VIDAS

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS. A VIDA ETERNA, DE RENÚNCIAS!

sábado, 23 de junho de 2018

DEVOCIONAL - 23 DE JUNHO DE 2018

Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor. (Mt 14.29,30.)



Pedro tinha um pouco de fé, no meio de sua dúvida, diz Bunyan; assim, a fé fez com que ele viesse, a dúvida fez com que ele clamasse por socorro, mas foi clamando e vindo, que ele foi trazido a Cristo.

Na experiência de Pedro a vista foi um obstáculo. Uma vez andando sobre as águas, as ondas não eram da sua conta. Sua atenção devia estar voltada apenas para a vereda de luz que vinha de Cristo a ele, no meio das trevas.

Quando o Senhor nos disser por cima das águas: "Vem!", avancemos confiantemente. E nem por um momento afastemos dEle os olhos.

Não é medindo às ondas que iremos prevalecer; nem é ferindo os ventos, que cresceremos em força. Examinar o perigo pode fazer-nos vacilar diante dele; parar diante da dificuldade é vê-la explodir sobre a nossa cabeça. Ergamos os olhos para os montes, e prossigamos — não há outro caminho.



Com Ele e nEle só

Eu posso triunfar:

Importa É a Sua face ver,

E só com Ele andar.

E ruja o vento atroz,

E brame o rijo mar,

Importa é a Sua face ver,

Com a mão na Sua, andar.

domingo, 17 de junho de 2018

DEVOCIONAL - 18/06/2018

Portanto tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente, antes seja sarado. (Hb 12.12,13)
Esta é uma palavra de encorajamento que Deus nos dirige, a fim de levantarmos as mãos da fé e firmarmos os nossos joelhos na oração. Muitas vezes a nossa fé se cansa, esmorece, afrouxa, e a oração perde a força e a eficácia.
A figura aqui usada é muito interessante. A ideia parece sugerir que ficamos desanimados e tão temerosos que um pequeno obstáculo nos deprime e assusta, de modo que somos tentados a contorná-lo, deixando de enfrentá-lo e escolhendo o caminho mais fácil.
Às vezes trata-se de uma perturbação física, que Deus está pronto a curar, mas a oração da fé exigiria desgaste de energias e talvez seja bem mais fácil buscar o auxílio humano, ou contornar o assunto de alguma outra forma.
Há várias maneiras de contornar as situações difíceis em vez de atravessá-las de frente. Quantas vezes deparamos com um obstáculo que nos amedronta, e procuramos fugir da questão com a desculpa:
"Não estou preparado para isto agora." É uma renúncia que devemos fazer ou a submissão que é exigida de nós; talvez seja alguma Jericó que precisa ser tomada, ou uma alma por cuja salvação não temos coragem de lutar em oração até alcançar a vitória ou pode ser também uma oração que não obtém resposta imediata.
Deus diz: "Levantai as mãos cansadas". Marchemos sobre as águas, e elas se dividirão — o mar Vermelho se abrirá, o Jordão se partirá em dois, e o Senhor nos fará atravessar em vitória. — A. B. Simpson
Procuremos prestar ao desânimo a mínima atenção possível. É preciso que singremos as águas como faz o navio: na tormenta ou na calma, sob chuva ou sol. O alvo é transportar a carga e alcançar o porto. — Maltbie D. Babcock

quarta-feira, 13 de junho de 2018

DEVOCONAL - 13 DE JUNHO DE 2018.

A minha paz vos dou. (Jo 14.27)

Dois pintores pintaram, cada um, um quadro, para ilustrar sua idéia de paz. O primeiro escolheu como cena um lago sereno entre montanhas distantes.
O outro passou para a tela uma cascata soberba, com um frágil galho pendendo por sobre as suas espumas; e numa forquilha do ramo, quase umedecido pela névoa, um ninho com uma avezinha.
No primeiro quadro estampava-se estagnação, no segundo, descanso.
A vida de Cristo, exteriormente, foi uma das vidas mais açoitadas: tempestade e tumulto, tumulto e tempestade, as ondas lançando-se sobre aquela vida todo o tempo, até que o corpo vergastado foi deixado no túmulo. Mas na Sua vida interior reinava grande calma.
A qualquer momento podia-se ir a Ele e achar paz. E ainda quando os perseguidores O seguiam pelas ruas de Jerusalém, Ele voltou-Se aos discípulos e ofereceu-lhes, como último legado, a Sua paz.
Descanso não é uma emoção que nos vem num culto na igreja; é o repouso de um coração profundamente assentado em Deus.

Vinde a Mim, cansados,
E achareis descanso.
Aprendei de Mim,
Que sou humilde e manso.

