VIDAS

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS. A VIDA ETERNA, DE RENÚNCIAS!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

DEVOCIONAL - 12 de Abril de 2017

Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito ao deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. (Lc 4.1,2)

Jesus estava cheio do Espírito Santo, e, contudo, foi tentado. Muitas vezes a tentação assalta a um homem, e mais forte ainda, quando ele está mais perto de Deus. Como alguém já disse, "O inimigo alveja alto". Ele levou um apóstolo a dizer que nem conhecia a Cristo.
 
Poucos homens experimentaram tantos conflitos com o diabo, como Martinho Lutero. Por quê? Porque Martinho Lutero ia sacudir o próprio reino do inferno. Ah, e que conflitos experimentou João Bunyan!
 
Se um homem está cheio do Espírito de Deus, ele terá grandes conflitos com o tentador. Deus permite a tentação porque ela nos faz o que as tempestades fazem aos carvalhos — ela nos enraíza; e o que o fogo faz nas pinturas em porcelana — ele as fixa.
 
Nunca reconhecemos melhor o quanto estamos presos a Cristo e como Cristo nos tem presos a Ele, como quando o inimigo está usando toda a força para nos atrair e afastar dEle; nessa hora sentimos o puxar da mão de Cristo.
 
Não devemos encarar as aflições fora do comum como sendo a punição de algum pecado fora do comum; às vezes elas vêm para pôr à prova graças fora do comum. Deus tem muitos instrumentos cortantes e lixas ásperas para o polimento de Suas joias; e aqueles que Ele particularmente ama e deseja tornar bem resplandecentes, neles muitas vezes aplica esses instrumentos. - Arcebispo Leighton
 
Eu dou meu testemunho de que devo mais ao fogo, ao martelo e à lixa do que a qualquer outro instrumento da oficina do Senhor. Às vezes me pergunto se eu teria jamais aprendido qualquer coisa a não ser por meio da vara. Quando minha aula é no escuro é que eu vejo mais. — C. H. Spurgeon
 

 

sábado, 8 de abril de 2017

Profecia de uma senhora de 90 anos de idade em 1968 sobre o fim dos tempos!

Uma senhora de 90 anos de idade, da cidade de Valdres, na Noruega teve uma visão de Deus em 1968. O evangelista Emanuel Minos teve reuniões na cidade onde esta mulher residia. Ele se encontrou com ela e ela lhe relatou o que vira. Ele anotou tudo, mas achou aquilo muito estranho e guardou a profecia numa gaveta. Trinta anos depois ele decidiu que era hora de compartilhar a visão daquela mulher com outras pessoas.
Aquela senhora de Valdres era uma mulher confiável e uma cristã fervorosa com boa reputação na igreja e na comunidade local. Eis o que ela viu:
“Vi os tempos logo antes da volta de Jesus e antes de romper a terceira guerra mundial. Vi os eventos com meus olhos naturais. Vi o mundo em forma de um globo e vi todos os países da Europa. Vi a Escandinávia. Vi a Noruega. Vi certas coisas que acontecerão logo antes do retorno de Jesus e antes da última calamidade; calamidade esta que nunca a humanidade experimentou.”
  1. Antes de Jesus retornar e antes do começo da terceira guerra mundial haverá uma ‘détente’ [N.T.:termo francês que indica uma flexibilização em relações tensas, especialmente em uma situação política], como nunca houve. Haverá paz entre as superpotências do Ocidente e do Oriente e haverá muitos anos de paz. (Lembre-se que ela viu isto em 1968 quando a guerra fria estava no auge – E. Minos). Neste tempo de paz haverá o desarmamento de muitas nações, e também na Noruega que não estará preparada quando a guerra chegar. A terceira guerra mundial começará de uma maneira imprevisível, de uma forma que ninguém supõe e a partir de uma região de onde não se espera que uma guerra pudesse surgir.
  1. Os cristãos ficarão mornos como nunca antes e se desviarão do verdadeiro cristianismo vivo. Os crentes não quererão mais ouvir pregações penetrantes. Não vão querer ouvir mais, como antigamente, sobre o pecado e a graça, a lei e o evangelho, arrependimento e restauração. Uma mensagem substituirá todos esses temas: Prosperidade e felicidade.
O mais importante será ter sucesso, ser alguém; possuir bens materiais, coisas essas que Deus nunca prometeu dessa maneira. As igrejas e as casas de orações ficarão cada vez mais vazias. Em vez de pregações como as que se faziam antigamente com temas como, tomar a cruz e seguir a Jesus, a diversão, a arte e a cultura invadirão as igrejas e encherão os templos onde deveriam haver pessoas para ouvir do arrependimento e de avivamento. Isto aumentará de forma marcante antes da volta de Jesus.
  1. Haverá uma desintegração moral como a velha Noruega jamais viu. As pessoas viverão juntas sem precisar se casar (não creio que o conceito de se viver junto sem se casar existia em 1968. E. Minos). As pessoas serão muito impuras antes de se casarem e a infidelidade matrimonial será algo natural, comum, com todas as suas justificativas. Este tipo de coisa invadirá a igreja e o justificaremos – até mesmo pecados contra a natureza humana. Logo antes da volta de Jesus os programas de TV serão terríveis, como nunca antes visto. (A TV recém chegara na Noruega em 1968. E. Minos).
Os programas de TV serão cheios de violência ensinando as pessoas a matar e a destruir uns aos outros, e as ruas ficarão inseguras. As pessoas imitarão as cenas vistas na TV. Não haverá apenas uma estação de TV, mas haverá muitas estações. (Ela não conhecia a palavra “canal”, como nós conhecemos hoje. Por isso falava em “estações de TV”. E. Minos). As estações serão muitas como são hoje as emissoras de rádio e serão repletas de violência. As pessoas usarão essas estações de TV para se divertirem.
Veremos terríveis cenas de assassinatos e de pessoas destruindo umas as outras, e isso se espalhará por toda a sociedade. Cenas de sexo explícito serão mostradas na TV; coisas íntimas de um relacionamento conjugal entre duas pessoas. (Naquela ocasião protestei e disse que havia um parágrafo em nossa constituição que proibia este tipo de coisa. E. Minos). E, então, a idosa me disse: “Acontecerá e você o verá. Tudo o que temos de bom desaparecerá, e toda a indecência sexual aparecerá diante de nossos olhos”.
  1. Gente de países pobres invadirá a Europa (Em 1968 não havia este tipo de imigração em massa de outros países. E. Minos). Virão para a Escandinávia e para a Noruega. Serão tantos que as pessoas se sentirão incomodadas com a presença deles e os tratarão com dureza. Receberão o mesmo tratamento dado aos judeus antes da segunda grande guerra. Então, se completará a medida de nossos pecados (protestei quanto ao tema da imigração, porque não entendi este assunto naquela época. E. Minos).
A mulher chorava e dizia: “Eu não verei essas coisas; você, sim! Então, Jesus voltará de repente e começará a terceira guerra mundial. Será uma guerra curta” (ela viu a guerra em sua visão).
“As guerras que eu presenciei em vida são brincadeiras de crianças comparada a que virá e se encerrará com uma bomba nuclear. O resultado é que ninguém conseguirá respirar. A fumaça das bombas atômica cobrirá vários continentes, como América, Japão, Austrália e as nações ricas. A água ficará contaminada. Não poderemos mais lavrar o solo. Consequentemente restará apenas um remanescente. Os que restarem dos países ricos tentarão fugir para as nações pobres, mas estas os tratarão com a mesma dureza com que foram tratados pelos ricos.”
“Fico feliz por não viver para ver essas coisas, mas quando a hora chegar, você deve criar coragem e contar esta visão. Eu a recebi de Deus e nada do que vi vai de encontro ou entra em choque com o que a Bíblia diz. Aquele cujos pecados foram perdoados e tem Jesus como Salvador e Senhor está seguro.”

