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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

DEVOCIONAL - 24 DE NOVEMBRO DE 2017

Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus. (Sl 46.10)

Haverá em todo o coral uma só nota musical tão poderosa como o é a ênfase da pausa? Já percebeu como nos Salmos é eloquente a palavra Selah (pausa)? Haverá silêncio mais palpitante do que a quietude que precede a tempestade, e a estranha calma que parece cair sobre a natureza antes de alguma convulsão ou fenômeno? Haverá alguma coisa capaz de nos tocar o coração como o poder da tranquilidade?

Aquele que para de operar com as suas próprias mãos, encontra "a paz de Deus, que excede todo o entendimento"; há um "sossego e confiança" que é fonte de toda a força; uma doce paz que nada pode abalar; um profundo descanso que o mundo não pode dar nem tampouco tirar. Há no mais profundo da alma uma recâmara de paz onde Deus habita; e se entrarmos ali e afastarmos todos os outros sons, poderemos ouvir a Sua voz mansa e delicada.

Quando uma roda gira bem velozmente em torno do próprio eixo, há um lugar, bem no centro, onde não há movimento; assim, na vida mais ocupada pode haver um lugar onde ficamos a sós com Deus em constante quietude. Só há uma maneira de se conhecer a Deus: "Aquietai-vos, e sabei". "O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra." — Selecionado

"Amoroso Pai, nós andamos algumas vezes sob céus sem estrelas, que derramavam escuridão como chuva. Ansiávamos por estrelas, ou lua, ou aurora. Mas a escuridão espessa pousava sobre nós como se fosse durar para sempre. E daquelas trevas, nenhuma voz de calma vinha confortar o nosso coração. Teríamos saudado alegremente até o soar de um trovão que nos quebrasse o silêncio torturante daquela noite densa.

"Mas o amoroso segredar do Teu amor eterno falou mais doce à nossa alma esmagada e sangrando, que a música dos ventos numa harpa eólica. Foi a Tua voz mansa e delicada que nos falou. Estávamos escutando, e ouvimos. Olhamos e vimos a Tua face radiante de luz e amor. E quando ouvimos a Tua voz e vimos o Teu rosto, voltou-nos nova vida, como volta a vida às flores pendidas que bebem a chuva de verão."


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

DEVOCIONAL - 23/11/2017

Fizeste ver ao teu povo duras coisas. (Sl 60.3)

Eu sempre me alegro em que o salmista tenha dito a Deus que algumas coisas eram duras. Não há engano sobre isto; há coisas duras na vida. Neste verão ganhei umas flores cor-de-rosa muito bonitas, e assim que as peguei, perguntei: "Que flores são estas?" E a resposta foi: "São flores das rochas; crescem e florescem só nas rochas onde não se vê terra." Então pensei nas flores de Deus que crescem em lugares duros. E penso que de alguma forma Ele deve ter para com as Suas "flores das rochas" uma ternura particular, que talvez não tenha para com os Seus lírios e rosas. — Margaret Bottome

As provas da vida não visam a nos destruir, mas construir. A tribulação pode demolir os negócios de um homem, mas também edifica o seu caráter. O golpe no homem exterior pode ser a maior bênção para o homem interior. Então, se Deus põe ou permite alguma coisa dura em nossa vida, estejamos certos de que o perigo real, o problema real, está no que perderemos se nos rebelarmos ou recuarmos. — Maltbie D. Babcock

Seus pensamentos a meu respeito
São pensamentos de paz.
Ele é meu Deus, meu refugio;
Meu Criador, Redentor;
Pra Si me fez e comprou-me
— O que pensa a meu respeito
São pensamentos de amor.
"É dos montes de aflição que
Deus toma os Seus melhores soldados.
 
 
 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Oração Global Urgente pelo Líbano



Oração Global Urgente pelo Líbano

Joni Koski

Porque a nação e o reino que não te servirem perecerão; sim, essas nações serão de todo assoladas.

