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sexta-feira, 31 de março de 2017

DEVOCIONAL, 31 de Março de 2017

O vento era contrário. (Mt 14.24)

Os ventos da primavera muitas vezes trazem tempestade. E não tipificam eles a tempestuosa estação de minha vida? Mas, na verdade, eu devia estar alegre por travar conhecimento com essas estações. É melhor que as chuvas caiam e venham as águas, do que eu permaneça em terras amenas onde nunca parece escurecer, nem sopram ventos fortes

A tempestade da tentação afigura-se cruel, mas, não é verdade que ela dá mais intensidade e ardor à oração? Não me impele a me firmar nas promessas com mais força? Não torna o meu caráter mais refinado?

A tempestade do luto é dolorosa; mas, não é uma forma de o Pai me atrair a Si mesmo, para que, no mistério da Sua presença, a Sua voz mansa e delicada possa falar ao meu coração? Há um aspecto da glória do Mestre que só pode ser visto quando o vento é contrário e o barco é agitado pelas ondas.

"Jesus Cristo não é um abrigo contra o temporal, Ele é um refúgio perfeito no temporal. Ele nunca nos prometeu uma viagem fácil, somente uma chegada certa."

quarta-feira, 29 de março de 2017

DEVOCIONAL - 30 de Março de 2017

Eia todos vós que acendeis fogo e vos cingis com faíscas: andai entre as labaredas do vosso fogo e entre as faíscas que acendestes: isto vos vem da minha mão, e em tormentos jazereis. (Is 50.11.)
Que aviso importante para aqueles que estão atravessando momentos de trevas e procuram sair para a luz por si mesmos. São comparados no verso com alguém que acende um fogo e anda no meio de suas próprias faíscas. O que significa isto?

Significa que quando estamos em trevas, a tentação é descobrir uma saída sem confiar no Senhor e sem buscar apoio nEle. Em vez de deixarmos que Ele nos guie para fora das trevas, procuramos sair por nós mesmos. Procuramos a luz do mundo e buscamos o conselho de amigos. Procuramos as conclusões da nossa própria razão, e talvez até sejamos tentados a aceitar um caminho de livramento que não seria absolutamente o do Senhor. 

Todos estes caminhos são fogos acesos por nós; luzinhas frouxas, que certamente nos levarão a encalhar em algum banco de areia. E Deus nos deixará andar na luz dessas fagulhas, mas o fim serão dores.


Irmãos, não procuremos sair de uma situação difícil, a não ser no tempo de Deus e da maneira de Deus. O tempo de aflição tem o propósito de ensinar-nos lições de que precisamos grandemente.
Os livramentos prematuros podem frustrar a obra da graça em nossa vida. Simplesmente entreguemos a Ele toda a situação. Estejamos com o coração disposto a suportar qualquer prova, desde que tenhamos conosco a presença dEle. Lembremo-nos de que é melhor andar no escuro com Deus do que no claro sozinho. — The Still Small Voice

Deixemos de interferir nos desígnios e na vontade de Deus. Se pusermos a mão em algum de seus planos, estragaremos a obra. Podemos mover os ponteiros do relógio segundo a nossa conveniência, mas isso não mudará o tempo; podemos querer apressar o desenrolar da vontade de Deus, mas estaremos atrapalhando, e, não, ajudando a obra. Podemos abrir um botão de rosa, mas isso trará danos à flor. Deixemos tudo com Ele. Tiremos nossas mãos. Faça-se a Tua vontade, Senhor, não a minha. — Stephen Merritt

segunda-feira, 27 de março de 2017

HERÓIS DA FÉ

Henry Martyn
Luz inteiramente gasta por Deus
(1781-1812)

Ajoelhado na praia da Índia, Henry Martyn derramava a alma perante o Mestre e orava: "Amado Senhor, eu também andava no país longínquo; minha vida ardia no pecado... desejaste que eu me tornasse, não mais um tição para espalhar a destruição, mas uma tocha brilhando por ti. (Zacarias 3.2) Eis-me aqui nas trevas mais densas, selvagens e opressivas do paganismo. Agora, Senhor, quero arder até me consumir inteiramente por ti!"

O intenso ardor daquele dia sempre motivou a vida desse moço. Diz-se que o seu é "o nome mais heróico, que adorna a história da Igreja da Inglaterra, desde os tempos da rainha Elisabete." Contudo, até entre seus patrícios, ele não é bem conhecido.

Seu pai era de físico franzino. Depois de o seu progenitor falecer, os quatro filhos, inclusive Henrique, não tardaram a contrair a mesma enfermidade, a tuberculose.