Nota do editor da fonte original:
O relato acima foi originalmente transmitido de Israel para amigos nos EUA. Foi enviado por uma obreira cristã norueguêsa chamada Ragna Von Porat. Ragna comenta numa nota de rodapé que foi traduzida do dinamarquês. Ela diz ainda que Emanuel Minos, o evangelista mencionado no relato, era o vizinho de uma amiga dela em Oslo. “Ouvi suas mensagens quando eu era jovem. Meus pais o conheciam”, ela diz.
Por temor em passar adiante falsas profecias, diligentemente pesquisei o tema aqui apresentado. Demorei para publicar até que a permissão me foi dada de Ragna (Von Porat) em Israel. Em meu contato com ela, assegurou-me que os relatos são verdadeiros e confiáveis. De fato, ela relatou que o primeiro relato foi publicado num periódico cristão norueguês.
Em minhas pesquisas descobri que o primeiro relato foi também publicado numa revista cristã da Alemanha. O site do Dr. Emanuel Minos está atualizado e pode ser acessado para que se confira. Ainda que o idioma do site seja o norueguês, a mesma história dessa mulher está ali em inglês. Ragna se dedicou em buscar a veracidade dos fatos e declarou: “Não faço objeção de que você publique. Tem que ser agora ou nunca.

Do site: https://www.revistaimpacto.com.br/profecia-de-uma-senhora-de-90-anos-de-idade-em-1968-sobre-o-fim-dos-tempos/

quinta-feira, 6 de abril de 2017

DEVOCIONAL - 7 de Abril de 2017

No sossego e na confiança estará a vossa força. (Is 30.15)

Para conhecermos realmente a Deus é absolutamente necessário haver silêncio em nosso interior. Lembro-me de quando, pela primeira vez, percebi isto. Havia surgido uma situação de grande emergência em minha vida. Cada parte do meu ser parecia tremer de ansiedade, e a necessidade de uma ação imediata e decisiva parecia impelir-me com força; no entanto, as circunstâncias eram tais que eu não podia fazer nada, e a pessoa que podia, não fazia um movimento sequer.
 
