VIDAS

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS. A VIDA ETERNA, DE RENÚNCIAS!

domingo, 28 de outubro de 2018

DEVOCIONAL - 28 DE OUTUBRO DE 2018

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo... e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus. (Ef 2.4-6)

Este é o nosso lugar — assentados nos lugares celestiais em Cristo Jesus — e assentados quietos ali. Mas quão poucos há que fazem disto sua experiência real! De fato, quão poucos sequer pensam que lhes seja possível assentarem-se quietos nesses "lugares celestiais", na vida de cada dia num mundo tão agitado como o nosso.

Podemos crer, talvez, que fazer uma pequena visita a esses lugares celestiais aos domingos, ou de quando em vez em tempos de exultação espiritual, esteja dentro dos limites do possível. Mas estar "realmente" assentado ali diariamente e o dia inteiro, é outro assunto! No entanto, está bem claro que é algo tanto para domingos como para os dias de semana.

Um espírito quieto é de extraordinário valor na execução das várias atividades; e nada atrapalha tanto a operação das forças escondidas, das quais, afinal, depende o nosso sucesso, como um espírito de agitação e ansiedade.

Há imenso poder na quietude.

Disse certa vez um grande santo: 'Todas as coisas vêm à mão daquele que sabe confiar e estar quieto." Essas palavras estão carregadas de significado. O conhecimento deste fato mudará enormemente o nosso modo de trabalhar. Em vez de agitação e luta, nós estaremos sentados, interiormente, diante do Senhor, e deixaremos as forças divinas do Seu Espírito operarem em silêncio os fins a que aspiramos. 

Você poderá não ver ou sentir as operações desta força silenciosa, mas fique certo de que ela está sempre operando silenciosamente, e trabalhará em seu favor. Basta que o seu espírito esteja suficientemente quieto para ser carregado pelas correntezas do Seu poder. —Hannah Whitall Smith

Você precisa aprender a estar calmo e seguro em Deus em todas as situações.


terça-feira, 23 de outubro de 2018

BÍBLIA DE CAPA A CAPA

Só para constar.
Terminei de ler a Bíblia toda hoje. De capa a capa.
Agradeço essa oportunidade à Deus, à Jesus Cristo e ao Espírito Santo.

Volto a lê-la hoje mesmo. E assim até ser chamado.

ISRAEL - A GUERRA DOS 6 DIAS

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

DEVOCIONAL - 08 DE OUTUBRO DE 2018

Não poucos crentes vivem em estado de constante ansiedade, e outros se inquietam e se irritam bastante. Estar perfeitamente em paz no meio do tumulto da vida diária é um segredo que vale a pena conhecer. O que adianta inquietar-se? Isso nunca tornou ninguém mais forte; nunca ajudou ninguém a fazer a vontade de Deus; nunca arranjou um meio de alguém escapar do problema.

Ansiedade estraga vidas que de outra forma seriam úteis e belas. A inquietação, a ansiedade e as preocupações são inteiramente proibidas pelo Senhor, que disse: "Não andeis ... inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?" Ele não quer dizer que não nos preparemos, e que a nossa vida seja sem método; mas que não nos devemos inquietar sobre essas coisas.

As pessoas percebem que você vive na esfera da ansiedade, pelas marcas do seu rosto, pela tonalidade da sua voz, pela tonalidade menor da sua vida e pela falta de alegria do seu espírito. Escale o pico de uma vida abandonada nas mãos de Deus, e então verá, lá de cima, os seus problemas.
Ficar inquieto e ansioso, questionando e desconfiando, sempre revela fraqueza. Ganharemos alguma coisa com isto? Não ficamos mais incapazes de agir, e não perturbamos a nossa mente, tirando-lhe a lucidez para sábias decisões? Nós nos afundamos, debatendo-nos, quando poderíamos flutuar, pela fé.


Oh, a graça de ficarmos quietos! Oh, a graça de estarmos quietos e conhecermos que Jeová é Deus! O Santo de Israel há de defender e livrar os Seus. Podemos ter certeza de que cada palavra Sua permanecerá, ainda que a terra se mude. Ele merece a nossa confiança. Venha, minha alma, volte ao seu repouso e recoste a cabeça no regaço do Senhor Jesus

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

DEVOCIONAL - 28 DE SETEMBRO DE 2018


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Em mim... paz. (Jo 16.33)

Há uma vasta diferença entre felicidade, no sentido comum, e felicidade, no sentido de bem-aventurança. Paulo sofreu prisões e dores, sacrifícios e sofrimentos até ao extremo; mas em meio a tudo, estava feliz. Todas as bem-aventuranças enchiam seu coração e vida no meio daquelas condições.