Eu recebo os fracos,
Maus e pecadores.
Vim para os enfermos,
Eu conheço dores.

Não esmago a cana
Que já está partida.
Não apago a chama
Tênue, arrefecida.

Vinde a Mim, cansados
Pela luta amarga!
Achareis descanso:
Eu vos levo a carga!



terça-feira, 12 de junho de 2018

DEVOCIONAL - 12 DE JUNHO DE 2018

Em tudo fostes enriquecidos nele. (1 Co 1.5)

Você por certo já conheceu alguém que sofreu um grande revés e foi levado a voltar-se para a oração; depois, pouco a pouco, os problemas foram esquecidos; a doçura da vida espiritual, porém, permaneceu, e aqueceu-lhe a alma.

Certa vez presenciei uma tempestade no fim da primavera. Estava tudo escuro, exceto onde o relâmpago cortava o céu. O vento sibilava e as águas caíam, diluviais. Que devastação!

Mas não demorou muito, os relâmpagos cessaram, os raios silenciaram, a chuva parou, as nuvens se foram com o vento manso e apareceu o arco-íris.

Então, durante várias semanas os campos ficaram cobertos de flores, e por todo o verão a grama esteve mais verde, os ribeiros mais cheios e as árvores mais frondosas — tudo porque a tempestade havia passado por ali, muito embora o resto da terra já houvesse esquecido o temporal, e suas águas, e seu arco-íris. 

Deus poderá não nos dar uma jornada fácil para a Terra Prometida, mas nos dará uma jornada segura. 

Foi uma tempestade que ocasionou a descoberta das minas de ouro na Índia. E tempestades têm levado alguns à descoberta das mais ricas minas do amor de Deus em Cristo.

Coração dorido,
Você está cansado?
Muitas são as lutas,
Muitos os problemas,
Muito grande a dor?
Há Um que Se importa:
Lance nEle o fardo!
Conte-Lhe em detalhe
Tudo o que se passa.
E verá surpreso,
Coração cansado,
Como Ele conforta,
Como É SALVADOR!

segunda-feira, 11 de junho de 2018

DEVOCIONAL - 11 DE JUNHO DE 2018.

O servo do Senhor... deve ser brando para com todos. (2 Tm 2.24)

Quando nos submetemos a Deus, Ele retira de nós toda a dureza, e adquirimos, então, uma profunda visão do Espírito de Jesus, e passamos a compreender a preciosidade que é, neste mundo infeliz e de trevas, a brandura de espírito.

As graças do Espírito Santo não recaem sobre nós acidentalmente; se não discernirmos certos estados de graça, e os escolhermos e os nutrirmos em nosso pensamento, eles nunca farão parte de nossa natureza ou comportamento.

Cada passo avante para crescermos na graça, requer antes que verifiquemos o que existe ali para nós, e depois, em oração, resolva-mos obtê-lo.

São poucos os que estão dispostos a passar pelo sofrimento através do qual adquirimos a completa mansidão. Nós temos que morrer, para que possamos nos tornar mansos, e a nossa crucificação envolve sofrimento; é um verdadeiro esmagamento do eu, que domina o coração e a mente.

Hoje em dia existe muita santificação meramente lógica e mental, que é apenas uma ficção religiosa. Consiste em a pessoa colocar-se mentalmente no altar, e, mentalmente, dizer que o altar santifica a oferta, e daí concluir que está santificada; e essa pessoa sai a falar com uma loquacidade superficial sobre as profundezas de Deus.

Mas as cordas naturais do coração não foram quebradas nem a rocha adâmica reduzida a pó, e suas entranhas não experimentaram a agonia do Getsêmani. Sem as marcas reais da morte no Calvário, não pode haver aquele transbordar suave e triunfante da vida de vitória que brota de um túmulo vazio. 

E em todos eles havia abundante graça. (At 4.33.)


sábado, 2 de junho de 2018

DEVOCIONAL - 06 DE JUNHO DE 2018


Passemos para a outra margem. (Mc 4.35)

Quando avançamos a mandado de Cristo, não devemos pensar que não seremos alcançados por tempestades; os discípulos estavam seguindo adiante a mandado de Cristo, e mesmo assim tiveram que enfrentar um furioso temporal. Viram-se em perigo de submergir, de tal forma que, em seu desespero, clamaram pelo socorro de Cristo.
Embora Cristo talvez demore a vir nos socorrer na dificuldade, isto será apenas para que a nossa fé seja provada e fortalecida; para que as nossas orações venham a ser mais intensas e aumente o nosso desejo de libertação, e assim, quando o livramento vier, o apreciaremos mais plenamente.
Cristo os repreendeu com brandura, dizendo: "Como é que não tendes fé?" Por que vocês não deram o grito de vitória, mesmo em face da tempestade, e não disseram aos ventos e às vagas: "Nada nos podeis fazer, pois Cristo, o poderoso Salvador, está no barco"
É muito mais fácil confiar quando o sol está brilhando, do que quando estamos no meio do temporal.
Nunca sabemos quanto possuímos de fé verdadeira, enquanto ela não é posta à prova na tempestade; mas o Salvador está a bordo.
Para estarmos fortes no Senhor e na força do Seu poder, a nossa força precisa nascer no meio da intempéries.