Por um pequeno espaço de tempo, foi como se eu fosse ficar em pedaços, por causa do tumulto interior em que me achava; de repente uma voz mansa e delicada segredou no profundo do meu ser: "Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus". A palavra veio com poder, e eu atendi. Sujeitei meu corpo a uma grande quietude, obriguei meu conturbado espírito a acalmar-se, olhei para cima e esperei; então "conheci" que era Deus, Deus mesmo, que vinha, naquela emergência e dificuldade, para resolver meu problema; descansei nEle.
 
Foi uma experiência que eu não quereria ter perdido por preço algum; e devo acrescentar também que desta quietude pareceu surgir um novo poder para enfrentar a dificuldade, que em pouco tempo a trouxe a bom termo. Aprendi então, efetivamente, que em estar quieta estava a minha força. — Hannah Whitall Smith 
 
Existe uma certa passividade que não é indolência, é uma quietude viva, nascida da confiança. Tensão quieta não é confiança. É simplesmente ansiedade reprimida.
 
 
 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O que são Raízes Judaicas/Hebraicas?



“Raízes Judaicas” ou “Raízes Hebraicas” é um assunto muito popular hoje no Corpo de Cristo, com muitos livros, ministérios de ensino, homepages na Internet, etc, sobre o tema. Após séculos de “Teologia da Substituição” e antissemitismo por parte da igreja histórica, estamos testemunhando um avivamento de “filossemitismo” cristão e um interesse positivo por Israel. Hoje milhões de cristãos ao redor do mundo estão obtendo revelação e entendimento da Escritura sobre a necessidade de se conectar positivamente a Israel e ao povo judeu. Para muitos, isso inclui o ensino acerca das “Raízes Judaicas”, a qual pode ocorrer de várias formas: estudos da Torá, observância das festas bíblicas/judaicas, entendimento da “mentalidade” hebraica, excursões à Terra Santa, participação em um Seder de Páscoa, apoio político a Israel, etc. etc.

Neste artigo, queremos analisar de perto o ensino das “Raízes”, que é frequentemente baseado na Escritura que fala mais explicitamente de uma raiz judaica – a Oliveira de Romanos 11.16-24. O que o termo realmente significa no contexto bíblico? Como os cristãos romanos, a quem Paulo endereçou a carta, teriam compreendido esse ensino? Como isso deve ser aplicado hoje?

A Oliveira e sua Raiz – Romanos 11.16-24

O apóstolo Paulo escreve sobre uma Oliveira do povo de Deus, seus ramos e sua raiz. A palavra “raiz” aparece 4 vezes nos versos 16-18. A mensagem geral desses versos é primeiro um lembrete aos crentes gentios romanos (os ramos “selvagens”) de que eles foram graciosamente e surpreendentemente “enxertados” nessa comunidade da Oliveira, o povo de Deus – uma árvore que havia sido “cultivada” por muitas e muitas gerações somente entre o povo/nação judaica (os ramos “naturais”, nativos, domesticados). O apóstolo então adverte severamente aos romanos que não se tornem arrogantes ou se orgulhem perante esses ramos nativos, judaicos, e que se lembrem de que não são eles que sustentam a raiz, mas a raiz a eles (v.18). Embora o apóstolo tenha identificado claramente três tipos de ramos (crente judeu, crente gentio e judeus não crentes – os ramos cortados), ele não identifica de maneira semelhante a raiz – nem as Escrituras a rotulam explicitamente como raiz “judaica” ou “hebraica”.

Através da história da igreja, intérpretes bíblicos têm oferecido quatro possíveis definições de raiz: 
1) O próprio Jesus, a “Raiz e a geração de Davi” (Ap 22.16). 
2) Os patriarcas e/ou a aliança patriarcal (Abraâmica), baseada nos versos 11.28-29. 
3) O povo judeu/nação de Israel. 
4) A comunidade crente judaica do 1º século, especialmente representada pela igreja apostólica de Jerusalém.

O que você acha? Por favor, estude e medite nessas Escrituras enquanto aguarda a continuação na Parte 2 do nosso estudo em breve. Procure ao máximo não “impor” nenhuma de suas teologias e ideias ao texto; tente imaginar que você é um cristão romano, gentio (alguns deles conheciam judeus, outros não) que está ouvindo a leitura pública desta carta durante um culto. Como teria soado para você? Quem ou o que é essa raiz misteriosa?

domingo, 2 de abril de 2017

DEVOCINAL - 3 de Abril de 2017

Provei-te na fornalha da aflição. (Is 48.10)

Atentemos para a palavrinha "na". Devemos honrar o Senhor na aflição — naquilo que de fato é uma aflição. Embora tenha havido casos em que Deus não permitiu que Seus servos sentissem as chamas, contudo, regra geral, o fogo traz dor. Mas aí mesmo é que devemos glorificá-lo, pela nossa perfeita fé na Sua bondade e amor, que permitiram a vinda de todas essas coisas sobre nós.
E mais do que isto, devemos crer que dessa situação virá alguma coisa mais para o Seu louvor, do que viria sem essa dura prova.
Algumas provas só podemos atravessar com uma grande fé; uma fé pequena não aguentaria. Precisamos conhecer a vitória na aflição. — Margaret Bottome
 
A fidelidade do crente é comprovada no tempo da aflição. Os moços que foram lançados na fornalha ardente saíram como entraram — exceto quanto aos cordões que os amarravam.
Quantas vezes, na fornalha da aflição, Deus nos arranca os cordões! O corpo daqueles moços ficou ileso — sua pele nem se chamuscou. Nem tampouco seus cabelos ou suas roupas, e nem cheiro de fogo passou sobre eles. E assim é que os crentes devem sair da fornalha da aflição: libertos dos cordões que os amarram e não tocados pelas chamas.