Paganini
Paganini, o grande violinista do passado, apresentou-se ao seu auditório certo dia e descobriu, logo após os aplausos iniciais, que havia algo errado com o violino. Olhou-o por um momento e viu que aquele não era o seu valioso instrumento.

Sentiu-se paralisado por um instante, mas depois, voltando-se para o auditório, explicou o engano. Retirou-se por um momento, procurou-o atrás da cortina, no lugar onde provavelmente o teria deixado, mas percebeu que alguém o tinha roubado, deixando o outro no lugar. Ficou ali por uns instantes, e depois veio para o auditório e disse:

"Senhoras e senhores: vou mostrar-lhes que a música não está no instrumento, mas na alma.", E tocou como nunca dantes. E a música se derramou daquele instrumento de segunda mão, ao ponto de o auditório ficar arrebatado de entusiasmo, e os aplausos quase romperam o teto, pois aquele homem lhes havia mostrado que a música não estava no instrumento, mas em sua alma.

É sua missão, amigo que está sendo provado e testado, andar no palco deste mundo e revelar a toda a terra e Céu que a música não está nas circunstâncias, nem nas coisas, nem no que é exterior, mas que a música da vida está em sua própria alma.


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

DEVOCIONAL - 24 DE SETEMBRO DE 2018

Defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia; mas o Espírito de Jesus não o permitiu. (At. 16.7)

Que estranha proibição! Aqueles homens iam para Bitínia exatamente para fazer a obra de Cristo, e a porta foi fechada diante deles pelo próprio Espírito de Cristo. Eu também já experimentei isto em certas ocasiões. Já me vi algumas vezes sendo obrigado a interromper uma carreira que me parecia útil e abençoada. Veio oposição e me forçou a voltar para trás; ou doença, e me impeliu a retirar-me para um deserto à parte.

Foi difícil, nessas ocasiões, deixar incompleto um trabalho, que eu acreditava ser uma obra do Espírito. Mas vim a me lembrar de que o Espírito não tem somente serviços de atividade, mas também serviços de espera. Comecei a ver que no reino de Cristo não há somente momentos de ação, mas ocasiões em que se proíbe a ação.

Vim a aprender que o lugar deserto à parte é muitas vezes o lugar de maior utilidade na variada vida humana: mais rico em colheita do que as estações em que o trigo e o vinho foram abundantes. Tenho tido que agradecer ao bendito Espírito o fato de ter sido impedido de visitar muitas e estimadas Bitínias.

Assim, Espírito Santo, quero continuar a ser dirigido por Ti, ainda que venham desapontamentos em planos que me pareçam de utilidade. Hoje a porta parece estar aberta para viver e trabalhar para Ti; amanhã, ela se fecha diante de mim exatamente quando estou para entrar por ela. Ensina-me a ver outra porta, no próprio fato de ficar parado.

Ajuda-me a achar na proibição de Te servir ali, uma nova área de serviço. Inspira-me com o conhecimento de que um homem pode, às vezes, ser chamado a fazer o seu dever, não fazendo nada; a trabalhar, ficando quieto; a servir, pela espera. Se me lembrar de quanto poder há na "voz mansa e delicada", não me queixarei se às vezes essa mesma voz, a voz do Espírito, me disser: Não, não vá. — George Matheson


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

É o Senhor; faça o que bem lhe aprouver. (1 Sm 3.18)

"Veja Deus em tudo, e Deus porá calma e colorido em tudo o que você vê!"

Pode ser que as circunstâncias da nossa dor não sejam removidas, que a sua condição permaneça inalterada, mas se Cristo, como Senhor e Mestre de nossa vida, for trazido para a nossa dor e sombra, Ele nos cingirá de alegres cantos de livramento. Vê-lO — e ter a certeza de que a Sua sabedoria não pode errar, Seu poder não falha, Seu amor não muda, saber que mesmo os Seus tratamentos mais severos e dolorosos para conosco visam ao nosso mais profundo proveito espiritual — é ser capaz de dizer, no meio do luto, do sofrimento, da dor, da perda: "O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor."

Nada, senão ver a Deus em tudo pode tornar-nos pacientes com os que nos molestam e atribulam. Eles serão para nós, então, apenas instrumentos para a realização dos propósitos sábios e amorosos de Deus para conosco, e nos encontraremos por fim dando graças por eles no íntimo, pela bênção que trouxeram à nossa vida. Nenhuma outra coisa porá um ponto final tão decisivo em nossas murmurações e pensamentos de rebelião. — H. W. Smith


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

AZEITE

Uma das características mais impressionantes da oliveira é sua perenidade! Ela cresce praticamente sob quaisquer condições: nas montanhas ou nos vales, nas pedras ou na terra fértil. Cresce otimamente sob o intenso calor, com pouca água e é quase indestrutível! Seu desenvolvimento é lento, porém contínuo. Quando é bem cuidada, pode atingir até 7 metros de altura. Até as oliveiras doentes continuam a lançar novos ramos! Algumas árvores têm troncos torcidos e velhos, mas sempre com folhas verdes. Ainda que estejam velhas, as oliveiras não deixam de lançar de si novos ramos e dar frutos! Até 10 ou mais mudas brotam das raízes longas que buscam água nos lugares mais profundos da terra.

