiki, uma espécie de massagem pela imposição das mãos, é a última moda entre os artistas e demais personalidades brasileiras. A posição dos militantes desse movimento é extremamente ousada. Certo comentarista dessa técnica afirma que seu fundador, Mikao Usul, conseguiu recuperar as técnicas de cura utilizadas por Jesus em seu ministério terreno.

Será que esse movimento tem algum fundamento cristão? Não! Como veremos, não existe nessa corrente religiosa nenhum indício dos ensinos de Cristo, pois o Filho de Deus jamais usou de técnicas para curar as pessoas, tudo o que fez foi pelo poder e autoridade de Deus.

É incrível, mas cada movimento oriental que surge insiste em afirmar que encontrou algum tipo de solução para os problemas que afligem a humanidade. E, para arrebanhar adeptos, apontam para o interior do homem que está sempre em busca de toda e qualquer resposta para os seus dilemas, seja da mente ou do corpo. As formas esotéricas para a solução dos problemas humanos são diversas. Entre elas, a meditação e a meditação transcendental. A primeira é feita com ajudas externas, como a música e a visualização. A segunda só é bem-sucedida pela respiração ritmada, pelo esvaziamento, pelo êxtase e pela recitação de mantras.

A ioga, a acupuntura e o feng shui também são métodos utilizados nesse processo. Outros canais externos são o uso da urina, das terapias da luz, do vento, da música, das cores e dos líquidos. O incenso é utilizado pelos esotéricos como um canal de energização.

Segundo os místicos, existem também, fora os externos, os canais internos no corpo dos pacientes pelos quais podem captar e/ou emanar energia vital. Esses pontos são chamados de chacras – aliás, diversos movimentos espíritas usam os mesmos pontos e, quando não, a mesma nomenclatura para defini-los. Seria apenas coincidência ou tais movimentos têm as mesmas raízes?

A técnica esotérica

Reiki é a energia vital (Ki), direcionada e mantida pela sabedoria universal (Rei). “É a energia natural, harmônica e essencial a todo ser vivente”, afirmou uma revista sobre terapias alternativas ao comentar a respeito desse movimento.

Os “reiquianos” dizem que uma energia vital ocupa e abrange todo o corpo humano. Segundo eles, é justamente essa energia que possibilita, enquanto dormimos, o trabalho vital de respiração, irrigação e batimentos cardíacos sem a nossa consciente intervenção. Esse corpo etéreo deve ultrapassar o corpo físico em aproximadamente 2,5 centímetros. Quando algo está errado, ou seja, quando sentimos em nossa própria pele que não estamos bem, por um órgão ou parte do corpo não está cumprindo suas funções harmonicamente, paramos para cuidar dessa parte do corpo. Percebemos então que a saúde é justamente o estado de perfeito funcionamento dos órgãos do corpo em si mesmo e em seu conjunto, e que a dor é um grito de socorro desesperado do corpo para que possamos agir.

Afirmam que esse corpo vital, etéreo, é responsável pela absorção da energia vital adquirida pelos chacras, pontos que captam e emanam energia que interage com a natureza. Para o equilíbrio do corpo etéreo com a energia vital (Ki) é necessário obter a sabedoria universal (Rei) que se manifesta na interação com a natureza.

O Reiki é aplicado pela imposição das mãos a uma distância de três a cinco centímetros entre o paciente e o aplicante. Todo o processo não dura mais do que cinco minutos e as mãos do aplicador devem estar em forma de concha. No final, é feito um ritual para “fechar” o campo áurico do paciente. Em seguida, o aplicante lava as mãos com água fria e corrente para purificá-las.

Os objetivos das aplicações do Reiki, entre outros, são: curas físicas, combate ao estresse e ativação da concentração e do raciocínio. Alguns astros e estrelas televisivos têm procurado o movimento e testemunhado que, após as aplicações, alcançaram maior concentração mental e capacidade para resolver questões pessoais, além de melhor qualidade de vida.

Os deuses do Reiki

Os “reiquianos” compartilham os ícones de seus ensinamentos com qualquer cultura ou movimento religioso. São adeptos do ecletismo e do sincretismo, pois aceitam os ensinos ocultistas de outras correntes religiosas. A técnica “reiquiana” pode ser interpretada como sendo a emanação de um deus pessoal ou impessoal. E o mais absurdo é que seus mentores alegam que Jesus é a fonte espiritual dessa técnica.

A “sabedoria universal”, afirmam, “pode ser invocada com outros nomes”. A saber: Fonte Primeira, Deus ou Deusa, Criador, Aquele que é, a Chama, o Buda, o Cristo, o Brahma, a Ordem Natural, o Todo, Tupã e Energia”. Tudo vai depender da forma como ela é venerada e conhecida em cada cultura mundial mediante seus ídolos. Prana, para os hindus; Chi, para os chineses; Ka, para os egípcios; Pneuma, para os gregos; e Nefesh, para os judeus. E prosseguem. Na Polinésia ela é conhecida como Mana e os russos a identificam como bioenergia. Para os alquimistas ela é o Fluido da Vida e para os cristãos, Luz ou Espírito Santo.

Suas divindades podem ser identificadas com quaisquer ídolos que tenham afinidade. Essa possibilidade na prática do Reiki traz uma espécie de “desencargo de consciência”. Isto é, “não vou ferir minha devoção se posso identificar meu deus (ou ídolo) como emanador dessa energia”. Chamamos esse procedimento de sincretismo religioso.

Assim como os ecologistas místicos, os “reiquianos” também creem que a terra é a “Grande Mãe”, com influência mística. Essa influência é conhecida no Reiki como Karuna Reiki, o aspecto feminino da energia vital. Na China, essa influência é simbolizada pela mãe Kuan Yin. Na Índia, ela é conhecida pelo nome de Avalokitesbuara. No Tibet, é chamada de Chenrezig. No Japão, de Kannon. E aqui, no Brasil, existem dois ícones: Nossa Senhora Aparecida e Iemanjá.

Segundo esse movimento, a influência feminina, dócil e compassiva de Karuna Reiki traz paz de espírito. Será?!

Os “reiquianos” consideram que todas as culturas acharam, em suas respectivas civilizações, a mesma fonte de sabedoria e residência da energia vital. Bem, se isso for verdade, o que o Reiki oferece de novo? Nada.

Por tudo que vimos, parece que o Reiki nada mais é do que um movimento espírita e ecumênico em sua prática e ensino. As curas por imposição de mãos, recurso tão peculiar nessa religião, podem ser atribuídas tanto a Iemanjá quanto a Maria (ídolo católico). Ou, então, a Buda ou ao Jesus da Cristandade. Para os “reiquianos”, não importa a origem das forças ocultas que atuam em suas sessões.

Visão holística: ferramenta da Nova Era

Os “reiquianos” dizem que o homem deve ser estudado de forma global: mente, corpo e espírito. Esse ponto de vista indica que a pessoa interage com a natureza e que sua disposição mental está intrinsecamente relacionada à saúde do corpo. A ideia é de que somos “um” com o universo, ou seja, que o universo, a mente, o corpo e o espírito interagem ou podem estar desequilibrados, causando doenças e outros distúrbios. Todos os tratamentos medicinais para essas doenças ou distúrbios são apenas soluções paliativas, porque não alcançam a causa do problema. Então, entra a propaganda mística de que a visão holística proverá milagres! – “alcançará as causas e trará equilíbrio ao corpo, fazendo cessar os sintomas”, afirmam.

De acordo com os mestres holísticos, o tratamento ideal é permitir que o corpo “fale” e transmita o método apropriado para o tratamento. Um dos conselhos desses mestres é: “Uma viagem; uma perspectiva de si mesmo mais suave; ou mesmo procurar um padre ou um médium ou mesmo um médico – mas deixe seu corpo opinar”.

Tal conselho, no entanto, não é sábio, pois, segundo os princípios bíblicos, devemos averiguar as fontes de nossas orientações. Além disso, confiar no sentimento interior para uma decisão tão importante é algo gravíssimo. O nosso coração é enganoso (Jr 17.9), e quando confiamos apenas nele dificultamos e embaraçamos a nossa vida.

Um pouco da história do Reiki

Seu fundador é Mikao Usui, monge japonês e estudioso das religiões que procurava respostas para a técnica de cura usada por Jesus. Mikao percorreu parte da China e da Índia em uma busca incessante desse método. Sua procura foi interrompida no Japão, em um monastério budista, onde supostamente encontrou o que tanto procurava. A descoberta que fez, no entanto, não lhe proporcionou as verdades e práticas espirituais que transformam o homem caído em uma nova criatura diante de Deus.

No monastério budista, Mikao achou alguns escritos “reiquianos” que ensinavam técnicas de cura. “Uma coisa era conhecer a técnica, outra era saber como ativar a energia necessária à aplicação da técnica”, afirmou o próprio Mikao Usui. Foi então que decidiu meditar e jejuar. Subiu ao monte Koryama, no Japão, onde passou 21 dias em meditação. No último dia, foi atingido por uma luz no chacra do terceiro olho (parte frontal da testa) e visualizou a formação dos símbolos do Reiki. Depois da “visão”, ficou inconsciente por algum tempo. E chamou essa experiência de sinal. Seria, então, o primeiro sinal de uma série deles que comprovariam que de fato havia conseguido ativar a energia.