Triunfando deles na cruz. (Cl 2.15)

Esse é o verdadeiro triunfo — triunfar sobre a doença, na doença; triunfar sobre a morte, morrendo; triunfar sobre as circunstâncias adversas, estando nelas. Sim, creia-me, irmão, há um poder capaz de fazer-nos vitoriosos na luta. Há uma alta posição a ser conquistada, de onde poderemos contemplar as regiões de onde viemos e cantar o nosso cântico de triunfo, e isso, ainda nesta vida. Sendo pobres, podemos levar muitos a nos considerarem ricos, e em nossa pobreza podemos enriquecer a muitos. O nosso triunfo é na circunstância. O triunfo de Cristo foi na Sua humilhação. Possivelmente o nosso triunfo também será manifestado naquilo que aos outros parece humilhação. — Margaret Bottome
 
Há algo de cativante na figura de um crente cheio de tribulações, e tendo contudo o coração firme e cristalino. Não é verdade que há algo de valor contagiante na visão de alguém grandemente tentado, mas mais do que vencedor? Não é um tônico para o coração, vermos um peregrino, quebrado no corpo, mas conservando o esplendor de uma paciência não quebrada? Que testemunho do poder da graça! —J. H. Jowett

sexta-feira, 31 de março de 2017

DEVOCIONAL, 31 de Março de 2017

O vento era contrário. (Mt 14.24)

Os ventos da primavera muitas vezes trazem tempestade. E não tipificam eles a tempestuosa estação de minha vida? Mas, na verdade, eu devia estar alegre por travar conhecimento com essas estações. É melhor que as chuvas caiam e venham as águas, do que eu permaneça em terras amenas onde nunca parece escurecer, nem sopram ventos fortes

A tempestade da tentação afigura-se cruel, mas, não é verdade que ela dá mais intensidade e ardor à oração? Não me impele a me firmar nas promessas com mais força? Não torna o meu caráter mais refinado?

A tempestade do luto é dolorosa; mas, não é uma forma de o Pai me atrair a Si mesmo, para que, no mistério da Sua presença, a Sua voz mansa e delicada possa falar ao meu coração? Há um aspecto da glória do Mestre que só pode ser visto quando o vento é contrário e o barco é agitado pelas ondas.

"Jesus Cristo não é um abrigo contra o temporal, Ele é um refúgio perfeito no temporal. Ele nunca nos prometeu uma viagem fácil, somente uma chegada certa."

quarta-feira, 29 de março de 2017

DEVOCIONAL - 30 de Março de 2017

Eia todos vós que acendeis fogo e vos cingis com faíscas: andai entre as labaredas do vosso fogo e entre as faíscas que acendestes: isto vos vem da minha mão, e em tormentos jazereis. (Is 50.11.)
Que aviso importante para aqueles que estão atravessando momentos de trevas e procuram sair para a luz por si mesmos. São comparados no verso com alguém que acende um fogo e anda no meio de suas próprias faíscas. O que significa isto?

Significa que quando estamos em trevas, a tentação é descobrir uma saída sem confiar no Senhor e sem buscar apoio nEle. Em vez de deixarmos que Ele nos guie para fora das trevas, procuramos sair por nós mesmos. Procuramos a luz do mundo e buscamos o conselho de amigos. Procuramos as conclusões da nossa própria razão, e talvez até sejamos tentados a aceitar um caminho de livramento que não seria absolutamente o do Senhor. 

Todos estes caminhos são fogos acesos por nós; luzinhas frouxas, que certamente nos levarão a encalhar em algum banco de areia. E Deus nos deixará andar na luz dessas fagulhas, mas o fim serão dores.


Irmãos, não procuremos sair de uma situação difícil, a não ser no tempo de Deus e da maneira de Deus. O tempo de aflição tem o propósito de ensinar-nos lições de que precisamos grandemente.
Os livramentos prematuros podem frustrar a obra da graça em nossa vida. Simplesmente entreguemos a Ele toda a situação. Estejamos com o coração disposto a suportar qualquer prova, desde que tenhamos conosco a presença dEle. Lembremo-nos de que é melhor andar no escuro com Deus do que no claro sozinho. — The Still Small Voice

Deixemos de interferir nos desígnios e na vontade de Deus. Se pusermos a mão em algum de seus planos, estragaremos a obra. Podemos mover os ponteiros do relógio segundo a nossa conveniência, mas isso não mudará o tempo; podemos querer apressar o desenrolar da vontade de Deus, mas estaremos atrapalhando, e, não, ajudando a obra. Podemos abrir um botão de rosa, mas isso trará danos à flor. Deixemos tudo com Ele. Tiremos nossas mãos. Faça-se a Tua vontade, Senhor, não a minha. — Stephen Merritt

segunda-feira, 27 de março de 2017

HERÓIS DA FÉ

Henry Martyn
Luz inteiramente gasta por Deus
(1781-1812)

Ajoelhado na praia da Índia, Henry Martyn derramava a alma perante o Mestre e orava: "Amado Senhor, eu também andava no país longínquo; minha vida ardia no pecado... desejaste que eu me tornasse, não mais um tição para espalhar a destruição, mas uma tocha brilhando por ti. (Zacarias 3.2) Eis-me aqui nas trevas mais densas, selvagens e opressivas do paganismo. Agora, Senhor, quero arder até me consumir inteiramente por ti!"