Com a morte do pai, Henry perdeu seu intenso interesse pela matemática e se interessou grandemente na leitura da Bíblia. Diplomou-se com mais honras do que todos da sua classe. O Espírito Santo, porém, falou à sua alma: "Buscas grandes coisas para ti. Não as busques!" Acerca dos seus estudos testificou: "Alcancei o ponto mais alto que desejara, mas fiquei desapontado ao ver como, apenas, tinha agarrado uma sombra."

Tinha por costume levantar-se cedo, de madrugada, e andar sozinho, pelos campos para desfrutar de comunhão íntima com Deus. O resultado foi que abandonou para sempre o plano de ser advogado, um plano que, até aí, ainda seguia, porque "não podia consentir em ser pobre pelo amor de Cristo."

Ao ouvir um sermão sobre "O Estado Perdido dos Pagãos" resolveu dar a sua vida como missionário. Ao conhecer a vida abnegada do missionário Guilherme Carey, na sua grande obra na Índia, sentiu-se dirigido a trabalhar no mesmo país.

O desejo de levar a mensagem de salvação aos povos que não conheciam a Cristo, tornou-se como um fogo inextinguível na sua alma pela leitura da biografia de David Brainerd, o qual morrera quando ainda muito jovem, com a idade de vinte e nove anos (sua vida fora gasta inteiramente no serviço de amor intenso aos silvícolas da América do Norte). Henry Martyn reconhecia que, como foram poucos os anos da obra de David Brainerd, havia também para ele pouco tempo, e se acendeu nele a mesma paixão de gastar-se, inteiramente por Cristo, no breve espaço de tempo que lhe restava. Seus sermões não consistiam em palavras de sabedoria humana, mas sempre se dirigia ao povo como "um moribundo, pregando aos moribundos".

Havia um grande embaraço para Henry Martyn: a mãe da sua noiva, Lídia Grenfel, não consentiria que eles se casassem, se ele insistisse em levá-la para o estrangeiro. Henry amava a Lídia e o seu maior desejo terrestre era estabelecer um lar e trabalhar junto com ela na seara do Senhor. Acerca disto, ele escreveu no seu diário: "Continuei uma hora e mais em oração, lutando contra o que me ligava... Cada vez que estava perto de ganhar a vitória, o coração voltava para o seu ídolo, e finalmente, deitei-me sentindo grande mágoa."Então se lembrou de David Brainerd, o qual negava a si mesmo todos os confortos da civilização, andava grandes distâncias sozinho na floresta, passava dias com fome e depois de assim se esforçar por cinco anos, voltou para falecer tuberculoso nos braços da sua noiva, Jerusa, filha de Jonathan Edwards.

Por fim, Henry Martyn, também, ganhou a vitória, obedecendo à chamada para sacrificar-se à salvação dos perdidos. Ao embarcar para a Índia, em 1805, escreveu: "Se eu viver ou morrer, que Cristo seja magnificado pela colheita de multidões para Ele".

A bordo do navio, ao afastar-se da sua pátria, Henry Martyn chorou como uma criança. Contudo nada podia desviá-lo da sua firme resolução de seguir a direção divina. Ele era "um tição arrebatado do fogo" e repentinamente dizia: "Que eu seja uma chama de fogo no serviço divino".

Depois de nove longos meses a bordo, e quando já se achava perto do seu destino, passou um dia inteiro em jejum e oração. Sentia quão grande era o sacrifício da Cruz e como era, igualmente, grande a sua responsabilidade para com os perdidos na idolatria da Índia. Continuava a repetir: "Tenho posto vigias sobre os teus muros, ó Jerusalém; eles não se calarão jamais em todo o dia nem em toda a noite: não descanseis vós os que fazeis lembrar a Jeová, e não lhe deis a Ele descanso, até que estabeleça, e até que ponha a Jerusalém por objeto de louvor na terra!" (Isaías 62.6).

A chegada de Henry Martyn à Índia, no mês de abril de 1806, foi também em resposta à oração de outros. A necessidade era tão grande nesse país, que os poucos obreiros concordaram em se reunirem em Calcutá, de oito em oito dias, para pedirem a Deus que enviasse um homem cheio do Espírito Santo e poder à Índia. Martyn, logo ao desembarcar, foi recebido alegremente por eles como a resposta às suas orações.

É difícil imaginar o horror das trevas em que vivia esse povo, entre o qual Martyn se achava. Um dia, perto do lugar onde se hospedara, ouviu uma música e viu a fumaça de uma das piras fúnebres de que ouvira falar antes de sair da Inglaterra. As chamas já começavam a subir do lugar onde uma viúva se achava sentada ao lado do cadáver de seu marido morto. Martyn, indignado, esforçou-se, mas não pôde conseguir salvar a pobre vítima.

Em outra ocasião, foi atraído pelo ruído do címbalo, a um lugar onde o povo fazia culto aos demônios. Os adoradores se prostravam perante o ídolo, obra das suas próprias mãos, do qual adoravam e temiam! Martyn sentia-se "mesmo na vizinhança do Inferno".