Ainda que cortada e queimada novos ramos emergirão de sua raiz. Algumas brotam e crescem num sistema de raízes com mais de 2.000 anos de idade, mas o lavrador tem que esperar 15 anos para a colheita de uma árvore nova. Não é notável que Deus nos tenha comparado justamente a esta tão significativa árvore? Notemos como metaforicamente nos parecemos a esta árvore.

Assim como a oliveira, nós fomos chamados por Deus para darmos frutos independentes do local onde formos plantados. Não importam as condições do terreno, mas sim a nossa perseverança em frutificar ali. Deus nos chamou justamente para que sejamos "plantados" em solos hostis para ali darmos os frutos necessários naquela situação. E se porventura formos momentaneamente vencidos, não desanimaremos! Assim como a oliveira que é queimada, lançaremos novos ramos de nossas raízes e continuaremos vivendo e frutificando! Há também conosco um período de amadurecimento até que possamos frutificar abundantemente! Durante esse período vamos crescendo em estatura (até atingirmos os 7 metros necessários, que representam nossa maturidade plena) e finalmente produzimos a quantidade desejada de frutos. Os frutos da Oliveira são as azeitonas. Mas de que nos servem as azeitonas? Sabemos que elas são uma fonte de comida, luz, higiene e cura. (Ex 27.20; Lv 24.2; Lc 10.34)

Na antiguidade as azeitonas eram postas na prensa, para que, pelo peso da alavanca mais o peso das pedras que imprensavam a azeitona, o azeite fosse extraído. O processo era assim: o peso da primeira pedra produz o primeiro e mais puro azeite, usado exclusivamente para cerimônias de unção e consagração; A segunda prensa, mais pesada, produzia o azeite usado na alimentação; A terceira prensa, mais pesada do que a segunda, produzia um azeite mais denso, usado na iluminação; A quarta prensa, mais pesada do que a terceira, produzia uma pasta de azeite usado na fabricação de sabão, ou seja, na limpeza; (cf Dt 8.8; Ex 27.20; Ml 3.2)

Portanto faz-se necessário o uso da prensa para que o azeite possa ser produzido! Não se engane! Somente quando nossas vidas são "prensadas" pelo Eterno é que somos habilitados a produzirmos o "puro azeite para unção"! Este azeite não procede de qualquer um, mas somente daquelas azeitonas que foram previamente escolhidas e depois prensadas a fim de liberarem de si este óleo para unção dos reis, sacerdotes e profetas. Muitas vezes você meu irmão está sendo "prensado" por Deus e este ato está lhe causando muitas dores! Para alguns chega a ser quase insuportável e chegamos até mesmo a dizer: "Senhor, por favor, pare, pois a dor está me massacrando!" Mas, quando o Senhor acaba de nos "prensar" sai o óleo fresco que ungirá a muitos para a seara do Deus vivo!

O azeite na antiguidade também era conhecido por seus efeitos terapêuticos (Lc 10.34). Nós fomos comissionados pelo Senhor a trazer cura às nações, povos, tribos e homens em toda a terra! Isaías profetizou isso quando disse: "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos, enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos" (Is 61.1). 
Não deixe sua unção de cura envelhecer, pois a unção de ontem já ficou velha! Use-a cada dia e ela se renovará!

O azeite também abastecia as lâmpadas que traziam luz, e esta é justamente nossa função primordial: iluminar um mundo em trevas! O próprio Jesus nos disse: "Vós sois a luz do mundo" (Mt 5.14) e quando a luz chega em qualquer lugar, imediatamente as trevas tem que recuar!


O apóstolo Paulo em 1Ts 5.19, nos adverte: “Não apaguem o Espírito”. Para que os seus propósitos eternos sejam plenamente cumpridos em nós e através de nós!

Você sabe como se chama a prensa para onde vai a oliva? Talvez te soe familiar: Getsemani. O nome do jardim onde Jesus derramou sua alma antes de se entregar à Cruz. Será coincidência? Eu creio que não. Naquele lugar Jesus foi prensado, amassado, batido em sua alma. Ali Ele expôs sua alma, seu medo e angústia profundos. Ali Ele se entregou ao Getsemani de Deus. E o que vimos sair foi o óleo mais puro, a luz mais forte, a unção e a cura eternas, o remédio para TODAS as nossas dores.  Jesus não teve reservas. Ele se entregou ao Getsemani. Ele nos deu o exemplo de apresentar-se a Deus com o melhor azeite para o candeeiro, para dar a luz que não se apaga.