O intenso ardor daquele dia sempre motivou a vida desse moço. Diz-se que o seu é "o nome mais heróico, que adorna a história da Igreja da Inglaterra, desde os tempos da rainha Elisabete." Contudo, até entre seus patrícios, ele não é bem conhecido.

Seu pai era de físico franzino. Depois de o seu progenitor falecer, os quatro filhos, inclusive Henrique, não tardaram a contrair a mesma enfermidade, a tuberculose.

Com a morte do pai, Henry perdeu seu intenso interesse pela matemática e se interessou grandemente na leitura da Bíblia. Diplomou-se com mais honras do que todos da sua classe. O Espírito Santo, porém, falou à sua alma: "Buscas grandes coisas para ti. Não as busques!" Acerca dos seus estudos testificou: "Alcancei o ponto mais alto que desejara, mas fiquei desapontado ao ver como, apenas, tinha agarrado uma sombra."

Tinha por costume levantar-se cedo, de madrugada, e andar sozinho, pelos campos para desfrutar de comunhão íntima com Deus. O resultado foi que abandonou para sempre o plano de ser advogado, um plano que, até aí, ainda seguia, porque "não podia consentir em ser pobre pelo amor de Cristo."

Ao ouvir um sermão sobre "O Estado Perdido dos Pagãos" resolveu dar a sua vida como missionário. Ao conhecer a vida abnegada do missionário Guilherme Carey, na sua grande obra na Índia, sentiu-se dirigido a trabalhar no mesmo país.

O desejo de levar a mensagem de salvação aos povos que não conheciam a Cristo, tornou-se como um fogo inextinguível na sua alma pela leitura da biografia de David Brainerd, o qual morrera quando ainda muito jovem, com a idade de vinte e nove anos (sua vida fora gasta inteiramente no serviço de amor intenso aos silvícolas da América do Norte). Henry Martyn reconhecia que, como foram poucos os anos da obra de David Brainerd, havia também para ele pouco tempo, e se acendeu nele a mesma paixão de gastar-se, inteiramente por Cristo, no breve espaço de tempo que lhe restava. Seus sermões não consistiam em palavras de sabedoria humana, mas sempre se dirigia ao povo como "um moribundo, pregando aos moribundos".

Havia um grande embaraço para Henry Martyn: a mãe da sua noiva, Lídia Grenfel, não consentiria que eles se casassem, se ele insistisse em levá-la para o estrangeiro. Henry amava a Lídia e o seu maior desejo terrestre era estabelecer um lar e trabalhar junto com ela na seara do Senhor. Acerca disto, ele escreveu no seu diário: "Continuei uma hora e mais em oração, lutando contra o que me ligava... Cada vez que estava perto de ganhar a vitória, o coração voltava para o seu ídolo, e finalmente, deitei-me sentindo grande mágoa."Então se lembrou de David Brainerd, o qual negava a si mesmo todos os confortos da civilização, andava grandes distâncias sozinho na floresta, passava dias com fome e depois de assim se esforçar por cinco anos, voltou para falecer tuberculoso nos braços da sua noiva, Jerusa, filha de Jonathan Edwards.

Por fim, Henry Martyn, também, ganhou a vitória, obedecendo à chamada para sacrificar-se à salvação dos perdidos. Ao embarcar para a Índia, em 1805, escreveu: "Se eu viver ou morrer, que Cristo seja magnificado pela colheita de multidões para Ele".

A bordo do navio, ao afastar-se da sua pátria, Henry Martyn chorou como uma criança. Contudo nada podia desviá-lo da sua firme resolução de seguir a direção divina. Ele era "um tição arrebatado do fogo" e repentinamente dizia: "Que eu seja uma chama de fogo no serviço divino".

Depois de nove longos meses a bordo, e quando já se achava perto do seu destino, passou um dia inteiro em jejum e oração. Sentia quão grande era o sacrifício da Cruz e como era, igualmente, grande a sua responsabilidade para com os perdidos na idolatria da Índia. Continuava a repetir: "Tenho posto vigias sobre os teus muros, ó Jerusalém; eles não se calarão jamais em todo o dia nem em toda a noite: não descanseis vós os que fazeis lembrar a Jeová, e não lhe deis a Ele descanso, até que estabeleça, e até que ponha a Jerusalém por objeto de louvor na terra!" (Isaías 62.6).