"Com Cristo no barco Tudo vai muito bem."

Cristo lhes disse: "Passemos para a outra margem"; não disse casualmente: "Vamos para o meio do lago" — para então se afogarem, apanhados de surpresa pelo temporal. Ele sabia o que estava fazendo. — Dan Crawford

terça-feira, 29 de maio de 2018

Protestos em Gaza Expostos


Têm sido incríveis estas últimas semanas aqui em Israel: o 70º aniversário do nascimento da nação, a abertura oficial da Embaixada dos EUA em Jerusalém, nossa conferência Mesa Redonda do Tikkun (mais sobre isso na próxima semana) e o encontro de oração anual do Shavuot (Pentecostes). Infelizmente, ao mesmo tempo, muito sangue foi derramado em nossa fronteira com Gaza, quando o Hamas liderou um ataque suicida para tentar romper a fronteira com Israel. Como sempre, a mídia mundial deixa de lado a história, esquece as razões que nos levaram a essa confusão e retrata Israel como o vilão.

Felizmente, a verdade veio à tona sobre os protestos em Gaza e o derramamento de sangue. Um oficial do Hamas, Salah Bardawil, finalmente admitiu que 50 dos 60 mortos na segunda-feira eram ativistas do Hamas. Além disso, 3 ativistas da Jihad Islâmica foram mortos. Israel havia dito que pelo menos 24 das mortes eram de membros de grupos militantes, mas a mídia internacional não acreditou. Alguém ainda acredita que esses 53 militantes eram apenas manifestantes pacíficos simplesmente dando uma volta ao longo da cerca da fronteira?

Aqui estão alguns fatos apontando que o Hamas é responsável por todas as mortes, por ter enviado dezenas de jovens para o que é essencialmente uma missão suicida para fins midiáticos.
O Hamas está mentindo para seus “escudos humanos”. O Washington Post (14/5) informou que “em um ponto de encontro a leste da Cidade de Gaza, os organizadores pediram aos manifestantes que rompessem a cerca e invadissem o outro lado, dizendo que os soldados israelenses estavam fugindo de suas posições”.

Esses protestos não foram pacíficos. O New York Times (27/4) citou “os coquetéis Molotov lançados contra soldados israelenses e as bombas incendiárias presas a pipas que rotineiramente navegam por cima da cerca, incendiando as terras agrícolas israelenses”.

As Forças de Defesa de Israel disseram que alguns “manifestantes pacíficos” dispararam contra seus soldados ou tentaram colocar dispositivos explosivos ao longo da fronteira.

Pela terceira vez em duas semanas, a passagem de fronteira em Kerem Shalom, pela qual Israel envia remédios, combustível e outros itens humanitários essenciais, foi incendiada por ativistas do Hamas – apenas outra forma de causar sofrimento à população que deveria estar servindo.
O primeiro-ministro Netanyahu afirmou que o Hamas está “empurrando civis, mulheres e crianças para a linha de fogo com o objetivo de obter baixas…, a fim de pressionar Israel”.

Em entrevista à Al Jazeera no domingo, o co-fundador do Hamas, Mahmoud al-Zahar, disse que “os recentes protestos palestinos na fronteira foram apoiados por combatentes e armas do grupo islâmico” e “quando falamos em ‘resistência pacífica’, é para enganar o público”. Poderia ser mais claro?
Portanto, como os seguidores de Jesus devem reagir? Devemos constantemente expor as mentiras do islamismo militante, em seu ódio satânico por Israel, o ocidente e os cristãos. Não queremos demonizar ninguém – mas queremos orar por todos aqueles que estão sob o engano do Islã para que sejam libertos e recebam a revelação do Filho de Deus, Yeshua. Em nosso evento de oração do Shavuot, experimentamos um período poderoso desse tipo de intercessão, liderado por cristãos árabes e crentes messiânicos locais. Acreditamos que a unidade em Cristo ao longo da “estrada de Isaías 19” (Egito/ Israel/ Assíria) libera uma unção para o tipo de oração que pode quebrar o controle deste principado perverso (Islã) sobre as mentes de milhões. Por favor, continuem orando conosco!!