Ao descer do monte, ele feriu um dos dedos do pé e, ao passar a mão no local, foi curado. Seria esse o segundo sinal. O terceiro sinal diz respeito ao fato de haver conseguido comer uma modesta refeição depois de passar 21 dias em jejum. O quarto sinal está relacionado à cura de um atendente que sentia forte dor de dente. O homem alcançou o alívio da dor assim que Mikao passou a mão pelo seu rosto. O quinto e último sinal que o consagrou como portador do conhecimento “reiquiano” foi a cura, em um monastério, de um colega e mestre que sofria de artrite.

Durante suas expedições, Mikao ficou abatido ao descobrir que suas “curas” eram superficiais, ou seja, as pessoas não alcançavam uma mudança espiritual, como aparentemente ocorria no corpo. Inicialmente, as pessoas se arrebatavam com a cura alcançada, mas logo estavam novamente envolvidas com as mesmas dificuldades anteriores e, então, o abandonavam. Daí, Mikao concluiu que precisava atingir a mente de seus pacientes e não apenas o corpo.

Mikao morreu em 1930 e deixou alguns discípulos. Esses seguidores foram influenciados pela escola Tendai, movimento budista tântrico japonês cuja base é o estudo do Ko-fo, arte iogue de respiração e meditação para controlar as energias básicas do corpo.

Oito anos depois de seu falecimento, uma havaiana chamada Hawayo Takata submeteu-se a um tratamento pelo Reiki e foi curada de sua moléstia. Após o “milagre”, ela foi para o Japão, onde passou alguns anos aprendendo a técnica com Chujiro Hayashi. Voltou para o Havaí e começou a ensinar e a divulgar o Reiki no Ocidente.

Prática de espiritismo no Reiki

Não podemos nos esquecer de que o Reiki é um movimento eclético. Mistura seus procedimentos e conceitos com os procedimentos e conceitos de outras religiões, como, por exemplo, o espiritismo e o budismo. E não apenas isso. Se necessário, usa as mesmas nomenclaturas. Quando um movimento lança mão dessa artimanha, simplesmente o faz unilateralmente. No nosso caso, os cristãos, não compartilhamos nem emprestamos nossos conceitos e terminologias a outros segmentos religiosos. O objetivo do Reiki ao esforçar-se dessa maneira é tornar seu ensino mais “digestivo” para os incautos que desconhecem a verdadeira fé cristã.

As práticas e conceitos espíritas que encontramos no Reiki demonstram o quanto esse movimento é perigoso. Segundo seus adeptos, o desenvolvimento de doenças físicas ou emocionas que aparecem no corpo é provocado por lesões como fissuras e obstruções que desequilibram ou desalinham os chacras. E de que maneira os chacras podem ser restaurados e/ou renovados? Pela meditação, pelo passe espírita, por encantamentos, além de outros métodos que os energizam.

A energia Reiki (ou qualquer outra fonte espírita), segundo seus adeptos, alinha e restaura o equilíbrio dos chacras, harmonizando-os. Somente assim o paciente receberá a energia da natureza sem nenhum tipo de obstrução. Tal energia é adquirida por meio da luz, do ar, da água, da terra, dos antepassados e das pessoas que cercam o paciente.

O Reiki à luz da Bíblia

A seguir, apresentaremos os conceitos desse movimento e depois consideremos as respostas bíblicas.

• Os “reiquianos” afirmam que as pessoas conseguem evitar os distúrbios buscando o equilíbrio consigo mesmas e na natureza. O pecado não existe. Nas culturas orientais é comum os ensinos espíritas que procuram anular a consciência do pecado, pois atribuem os distúrbios de caráter, as doenças físicas e espirituais, as deficiências e a morte ao desequilíbrio com o meio ambiente. Por isso os “reiquianos” buscam o equilíbrio nas práticas esotéricas e em si mesmos a fim de obterem paz e saúde duradoura. Como o pecado para eles não existe, concebem a ideia de que a humanidade caída não herdou nenhum pecado original.

Resposta apologética: Em Gênesis 3.17b, as Escrituras confirmam que houve de fato um desequilíbrio no meio ambiente: “maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida”. Todavia, devemos ficar atentos a um detalhe: o pecado (queda espiritual) foi a causa desse desequilíbrio, não o inverso. Houve um pecado original, real! E podemos localizá-lo no tempo e nas ações do primeiro casal (Gn 2.17). Adão e Eva desobedeceram ao Senhor e atentaram contra a sua soberania ao comerem do fruto proibido, símbolo do conhecimento do bem e do mal. E, por causa desse delito, o homem distanciou-se de Deus.

As conseqüências do pecado de Adão e Eva não demoraram a acontecer: 1. Guerra espiritual entre o homem e o diabo (Gn 3.14,15). 2. Insuficiência e deficiência no corpo humano: a dor tornou-se constante (Gn 3.16). 3. Desequilíbrio na família humana (Gn 3.16). 4. Desequilíbrio social (Gn 3.17). 5. Desequilíbrio dos ciclos naturais (Gn 3.17-19). 6. A morte física (Gn 3.19). 7. E, finalmente, a morte espiritual, ou seja, a separação eterna do Criador (Gn 3.22).

Aparentemente, a pena da condenação ultrapassou, em muito, o ato do pecado cometido pelo primeiro casal. Devemos entender que Deus olha o pecado sob uma perspectiva diferente da nossa. Ele não vê apenas o ato isoladamente, mas todas as implicações relacionadas ao pecado. Além disso, qualquer pecado separa literalmente a pessoa de Deus. É uma questão moral que afeta a justiça e a santidade de Deus, como Juiz e Criador. Apesar de tudo, a humanidade não ficou à mercê do juízo sem que tivesse uma oportunidade de libertação. O próprio Senhor foi quem providenciou esse meio de libertação ao prometer um Descendente (Jesus Cristo) que triunfaria sobre o diabo e suas artimanhas (Gn 3.15). Essa provisão divina ‘cobriria’ os efeitos daninhos do pecado (Gn 3.21) e traria novamente o paraíso. Ou seja, a presença de Deus na vida do homem (Ap 21.3-5). Somente por esse Descendente prometido é possível ao homem decaído alcançar a paz universal e pessoal com Deus (Fp 4.7).

Quanto à ecologia, reconhecemos seus méritos. E, como cristãos, devemos colaborar com a preservação da natureza, mas tais medidas não solucionam o problema em sua raiz – a queda da natureza humana. Embora apoiemos as medidas ecológicas, e incentivemos o contato recreativo com a natureza, não atribuímos, porém, influência mística à natureza. A natureza é criação de Deus, e deve ser cuidada e preservada, mas não adorada (Rm 1.20-23).

• Segundo os “reiquianos”, o homem tem poder em si mesmo e deve desenvolver esse poder. E, seguindo esse raciocínio, muitas culturas pagãs divinizam o homem. Algumas divinizam seus líderes. Outras, seus mortos. A cultura oriental geralmente encontra respostas para suas questões em si mesma. “O ‘eu’ superior deve ser buscado, temos poder criativo que deve ser desenvolvido e usado a favor do desenvolvimento e da evolução humana”, prega a doutrina Reiki. Ainda seguindo essa mesma concepção, a divinização do homem é uma crença predominante nas culturas orientais e inclui a ideia da evolução das espécies a ponto de alcançarem habilidades sobrenaturais.

Resposta apologética: As Escrituras declaram um caminho diametralmente oposto: o homem está decaindo, não evoluindo. O homem foi criado perfeito, logo, era digno diante de Deus. Mas, ao pecar, decaiu espiritual e moralmente (Dt 32.5). A trajetória humana desde a queda é negativa e está conduzindo cada vez mais o homem ao caos. Hoje, assistimos de perto aos avanços da tecnologia e de todas as áreas do conhecimento humano, mas esses avanços “mecânicos” não têm contribuído para solucionar os problemas sociais e espirituais da humanidade. O interesse humano em conhecer-se a si mesmo não tem resolvido suas questões primárias, e muito menos as questões mais complexas dos relacionamentos sociais.

A alma humana tem algum poder para curar a si mesma e aos outros? Obviamente que não. É verdade que o homem fora criado por Deus com habilidades naturais sociais superiores às habilidades dos animais irracionais. E, devido a essas habilidades, o homem tem condições para crer e buscar o Criador e receber dele suas provisões. Mas isso não significa que o homem, baseado em sua capacidade espiritual, possua poderes sobrenaturais em si mesmo. Não pode absorver nenhum tipo de energia por meio de mantras, rezas ou símbolos do ocultismo. Portanto, as habilidades propagadas pelas artes orientais são questionáveis.

O ocultismo e todos os seus segmentos são vistos pelas Escrituras como diferentes formas de feitiçaria. As manifestações espíritas são as mesmas, quer seja no candomblé ou no vodu praticado na Nigéria, quer seja em um transe kardecista ou em uma manifestação de um xamã ou por meio da ioga. Em todas as experiências ocultistas os poderes manifestos não provêm da alma, mas da possessão de entidades que se autodenominam mentores da luz, cujo principal objetivo é a destruição moral e espiritual da humanidade.

• O ensino Reiki afirma que a origem das emanações pode ser atribuída a diversos ídolos e deuses, inclusive ao próprio Cristo. Os movimentos orientais e ocidentais, principalmente a Nova Era, não se preocupam em determinar a origem (ou fonte) de suas forças místicas. Sua identificação com outros deuses, ídolos ou poderes impessoais é algo natural, ou pelo menos uma forma de manter uma boa política.