A chegada de Henry Martyn à Índia, no mês de abril de 1806, foi também em resposta à oração de outros. A necessidade era tão grande nesse país, que os poucos obreiros concordaram em se reunirem em Calcutá, de oito em oito dias, para pedirem a Deus que enviasse um homem cheio do Espírito Santo e poder à Índia. Martyn, logo ao desembarcar, foi recebido alegremente por eles como a resposta às suas orações.

É difícil imaginar o horror das trevas em que vivia esse povo, entre o qual Martyn se achava. Um dia, perto do lugar onde se hospedara, ouviu uma música e viu a fumaça de uma das piras fúnebres de que ouvira falar antes de sair da Inglaterra. As chamas já começavam a subir do lugar onde uma viúva se achava sentada ao lado do cadáver de seu marido morto. Martyn, indignado, esforçou-se, mas não pôde conseguir salvar a pobre vítima.

Em outra ocasião, foi atraído pelo ruído do címbalo, a um lugar onde o povo fazia culto aos demônios. Os adoradores se prostravam perante o ídolo, obra das suas próprias mãos, do qual adoravam e temiam! Martyn sentia-se "mesmo na vizinhança do Inferno".

Cercado de tais cenas, ele se aplicava mais e mais e sem cansar, dia após dia, a aprender a língua. Não desanimava com a falta de fruto da sua pregação, reconhecendo ser de maior importância traduzir as Escrituras e colocá-las nas mãos do povo. Com esse alvo, perseverava no trabalho de tradução, cuidadosamente, aperfeiçoando a obra, pouco a pouco, e parando de vez em quando para pedir o auxílio de Deus.

Como a sua alma ardia no firme propósito de dar a Bíblia ao povo, vê-se no seguinte trecho de um dos seus sermões conservado no Museu Britânico:

"Pensai na situação triste do moribundo, que apenas conhece bastante da eternidade para temer a morte, mas não conhece bastante do Salvador para olhar o futuro com esperança. Não pode pedir uma Bíblia para saber algo sobre o que se firmar nem pode pedir a esposa ou ao filho que lhe leiam um capítulo para o confortar. A Bíblia, ah! é um tesouro que eles nunca possuíram! Vós que tendes um coração para sentir a miséria do próximo, vós que sabeis como a agonia de espírito é mais que qualquer sofrimento do corpo, vós que sabeis que vem o dia em que tendes de morrer, oh! dai-lhes aquilo que lhes será um conforto na hora da morte!"

Para alcançar esse alvo, de dar as Escrituras aos povos da Índia e da Pérsia, Martyn aplicou-se à obra de tradução de dia e de noite, até mesmo quando descansava e quando em viagem. Não diminuía a sua marcha quando o termômetro registrava o intenso calor de 70" nem quando sofria da febre intermitente, nem com o avanço da peste branca que ardia no seu peito.

Como David Brainerd, cuja biografia sempre serviu para inspirá-lo, Henry Martyn passou dias inteiros em intercessão e comunhão com o seu "Amado", seu querido Jesus. - "Parece", escreveu ele, "que posso orar para sempre sem nunca cansar. Quão doce é andar com Jesus e morrer por Ele..." Para ele, a oração não era uma formalidade, mas o meio certo de quebrantar os endurecidos e vencer os adversários.

Seis anos e meio depois de ter desembarcado na Índia, enquanto empreendia longa viagem, faleceu com a idade de 31 anos. Separado dos irmãos, do resto da família, com a noiva esperando-o na Inglaterra, e cercado de perseguidores, foi enterrado em lugar desconhecido.

Era grande o ânimo, a perseverança, o amor, a dedicação com que trabalhava na seara do seu Senhor! O zelo ardeu até ele se consumir neste curto espaço de seis anos e meio. É-nos impossível apreciar quão grande foi a sua obra feita em tão poucos anos. Além de pregar, conseguiu traduzir porções das Sagradas Escrituras para as línguas de uma quarta parte de todos os habitantes do mundo. O Novo Testamento em hindu, hindustão e persa e os Evangelhos em judaico-persa são apenas uma parte das suas obras.

Quatro anos depois da sua morte, nasceu Fidélia Fiske, no sossego da Nova Inglaterra. Quando ainda aluna na escola, leu a biografia de Henry Martyn. Andou quarenta e cinco quilômetros de noite, sob violenta tempestade de neve, para pedir à sua mãe que a deixasse ir pregar o Evangelho às mulheres da Pérsia. Ao chegar à Pérsia reuniu muitas mulheres e lhes contou o amor de Jesus, até que o avivamento em Oroomiah se tornou em outro Pentecoste.