Asher Intrater



terça-feira, 22 de maio de 2018

Jerusalém que Desce


Três vezes no livro de Apocalipse é declarado que a Jerusalém celestial desce do céu.

Para os fiéis da igreja em Filadélfia, identificada como um grande exemplo de igreja, Deus prometeu:

Apocalipse 3.12
“Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome.”

Na fundação do novo céu e da nova terra no final do milênio, João também prevê a nova Jerusalém.

A Jerusalém de cima é a morada de todos os anjos que permaneceram leais a Deus, e dos espíritos de homens e mulheres piedosos que morreram. Como a comunidade internacional das pessoas que creem em Yeshua, isto é, a Igreja, é chamada a noiva do Messias (Efésios 5), assim também a Jerusalém celestial é chamada aqui de "noiva", pois é onde estão as pessoas:

Apocalipse 21.2-3
“...a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus...”

A descida da Nova Jerusalém é a união da morada de Deus e a morada do homem em uma só. A maior parte do capítulo 21 é ocupada pela descrição deste lugar de habitação celestial. É a restauração final do Jardim do Éden, o casamento final do Cordeiro e a total reconciliação entre Deus e a humanidade.

Apocalipse 21.10
“E me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus”

A ideia do Novo Testamento de que há uma Jerusalém celestial é semelhante à ideia rabínica de que há duas Jerusaléns, uma "de cima" e outra "de baixo". Há também um tabernáculo no céu e um tribunal do céu que são paralelos ao tabernáculo e ao "Sinédrio" aqui embaixo.

Quando uma pessoa piedosa "parte desta vida", seu corpo vai para a sepultura e seu espírito sobe para esta cidade celestial, chamada Jerusalém. Lá ela permanecerá até a hora de receber seu corpo de ressurreição. Então os santos que vivem na Jerusalém celestial descerão e recolherão seu corpo terreno, ressuscitado para poder viver para sempre no paraíso restaurado do Jardim do Éden.

Então os justos viverão lá com Yeshua e Deus Pai. Quando chegar o dia da nova criação, essa morada celestial descerá. Se vai descer, é preciso que desça para algum lugar. Esse lugar é na terra. Seu centro é Jerusalém.

Os justos sempre estarão em Jerusalém. Primeiro, eles estarão na Jerusalém que está no céu, e depois na Jerusalém que descerá para fazer parte do novo céu e da nova terra que serão restaurados na terra. Então sim, com certeza os espíritos dos justos sobem ao céu quando morrem. Mas, em última análise, sua morada estará de volta aqui na terra quando a Jerusalém celestial descer.

Asher Intrater

domingo, 20 de maio de 2018

DEVOCIONAL - 20 DE MAIO DE 2018

Não beberei eu o cálice que o Pai me deu? (Jo 18.11)



Deus gasta muito mais tempo conosco, e tem muito mais interesse por nós, do que o artista para com sua obra, pois Ele quer trazer-nos, através de vários sofrimentos e muitas circunstâncias adversas, à forma que aos Seus olhos é a mais elevada e nobre — e isto se apenas recebermos de Suas mãos a mirra, com um espírito reto.

Mas se rejeitamos o cálice e escondemos os sentimentos errados não os trazemos à cura, o dano que fazemos a nós mesmos é irreparável. Pois ninguém é capaz de sondar com que desvelo de amor Deus nos dá a mirra a beber; no entanto, isto que deveríamos receber para o nosso próprio bem, muitas vezes deixamos passar de nós, num cochilo indiferente; e nada obtemos dali.

Então chegamos e nos queixamos: "Ah, Senhor, estou tão seco, e tudo é escuro dentro de mim." Eu lhe digo, amado filho de Deus: abra o seu coração à dor, e ela lhe fará mais bem do que se você estivesse cheio de emoções e devoção. 

domingo, 13 de maio de 2018

DEVOCIONAL - 13 DE MAIO DE 2018 (DIA DAS MÃES)

Não sabemos o que havemos de pedir como convém. (Rm 8.26)

A maioria dos problemas que nos deixam perplexos em nossa experiência cristã não passa de resposta a orações nossas. Pedimos paciência, e o Pai nos manda aqueles que nos provam ao extremo; pois "a tribulação produz a paciência''.
 
Pedimos submissão, e Deus nos manda sofrimentos; pois aprendemos a obediência por aquilo que padecemos.
Pedimos para tirar de nós o egoísmo, e Deus nos dá oportunidades para nos sacrificarmos, pensando nos outros e dando a vida pelos irmãos.
 