Se desejamos ser iguais a Jesus, precisamos nos entregar ao Getsemani. Quando somos moídos pelas provações, pelas lutas, tristezas e gigantes dessa vida sem tirar nossos olhos do Senhor, permanecendo firmes, óleo é extraído de nós. Óleo que produz a luz que devemos ser para o mundo, unção que se espalha nos que estão ao redor, remédio para nossas dores e enfermidades.

Às vezes a vida parece nos esmagar, mas se permanecermos firmes, o resultado será sempre para nos levar adiante e para o alto, deixando atrás de nós um rastro de azeite puro e de doce aroma. Persista! Deus tem propósitos grandes para a sua vida e você precisa apresentar a Ele o seu óleo de excelente qualidade.

Oração: Senhor, que no meio da tempestade meus olhos não se desviem de Ti. Que no meio das dores, do meu coração flua um azeite novo, puro, batido e extraído nos céus. Em nome de Jesus, amém.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

DEVOCIONAL - 31 DE AGOSTO DE 2018

Bem-aventurados os que não viram, e creram. (Jo 20.29)

Como é forte a cilada das coisas visíveis, e como é necessário que Deus nos conserve voltados para as invisíveis! Se Pedro vai andar sobre as águas, precisa andar; se vai nadar, precisa nadar; mas não pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Se um pássaro vai voar, precisa afastar-se das cercas e árvores e confiar em suas asas. Mas se procurar conservar o chão ao seu alcance, seu voo será bem precário.

Deus teve que levar Abraão ao limite de suas próprias forças; mostrando-lhe que em seu próprio corpo ele nada podia. Abraão precisou chegar a considerar seu corpo como amortecido, para depois esperar que Deus realizasse a obra toda; e quando tirou os olhos de si mesmo e confiou só em Deus, então ficou inteiramente persuadido de que, se Deus havia feito a ele a promessa, era também poderoso para cumpri-la.

É isso que Deus está nos ensinando, e muitas vezes Ele tem que afastar da nossa vida os resultados positivos, até que aprendamos a nEle confiar, sem o apoio deles. Então terá prazer em tornar a Sua Palavra bem real para nós por meio de fatos visíveis, assim como já nos é real por meio da fé.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

RUACH

O termo hebraico ruach, geralmente traduzido em Gênesis 1.2 por “espírito”, tem o sentido básico de “ar em movimento”. O termo pode denotar tanto o sopro ou fôlego, como também um vento fraco ou tempestuoso, ou mesmo o sentido em que se usa o termo “espírito”. Eruditos têm refletido muito sobre a especificação do termo empregado neste contexto, a conclusão geral identificando algum aspecto da atividade e presença do Criador no meio do tumulto caótico. Para facilitar a compreensão do conceito bíblico expresso por ruach, é proveitoso empregar o termo “sopro” sempre que encontrar um dos seguintes termos nas traduções da Bíblia em português: “fôlego”, “espírito”, “vento”. O termo “sopro” facilita a compreensão do conceito expresso em Gênesis 1.2, por exemplo, de que Deus estava presente, tal que o seu sopro era o que movia as águas. Deus não pode ser visto, como o vento também não se ve, mas percebe-se a sua existência, presença e atuação presente como se sentisse o sopro de suas próprias narinas.
Assim o termo indica a presença divina que vai além da compreensão humana, expressa em ação dinâmica: “É Deus em movimento”.
Em Gênesis 1.2, Levenson traduz a frase em questão como “um vento da parte de Deus”.
Enquanto não é necessário seguir a sua tradução do termo, deve-se lembrar que nada impede que seja traduzida dessa forma. O termo usado, ruach, é mais ampla em termos de seu significado do que qualquer termo à disposição no português, o mais perto sendo o termo “sopro”. Sendo que o termo tem o significado básico de “ar em movimento”, é interessante manter esse conceito na tradução e interpretação da passagem. A preferência deste autor é de usar a frase “o sopro de Deus”, já que este sopro poderia ser concebido em forma de vento ou de expressão de sua presença ativa e efetiva.
Pode ser de ajuda para o leitor lembrar que no Português também existem termos que são um tanto indefinidos a não ser por um contexto específico ou pela presença de outras palavras usadas em conjunto com o termo. A exemplo, coloca-se o termo “pé”, qual todos sabem que referencia a parte da anatomia humana na extremidade da perna, sobre o qual se anda. Porém, o termo realmente não é tão específico como parece, pois pode referir-se ao pé de uma mesa, uma árvore frutífera, ou até a um doce (pé-de-moleque). Assim também o termo ruach refere-se essencialmente a “ar em movimento”, porém pode especificar em alguma dada ocasião qualquer de vários aspectos desse ar (Gênesis 6.3). É no sentido do respirar que o hebreu começa a identificar o chamado “princípio vital” do ser humano. Quando alguém para de respirar, morre, e quando alguém morre, o seu respiro vai embora. Esse vínculo do respirar com a vida deu-se a uma vaga compreensão de que esse respiro tinha vínculo não somente com a vida, mas de alguma forma com uma vivência além do corpo. Nos textos mais antigos, não encontra-se um ensino direto sobre o que se denomina hoje por espírito (sentido de existência além-túmulo e além-corpo). Mesmo assim, existe a noção de que o homem é mais do que um corpo, pois um corpo pode estar morto e já não exibe tudo o que é ser humano. Por outro lado, o hebreu podia identificar a existência e atuação de Deus, mesmo que não o conseguia enxergar. Como o vento sopra e sacode as árvores, percebe-se a existência e a atividade de YHWH, mesmo quando não é visível e não tenha corpo físico. YHWH é intangível como o vento, porém ativo e presente como o vento também é. No próprio respirar do hebreu ele percebia a sua dependência em YHWH que o dava o fôlego de vida que respirava pelas suas narinas. YHWH estava presente e ativo como o vento e como o seu próprio sopro. Esse “ar em movimento”, o ruach, então, tornou-se aparentemente num símbolo para representar a presença e ação divina no mundo no meio do povo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