Se Henry Martyn, que entregou tudo para o serviço do Rei dos reis, pudesse visitar a Índia, e a Pérsia, hoje, quão grande seria a obra que encontraria, obra feita por tão grande número de fiéis filhos de Deus nos quais ardeu o mesmo fogo pela leitura da biografia desse pioneiro.

sábado, 25 de março de 2017

COMBATENDO O ESPÍRITO DO ANTI CRISTO

Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo. (1 João 4.2-3)

Durante o primeiro século, houve um aumento dos movimentos que negavam a Encarnação (que Yeshua era Deus manifesto em carne humana). Há dois lados dessa negação: um deles é negar a sua divindade e o outro é negar a sua encarnação plena na forma humana. Manter essas doutrinas em seu devido equilíbrio e relacionamento é fundamental para a nossa fé. O Movimento Messiânico foi lançado com base nos poderosos sinais e maravilhas presentes no ministério de Yeshua, sua morte e ressurreição e, finalmente, nos incríveis sinais e maravilhas no ministério dos Apóstolos dentro e fora de Israel. Aqueles que testemunharam tamanha evidência tornaram-se indesculpáveis por sua rejeição ao Senhorio de Yeshua e à mensagem do Evangelho. 

Resultados da Rejeição 

Quando o Evangelho vem com poder e o Espírito Santo traz convicção, mas ainda assim é rejeitado, ocorre então o pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo. Esse pecado pode levar ao controle demoníaco. O espírito do Anticristo não é encontrado nas pessoas que não tiveram oportunidade de testemunhar as evidências do Evangelho e, assim, decidir se vão aceitar ou recusá-lo. Somente esse tipo de rejeição dá direito e poder ao espírito do Anticristo. Indivíduos e pessoas que tiveram a oportunidade de abraçar Yeshua e o recusaram são entregues à doutrina de demônios e à promoção dessas doutrinas.

Embora não seja "politicamente correto", devemos observar que a rejeição do Evangelho pela maioria do povo judeu e da liderança judaica no primeiro século os deixou suscetíveis ao espírito do Anticristo. O Islã, que explicitamente nega a encarnação e declara que Yeshua nunca morreu na cruz, embora admita que ele tenha sido um profeta, escraviza os seus seguidores ao espírito do Anticristo. Esse espírito do Anticristo sempre procura perseguir o Corpo do Messias.

Quando um povo se torna cativo a esse espírito, eles ainda podem ter conhecimento de grande parte da verdade, e ainda podem produzir tesouros culturais. Contudo, a salvação exige que haja libertação do espírito do Anticristo. Ao lidar com nosso próprio povo, apesar de estar distante da rejeição coletiva do primeiro século, devemos dar atenção à necessidade de vê-los livres dessa influência. 

Chave para o Futuro 

De maneira ainda mais clara, no Islã temos o poder do Anticristo num nível mundial que está fundamentado no que Maomé fez com a revelação da Nova Aliança. É por isso que a chave para o futuro nesta situação difícil é ver um avivamento e o poder do Evangelho libertar as pessoas desse espírito. A única maneira de ver a paz chegar é através da aceitação e submissão ao Príncipe da Paz.

Daniel Juster

quinta-feira, 23 de março de 2017

DEVOCIONAL - 24 de Março de 2017

E orou Jacó: Deus de meu pai Abrão, e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor que me disseste: Torna à tua terra, e à tua parentela, e te farei bem... Livra-me... (Gn 32.9,11)

Há muitos sintomas sadios nessa oração. De certa forma ela pode servir como um modelo para o nosso espírito se expressar, quando estivermos na fornalha da aflição.
Ele começou citando a promessa de Deus: "Disseste". E o disse duas vezes (9 e 12). Assim ele ficou com Deus à sua mercê. Nas Suas promessas, Deus Se coloca ao nosso alcance; e quando lhe dizemos: "Tu disseste", Ele não pode dizer não. Ele tem de fazer como prometeu. Se o próprio Herodes foi tão zeloso de seu juramento, como não o será o nosso Deus? Quando orarmos, firmemos o pé sobre uma promessa; ela nos dará suficiente apoio para que as portas do céu se abram e nós entremos na posse da bênção.
O Senhor Jesus deseja que sejamos definidos em nossas orações e específicos naquilo que pedimos. "Que queres que te faça?" é a pergunta que Ele faz a cada um que, em aflição e prova, chega-se a Ele. Se quisermos obter respostas bem definidas, apresentemos os nossos pedidos, de maneira clara.
Orações vagas são a causa de tantas vezes ficarmos aparentemente sem resposta. Se preenchermos um cheque com um pedido definido, ele será descontado no banco do céu, quando for apresentado no nome de Jesus. Tenhamos a ousadia de ser específicos com Deus.
Frances R. Havergal disse certa vez: "Cada ano que eu vivo, e quase poderia dizer cada dia, pareço ver mais claramente que toda a paz, alegria e poder da vida cristã dependem de uma só coisa, e esta coisa é: aplicar a si mesmo a Palavra de Deus, crendo que Ele na realidade quer dizer exatamente o que diz, e aceitando exatamente as palavras em que Ele revela a Sua bondade e graça, sem as substituir por outras ou alterar os modos e tempos que Ele achou por bem usar."
Usemos a Palavra de Cristo e o Seu sangue — a promessa de Cristo e o Seu sacrifício — e nenhuma das bênçãos celestes nos será negada. — Adam Clarke

terça-feira, 21 de março de 2017

DEVOCIONAL - 22 de Março de 2017

Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe no deserto do monte Sinai um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia... Disse-lhe o Senhor...
Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido, e desci para libertá-lo. Vem agora e eu te enviarei ao Egito. (At 7.30, 33, 34)

Essa foi uma longa espera, em preparação para uma grande missão. Quando Deus parece "tardar", Ele não está inativo. Está preparando seus instrumentos, está deixando amadurecer nossos poderes; e no momento aprazado, nos levantaremos à altura da nossa tarefa. Mesmo Jesus de Nazaré permaneceu trinta anos no silêncio, crescendo em sabedoria, antes de começar Sua obra. — Dr. Jowett

Deus nunca está com pressa. Ele gasta muito tempo preparando aqueles que pretende usar para um serviço mais importante na Sua obra. Ele nunca considera o tempo da preparação demasiadamente longo nem desnecessário.
 