Resposta apologética: O ecletismo e o sincretismo são vistos em nosso mundo globalizado como algo simpático, ou seja, como a velha filosofia da boa vizinhança. Mas as coisas não são tão simples assim. Primeiramente, precisamos entender que qualquer tipo de feitiçaria, misticismo ou mediunidade é condenado nas Escrituras. A busca de poder em si mesmo ou em coisas criadas é vã. A Palavra de Deus ensina que a humanidade distanciou-se de Deus devido à confiança em si mesma. A oferta: “e sereis como Deus” (Gn 3.5) era falsa. De forma nenhuma imputou evolução ao homem, mas degradação moral, espiritual e física.

O Criador dos céus e da terra se revelou por meio de sua Palavra. A Bíblia Sagrada é um livro ímpar, ou seja, único. Nenhum outro livro considerado sagrado (os Vedas do hinduísmo, os Três Cestos do budismo, as inscrições egípcias, entre outros) traz revelações sobre a origem do homem, sua situação atual e seu futuro. Somente a Bíblia fornece tais informações. Além disso, a Bíblia revela um Deus único e real que criou e se preocupou com sua criação, orientando e punindo o homem, mas também fornecendo um caminho de salvação por meio de um único Mediador, Jesus Cristo. As credenciais do Messias são claramente fornecidas no Antigo Testamento e devidamente cumpridas no Novo Testamento.

A Bíblia fala da existência de um único Deus e Salvador, Jesus Cristo. E também do culto único ao Criador, excluindo divindades intermediárias, exaltação do ser humano, atribuições de poderes místicos e curadores a objetos, sinais esotéricos e quaisquer meios materiais de purificação espiritual. A mediunidade espírita (ou interação com entidades espíritas) e o culto a ídolos também estão fora das páginas sagradas. As Escrituras não aceitam o sincretismo religioso.

Em 1 Samuel 5.1-4, temos um exemplo que demonstra o costume eclético das religiões pagãs. Lemos no texto em pauta que os filisteus tomaram a Arca da Aliança de Israel e trouxeram-na a Asdode, na casa de Dagom (deus filisteu). Ao agir dessa forma, os filisteus estavam dispostos a adorar tanto o seu deus quanto a qualquer outro deus associado. Mas o Senhor Deus reprovou essa atitude jogando ao chão a imagem de Dagon que, além de caído, estava decapitado e sem as mãos. Esse julgamento condenatório demonstra que o único Deus não comunga com o sincretismo e o ecumenismo.

Além do Todo-Poderoso, não existem outros deuses ou mediadores. Por isso a Bíblia proíbe o sincretismo e o ecumenismo. Quem são os supostos mediadores e ídolos das nações? A Palavra de Deus responde: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios” (1Co 10.20).

Por ser um movimento eclético, o Reiki apresenta os mesmos conceitos hindus, espíritas e esotéricos sobre os chacras e suas funções. Veja o quadro.

FERRAMENTAS SEMELHANTES NO REIKI E NO ESPIRITISMO

Chacra - Localização do chacra - Reiki, espiritismo, hinduísmo e esoterismo – têm o mesmo conceito sobre a função do chacra.

Frontal - Entre as sobrancelhas -  A porta do discernimento, da intuição, da imaginação, do conhecimento e da percepção. Rege os olhos e a memória.

Laríngeo - Garganta - É por onde flui a inspiração, a criatividade, a comunicação e a expressão com o mundo. Rege o pescoço e os ombros.

Cardíaco - Tórax, entre a 4a e a 5a vértebra - As energias de abundância e todas as energias recebidas pelo primeiro e segundo chacras são utilizadas nesse centro em energia de amor. Rege o pulmão, o coração, os braços e as mãos.

Plexo Solar - Região lombar, acima do umbigo - É o centro que reúne informações, sentimentos e percepções e depois os espalha e movimenta por todo o corpo. Rege o sistema digestivo, o fígado, o baço, o estomago e o intestino.

Coronário - No alto da cabeça - É o portal da espiritualidade pelo qual nos ligamos ao universo. Rege o cérebro.

Sacro - Órgãos genitais - Energias primárias como a paixão fluem por este chacra. Rege os rins, o sistema reprodutor, o circulatório e a bexiga.

Básico - Final da espinha dorsal - Está relacionado à vontade de viver, ao corpo e à terra. Segurança física e emocional. Rege as pernas, os pés e os ossos.

Vocabulário utilizado no Reiki

Chacras - Pontos circulares que comunicam emanando e recebendo energia. Literalmente quer dizer “roda” ou “círculo”.

Cho Ku Rei - É o universo se transformando a cada instante. É o que traz a energia para o mundo físico. É o símbolo do poder.

Dai Koo Myo - Incorpora a energia do chacra, trabalha o alinhamento com o espírito e é o símbolo da capacitação.

Hon Sha Zé Sho Nen - É o símbolo que funciona como ponte entre as dimensões. É o caminho sem tempo e espaço entre a matéria densa e o etéreo e entre o passado, o presente e o futuro. Age sobre o corpo mental consciente e sobre o carma.

Ra Ku - É a ligação com o aspecto divino do ser, símbolo da purificação.

Sei He Rei - É a unidade e a correspondência, do céu e da terra, do que está em cima e do que está embaixo, da matéria e do espírito, age sobre o corpo emocional, o mundo, o carma e a vida. Libera emoções. É o símbolo do equilíbrio.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Como nos Dias de Noé e Ló.

Quando Yeshua ensinou sobre sua Segunda Vinda, ele a comparou ao dilúvio de Noé e à destruição de Sodoma. Esses foram eventos históricos reais, contudo, também servem como padrão para o que virá sobre a terra no fim dos tempos.

Lucas 17.26, 28: “Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem. O mesmo aconteceu nos dias de Ló…”


Em ambos os eventos, houve destruição total como castigo de Deus. Nos dois, as pessoas foram pegas totalmente de surpresa. No caso de Noé, a destruição abrangeu o mundo inteiro e foi pelas águas do dilúvio. No caso de Ló, a destruição foi por fogo somente na região de Sodoma. Podemos concluir a partir disso que, na Segunda Vinda, o castigo será mundial, não local, porém por fogo e não por água (2 Pedro 3).

Se o castigo será parecido, podemos imaginar que o pecado também o será. As circunstâncias que prevaleceram naqueles dias prevalecerão novamente no fim dos tempos. No caso de Noé, o pecado mais predominante era a violência.

Gênesis 6.11: “A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência.”

(É interessante que a palavra “violência” nesse texto é “hamas”, que em hebraico tem o mesmo som que o nome da organização terrorista, Hamas, embora não haja nenhuma ligação etimológica.) É possível pensar num mundo dominado por crime, corrupção financeira e violência terrorista?

Na semana passada, enquanto escrevia este artigo, cidadãos foram bombardeados com armas químicas na Síria, uma aeronave de vigilância não tripulada (drone) do Hizbollah foi abatida pela força aérea israelense enquanto se aproximava do porto de Haifa, e mísseis foram disparados da fronteira egípcia em direção ao sul de Israel. Um nível de violência mundial como nos dias de Noé poderia ser atingido pela difusão da Jihad islâmica em nossos dias.

Em Sodoma, o pecado era homossexualidade. O tipo de homossexualidade naquela época era agressivo e violento (Gênesis 19.4-11). A França aprovou, na semana passada, uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Há um movimento agressivo impondo os valores homossexuais no mundo ocidental. Qualquer um que os critique é atacado. O kibbutz (comunidade) messiânico em Israel, Yad Hashmonah, foi processado este ano por não permitir um casamento lésbico no local de sua sinagoga.

Até mesmo cristãos que não estão envolvidos nesse tipo de pecado serão afetados por ele. Ló era um homem justo, mas não conseguia realizar obras justas (construtivas). Todo o seu esforço espiritual era gasto em simplesmente sobreviver e superar o tormento de sua alma (2 Pedro 2.7). Que não fiquemos paralisados pelos espíritos de perversão sexual no fim dos tempos, mas que os derrotemos e sigamos rumo à vitória pela fé.

Assim como nos dias de Noé e Ló, os pecados dominantes de nossa geração são a Jihad e a homossexualidade.

Asher Intrater

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"AS SEIS CIDADES REFÚGIO"

Texto: JOSUÉ - 20

01. Falou mais DEUS a Josué:
02. Dize aos filhos de ISRAEL: Designai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei por intermédio de Moisés,
03. a fim de que fuja para ali o homicida, que tiver matado alguma pessoa involuntariamente, e não com intento; e elas vos servirão de refúgio contra o vingador do sangue.
04. Fugindo ele para uma dessas cidades, apresentar-se-á à porta da mesma, e exporá a sua causa aos anciãos da tal cidade; então eles o acolherão ali e lhe darão lugar, para que habite com eles.
05. Se, pois, o vingador do sangue o perseguir, não lhe entregarão o homicida, porquanto feriu a seu próximo sem intenção e sem odiá-lo dantes.
06. E habitará nessa cidade até que compareça em juízo perante a congregação, até que morra o sumo sacerdote que houver naqueles dias; então o homicida voltará, e virá à sua cidade e à sua casa, à cidade donde tiver fugido.
07. Então designaram a Quedes na Galiléia, na região montanhosa de Naftali, a Siquem na região montanhosa de Efraim, e a Quiriate-Arba (esta é Hebrom) na região montanhosa de Yaohudáh (Judá).
08. E, além do Yardayan (Jordão) na altura de Yericoh (Jericó) para o oriente, designaram a Bezer, no deserto, no planalto da tribo de Rúben a Ramote, em Gileade, da tribo de Gade, e a Golan, em Basan, da tribo de Manassés.
09. Foram estas as cidades designadas para todos os filhos de israel, e para o estrangeiro que peregrinasse entre eles, para que se acolhesse a elas todo aquele que matasse alguma pessoa involuntariamente, para que não morresse às mãos do vingador do sangue, até se apresentar perante a congregação.