A glória do Líbano virá a ti; a faia, o olmeiro, e o buxo conjuntamente, para ornarem o lugar do meu santuário; e farei glorioso o lugar em que assentam os meus pés. (Is 60.12-13)

No jogo pega-varetas, varetas pontiagudas de diferentes cores são lançadas no ar e caem aleatoriamente. O vencedor é aquele que retirar o maior número de varetas sem mexer a pilha. Entretanto, muito cuidado deve ser tomado, pois as varetas são afiadas e um manejo incorreto pode causar lesões nas mãos. Analogamente, as rivalidades religiosas e as influências políticas no Líbano – entre Xiitas, Sunitas e Cristãos – foram lançadas no ar este mês e agora é tempo de orar, para que caiam de tal forma que o Reino de Deus avance com toda sua força no Oriente Médio. O catalisador deste evento foi a renúncia controversa do primeiro-ministro libanês Saad Hariri no dia 4 de novembro.

O Líbano tem sido descrito como um “parque de diversões para forças estrangeiras” desde que suas fronteiras foram desenhadas pela França e Inglaterra em 1916 através do Acordo Sykes-Picot. Internamente, o delicado equilíbrio garantido pela constituição do país de 1926 determina que o presidente seja cristão (pelo menos culturalmente), o primeiro-ministro muçulmano sunita e o porta-voz do parlamento um muçulmano xiita. No começo isso funcionou bem e, como disse Jesus na parábola do joio e do trigo (Mateus 13.24-30) boa semente foi semeada e a influência cristã predominou por um tempo. Depois, a influência aparentemente “moderada” dos muçulmanos sunitas cresceu por meio da família Hariri, apoiada externamente pelo petróleo dos sunitas ricos da Arábia Saudita. Entretanto, em 2005 Rafiq Hariri foi brutalmente assassinado – claramente o inimigo já estava semeando a má semente há muito tempo! Ambos xiitas (Alauitas), o presidente Assad da Síria e a poderosa milícia terrorista xiita libanesa, o Hezbollah, com forte apoio do Irã, foram inconclusivamente culpados pelo assassinato. Avance para 2016, quando o cristão maronita Michel Aounfoi eleito para preencher o vácuo político, ao lado do já existente primeiro-ministro Saad Hariri – filho de Rafiq. Estrategicamente, o próprio Aoun se aliou com o Hezbollah, prometendo “retomar” uma parte dos arredores do Monte Hermon [localizado nas Colinas de Golã] pertencentes a Israel. A influência xiita foi crescendo às custas dos sunitas e o delicado equilíbrio existente foi perturbado.

A renúncia de Saad Hariri,enquanto estava dentro do território da Arábia Saudita, parece ter sido motivada por medo de uma conspiração de assassinato e também encorajada, ou até mesmo forçada pela Arábia Saudita a fim de tornar evidente a dominância xiita no Líbano por meio do seu afiliado, o Hezbollah. O Irã está procurando uma hegemonia regional e um corredor de terra entre o Irã e o Mediterrâneo, uma plataforma para atacar e aniquilar Israel. Eles fabricam mísseis na Síria e agora também no Líbano. De fato, estima-se que o Hezbollah tenha um número recorde de 150 mil mísseis apontados para Israel.

Ainda dentro do Líbano existem 1,4 milhões de cristãos tradicionais e 21 mil evangélicos, 2,5 milhões de muçulmanos e mais de 1 milhão de refugiados sírios lutando por um trabalho e direitos pessoais. Biblicamente, o Líbano tem uma história de cooperação e comércio com Israel, notavelmente no tempo do rei Salomão e do rei Hirão de Tiro (dentro do atual Líbano). Até o ano 2000, o exército do sul do Líbano, de maioria cristã, cooperava com o Israel contra a militância islâmica.

Como orar:

    Ore para que a cooperação entre Israel e o Líbano seja reavivada, e os cristãos do Líbano sejam fortalecidos e redimidos.
    