O ingrediente mais difícil de se suportar é, muitas vezes, o tempo. Um golpe agudo e rápido é suportado mais facilmente, mas quando um sofrimento se arrasta por anos longos e monótonos, e a cada dia continua presente, com a mesma rotina enfadonha de irremediável agonia, o coração perde a força, e sem a graça de Deus, certamente cairá num amargo desespero. 
 
Longa foi a prova de José, e, muitas vezes, Deus tem de gravar Suas lições no nosso coração por meio do fogo de uma dor prolongada. "Assentar-se-á como um ourives e refinador de prata", mas Ele sabe por quanto tempo, e como um verdadeiro ourives Ele diminui o fogo no momento em que vê a Sua imagem no metal brilhante. Podemos não ver agora o resultado do plano grandioso que Deus está ocultando na sombra de Sua mão; e este pode ser-nos ainda oculto por muito tempo; mas a fé pode estar certa de que Ele está assentado no trono, esperando calmamente pela hora em que, em arrebatamento e adoração, diremos:
"Todas as coisas contribuíram juntamente para o bem.", Sejamos, à semelhança de José, mais cuidadosos para aprender as lições na escola da dor, do que ansiosos pela hora do livramento. Há um "se necessário" para cada lição, e quando estivermos prontos, por certo virá o livramento, e descobriremos que não poderíamos ter permanecido firmes no nosso posto de serviço, sem as lições que aprendemos na fornalha da provação. 
 
Deus está-nos educando para o futuro, para um serviço mais elevado e para bênçãos mais sublimes; e se temos qualidades que nos habilitam para uma posição de autoridade, nada nos poderá impedir de ocupá-la, quando chegar o tempo de Deus. Não roubemos da mão de Deus o amanhã. Devemos dar-lhe tempo para falar conosco e revelar-nos a Sua vontade. Ele nunca está atrasado; aprendamos a esperar.
 
Não corramos afoitamente adiante do Senhor; aprendamos a esperar pelo Seu tempo: tanto o ponteiro dos minutos como o ponteiro das horas precisa estar apontando o momento da ação.
 
 

domingo, 19 de março de 2017

PALAVRAS DIFÍCEIS

Iniquidade

   

Tornar normal o que é pecado. Não sentir culpa pelo pecado cometido. De tanto cometer o mesmo pecado ou coisa errada, não se arrepender pois já acha o que fez e faz absolutamente normal.

É o ato de transgredir a lei ou os bons costumes, ato de mau caratismo, sacanagem, ação que desagrade alguém ou a muitas pessoas, ato malvado. A iniquidade vem sempre associada ao cinismo, ou seja, é a prática do mau ato sem que a pessoa que o comete assuma ou reconheça aquela ação como ato errado ou cruel. Iniquidade é ter como normal uma ação que é descabida e agressiva.

 
Sinônimos de Iniquidade

maldade - injustiça - crueldade - mal – arbitrariedade – abuso – capricho – despotismo – crime – agravo – culpa – delito – erro – falta - ofensa – pecado – culpabilidade – irresponsabilidade – solecismo – transgressão – desigualdade – parcialidade – tirania – barbaridade – falseta – fereza – judiacão – judiaria – malefício – malícia – malignidade – malvadez – nequícia – peçonha – perversidade – pravidade – ruindade


Antônimos de Iniquidade

justiça – bondade bem – retidão – equidade – obediência – temor – igualdade


ISAÍAS 32
1 Eis que reinará um rei com justiça, e com retidão governarão príncipes. 
2 um varão servirá de abrigo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra duma grande penha em terra sedenta. 
3 Os olhos dos que veem não se ofuscarão, e os ouvidos dos que ouvem escutarão. 
4 O coração dos imprudentes entenderá o conhecimento, e a língua dos gagos estará pronta para falar distintamente. 
5 Ao tolo nunca mais se chamará nobre, e do avarento nunca mais se dirá que é generoso. 
6 Pois o tolo fala tolices, e o seu coração trama iniquidade, para cometer profanação e proferir mentiras contra o Senhor, para deixar com fome o faminto e fazer faltar a bebida ao sedento. 
7 Também as maquinações do fraudulento são más; ele maquina invenções malignas para destruir os mansos com palavras falsas, mesmo quando o pobre fala o que é reto. 
8 Mas o nobre projeta coisas nobres; e nas coisas nobres persistirá.