Cercado de tais cenas, ele se aplicava mais e mais e sem cansar, dia após dia, a aprender a língua. Não desanimava com a falta de fruto da sua pregação, reconhecendo ser de maior importância traduzir as Escrituras e colocá-las nas mãos do povo. Com esse alvo, perseverava no trabalho de tradução, cuidadosamente, aperfeiçoando a obra, pouco a pouco, e parando de vez em quando para pedir o auxílio de Deus.

Como a sua alma ardia no firme propósito de dar a Bíblia ao povo, vê-se no seguinte trecho de um dos seus sermões conservado no Museu Britânico:

"Pensai na situação triste do moribundo, que apenas conhece bastante da eternidade para temer a morte, mas não conhece bastante do Salvador para olhar o futuro com esperança. Não pode pedir uma Bíblia para saber algo sobre o que se firmar nem pode pedir a esposa ou ao filho que lhe leiam um capítulo para o confortar. A Bíblia, ah! é um tesouro que eles nunca possuíram! Vós que tendes um coração para sentir a miséria do próximo, vós que sabeis como a agonia de espírito é mais que qualquer sofrimento do corpo, vós que sabeis que vem o dia em que tendes de morrer, oh! dai-lhes aquilo que lhes será um conforto na hora da morte!"

Para alcançar esse alvo, de dar as Escrituras aos povos da Índia e da Pérsia, Martyn aplicou-se à obra de tradução de dia e de noite, até mesmo quando descansava e quando em viagem. Não diminuía a sua marcha quando o termômetro registrava o intenso calor de 70" nem quando sofria da febre intermitente, nem com o avanço da peste branca que ardia no seu peito.

Como David Brainerd, cuja biografia sempre serviu para inspirá-lo, Henry Martyn passou dias inteiros em intercessão e comunhão com o seu "Amado", seu querido Jesus. - "Parece", escreveu ele, "que posso orar para sempre sem nunca cansar. Quão doce é andar com Jesus e morrer por Ele..." Para ele, a oração não era uma formalidade, mas o meio certo de quebrantar os endurecidos e vencer os adversários.

Seis anos e meio depois de ter desembarcado na Índia, enquanto empreendia longa viagem, faleceu com a idade de 31 anos. Separado dos irmãos, do resto da família, com a noiva esperando-o na Inglaterra, e cercado de perseguidores, foi enterrado em lugar desconhecido.

Era grande o ânimo, a perseverança, o amor, a dedicação com que trabalhava na seara do seu Senhor! O zelo ardeu até ele se consumir neste curto espaço de seis anos e meio. É-nos impossível apreciar quão grande foi a sua obra feita em tão poucos anos. Além de pregar, conseguiu traduzir porções das Sagradas Escrituras para as línguas de uma quarta parte de todos os habitantes do mundo. O Novo Testamento em hindu, hindustão e persa e os Evangelhos em judaico-persa são apenas uma parte das suas obras.

Quatro anos depois da sua morte, nasceu Fidélia Fiske, no sossego da Nova Inglaterra. Quando ainda aluna na escola, leu a biografia de Henry Martyn. Andou quarenta e cinco quilômetros de noite, sob violenta tempestade de neve, para pedir à sua mãe que a deixasse ir pregar o Evangelho às mulheres da Pérsia. Ao chegar à Pérsia reuniu muitas mulheres e lhes contou o amor de Jesus, até que o avivamento em Oroomiah se tornou em outro Pentecoste.

Se Henry Martyn, que entregou tudo para o serviço do Rei dos reis, pudesse visitar a Índia, e a Pérsia, hoje, quão grande seria a obra que encontraria, obra feita por tão grande número de fiéis filhos de Deus nos quais ardeu o mesmo fogo pela leitura da biografia desse pioneiro.

sábado, 25 de março de 2017

COMBATENDO O ESPÍRITO DO ANTI CRISTO

Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo. (1 João 4.2-3)

Durante o primeiro século, houve um aumento dos movimentos que negavam a Encarnação (que Yeshua era Deus manifesto em carne humana). Há dois lados dessa negação: um deles é negar a sua divindade e o outro é negar a sua encarnação plena na forma humana. Manter essas doutrinas em seu devido equilíbrio e relacionamento é fundamental para a nossa fé. O Movimento Messiânico foi lançado com base nos poderosos sinais e maravilhas presentes no ministério de Yeshua, sua morte e ressurreição e, finalmente, nos incríveis sinais e maravilhas no ministério dos Apóstolos dentro e fora de Israel. Aqueles que testemunharam tamanha evidência tornaram-se indesculpáveis por sua rejeição ao Senhorio de Yeshua e à mensagem do Evangelho. 