    Peça ao Senhor para ajudar os refugiados sírios no Líbano.
    
    A Arábia Saudita tem suas mãos manchadas de sangue e há muito tempo tem ajudadoa proliferar o terrorismo – e certamente não ama Israel, mas nos enxerga como aliados contra o Irã. Ore para que o Senhor use especificamente a Arábia Saudita e seu novo e jovem governante para os propósitos do reino de Deus em relação tanto ao Líbano quanto a Israel.
    
    Jesus disse “uma casa dividida não subsistirá” (Mateus 12.22-28) – ore para que a divisão da casa do Islã, entre xiitas e sunitas, sirva para abrir espaço para o Reino de Deus e o Filho que ele ama – Yeshua!
    
    Salmos 83 descreve uma aliança de exércitos ainda por acontecer, que atacará Israel, um dos quais é de Tiro (versículo 7) – sinônimo do Líbano ou talvez do Hezbollah. Incluída neste salmo está uma oração pela destruição desta aliança – versículos 13 a 18. Precisamos começar a orar pela rápida e total destruição desses invasores, para que o reino de Deus assim possa aparecer (versículo 18).

domingo, 19 de novembro de 2017

Bem-aventurado o que espera. (Dn 12.12)

Esperar pode parecer uma coisa fácil, mas é uma das disposições de espírito que o soldado cristão só aprende a ter após anos de ensino.

Para o guerreiro de Deus a marcha, e a marcha acelerada são muito mais fáceis do que ficar parado.
 
Há horas de perplexidade, em que o espírito mais pronto, mais desejoso de servir ao Senhor, não sabe que direção tomar. O que fazer então? Agitar-se em desespero? Voltar atrás covardemente, tomar a direita em temor, avançar presunçosamente?
Não, simplesmente esperar. Esperar em oração, todavia. Clame ao Senhor e coloque o caso perante Ele; conte-Lhe a dificuldade e clame por Sua promessa de auxílio.
Esperar com fé. Expresse a sua firme confiança nEle. Creia que, embora Ele o conserve esperando até a meia noite, virá, contudo, no tempo certo; a visão virá, e não tardará.
 
Esperar em quieta paciência. Não murmure contra a fonte aparente da adversidade, como fizeram os filhos de Israel contra Moisés. Aceite o caso como é, e ponha-o exatamente assim na mão do Deus do concerto — simplesmente, de todo o coração e sem a interferência da sua vontade — dizendo: "Agora, Senhor, não se faça a minha vontade, mas a Tua. Eu não sei o que fazer; estou num ponto extremo; mas esperarei até que Tu abras as águas ou afastes os meus inimigos. Esperarei, ainda que me faças esperar muitos dias, pois meu coração está firmado só em Ti, ó Deus, e meu espírito espera por Ti, na plena convicção de que ainda serás o meu gozo e a minha salvação, o meu refúgio e a minha torre forte." — Morning by Morning
 
 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ROMANOS 1


ROMANOS 1

18 Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
19 Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
20 Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;
21 Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
23 E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
24 Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
25 Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
26 Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
27 E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
28 E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
29 Estando cheios de toda a iniqüidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
30 Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
31 Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;
32 Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Maiakovski


O AMOR
 
Um dia, quem sabe,
Ela que também gostava de bichos,
apareça numa alameda do zoo, 
sorridente,
tal como agora está no retrato sobre a mesa.
Ela é tão bela, que por certo, hão de ressuscitá-la
Vosso Trigésimo século ultrapassará o exame de mil nadas,
que dilaceravam o coração.
Então, de todo amor não terminado
seremos pagos em enumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo cotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada, 
não vos seja chorado, mendigado.
E que ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o universo;
a mãe,
pelo menos a terra.
(1923)

domingo, 12 de novembro de 2017

DEVOCIONAL - 12 DE NOVEMBRO DE 2017

Estes eram oleiros ... moravam ali com o rei para o servirem. (1 Cr 4.23)

Em qualquer lugar e em qualquer circunstância nós podemos morar com o rei para o servir. Pode ser que o lugar seja desfavorável e não pareça condizer com moradas de rei; pode ser mesmo uma vida no campo, com muito pouco à nossa volta que se pareça com "as saídas" do Rei; talvez o nosso lugar seja entre cercas, com obstáculos de todos os lados; e pode ser, além do mais, que as nossas mãos estejam cheias dos potes e vasos de nossos afazeres diários.
 