INTRODUÇÃO

Quando Deus retirou Israel do Egito, levando-o para Canaã, estabeleceu leis que regulassem as relações do Altíssimo com os Hebreus, e destes entre si. Dentre estas leis estava a "Lei de Talião" (Lei antiga pela qual se vingava o delito infligido ao culpado o mesmo mal que ele praticara - Ex 21.23-25), que imputava ao homicida a pena de morte. Mas o que fazer com aquele que matou por acidente, sem intenção? Morreria como um homicida qualquer? Promoveu assim Deus as cidades de refúgio. O que eram as Cidades de Refúgio?

As cidades de refúgio representavam, em linguagem jurídica, um "habeas corpus" a favor do criminoso não culpado, ou cujo crime não tivesse sido apurado adequadamente. Em caso de homicídio, pela lei, caberia ao parente mais próximo do falecido a responsabilidade de aplicar a "Lei de Talião" ao homicida, e isto poderia ser feito a qualquer hora e em qualquer lugar, exceto na cidade de refúgio, onde o homicida que não matara intencionalmente poderia aguardar seu julgamento em segurança. (Nm 35.11,12)

O refugiado não poderia sair da cidade. Se o fizesse, correria por sua conta o que acontecesse, pois o vingador o apanharia, e não haveria apelo para ele. A cidade de refúgio protegia tanto aos filhos de Israel quanto ao estrangeiro (Nm 35.15) e representava para o homicida perseguido e fugitivo, segurança e descanso ao mesmo tempo, tornando-se assim, um tipo perfeito de Jesus o Messias, que recebe todos quantos tiverem acesso a Ele (Jo 6.37) uma figura expressiva de JESUS CRISTO Nosso Salvador. Somente estando em Jesus Cristo, o refúgio dado por Deus, o pecador estará para sempre livre da sentença mortífera do pecado. (Jo 5.24)

As cidades de refúgio eram bem fortificadas e muradas, com portas nas extremidades, que podiam ser fechadas para impedir a chegada do vingador.

ONDE FICAVAM AS CIDADES REFÚGIO

A localização das Cidades e seus significados

As cidades de refúgio, em número de seis, simbolizam a Pessoa de JESUS CRISTO Homem. Seus nomes são simbólicos para nós, como veremos abaixo. As cidades de refúgio estavam situadas da seguinte forma: três cidades a oriente e três a ocidente, do lado do Yardayan (Jordão). Deus Pai, em Sua misericórdia, não quis deixar o homicida sem um refúgio onde pudesse escapar do vingador do sangue; pelo contrário, segundo o Seu amor determinou que essas cidades, fossem situadas de forma a que, sempre que houvesse necessidade de refúgio, pudesse estar à mão. Como se percebe, as cidades estavam geograficamente bem distribuídas; além disso, tomou-se o cuidado de se construir estradas bem pavimentadas, de forma a facilitar ao máximo o acesso.

Estas cidades eram parte da herança Levítica de 48 cidades (Nm 35.6) e, portanto, administradas pelos levitas. Segundo determinação do Altíssimo, haveria seis cidades de refúgio (Ex 35.13; Dt 19.2,7), três de cada lado do Yardayan (Jordão).

AS TRÊS PRIMEIRAS CIDADES REFÚGIO

Moisés escolheu as três primeiras (Dt 4.41-43; Js 20.8):

1) Bezer, no deserto, na terra plana, território de Rubén, sudoeste (Dt 4.43; Js 10.8). O nome significa "fortaleza", e aparece apenas cinco vezes na Bíblia. Para quem vinha do Egito a Canaã, logo ao atravessas o território de Moabe, avistava Bezer, à distancia, por sua estratégia topográfica. Temos na cidade de Bezer a representatividade de JESUS CRISTO como a fortaleza de todos os que nele confiam. Para quem sai do Egito e vem a Canaã de Deus, é necessário passar por JESUS o Ungido, Nossa Fortaleza. (SL 43.2; Is 52.1; 2 Tm 1.7)

2) Ramote, em Gileade, território de Gade (Leste Dt 4.43). Era uma das cidades mais fortificadas do território gadita. O nome quer dizer "altura" "exaltado", refere-se a JESUS CRISTO, o nosso Ramote elevado a mão direita do Pai. O termo aplicado por Paulo "exaltou" no seu sentido mais amplo quer dizer "elevar às mais elevadas alturas", "exaltar excelsamente", "exaltar supremamente", uma expressão enfática que indica a natureza elevadíssima e grandiosa da exaltação do Ungido (Fl 2.9). JESUS CRISTO é a principal autoridade universal, superior a todos os nomes que possam ser mencionados agora e por toda a eternidade. Quando o pecador aproxima-se de JESUS CRISTO, o nosso Ramote espiritual, automaticamente assume uma posição gloriosa. (Ef 2.5,6)

3) Golã, no território de Manasses (Nordeste, Js 20.8). Era uma cidade situada numa belíssima planície. O nome de Golã significa "gozo ou exilo". JESUS, o nosso Golã espiritual, pagou o preço do desterro, ou seja, de rejeição, para tornar-nos cidadãos dos céus. Foi rejeitado; pelo mundo (Jo 1.10); por sua própria nação (Jo 1.21); pelo seu próprio país (Mc 6.4); por sua própria cidade (Lc 4.29); por seus próprios familiares (Jo 7.5); pelos escribas, sumo sacerdotes e anciãos (Lc 9.12) e pelos seus próprios seguidores (Mc 14.71). Mas Nele encontramos o gozo eterno.

AS OUTRAS CIDADES REFÚGIO

As outras três foram escolhidas por Israel, sob o comando de JOSUÉ (Js 20.7):

1) Quedes, na região da galiléia, território de Naftali (Norte-Js 20:7), esse nome significa “SANTUÁRIO”. Em quedes contemplamos JESUS CRISTO, o Santo de Deus, que é refugio para os impuros (Ap 3.7). O atributo que preconiza JESUS o Ungido como filho de DEUS é sua natureza santa (Jo 8.46). Ele é a santidade requerida aos fiéis ( 1P 1.16 )

2) Siquém, território de efraim (Centro-oeste, cerca de 70 Km ao Norte de JERUSALÉM) (Js 20.7). Seu nome significa “ombro” Esta cidade está plantada num vale fertilíssimo. E é a primeira cidade mencionada no livro de Gênesis (Gn 12.6). Foi ali que JACÓ enterrou os deuses estranhos, sob o carvalho (Gn 36.1-4). Nesta cidade de refugio encontramos tipologicamente JESUS CRISTO tendo o principado sobre os seus ombros (Is 9.6); Ele é o príncipe da vida (At 3.15); príncipe salvador (At 5.31); príncipe e Juiz (At 7.27), príncipe da salvação (Hb 2.10) e príncipe dos reis da terra (Ap 1.5) Em Siquém temos a vitória sobre todo principado e potestades da trevas.

3) Hebrom, significa em hebraico “Companhia, união”, ficava na montanha, território de Judá (Sul-sudeste, aproximadamente 36Km ao Sul de JERUSALÉM ). Cidade de refugio importantíssima ao sul de Canaã. O nome moderno de Hebrom é El-Kalil, que quer dizer "o amigo". A Bíblia faz 69 referencias a ela, temos nesta cidade de refugio um tipo de JESUS CRISTO como o nosso melhor amigo e companheiro (Lc 7.34; Jo 11.1; Jo 15.13,15; Sl 27.10). Muitas vezes as cidades de refugio são mencionadas na Escrituras. Elas nos lembra JESUS o Ungido, o perfeito refugio, que nos salva da ira de Deus. (Dt 19.1-14; 1Co 6.54-81; Nm 35.9-28). As cidades de refugio eram um resultado da misericórdia de DEUS PAI, que dura para todo o sempre. Estejamos sempre prontos a proclamar JESUS CRISTO a todos os povos, porque de todos os povos Ele é o perfeito refúgio.

A VERDADEIRA INTENSÃO DE DEUS

Ao determinar a construção das seis cidades de refugio, Deus não estava querendo com isso proteger o assassino, mas dar um lugar de refugio àquele que cometia homicídio involuntário. Jesus é muito mais que aquelas cidades, é o refugio para os culpados. (Jo 1.29)

Todo Hebreu sabia que, caso matasse alguém sem intenção de fazê-lo, o único lugar onde poderia estar seguro seria numa cidade de refugio. Entretanto, os levitas, que as administravam, só lhes davam abrigo uma vez satisfeitas algumas exigências que deveriam ser observadas antes, durante e após o asilo. Se algum homicida caísse nas mãos do vingador de sangue, não era por falta de um refugio, mas porque não tinha se utilizado dele. Estavam tomadas todas as precauções necessárias: as cidades estavam nomeadas e bem edificadas, e eram publicamente conhecidas. Tudo fora colocado a disposição de forma simples.