DEVOCIONAL- 27 DE AGOSTO DE 2018

Jesus, tirando-o da multidão, à parte... (Mc 7.33)

Paulo não só suportou as provas no meio do serviço ativo, como na solidão da prisão. É possível suportar-se a pressão de um trabalho intenso, acompanhado de severo sofrimento, e depois não resistir quando deixado à parte, fora de toda atividade religiosa; quando forçado a um estreito confinamento em uma prisão.

Aquela ave nobre, que corta as maiores alturas, alçando-se acima das nuvens, conseguindo voar extensões enormes, mergulha no desespero quando é lançada numa gaiola, e forçada a bater contra as barras da sua prisão as asas impotentes. Você já viu uma grande águia definhar em uma pequena cela, com a cabeça curvada e as asas pendidas? Que imagem da tristeza e inatividade!

Paulo na prisão — uma outra visão da vida. Quer ver como ele enfrenta a situação? Eu o vejo olhando por cima das paredes da prisão e por cima da cabeça de seus inimigos. Vejo-o escrever um documento e assinar seu nome, não o prisioneiro de Festo, nem de César; não a vítima do Sinédrio; mas — o "preso do Senhor".

Ele via só a mão de Deus, em tudo aquilo. Para ele a prisão se torna um palácio. Em seus corredores ecoam brados de triunfante louvor e gozo.

Impedido de realizar o trabalho missionário que ele tanto amava, agora constrói um púlpito — uma nova tribuna de testemunho — e daquele lugar de cativeiro, vêm alguns dos mais maravilhosos e mais úteis serviços acerca de liberdade cristã. Que preciosas mensagens de luz vêm daquelas sombras escuras da prisão.

Pense na longa linha de santos aprisionados que se sucederam no rastro do apóstolo. Durante doze longos anos, os lábios de Bunyan estiveram silenciados na prisão de Bedford. E foi ali que ele fez a maior e melhor obra de sua vida. Lá ele escreveu "O Peregrino'', o livro mais lido depois da Bíblia. Assim nos fala: "Na prisão, eu me sentia como em casa; sentava-me e escrevia, escrevia... pois a alegria me fazia escrever."

O sonho maravilhoso da longa noite de Bunyan tem iluminado o caminho de milhões de peregrinos cansados. Uma mulher francesa, cheia do Espírito Santo, Madame Gyuon, ficou muito tempo entre as paredes de uma prisão. Como alguns pássaros cativos cujo canto é mais belo quando estão confinados, a música de sua alma voou para muito longe daquelas paredes escuras e tem feito dissipar-se a desolação de muitos corações desalentados.

Oh, a consolação celeste que se tem elevado de tantos lugares de solidão! — S. C. Rees

domingo, 19 de agosto de 2018

DEVOCIONAL - 19 DE AGOSTO DE 2018

Entristecidos, mas sempre alegres. (2 Co 6.10)

A Tristeza era bela, mas sua beleza era como a beleza do luar, quando passa através dos ramos das árvores na mata e forma pequenas poças de prata pelo chão.