Não importa! O Rei que nos colocou "virá e morará conosco; se há cercas, está bem, pois senão Ele as tiraria. E talvez o que nos parece obstáculo seja para a nossa própria proteção. E quanto aos potes e vasos, bem, isso é exatamente o que Ele achou por bem colocar em nossas mãos, e portanto é, para o momento, o "Seu serviço". — Frances Ridley Havergal
 
O belo pôr-de-sol e o céu estrelado, a soberba montanha e o mar azul, bosque fragrante e as flores coloridas não têm a beleza da alma que está servindo por amor ao Senhor Jesus, no vaivém comum de uma vida sem poesia. — Faber

Há vidas muito santas em pessoas que nunca se distinguiram como autores nem deixaram alguma obra distinta que as faça lembradas no mundo, mas que viveram como anjos, tendo produzido suas flores suaves, escondidas como o lírio no vale isolado à beira da límpida corrente. — Keneth Digby
 
 

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

DEVOCIONAL - 10 DE NOVEMBRO DE 2017

Abraão, esperando contra a esperança, creu. (Rm 4.18)

A fé de Abraão parecia estar em inteira correspondência com o poder e a fidelidade de Jeová. Nas circunstâncias em que se encontrava, já velho, ele não tinha em seu próprio corpo o necessário para que esperasse o cumprimento da promessa. No entanto, creu na Palavra do Senhor e ergueu o olhar para o tempo em que sua descendência seria como as estrelas do céu em multidão.

Ó minha alma, você não tem só uma promessa, como Abraão, mas mil promessas, e muitos exemplos de crentes fiéis: cabe a você, portanto, apoiar-se confiantemente na Palavra de Deus. E embora Ele tarde e o mal pareça crescer mais e mais, não se enfraqueça, antes fortaleça e se alegre, pois que as mais gloriosas promessas de Deus são geralmente cumpridas de maneira tão extraordinária, que Ele vem salvar-nos na hora em que menos parece possível.

Comumente Ele traz Seu socorro em nossa maior necessidade, para que se possa ver que foi mesmo a Sua mão que nos livrou. E Ele escolhe este método para que não confiemos em coisa alguma que vemos ou sentimos, como somos tão inclinados a fazer, mas só e simplesmente na Sua Palavra, da qual podemos depender em qualquer situação. — CM. Von Bogatsky

Lembre-se de que o momento para a fé entrar em ação é justamente quando acaba o que se vê. Maiores as dificuldades, mas fácil para a fé. Enquanto existem alguns recursos naturais a fé não avança tão facilmente como quando esses recursos falham. — George Muller
 
 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

DEVOCIONAL - 08 DE NOVEMBRO DE 2017

Tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte a orar. E estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto, e o seu vestido ficou branco e mui resplandecente... viram a sua glória. (Lc 9.28, 32.)

Se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora me faças saber o teu caminho. (Êx 33.13.)

Quando Jesus levou os três discípulos à parte, àquele monte, atraiu-os a uma íntima comunhão com Ele. A ninguém viram, senão somente a Jesus; e era bom estar ali. O céu não está longe dos que ficam no monte com o seu Senhor.

Quem, em momentos de meditação e oração, já não teve vislumbres do céu aberto? Quem, no lugar secreto de bendita comunhão, já não sentiu alguma onda de santa emoção — antegosto do gozo dos bem-aventurados?