No instante em que cruzava a soleira da porta, o homicida involuntário estava tão seguro quanto à provisão de Deus o podia tornar. O refugiado não devia atrever-se a sair porta. Dentro ele estava perfeitamente seguro. Fora estava inteiramente exposto. Nem se quer podia visitar os seus amigos. Ansiava pela morte do sumo sacerdote, que devia restituí-lo a sua herança e ao seu povo. Jesus é o nosso refugio (Sl 46.1). Não somente este salmo, em foco, fala de como sendo "nosso refugio", mas outros textos da Bíblia falam a mesma coisa. (2Sm 22.3; Sl 9.9; 14.6; 18.2; 59.16; 61.3; 62.8; Jr 17.17; Jl 3.16; Hb 6.18). Neste sentido Jesus é apresentado metaforicamente como sendo um "lugar de refugio" "lugar de proteção" e "esconderijo".

CONDIÇÕES PARA CONCESSÃO DO ASILO

Qualquer um podia pedir asilo na cidade de refugio, inclusive o estrangeiro (Nm 35.15). A concessão, todavia, estava condicionada a natureza do crime: se culposo, concedia-se o asilo, se doloso, executava-se o homicida. Era dever de o homicida empregar toda a sua energia para alcançar os recintos sagrados, pois sabia que se o vingador do sangue conseguisse por mão nele, não haveria esperança. Só havia uma coisa a fazer e essa era escapar para não morrer, fugir do castigo eminente e encontrar um abrigo seguro dentro das portas da cidade do refugio. Uma vez ali, nenhum mal o podia alcançar.

Uma vez conduzido a uma cidade de refugio, o homicida cumpria sua pena de reclusão por tempo indefinido, enquanto durasse a vida do sumo sacerdote. Caso o vingador do sangue o encontrasse fora dos limites da cidade de refugio poderia matá-lo (Nm 35.26,27)

Um assassino não podia comprar a vida por dinheiro, assim também o homicida não podia comprar a sua liberdade. Ambos haviam concebido a morte de um ser humano e só a morte de um homem podia fazer a expiação pela morte. O sumo sacerdote de Israel prefigurava o Ministério Sacerdotal de JESUS (Hb 4.9). Com a morte do Ungido, o sumo sacerdote, podemos voltar a vida de pureza espiritual e não temer as acusações de satã. Assim meus amados estamos livres dos vingadores espirituais e amparados pela lei da liberdade encontrada no sangue vivificador de Nosso Sumo sacerdote JESUS CRISTO (Jo 8.35, 36).

Pela lei, a reclusão na cidade de refugio estava condicionada a morte do sumo sacerdote (Nm 35.25), quando e somente então o homicida poderia deixar o asilo sem perder a proteção legal. Se o vingador do sangue o ferisse depois da morte do sumo sacerdote, cometeria homicídio doloso e seria punido com a morte.

JESUS, NOSSO SUMO SACERDOTE

É importante ressaltar a harmonia do simbolismo aqui encontrado. Aquele que por acaso, matasse o seu semelhante, dependeria, para retornar a liberdade, da morte do sumo sacerdote. JESUS CRISTO consumou esta obra suprema morrendo pelos pecados do mundo inteiro. (Mt 1.12; Jo 1.29) Nesta obra expiatória figuram a sua morte, ressurreição e ascensão. Com a morte do sacerdote Ele garante nossa vitória. Como sacerdote vivo e ressurreto Ele nos garante proteção eterna. Ele não somente morreu por nós como também vive por nós. (Rm 8.34; 4.25; 5.10)

JESUS sendo o Filho de DEUS pode oferecer um sacrifício de valor eterno e infinito, conquistando nossa liberdade espiritual. Ele assumiu a natureza humana, identificando-se com o gênero humano e assim sofreu o castigo que era nosso, a fim de que pudéssemos escapar da situação de culpados. Ele, que era sem pecado por natureza, que nunca havia cometido um pecado sequer em sua vida, se fez pecado, tomando nosso lugar. "Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós" (2 Co 5.21) Em primeiro lugar, o homicida, na cidade de refugio, não estava isento de Juízo, (Js 20.5). Mas para o renascido em JESUS o Ungido não existe e não pode haver juízo, pela razão mais simples de todas as razões. JESUS CRISTO sofreu o juízo em seu lugar. Por outro lado, havia também a possibilidade de o homicida cair nas mãos do vingador ao sair portas da cidade. O renascido em Jesus Cristo não pode perecer jamais: está tão seguro como o próprio Salvador. Por fim, quanto ao homicida, era uma questão de segurança temporária e de vida neste mundo. Quanto aos renascidos em Jesus Cristo é uma questão de eterna salvação e vida eterna no mundo vindouro.

Há pelo menos dois aspectos distintos nas cidades de refúgio que se tomados na sua menção simbólica, dão-nos duas boas lições práticas para a congregação de hoje. A primeira diz respeito a cidade - único refúgio possível contra o vingador do sangue - assim como JESUS é o único refúgio possível contra as consequências dos nossos pecados. (Rm 7.11; 6.23; Jo 3.15) A outra lição relaciona-se a morte do sumo sacerdote - condição necessária para a liberdade - que é um tipo claro da liberdade proporcionada pela morte do Ungido. (Hb 4.15; 5.9). Então meu irmão: é tempo de fugir. Escapa-te para ali... Escapa-te para um lugar de amor e aceitação. JESUS CRISTO. Nossa cidade de refúgio.

CONCLUSÃO FINAL

"Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). Nossa culpa nos induz à fuga. Nossa natureza nos diz: "Fuja!" Para onde fugiremos? Muitos procuram argumentos racionais, filosóficos e etc. para justificarem seus erros e pecados. Este é o lugar de fuga que escolheram. Outros optam por negar o erro cometido. Existem ainda aqueles que culpam outra pessoa. Cada um foge em uma direção. Quando Caim matou seu irmão, sua ação seguinte foi fugir da presença do Senhor. E nós, para onde fugiremos? Como escaparemos do castigo pelas nossas faltas?

A Bíblia diz: "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará." (Sl 91.1). Ao contrário do que fez Caim, devemos correr em direção a Deus, e não correr de Deus. O salmista Davi escreveu: "O Senhor é o nosso refúgio e fortaleza" (Salmo 46.1). "Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento." (Salmo 32.7). Aleluia!

O próprio Deus, através da obra redentora de Cristo, providenciou o nosso refúgio, nossa cidade forte, que é o fato de estarmos acolhidos debaixo da sua graça e da sua misericórdia. Devemos estar escondidos em Cristo, justificados, não por nossas explicações humanas, mas pelo sangue do Cordeiro. Esse esconderijo não é um covil, de onde se planeja sair para cometer outros erros. De modo nenhum; mas é o lugar de segurança de todos aqueles que se arrependeram e querem acertar.

"Filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo." (I Jo 2.1).

 “Jesus, o meu refúgio."  (Sl 46.1)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Crise de fome recente na Somália provocou 258 mil mortes

Quase 258 mil somalis morreram de fome entre outubro de 2010 e abril de 2012, destaca um relatório da ONU divulgado nesta quarta-feira (1º).
"A fome e a grave insegurança alimentar na Somália mataram 258 mil pessoas entre outubro de 2010 e abril de 2012, incluindo 133 mil crianças com menos de cinco anos", afirma um documento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Rede de Alerta contra a Fome (Fews-Net), financiada pelos Estados Unidos.
Segundo a "primeira estimativa científica" do balanço da crise alimentar, "4,6% da população total e 10% das crianças com menos de cinco anos morreram no sul e centro da Somália".
Nas regiões de Baixo Shabelle, Mogadíscio e Bay, as mais afetadas, a crise alimentar matou, respectivamente, 18%, 17% e 13% das crianças com menos de cinco anos.
A fome provocou 30 mil mortes por mês entre maio e agosto de 2011, segundo o estudo.
O balanço é superior ao da fome de 1992 no país, que supostamente matou 220 mil pessoas em 12 meses, mas a crise anterior é considerada mais grave por ter matado um percentual maior da população.
A fome de 2011-2012 na Somália afetou quase quatro milhões de pessoas, metade da população do país.
A crise foi provocada principalmente por uma grave seca no Chifre da África e se agravou pela catastrófica situação da segurança no país, que está em guerra civil desde a queda do presidente Siad Barre em 1991.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Cristãos deixam prisão no Senegal


José Dilson da Silva é membro da Igreja Presbiteriana do Brasil e missionário, na capital senegalesa, Dakar. Zeneide Moreira, que trabalha para a Missão Servos, gerencia um abrigo para crianças de rua em Mbour, 80 quilômetros ao sul de Dakar.

A Associação Nacional de Juristas Evangélicos em Defesa das Liberdades Civis Fundamentais, ANAJURE, afirmou que é esperado um julgamento final do caso de Silva e Zeneide para a data de 30 dias após a sua libertação, ocorrida em 5 de abril.

Silva, que trabalha no Senegal desde 2005, também é responsável por uma escola particular em Dakar. Ele levantou o orfanato e Projeto Obadias em 2011, com o objetivo de tirar crianças das ruas, lhes oferecendo casa e comida, além de educação e atividades esportivas. Zeneide atua no abrigo como a “mãe” que muitos pequenos não têm.

O presidente da ANAJURE, Uziel Santana, falou à World Watch Monitor, agência internacional de notícias da Portas Abertas, que a queixa de conversões forçadas ao cristianismo foi sustentada por uma brecha legal: os projetos de Silva estavam operando sem as licenças necessárias.

Os problemas tiveram início quando um pai registrou queixa contra Silva por não ter aprovado que o seu filho, que acredita-se tenha 17 anos, aprendesse sobre os valores e princípios do cristianismo através do Projeto Obadias, o qual conta, hoje, com 200 crianças registradas. A mídia local noticiou que o adolescente “se recusou a participar de orações muçulmanas e estava agindo como um cristão”.