Quando a Tristeza cantava, suas notas soavam como o doce e suave gorjeio do rouxinol, e em seus olhos havia aquele ar de quem cessou de esperar pela vinda da alegria. Ela sabia, compadecidamente, chorar com os que choram; mas alegrar-se com os que se alegram era-lhe desconhecido.

A Alegria era linda também, e a sua beleza era como a beleza radiante de uma manhã de verão. Seus olhos ainda traziam o riso alegre da meninice, e em seus cabelos pousava o brilho do sol. Quando a Alegria cantava, sua voz se lançava aos ares como a da cotovia, e seus passos eram como os passos do vencedor que jamais conheceu derrota. Ela podia alegrar-se com os que se alegram, mas chorar com os que choram era-lhe desconhecido.

"Nós nunca podemos estar unidas", disse a Tristeza pensativa.

"Não, nunca.", E os olhos da Alegria ficaram sérios, quando respondeu. "O meu caminho atravessa campos ensolarados; as roseiras mais lindas florescem quando eu passo, para que as colha, e os melros e tordos esperam minha passagem, para derramar seus mais alegres trinados."

"O meu caminho", disse a Tristeza afastando-se vagarosamente, "atravessa a mata sombria; minhas mãos só podem encher-se das flores noturnas. Contudo, toda a beleza e valor que a noite encerra me pertencem! Adeus, Alegria, adeus."

Quando ela acabou de falar, ambas tiveram consciência de uma presença próxima; indistinta, mas com um aspecto de realeza. E uma atmosfera de reverência e santidade as fez ajoelharem-se perante Ele.

"Eu O vejo como o Rei da Alegria", murmurou a Tristeza, "pois sobre a Sua cabeça estão muitas coroas, e as marcas das Suas mãos e pés são sinais de uma grande vitória. Diante dEle toda a minha tristeza está se transformando em amor e alegria imortais, e eu me dou a Ele para sempre."

"Não, Tristeza", sussurrou a Alegria, "eu o vejo como o Rei da dor; Sua coroa é de espinhos, e as marcas das Suas mãos e pés são marcas de uma grande agonia. Eu também me dou a Ele para sempre, pois a tristeza com Ele deve ser muito mais doce do que qualquer alegria que eu conheço."

"Então, nele, nós somos uma" exclamaram com júbilo; "pois somente Ele poderia unir Alegria e Tristeza."

De mãos dadas, saíram elas para o mundo, para segui-lO na tempestade e na bonança, na desolação do inverno e na alegria do verão, "entristecidos, mas sempre alegres".

O servo do Senhor,
Embora entristecido
Pelas coisas que oprimem
E a batalha cerrada
(Porque os dias são maus.
E os tempos, trabalhosos!)
Conhece uma alegria
E uma paz interior
Que o mundo não conhece,
E que ninguém lhe tira;
O gozo e a paz de Deus!

terça-feira, 7 de agosto de 2018

ARGUMENTO SOBRE DEUS (12)

Argumento moral

1. A obrigação moral é um fato. Nós somos verdadeira, real e objetivamente obrigados a fazer o bem e a evitar o mal.

2. Só uma visão pode estar correta: ou a visão ateísta da vida ou a visão “religiosa”.

3. Todavia, a visão ateísta é incompatível com a existência de uma obrigação moral.

4. Portanto, a visão religiosa da realidade é a correta.

Temos de falar com bastante clareza a respeito da primeira premissa. Ela não diz meramente que é possível encontrarmos pessoas ao nosso redor que afirmam ter certos deveres. Tampouco afirma que já houve muitas pessoas que se consideravam obrigadas a cumprir certos “deveres”, fazendo certas coisas e evitando determinadas atitudes: o que a primeira premissa almeja afirmar, é que nós seres humanos, realmente temos essa obrigação. Nós seres humanos reagimos a certas coisas boas, a valores reais que descobrimos – como o valor da vida, do amor, da honestidade -, embora não tenhamos criado esses valores. Se Deus criou tanto as coisas como a 'natureza humana' que reage a essas boas coisas, é razoável pensar em Deus como um Projetista Inteligente, que gera congruência ente o que somos e o bem que necessitamos para nos sentir plenos.

ARGUMENTO SOBRE DEUS (11)

Argumento da experiência religiosa

A maioria das pessoas que afirma ter algum tipo de fé religiosa teve algum tipo de experiência marcante. Essa realização, no entanto, não é em si um argumento a favor da existência de Deus; mas este argumento parte do amplo fato da experiência religiosa, levando à afirmação de que apenas uma realidade divina pode explicá-la adequadamente.

Podemos apresentá-lo de forma satisfatória como a seguir:

1. Pessoas em diferentes épocas da história e de culturas bastante distintas afirmam ter tido uma experiência com o divino.