O Mestre tinha ocasiões e lugares para uma conversa quieta com Seus discípulos; uma vez no cume do Hermom; mais frequentemente, porém, nas encostas do monte das Oliveiras. Cada crente deve ter o seu monte das Oliveiras. A maioria de nós, principalmente os das cidades grandes, vive sob grande pressão. Desde cedinho até à hora de deitar estamos expostos ao redemoinho. No meio desse burburinho todo, quão pouca oportunidade temos para uma quieta reflexão, para a Palavra de Deus, para oração e comunhão de coração para coração com Ele!

Daniel precisou do monte das Oliveiras em seu quarto, no meio dos rugidos e da idolatria da Babilônia. Pedro o encontrou no terraço em Jope; e Martinho Lutero o encontrou no "Cenáculo" de Wittemberg, conservado ainda hoje como coisa sagrada.

O servo de Deus Dr. Joseph Parker disse certa vez: "Se não voltarmos às visões, aos vislumbres do Céu, à consciência da glória mais elevada e da vida mais plena, perderemos nossa espiritualidade; nosso altar se tornará uma simples pedra, se não tiver a bênção de visitas do Céu." Eis a necessidade do mundo de hoje: homens que vejam a face do seu Senhor. — The Lost Art

Chegue perto dEle! Ele poderá levá-lo hoje ao cume do monte, pois se levou ali a Pedro, o impetuoso, e a Tiago e João, os filhos do trovão, que vez após outra compreenderam mal o Mestre e Sua obra, não há razão por que não possa levá-lo ali. Por isso, não se ponha a um lado, dizendo: "Aquelas visões e revelações extraordinárias do Senhor são para espíritos seletos!" Não. Elas podem ser para você. — John Mc Neill


domingo, 5 de novembro de 2017

Mateus 23

Jesus Denuncia Publicamente os Fariseus. 23.1-39. Algo do conteúdo deste discurso foi usado pelo Senhor anteriormente (Luc. 11.39 e segs.), mas agora ele faz a sua acusação no Templo em Jerusalém, na fortaleza dos seus inimigos. 

  
1-12. Advertência contra os fariseus. Esta porção foi dirigida diretamente para os discípulos, embora na presença da multidão.

2. Na cadeira de Moisés se assentam, isto é, eles ocupam a posição de Moisés entre vocês, como expositores da Lei.

3, 4. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem. Até onde o ensinamento deles apresentava o que Moisés ensinou, o povo devia obedecer. Porém, não os imiteis nas suas obras. Suas obras incluíam suas interpretações e perversões forçadas da Lei, que os capacitavam a zombar da importância espiritual do V.T. Suas múltiplas adições à Lei, aqui chamadas de fardos pesados e difíceis de carregar, faziam parte das suas obras. Nem com o dedo querem movê-los. Embora a casuística dos rabinos sem dúvida encontraria meios de escapar ao que era desagradável esta declaração provavelmente significa que eles nunca moviam um dedo para remover qualquer desses fardos (movê-los está em paralelo oposto a atam).

5. Filactérios. Pequenos estojos contendo tiras de pergaminho sobre as quais estavam escritas as palavras de Êx. 13.2-10, 11-17; Dt. 6.4-9 e 11.13-22. Os estojos eram amarrados com fitas à testa e no braço esquerdo. A prática surgiu depois do cativeiro de uma interpretação extremamente literal de Êx. 13.16. Os fariseus usavam-nas por ostentação. Alongam as suas franjas, borlas usadas nos quatro cantos da capa, de acordo com Núm. 15.38 e Dt. 22.12. Jesus usava essas borlas (Mt. 9.20; 14.36), mas os fariseus alargavam-nas por exibição.

6, 7. Lugar de honra nos banquetes e nas sinagogas eram objetos da ambição dos fariseus, além das efusivas saudações nas praças públicas, as quais chamavam a atenção para sua destacada posição. Mestre. Um título equivalente a professor ou doutor, que os judeus aplicavam aos seus instrutores espirituais.