O filho de Silva, Jon, publicou um texto sobre isso na internet:
“Esse homem alegou que meu pai fundou uma associação com o intuito de prejudicar as crianças do Senegal. A acusação diz que ‘a organização funciona como um centro para receber crianças de ruas e estudantes do Alcorão, e recrutou 17 crianças para forçá-los a passar por um treinamento de dois a três meses para ofícios como carpintaria e costura.’”

Aparentemente, o missionário foi levado à delegacia de polícia para responder perguntas relacionadas a essa acusação, mas terminou sendo preso. Pouco tempo depois, Zeneide foi presa em Mbour. Eles permaneceram detidos na cidade de Thies, aguardando por acusações formais. Nesse meio tempo, o primeiro pedido de fiança foi negado.

Originalmente, eles foram acusados de tráfico de crianças e conspiração para violar a lei. Porém, as acusações de “exploração de menores” e “desvio juvenil”, de acordo com a ANAJURE, foram “mais tarde, provadas pelas próprias autoridades locais como infundadas”.

No entanto, os dois missionários permaneceram em detenção, e as autoridades que os prenderam nunca defenderam diante de um juiz os argumentos legais que as levaram a mantê-los presos mesmo depois de sua inocência ter sido provada.

De acordo com o filho da missionária Zeneide, que iniciou uma petição online para a liberação de ambos, os dois foram mantidos em condições imundas, espaços superlotados e obrigados a dividir uma cela com presos já condenados.

“Meu pai está preso em uma cela extremamente suja, repleta de outros 35 detentos. As condições são bastante graves. Os missionários foram forçados a assinar papéis sem poder lê-los, foram colocados em salas que não tinham janelas ou um lugar para sentar ou dormir, cheia de mosquitos, onde faz muito calor. Minha mãe e meu irmão só podem visitar meu pai às segundas-feiras e sextas-feiras, durante 10 minutos. É difícil para eles vê-lo sendo tratado como um criminoso”, descreveu o filho de Silva, quando o cristão ainda não havia sido solto.

À World Watch Monitor, o presidente da ANAJURE, Uziel Santana, contou que Silva tentou obter as autorizações necessárias quando iniciou o Projeto Obadias, mas foi enganado por um falso advogado, que recebeu dinheiro para realizar o trabalho, mas não garantiu as licenças. Santana disse que o cristão deixou a questão de lado e assumiu as consequências do erro.

“O Projeto Obadias estava funcionando normalmente. Mesmo sem as autorizações, Silva não tinha ideia de que o projeto estava ilegal perante a legislação do Senegal, até o pai do menino registrar a queixa”, confirmou Santana. “Na delegacia de polícia, porém, a questão sobre as licenças não foi fundamental”, destacou ele. “O principal problema era a ‘cristianização’ do abrigo. Uma vírgula legal mal colocada dá margem a qualquer reclamação contra os cristãos.”

“Quando apresentamos provas de que eles não possuíam ocorrências em suas respectivas fichas criminais, ambos foram temporariamente libertados”, contou Uziel Santana, em relação ao processo dos missionários brasileiros José Dison da Silva e Zeneide Moreira.

“Eles deverão se apresentar na prisão de 15 em 15 dias e não podem sair do país. Dentro de 30 dias após a sua liberação, eles serão julgados.” Nesse meio tempo, segundo Santana, a ANAJURE está cuidando da legalização do Projeto Obadias.

A despeito do ocorrido, diversas fontes afirmaram que Silva esteve de bom humor durante o encarceramento, testemunhando de sua fé aos outros detentos. Em uma carta dirigida a sua esposa, Marli, ele escreveu: “Escreva a todos, até aos que estão no Senegal, que o inimigo irá colocar alguns na prisão, mas tudo será para a glória de Deus”.

A libertação dos dois missionários foi recebida com alegria e alívio por membros das comunidades cristãs da cidade de Thies. Um estrangeiro que frequenta os cultos dominicais da igreja batista disse à agência de notícias World Watch Monitor que houve lágrimas de alegria e um tempo de oração emocionante. A prisão de obreiros cristãos estrangeiros sem um processo judicial levantou muitas questões em um país visto como modelo de democracia na África, também conhecido por sua cultura de tolerância.

Projeto Obadias

Silva, que trabalha no Senegal desde 2005, levantou o orfanato e Projeto Obadias em 2011, com o objetivo de tirar crianças das ruas, lhes oferecendo casa e comida, além de educação e atividades esportivas. Zeneide atua no abrigo como a “mãe” que muitos pequenos não têm.

Milhares de crianças no oeste africano, provenientes de famílias da zona rural pobres demais para criá-las, são enviadas para grandes cidades, ainda e tenra idade – aos 3 e 4 anos – para receberem ensino. Esse ensino consiste primariamente de aulas sobre o Alcorão. Esses “talibes” ou “estudantes do Alcorão” precisam mendigar nas ruas, sob a supervisão de talibes mais velhos, e estão sujeitos a diversos maus-tratos.

Na maioria das vezes, vivem em meio à pobreza. Em março, nove crianças morreram em um incêndio numa escola corânica em Senegal. Quando as crianças se tornam adolescentes, saem dos cuidados do imame e devem tomar conta de si mesmas e encontrar um emprego.

História de tolerância

O Senegal faz fronteira com o Mali e a Mauritânia, e 94% de seus 13 milhões de habitantes são muçulmanos. A convivência entre eles e a minoria cristã tem sido pacífica. O primeiro presidente do Senegal, Léopold Sédar Senghor (de 1960 a 1980) era católico, e recebeu a visita do papa João Paulo II em 1992.

Essa cultura de tolerância tem sido percebida de várias maneiras no Senegal: cristãos e muçulmanos são enterrados nos mesmos cemitérios de diversas cidades.

Entretanto, como em muitos países do oeste africano, o Senegal tem alto índice de pobreza e desemprego generalizado. O tráfico de seres humanos e a exploração infantil são sérios problemas sociais, a despeito da economia relativamente estável.

Nos últimos anos vêm sendo relatado alguns ataques contra cristãos. Sete igrejas evangélicas foram saqueadas ou incendiadas entre 2010 e 2011, incitando uma forte reação da Aliança de Evangélicos do Senegal. Seu presidente à época, pastor Eloi Sabel Dogue, condenou tais ataques e pediu que a lei fosse respeitada uma conferência de imprensa realizada em 1º de julho de 2011.

“Nem a Constituição do Senegal nem a Carta Africana de Direitos Humanos nem a Declaração de Direitos Humanos da ONU e, menos ainda, nossos valores culturais podem ser mencionados como justificativa para tais atos”, disse ele.

Fonte: Portas Abertas Internacional

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O CASAMENTO BÍBLICO



Pr. Adaylton de Almeida Conceição

TEXTO ÁUREO
"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24).

VERDADE PRÁTICA
O casamento é uma instituição divina, sendo constituído pela união indissolúvel de um homem e de uma mulher: monogâmico e heterossexual.

Introdução
Diferentes modelos de casamentos são apresentados à sociedade, principalmente na mídia, como alternativos, mas de acordo com a Bíblia, a Palavra de Deus, existe apenas um padrão bíblico para o casamento.

Um dos objetivos principais daqueles que se opõem ao padrão bíblico para o casamento, é descredenciar a autoridade da Bíblia. Para tanto, afirmam que a Bíblia não passa de um livro humano, e que, por isso, é produto da cultura e de uma época. Por conseguinte, tentam inculcar na sociedade que os valores exarados nas Escrituras não mais se aplicam aos dias atuais.

O matrimônio é um passo importante na vida de todos. Não é por acaso que existe um grande número de livros abordando o assunto.

O casamento aos moldes bíblicos vai muito além da união emocional e da junção de corpos, é um compromisso moral e legal, que transcende à esfera espiritual.

FAÇAMOS O HOMEM. 

Nos versículos 26-28, lemos a respeito da criação dos seres humanos; 2.4-25 supre pormenores mais específicos a respeito da sua criação e do seu meio-ambiente. Esses dois relatos se completam e ensinam várias coisas.
(1) Tanto o homem quanto a mulher foram uma criação especial de DEUS, não um produto da evolução (v. 27; Mt 19.4; Mc 10.6).

(2) O homem e a mulher, igualmente, foram criados à imagem e semelhança de DEUS. À base dessa imagem, podiam comunicar-se com DEUS, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a DEUS e obedecendo-o (2.15-17).

Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de DEUS, o que não ocorre no reino animal. DEUS pôs nos seres humanos a imagem pela qual Ele apareceria visivelmente a eles (18.1,2,22) e a forma que seu Filho um dia viria a ter (Lc 1.35; Fp 2.7; Hb 10.5).

(3) O fato de seres humanos terem sido feitos à imagem de DEUS não significa que são divinos. Foram criados segundo uma ordem inferior e dependentes de DEUS (Sl 8.5).
(4) Toda a vida humana provém inicialmente de Adão e Eva (Gn 3.20; At 17.26; Rm 5.12.


Deus é o Autor do casamento

“Se Jeová não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmos 127.1).
Realmente não há possibilidade de se estabelecer um casamento nas bases de Deus, se não sabemos o que é que o arquiteto tem para dizer acerca de pedir. 
Se queremos entender o plano de Deus para a família, devemos começar pelo segundo capítulo de gênesis. Ali encontraremos os detalhes sobre a instrução da primeira família (veja Gênesis 2.18-32).