2. É inconcebível que tantas pessoas estivessem totalmente erradas a respeito da natureza e do conteúdo de sua própria experiência.

3. Portanto, existe uma realidade divina que muitas pessoas de diferentes épocas e de culturas bastante distintas experimentaram.

Por acaso essa experiência prova que existe um Deus Criador Inteligente? Parece impossível, porque tal Deus não parece ser o objeto de todas as experiências que chamamos de religiosas. E ainda assim, Ele é o objeto de muitas delas. Ou seja, muitas pessoas compreendem sua experiência pessoal dessa maneira. Elas se sentem unidas, ou são levadas a ter contato com um Conhecimento e Amor ilimitados sem precedentes; um Amor que as preenche com si próprio, mas que excede infinitamente a capacidade de cada indivíduo de recebê-lo. (É assim que elas descrevem).

A pergunta é: “Devemos acreditar nessas pessoas?”

Existem muitas afirmações semelhantes. Ou elas são verdadeiras ou são falsas. Ao avaliá-las, devemos levar em consideração: (1) a “consistência” das afirmações [elas são consistentes em si mesmas e de acordo com o que sabemos ser verdadeiro?]; (2) o “caráter” das pessoas que fazem as afirmações [as pessoas parecem ser sinceras, decentes e confiáveis?]; e (3) o “efeito” da experiência na vida delas e de outros [essas pessoas se tornaram mais amorosas como resultado do que experimentaram? Ou tornaram-se ainda mais egoístas?].

ARGUMENTO SOBRE DEUS (10)

Argumento da origem da ideia sobre Deus

Esse argumento se tornou famoso com René Descartes, e possui certa semelhança com o argumento ontológico. Ele começa com a ideia sobre Deus, e procura demonstrar que apenas o próprio Deus poderia ter feito essa ideia surgir em nossa mente. Seria impossível reproduzirmos todo o contexto que Descartes apresenta a favor dessa argumentação, e seria inútil adotar seu vocabulário erudito. Apresentamos a seguir um resumo sucinto de seu argumento e uma discussão a respeito:

1. Temos ideias sobre muitas coisas.

2. Essas ideias necessariamente têm de surgir de nós mesmos ou a partir de coisas externas a nós.

3. Uma das ideias que temos é sobre Deus – um Ser infinito e totalmente perfeito.

4. Essa ideia não poder ter sido produzida por nós mesmos, pois temos ciência de que somos limitados e imperfeitos, e nenhum efeito pode ser maior do que sua causa.

5. Portanto, a ideia sobre Deus tem de ser produzida por algo externo a nós, que possua as mesmas qualidades de Deus.

6. Mas apenas o próprio Deus tem essas qualidades.

7. Portanto, o próprio Deus tem de ser a Causa da ideia que temos a respeito dele.

8. Logo, Deus existe.

Analisemos a seguir uma objeção a este argumento bastante comum. A teoria de que a ideia sobre Deus poderia surgir facilmente ao notarmos os graus de aperfeiçoamento entre os seres finitos – alguns são mais (ou menos) complexos do que outros. Logo, para alcançarmos a idéia sobre Deus, poderíamos simplesmente projetar esta escala de perfeição ao infinito. Sendo assim, não haveria necessidade de que Deus realmente existisse para provarmos a existência dessa ideia; tudo o que necessitaríamos seria uma experiência com seres e fenômenos em vários graus de complexidade e uma mente capaz de avaliar as limitações perceptíveis de cada um. Todavia, será que isto bastaria? Como poderíamos avaliar tais limitações e imperfeições a menos que primeiro as “reconhecêssemos”? E como seria possível reconhecê-las desta maneira, a menos que já tivéssemos alguma noção de perfeição infinita? - Para reconhecermos algo como sendo imperfeito e finito, precisaríamos possuir um padrão de pensamento que tornasse esse reconhecimento possível. Isso não significa que crianças já poderiam pensar sobre Deus, (pois estas, estão incapacitadas de pensar sobre qualquer coisa que não conhecem ou não aprenderam ainda). Entretanto, significa que, a qualquer momento da vida que aplicássemos esse padrão, independente de quanto tempo levasse para que isso se tornasse explícito em nossa consciência, ainda assim, esse padrão precisaria existir para que pudéssemos aperceber-nos dele. Todavia, de onde teria vindo esse padrão? Certamente não de nossa experiência com nós mesmos ou com o mundo que existe fora de nós, porque a ideia de uma perfeição infinita já está presente em nosso pensamento a respeito de todas as coisas quando as consideramos imperfeitas. Portanto, nenhuma delas poderia ter originado a ideia sobre Deus; apenas o próprio Deus pode ser o responsável por esta ideia em nossa mente.