8-12. As próximas palavras foram dirigidas especificamente aos discípulos. Os seguidores de Cristo não deveriam procurar serem chamados por esses títulos de mestre, Pai ou Guia, como os fariseus. Entretanto, esta não é uma proibição absoluta de hierarquia ou uso apropriado de títulos, pois o próprio Paulo se intitulou "pai" dos coríntios e chama Timóteo de "filho" (I Co. 4.15, 17). O maior mostra claramente a validade da diferença de postos. Mas um espírito de humildade deveria governar os crentes, não a ambição egoísta dos fariseus que usurpavam para si mesmos a autoridade que pertence a Deus.

13-36. Sete "ais" contra os fariseus. Aqui a atenção foi desviada dos discípulos para os fariseus, que faziam parte da multidão.

13. Hipócritas! Um epíteto destacando o fingimento dos fariseus e seus escribas. Fechais o reino dos céus. Na qualidade de líderes religiosos e reconhecidos intérpretes das Escrituras, deveriam ter sido os primeiros a atender a Jesus, influenciando os outros a segui-los. Quanto aos que estão entrando (o tempo presente indica disposição ou talvez futuridade – Dana e Mantey, Manual Grammar of the Greek New Testament, págs. 185, 186) não permitiam por causa de sua falsa liderança. O versículo 14 é uma interpolação de Mc. 12:40 e Lc. 20.47.

15. Rodeais o mar e a terra. Uma busca zelosa. Prosélito. Não o gentio temente a Deus que não era circuncidado (isto é, prosélito do portão), mas o gentio que fora persuadido a adotar o judaísmo in teta incluindo todas as tradições ensinadas por esses fariseus.

Filho do inferno duas vezes mais do que vós. Os prosélitos feitos por esses fariseus que não eram espirituais (e sem dúvida que foram acrescentados a sua seita) apenas acrescentariam tradições rabínicas às suas noções pagãs.

16-22. O terceiro "ai" chama os fariseus de guias cegos e insensatos por terem pervertido a verdade do juramento. Já é bastante mau não se poder confiar na palavra de um homem sem o juramento. Mas os fariseus ensinavam que havia diferença na obrigatoriedade do cumprimento dos diversos votos. Os juramentos que usavam referências gerais ao templo ou ao altar não obrigava a pessoa a cumpri-los, mas se mencionasse mais especificamente o ouro do santuário ou a oferta do altar ficava obrigada a cumpri-los. Jesus mostrou o absurdo de tal raciocínio destacando que o maior (santuário, altar, Deus) inclui o menor (ouro, oferta, céu). À vista de tal perversidade, Cristo ensinou "De maneira nenhuma jureis" (Mt. 5.33-37).

23, 24. O quarto "ai" descreve o cuidado escrupuloso dos fariseus nas questões menos importantes e a sua negligência nos deveres mais importantes. O dízimo das diversas ervas baseava-se em Lv. 27.30.

Hortelã, endro, e cominho eram plantas de hortas, usadas para temperar alimentos.

Justiça, misericórdia e fé. Essas obrigações éticas e espirituais (Mq. 6.8) são o mais importante da lei e são portanto de importância primária, embora aquelas (o dízimo) também são próprias do povo de Deus. Através de tal prática os fariseus tinham escrupulosamente coado o mosquito (inseto leviticamente imundo que poderia cair no copo), mas engoliam um camelo (o maior dos animais imundos da Palestina; Lv. 11.4).

25, 26. O quinto "ai" descreve a deslocada ênfase dos fariseus sobre as coisas externas. Limpais o exterior do copo. A figura aponta para a preocupação dos fariseus com a purificação ritualística (rabínica, não de Moisés) e a negligência com o conteúdo do copo. Mas estes por dentro estão cheios de rapina e intemperança. Os fariseus sustentavam seu modo de vida pressionando os outros. Obediência ao ritual rabínico não poderia alterar esta corrupção interior.