 Deus o criador da Família

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Salmo 127:1).

       Deus nos criou e designou o casamento e a família como a mais fundamental das relações humanas. Em nosso mundo de hoje em dia, vemos famílias atormentadas pelo conflito e arrasadas pela negligência e o abuso.

A Solução da solidão

A criação do homem e a instituição da família ocorreram no sexto dia da semana da criação. A Palavra de Deus nos diz que no sétimo dia Ele descansou de toda obra que fizera. Mas, antes de descansar, “viu que tudo o que havia feito, e eis que era muito bom” (Gênesis 1:31). Contudo, em Gênesis 2.18, vamos encontrar o primeiro “não é bom”. Deus declara que não é bom que o homem esteja só. Creio que quando Deus disse isto, Adão gritou: “Amém, Senhor!”.

O casamento foi instituído por Deus para resolver o primeiro problema da raça humana: “A Solidão!” Imagine Adão em um ambiente perfeito, mas solitário. Ele teria perfeita comunhão com Deus e a companhia dos animais e das aves. Mas, a Bíblia nos diz: “Mas para Adão não se achou adjuntora que estivesse como diante dele” (Gênesis 2.20). Então o Criador tomou a iniciativa de solucionar o problema, criando outro ser semelhante ao homem, ainda que muito diferente deste.

Olhe o primeiro título que Deus deu a mulher foi “ajudadora”, pois esta é sua função básica. Esta palavra comunica a ideia de alguém que complementa outra pessoa, isto é, Eva seria absolutamente necessária para a realização total de Adão. E Deus une, “que lhe fora idônea”, isto é, alguém completamente adequado física, emocional, intelectual e espiritualmente para o homem.

Eva foi criada para ser a parte que faltava na existência da origem de Adão. O casamento começou a partir de uma necessidade básica de companheirismo e complementação. No plano de Deus o casamento foi instituído para que as duas pessoas possam viver completando um ao outro. Logo, quando vocês estão suprindo as necessidades físicas, emocionais, intelectuais e espirituais de seu conjugue estão sendo um. E quando não supres a necessidade de seu conjugue está só, como se aina estivesse solteiro.

No versículo 22 de Gênesis 2, vemos como foi formada a mulher. O Senhor fez da costela de Adão uma linda mulher – uma companheira criada especialmente por Deus para o homem.
É interessante notar que a mulher foi tirada do lado de Adão, ou seja, de sua costela, para revelar sua dependência do homem. Ela não foi tirada da cabeça pois não é sua função dominá-lo; nem de seu pé pois não foi criada para ser pisada por ele, mas de seu lado, de sua costela, para revelar a responsabilidade e dever de marido em protegê-la e cuidá-la.

Uma só carne

A fim de que em nossos próprios matrimônios possamos compreender o significado do conceito de uma só carne, necessitamos compreender o plano original de Deus para o matrimônio quando Ele estabeleceu esta relação no jardim do Éden. O quadro do matrimônio segundo o propósito original de Deus se encontra em Gênesis capítulos 1 e 2. Deus criou à sua própria imagem e semelhança (Gênesis 1.27). Adão estava integralmente realizado, contendo dentro de si mesmo todos os atributos que agora conhecemos como masculino e feminino (Gênesis 2.27;5.2). Depois Deus pôs Adão em um sono profundo e tirou de uma costela ou “câmara” em Hebreu. Este vocábulo indica uma capacidade ou recipiente (Gênesis 2.21,22). Desta capacidade, Deus formou uma mulher os apresentou um ao outro. Porém, agora eram DUAS pessoas, que juntas se fizeram UMA só, na qual Deus seguiu chamando Adão (Gênesis 5.2). Foi Adão quem chamou a sua esposa Eva. Ou seja, foi Adão que lhe deu o seu nome (Gênesis 3.20).

Adão e sua mulher foram criados para se complementarem e realizarem um ao outro. Gênesis 2. 18 diz que Eva era uma ajudadora idônea para seu marido. A expressão ajudadora idônea representa um auxílio ou ajuda, e deriva de uma raiz Hebreia que significa “rodear”. Juntos se fortaleceram e criaram uma unidade mais forte que qualquer um dos dois seria individualmente, como em uma forma muito parecida de quando os metais se combinam para formar uma reação mais forte. Posto que teriam a mesma natureza de Deus, era natural para eles serem amorosos e dadivosos um com o outro. O resultado de duas pessoas que se dão ativamente um ao outro, preferindo completamente ao outro, é a integridade e unidade da vida em uma só carne.

Vemos que com as três palavrinhas de Gênesis 3.22 “e lhe trago”, temos o casamento. Foi Deus quem instituiu a família e foi Ele quem fez o primeiro casamento no o horto do Éden. E quando Adão viu sua noiva, disse: “Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne”. Estas palavras na língua original comunicam uma tremenda expressão de êxtase e alegria. “Finalmente encontrei quem me completa, que supre todas as minhas necessidades”.

Quatro colunas de um lar harmonioso

Gênesis 2.24-25. “Portanto, deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e serão uma só carne. E estavam ambos nus e não se envergonharam”.

Neste texto temos quatro colunas que são as bases de um casamento feliz. Cada uma destas colunas é extremamente necessária para que haja harmonia e felicidade no lar.

“Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe”.

Ali está a primeira coluna. Para que o novo relacionamento fortaleça há necessidade de um “deixar” emocional por parte dos recém-casados. É fundamental que tanto o homem como a mulher cortem o cordão umbilical, rompam os laços de dependência emocional, proteção e sustento material.

Contudo, depois de uma nova vida de casados, assumem as funções de marido e esposa. Este “deixa” é tão importante que Deus o mencionou antes de falar na união matrimonial. Isto não quer dizer que os recém-casados devem abandonar ou deixar de respeitar e honrar seus pais, mais do que eles necessitam dar outro enfoque a vida, com o cuidado de suprir as necessidades um do outro. Isto quer dizer que se não estiverem dispostos a deixar, seja seus pais, seus desejos, nunca poderá desenvolver a experiência de “se unir”, que Deus planejou para o casal.
A segunda coluna está contida nas palavras “e se unirá a sua mulher”. A palavra “unir” significa “consolidar” e indica a natureza permanente do casamento. As duas pessoas estão unidas, apegadas uma a outra. Por isso é que qualquer classe de separação é dolorosa. No plano de Deus, o casamento era uma instituição permanente, “Até que a morte os separe”. Não até que a sogra os separe, não até que a amante os separe, nem até que a profissão os separe, nem até que o desacordo os separe, mas a morte.

Aos olhos de Deus, a união matrimonial é inseparável, e isto, nos leva a terceira coluna, expressa nas palavras: “E serão uma só carne”. Casamento significa unidade no sentido mais completo da palavra – espiritual, mental, emocional e física. É um processo que acontece durante toda a vida do casal. Unidade não significa conformidade ou uniformidade, porque o casamento une duas pessoas com diferentes bases, sentimentos, hábitos, dons e habilidades. Esta unidade não pode acontecer da noite para o dia.

“Ser uma só carne” se refere à experiência sexual. Nós casamos no Registro Civil para cumprir com a lei. Casamos na Igreja diante do povo para suplicar as bênçãos de Deus e para dar testemunho público. Casamos na cama através do ato conjugal. Isto é a consumação do casamento. Esta experiência é reservada somente para duas pessoas que “deixaram” e “se uniram”.

Somente depois que o homem e a mulher “deixam” seus pais e assumem o compromisso de se unirem e tornarem uma só carne é que vem a intimidade. Esta é a quarta coluna do casamento. Ela está expressa nas palavras “e estavam ambos nus, e não se envergonhavam”. Na lista das prioridades de Deus, a intimidade está em último lugar, porque antes dela o casal deve “deixar”, “unir-se” e “ser uma só carne”. Esta ordem é importante e não pode mudada. A nudez de Adão e Eva não era simbólica, mas real.

O Matrimônio é um pacto

Os pactos se fazem mediante o acordo mútuo, e cada pacto contém promessas e limites específicos. As promessas expressam compromisso interpessoal dos companheiros que formulam o pacto. Os finais indicam as condições nas quais os companheiros cumprirão seu acordo.  Os limites também indicam o tempo durante a qual durará o pacto, isto é, por quanto tempo esperam os companheiros respeitá-lo.

As Escrituras contém dois tipos de pactos: Aqueles feitos entre Deus e o homem, e aqueles feitos entre os homens. Os pactos entre os homens se fazem para proporcionar um sentido de compromisso firme na ralação.

O matrimônio é reconhecido como uma relação de pacto pela Palavra de Deus.
“Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto” (Malaquias 2.14). “...A qual abandona ao companheiro de sua juventude, e se esquece do pacto de seu Deus” (Provérbios 2.17).  Se Deus é apenas uma testemunha do matrimônio e não vive dentro dos companheiros, isto não é mais que um pacto entre homens.

        Muitos homens jamais aprenderam a ser esposos e pais devotados. Muitas mulheres estão fugindo de seus papéis dados por Deus. Pais que não têm nenhuma ideia de como preparar seus filhos estão assim perturbados pelo conflito com seus rebentos rebeldes.

A Família é a base da sociedade

        A família é a base da sociedade, daí ser importante manter a coesão da família e solidariedade entre os seus membros, pois essa coesão contribui para o nível de honradez da sociedade.