ARGUMENTO SOBRE DEUS (9)

Argumento do desejo

1. Todo desejo inato e natural em nós corresponde a um objeto real que pode satisfazer esse desejo.

2. Entretanto, existe em nós um desejo que nada ao longo do tempo, nada nesta terra e nenhuma criatura pode satisfazer.

3. Portanto, tem de existir algo mais ‒ do que o tempo, esta terra e as criaturas ‒ que possa satisfazer tal desejo.

4. Isso é algo que as pessoas chamam de Deus e de vida eterna com Deus.

I → A primeira premissa implica uma distinção entre dois tipos de desejo: o inato (natural) e o externamente condicionado (artificial). Naturalmente desejamos coisas como alimento, bebida, sexo, descanso, conhecimento, amizade e beleza; e evitamos coisas como a fome, a solidão, a ignorância e a feiúra. Também desejamos – de uma forma não natural – coisas como um carro, um ótimo cargo, poder voar, ver nosso time ser campeão, desejarmos ir à Londres, à terra de Oz, etc.

Existem diferenças cruciais entre esses dois tipos de desejos. A maioria de nós não sente a privação dos desejos artificiais. Não sentimos a falta de Oz, mas sentimos muito a falta de descanso. Além de serem mais importantes, os 'desejos naturais' vêm de dentro, de nossa natureza; enquanto os 'artificiais' vêm de fora, sugeridos pela sociedade, pela época, propagandas ou pela ficção. Assim sendo, isto gera uma terceira diferença entre esses dois tipos de desejos: os desejos naturais estão presentes em todos nós, mas os artificiais variam de acordo com o indivíduo.

A existência dos desejos artificiais não significa necessariamente que os objetos por eles desejados existam. Alguns sim, outros não. Existem carros e Londres, mas não a terra de Os. Entretanto, a existência dos desejos naturais significa, em cada caso, que os objetos de desejo existem. Todo desejo natural corresponde a um objeto real, (e este tipo de desejo está naturalmente em todo ser humano). Ninguém nunca ouviu falar de um desejo inato para com um objeto inexistente.

II → A segunda premissa exige apenas uma introspecção sincera. Alguém poderia dizer que, nem todos sentem o desejo por Deus (visto que a crença em Deus varia de acordo com o indivíduo), e que, portanto, o desejo por Deus seria algo “artificial”. Esta porém, é uma interpretação equivocada, pois de fato, este desejo inato que todos possuímos e que nada neste mundo pode satisfazer, em última instância, é o desejo por Deus, como veremos. Por isso, esta premissa exige honestidade para consigo mesmo da parte do leitor. Alguém pode dizer que é uma pessoa perfeitamente feliz, em todos os momentos da vida, e em todas as possíveis e diversas situações. É possível encontrar indivíduos assim na história humana. Neste caso, podemos apenas perguntar: Isso é verdade mesmo? Ou podemos apenas fazer um apelo à pessoa para pensar, refletir melhor, mas nunca criticá-la. Até mesmo o ateu Jean-Paul Sartre admitiu que “chega uma hora em que a pessoa mais satisfeita com a sua vida, se pergunta: Há algo mais? Isso é tudo o que há?” E esta é uma realidade: por mais bens que possuamos, por mais objetivos que conquistemos, chega um momento em que nos cansamos daquilo, e nos perguntamos se isto é tudo o que há, se não existe algo mais, - pois sentimos a falta desse “algo mais”.

Todos (de Aristóteles a Freud) que já observaram amplamente o comportamento humano e pensaram profundamente sobre ele notaram que agimos por fins, metas e propósitos e também que o único fim, objetivo e propósito que motiva todos o tempo inteiro é a felicidade. “Todos sentimos falta de uma felicidade maior, como se a felicidade não pudesse ser completamente satisfeita apenas neste mundo”, disseram alguns pensadores. O Argumento do Desejo defende apenas que haja um Algo mais que possa satisfazer em nós o desejo que nada ao longo do tempo, nada nesta terra e nenhuma criatura pode satisfazer. Existe em nós um desejo que nada nesta vida pode satisfazer, - seu objeto é inatingível, inalcançável nesta vida; e a mera presença desse desejo na alma é sentido como mais prazeroso do que qualquer outra satisfação. Por mais inadequada que seja nossa maneira de entender o que queremos, nós todos queremos o paraíso, o céu, a eternidade, uma vida eterna; algo profundo em nossa alma não fica satisfeito com esse mundo inteiro de tempo e mortalidade.

Também reclamamos do tempo. Nunca parece haver tempo suficiente – mesmo agora, muito menos quando estivermos morrendo; portanto, deve haver mais tempo: deve haver a eternidade. Nós nos queixamos desse mundo. Ele não é suficientemente bom. Portanto, deve haver outro mundo que seja “suficientemente bom”.