27, 28. O sexto "ai" descreve a influência secreta dos fariseus. Sepulcros caiados. Na primavera, após a estação das chuvas, as sepulturas eram caiadas para que uma pessoa desavisada não se contaminasse cerimonialmente tocando-as por descuido. (Nm. 19.16; conf. Ez. 39.15). Esse costume há pouco cumprido forneceu uma ilustração oportuno da aparência atraente dos fariseus mas corrupção interna. Lucas 11.44 usa sepulturas em uma ilustração um pouco diferente.

29-31. O sétimo "ai" descreve os ouvintes do Senhor como participantes da mesma natureza de seus perversos antepassados. Construindo e embelezando sepulturas de profetas assassinados, supunham que estivessem desautorizando esses homicídios. Mas Jesus declarou que seus atos provavam exatamente o oposto. Pois, construindo sepulturas, eles apenas completavam o que seus pais (espirituais, como também raciais) tinham começado. Sua própria conspiração de matar Jesus (21.46; 22.15; Jo. 11.47-53) provou serem filhos dos que mataram os profetas.

32. Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Compare ordem semelhante a Judas, Jo. 13.27.

33. Raça de víboras. Conf. com acusação de João em 3.7, 34-36.

34. Eis que eu vos envio profetas. Uma declaração semelhante em Lc. 11.49 atribui esse enviar à "sabedoria de Deus". Assim Jesus, como a própria personificação da sabedoria de Deus, declara-se senhor desse título (I Co. 1.24).

Profetas sábios e escribas. Termos particularmente próprios para o seu auditório. Os termos poderiam incluir também as testemunhas da Igreja Primitiva, tais como Pedro, Tiago, Estêvão e Paulo. Essas perseguições que aqui foram preditas fariam transbordar a medida da culpa dos judeus, de modo que a destruição divina viria sobre essa geração da nação.

Desde . . . Abel . . . até . . . Zacarias inclui todos os homicídios praticados no V.T, desde o primeiro livro (Gn. 4.8) até o último do cânon hebreu (II Cr. 24.20-22). O fracasso desses fariseus de aprenderem as lições da história e de se arrependerem de sua perversidade, também característica de seus pais, significava que aos olhos de Deus eles tinham parte na culpa. Perseguições ulteriores tornariam isso indiscutivelmente claro.

Zacarias, filho de Baraquias. Em II Cr. 24.20 ele é chamado "filho do sacerdote Joiada", talvez segundo um ilustre avô que morrera, há pouco, com a idade de cento e trinta anos (II Cr. 24.15). Mateus deveria ter documentos que davam o nome do seu pai. (Para apreciação de todos os pontos de vista, veja Broadus, Comm. on Matt, págs. 476, 477).

37-39. Lamentação sobre Jerusalém. Jesus já expressou sentimentos semelhantes anteriormente (Lc. 13,34, 35; 19,41-44).

37. Que matas os profetas. Este elo com o versículo 34 fornece fácil transição para a pública lamentação de Cristo sobre a cidade rebelde. Quantas vezes quis eu. Um testemunho involuntário da autenticidade do Evangelho de João, o único que registra as numerosas visitas de Jesus a Jerusalém.

38. Eis que a vossa casa ficará deserta. Conf. I Reis 9.7; Jr. 22.5; 12.7. Casa tem sido diversamente interpretada como nação cidade e o Templo. Visto que Jesus proferiu essas palavras ao deixar o Templo pela Última vez (24.1), a interpretação do Templo é muito atraente. Um templo abandonado pelo Messias transforma-se em vossa casa, não de Deus.

39. ...me não vereis mais. O ministério público do Senhor terminara. Após a Ressurreição, Jesus apareceu apenas a testemunhas escolhidas (Atos 10.41). Até que venhais a dizer. Na segunda vinda de Cristo os judeus reconhecerão, como nação, o seu Messias rejeitado, e lhe darão boas vindas (Rm. 11; Zc. 12.10).