        A família é, também, uma escola de altíssimo valor espiritual. Em seu seio, há oportunidades constantes para se desenvolverem e fortalecerem alguns atributos psíquicos como a arte de governar, administrar, controlar, frear ou moderar os próprios impulsos, etc.

        Para muitas pessoas, hoje em dia, a frase familiar e confortadora: "Lar, Doce Lar" não é mais do que uma ilusão vazia. Não há nada doce ou seguro num lar onde há o abuso, a traição e o abandono.

O CASAMENTO BÍBLICO

O princípio fundamental do casamento bíblico é o de que Deus, e não os homens, o ordenou, portanto o casamento não é uma opção, mas uma orientação divina. A primeira cerimônia de casamento foi realizada pelo próprio Deus no Jardim do Éden (Gn. 1.28), tornando homem e mulher, uma só carne (Gn. 2.24). A união do primeiro homem e mulher no Éden reafirma o modelo bíblico para o casamento: monogâmico, heterossexual e indissolúvel.

Jesus ratificou o casamento bíblico, entre um homem e uma mulher, como criação divina quando disse: "desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher. E serão os dois uma só carne: e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mc 10:6-9). Casamento este, aliás, que mandou que a Igreja, como Corpo de Cristo, venerasse, isto é, respeitasse, bem como cuidasse para que se estabelecesse dentro de uma pureza sexual (Hb 13:4).

JUGO DESIGUAL

Que instruções dá a Bíblia sobre com quem nos devemos casar? A Bíblia diz em 2 Coríntios 6:14 “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? “

 A heterossexualidade é outro aspecto do casamento cristão, já que Deus criou “macho e fêmea” (Gn. 1.26; 2.24). Na religião judaica, o homossexualismo deveria ser punido com a morte, sendo este considerado uma abominação aos olhos de Deus (Lv. 18.22). Não há brecha para a prática homossexual no contexto cristão, sendo essa reprovada pelo apóstolo Paulo (Rm. 1.26). Mas isso não deve ser motivo para homofobia, não podemos esquecer que Jesus ama a todos, inclusive aos homossexuais, por isso, devemos orar por eles, e conduzi-los à verdade, que é Cristo.

O PRINCÍPIO DA MONOGAMIA

1. Monogamia é o ideal divino. O Criador instituiu o matrimônio com a união de um homem e uma mulher (Gn 2.18-24; Mt 19.5; Mc 19:7) - “Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. Aqui, não é dito que o homem deve unir-se às suas mulheres. Deus não criou mais de uma mulher para Adão nem mais de um homem para Eva. Tanto a poligamia quanto a poliandria estão em desacordo com os princípios de Deus para o casamento (Dt 28:54,56; Sl 128:3; Pv 5:15-21; Ml 2:14).

Esta norma não foi apenas estabelecida na criação, mas também foi reafirmada na entrega da lei moral. A lei de Deus ordena: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo...” (Ex 20.17). O uso do singular é enfático. Moisés não deu provisão à questão da poligamia.

O Rev. Hernandes Dias Lopes, em seu comentário sobre o Evangelho de Marcos, citando Norman Geisler, enumera alguns argumentos que reforçam o ensino da monogamia:

 A monogamia foi ensinada por precedência (Gn 2:24);
 A monogamia foi ensinada por preceito (Ex 20:17);
 A monogamia foi ensinada por intermédio das severas consequências decorrentes da poligamia (1Rs 11:4).

2. Poligamia é criação humana desviada dos preceitos de Deus. Deus não instituiu nem aprovou a poligamia, pois criou uma só mulher para o homem. Se aprovasse a poligamia, teria criado duas ou mais mulheres para Adão, o que não fez.

Deus permitiu, mas não aprovou certas coisas nos dias em que a Bíblia não era completa. Em Atos 17.30 está escrito que Deus não teve em conta os tempos da ignorância. Passou por cima de certas coisas erradas até os dias de Cristo.

A Bíblia relata que foi na civilização dos caimitas que se iniciou a poligamia. Lameque, o primeiro polígamo, foi quem deu a cartada inicial da quebra do princípio da monogamia (ler Gn 4.19), abandonando-se o modelo divino de família; houve aumento da violência, com novo homicídio, que gerou a vingança humana como modelo de justiça como demonstra o "cântico da espada" de Lameque (Gn 4.23,24); o desvalor do ser humano se patenteia, pois uma vida foi ceifada apenas por causa de um pisão (Gn 4:23); inicia-se a prostituição, pois a irmã de Tubalcaim, Naamá, é tida como a primeira prostituta da história (seu nome quer dizer "agradável", "desejável").

3. No Novo Testamento a poligamia é condenada por Jesus e pelo apóstolo Paulo. Jesus, em Sua resposta aos fariseus, quando estes lhe interrogaram acerca do divórcio, foi clarividente ao dizer que Deus criou o casamento monogâmico. Ele disse: “Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher...” (Mt 19.5). Ele não disse: “suas mulheres”, e sim, “sua mulher”. A resposta do Senhor remonta às origens do casamento e da própria criação (cf. Gn 2.24).

O apóstolo Paulo, também, proíbe a poligamia no casamento (1Co 7.2). Diz o apóstolo: "[...] mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido". Paulo coloca o aspecto singular de que a poligamia não é o padrão moral de Deus para o seu povo. Cada um deve ter a sua esposa, e cada uma o seu marido. Tanto a poligamia, um homem ter mais de uma mulher, quanto a poliandria, uma mulher ter mais de um marido, estão em desacordo com o ensino das Escrituras.

Ao mencionar as qualificações do presbítero, Paulo adverte: “É necessário, portanto, que o bispo seja (...) esposo de uma só mulher...” (1Tm 3.2). O diácono também deve ser “marido de uma só mulher” (1Tm 3.12). Portanto, a liderança eclesiástica deve ser o exemplo dos fiéis em tudo e esse exemplo inclui o casamento bíblico (1Tm 4.12).

O PRINCÍPIO DA HETEROSSEXUALIDADE

1. “Macho e fêmea os criou”. “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.26). O modelo divino para o ser humano é a heterossexualidade – Gn 1.27; 5.1-3; 2.22-24; Mt 19.4; Rm 1.26,27. O “macho” a Bíblia chama de “homem”; a “fêmea” a Bíblia chama de “mulher”. O macho, o homem, é chamado de um ser do sexo masculino; a fêmea, a mulher, é chamada de um ser do sexo feminino. Para a Bíblia existem, apenas, dois tipos de sexo: ou a criatura é Homem, ou, então, é Mulher. Não existe a “coluna do meio”. Um Homem e uma Mulher, biblicamente, formam um casal. A Bíblia sempre condenou o homossexualismo voluntário, atitude que é típica dos rebeldes e pecadores, como demonstra a Palavra de Deus, inequivocamente, em diversas passagens – Lv 20.13; 18.22; Dt 23.17; 1Rs 14.24; 15.12; 22.47; Rm 1.24,27; 1Co 6.10; Gl 5.19; 1Tm 1.10; Ap 21.8.

Paulo proíbe a união homossexual (1Co 7.2). Quando Paulo diz que cada um tenha a sua esposa e cada uma tenha o seu marido, fica clara a ideia de uma relação heterossexual. Embora a união homossexual fosse algo comum no tempo de Paulo, ele define essa prática como uma paixão infame, um erro, uma disposição mental reprovável, uma abominação para Deus. A relação homossexual pode chegar a ser aprovada pelas leis dos homens, por causa da corrupção dos costumes, mas jamais será chancelada pelas leis de Deus. Uma decisão não é ética, apenas por ser legal. Ainda que a relação homossexual se torne legal pelas leis dos homens, jamais será aprovada por Deus, pois fere frontalmente a Sua Lei.

2. “E se unirá à sua mulher”. Após realizar o primeiro matrimônio, o Criador disse: “deixará o homem [macho] o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher [fêmea], e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Uma família somente pode ser construída, segundo os parâmetros divinos, mediante uma união entre um homem e uma mulher com compromisso de constituir uma vida em comum. Desta forma, jamais estará obedecendo aos princípios divinos quem defender ou constituir uma união homossexual, algo que, lamentavelmente, vem se alastrando nos países de todo o mundo. A união de pessoas do mesmo sexo é a própria negação do conceito bíblico de família, que é, como se vê claramente em Gn 2.24, que diz que uma família se constitui quando um varão deixa seu pai e sua mãe e se une à sua mulher e se constituem em uma só carne.

Como devem os maridos tratar as suas esposas? A Bíblia diz em Efésios 5.25-28 “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.”

Os maridos devem tratar as suas esposas com respeito e honra. A Bíblia diz em 1 Pedro 3.7 “Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações.”

Como devem as mulheres tratar os seus maridos? A Bíblia diz em Efésios 5.22-24 “Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos”.

Significa isto que a mulher deve ser a única a submeter-se? Não! Num casamento ambos se submetem. A Bíblia diz em Efésios 5.21 “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”.

Que conselho Bíblico proíbe o abuso físico e verbal? A Bíblia diz em Colossenses 3.19 “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não as trateis asperamente”.

                        ----------------------------------------------------------------------
 
Estudo ministrado pelo Pastor ADAYLTON DE ALMEIDA CONCEIÇÃO (Th.B.Th.D)

www.adayltonalm.spaceblog.com.br

NOTAS BIBLIOGRAFICAS
A Família Cristã - Adaylton de Almeida Conceição
O Casamento Bíblico - Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
O Casamento Bíblico - Eliseu Antonio Gomes
O Casamento Bíblico - Eliseu Antonio Gomes