Oramos pedindo força e humildade, e um mensageiro de Satanás vem afligir-nos até que ficamos prostrados no pó clamando para que ele seja afastado.
Oramos: "Senhor, aumenta a nossa fé", e o dinheiro cria asas; ou as crianças ficam doentes; ou nos chega um tipo de prova até agora desconhecido e que requer o exercício da fé numa situação que é nova para nós..
 
Oramos para ter a natureza do Cordeiro, e recebemos um quinhão de serviço humilde e insignificante, ou somos prejudicados sem que devamos pedir reparação; pois Ele "como cordeiro foi levado ao matadouro; e... não abriu a sua boca".
Buscamos mansidão, eis que surge uma verdadeira tempestade de tentações para levar-nos à aspereza e irritabilidade. Desejamos um espírito quieto, e cada nervo do nosso corpo é esticado até à máxima tensão, a fim de que, olhando para Ele, possamos aprender que quando Ele nos aquieta, ninguém nos pode perturbar.
 
Pedimos amor, e Deus nos envia sofrimentos maiores e nos coloca junto a pessoas aparentemente desagradáveis, e deixa-as dizer coisas que nos irritam os nervos e magoam o coração; pois o amor é paciente, é benigno, o amor não se conduz inconvenientemente, não se exaspera. O AMOR TUDO SOFRE, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha. Nós pedimos para ser semelhantes a Jesus, e a resposta é: "Provei-te na fornalha da aflição." "Estará firme o teu coração? Estarão fortes as tuas mãos?" "Podeis vós...?"
 
O caminho para a paz e a vitória é aceitar cada circunstância, cada provação, como sendo diretamente proveniente da mão de um Pai de amor; é viver nos lugares celestiais, acima das nuvens, na presença do Trono, e contemplar, da Glória, o nosso lugar, como escolhido pelo amor divino. 
 
 

sábado, 12 de maio de 2018

Devocional - 12 de maio de 2018

Tudo é possível ao que crê. (Mc 9.23)

Esse "tudo" nem sempre vem simplesmente com o pedir. Pois que Deus está sempre buscando ensinar-nos o caminho de fé; e em nossa preparação na vida de fé precisa haver espaço para a prova da fé, a disciplina da fé, a paciência da fé, a coragem da fé; e muitas vezes passam-se muitos estágios antes de realmente percebermos qual o fim da fé, a saber, a vitória da fé.
A verdadeira fibra moral é desenvolvida através da disciplina da fé. Se apresentamos um pedido a Deus, mas a resposta não vem, o que devemos fazer?
Devemos continuar crendo na Palavra de Deus; não nos desviemos dela pelo que vemos ou sentimos, pois enquanto permanecemos firmes, nosso poder e experiência vão se alargando e desenvolvendo. O fato de vermos a aparente contradição da Palavra de Deus e mesmo assim continuarmos inabaláveis na posição da fé, nos torna cada vez mais fortes.
Muitas vezes Deus demora propositadamente, e tanto é resposta a demora, como a bênção pedida, quando chega.
Na vida de todos os grandes personagens da Bíblia, Deus operou assim. Abraão, Moisés e Elias não eram grandes no começo, mas foram feitos grandes através da disciplina de sua fé, e só assim foram feitos idôneos para a posição a que Deus os chamara.
Quanto a José, por exemplo, que o Senhor estava preparando para o trono do Egito, lemos nos Salmos:
"A palavra do Senhor o provou." Não foi a vida na prisão, com suas camas duras e o parco alimento, que o provou, mas a palavra que Deus lhe tinha falado ao coração na meninice: que sua elevação e honra seriam maiores que as de seus irmãos; era isto que estava sempre diante dele, quando cada passo em sua carreira fazia parecer mais e mais impossível o seu cumprimento: ele, inocente, estava ali preso, enquanto outros, cujo aprisionamento seria talvez justo, eram postos em liberdade, deixando-o ali a definhar sozinho.
Essas foram horas que provaram a sua fé, horas, porém, de crescimento e desenvolvimento espiritual; e quando a palavra de libertação chegou, encontrou-o pronto para a difícil tarefa de receber os irmãos transgressores, com um amor e paciência só suplantados pelos de Deus.
Nem mesmo as perseguições nos provam tanto, como experiências assim. Quando Deus nos fala de um propósito Seu, e os dias se passam sem que Ele o cumpra, esse tempo de espera é verdadeiramente difícil; mas essa disciplina da fé nos trará a um conhecimento de Deus a que não chegaríamos de nenhuma outra forma.