Resultados da Rejeição 

Quando o Evangelho vem com poder e o Espírito Santo traz convicção, mas ainda assim é rejeitado, ocorre então o pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo. Esse pecado pode levar ao controle demoníaco. O espírito do Anticristo não é encontrado nas pessoas que não tiveram oportunidade de testemunhar as evidências do Evangelho e, assim, decidir se vão aceitar ou recusá-lo. Somente esse tipo de rejeição dá direito e poder ao espírito do Anticristo. Indivíduos e pessoas que tiveram a oportunidade de abraçar Yeshua e o recusaram são entregues à doutrina de demônios e à promoção dessas doutrinas.

Embora não seja "politicamente correto", devemos observar que a rejeição do Evangelho pela maioria do povo judeu e da liderança judaica no primeiro século os deixou suscetíveis ao espírito do Anticristo. O Islã, que explicitamente nega a encarnação e declara que Yeshua nunca morreu na cruz, embora admita que ele tenha sido um profeta, escraviza os seus seguidores ao espírito do Anticristo. Esse espírito do Anticristo sempre procura perseguir o Corpo do Messias.

Quando um povo se torna cativo a esse espírito, eles ainda podem ter conhecimento de grande parte da verdade, e ainda podem produzir tesouros culturais. Contudo, a salvação exige que haja libertação do espírito do Anticristo. Ao lidar com nosso próprio povo, apesar de estar distante da rejeição coletiva do primeiro século, devemos dar atenção à necessidade de vê-los livres dessa influência. 

Chave para o Futuro 

De maneira ainda mais clara, no Islã temos o poder do Anticristo num nível mundial que está fundamentado no que Maomé fez com a revelação da Nova Aliança. É por isso que a chave para o futuro nesta situação difícil é ver um avivamento e o poder do Evangelho libertar as pessoas desse espírito. A única maneira de ver a paz chegar é através da aceitação e submissão ao Príncipe da Paz.

Daniel Juster

quinta-feira, 23 de março de 2017

DEVOCIONAL - 24 de Março de 2017

E orou Jacó: Deus de meu pai Abrão, e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor que me disseste: Torna à tua terra, e à tua parentela, e te farei bem... Livra-me... (Gn 32.9,11)

Há muitos sintomas sadios nessa oração. De certa forma ela pode servir como um modelo para o nosso espírito se expressar, quando estivermos na fornalha da aflição.
Ele começou citando a promessa de Deus: "Disseste". E o disse duas vezes (9 e 12). Assim ele ficou com Deus à sua mercê. Nas Suas promessas, Deus Se coloca ao nosso alcance; e quando lhe dizemos: "Tu disseste", Ele não pode dizer não. Ele tem de fazer como prometeu. Se o próprio Herodes foi tão zeloso de seu juramento, como não o será o nosso Deus? Quando orarmos, firmemos o pé sobre uma promessa; ela nos dará suficiente apoio para que as portas do céu se abram e nós entremos na posse da bênção.
O Senhor Jesus deseja que sejamos definidos em nossas orações e específicos naquilo que pedimos. "Que queres que te faça?" é a pergunta que Ele faz a cada um que, em aflição e prova, chega-se a Ele. Se quisermos obter respostas bem definidas, apresentemos os nossos pedidos, de maneira clara.
Orações vagas são a causa de tantas vezes ficarmos aparentemente sem resposta. Se preenchermos um cheque com um pedido definido, ele será descontado no banco do céu, quando for apresentado no nome de Jesus. Tenhamos a ousadia de ser específicos com Deus.
Frances R. Havergal disse certa vez: "Cada ano que eu vivo, e quase poderia dizer cada dia, pareço ver mais claramente que toda a paz, alegria e poder da vida cristã dependem de uma só coisa, e esta coisa é: aplicar a si mesmo a Palavra de Deus, crendo que Ele na realidade quer dizer exatamente o que diz, e aceitando exatamente as palavras em que Ele revela a Sua bondade e graça, sem as substituir por outras ou alterar os modos e tempos que Ele achou por bem usar."
Usemos a Palavra de Cristo e o Seu sangue — a promessa de Cristo e o Seu sacrifício — e nenhuma das bênçãos celestes nos será negada. — Adam Clarke

terça-feira, 21 de março de 2017

DEVOCIONAL - 22 de Março de 2017

Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe no deserto do monte Sinai um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia... Disse-lhe o Senhor...
Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido, e desci para libertá-lo. Vem agora e eu te enviarei ao Egito. (At 7.30, 33, 34)

Essa foi uma longa espera, em preparação para uma grande missão. Quando Deus parece "tardar", Ele não está inativo. Está preparando seus instrumentos, está deixando amadurecer nossos poderes; e no momento aprazado, nos levantaremos à altura da nossa tarefa. Mesmo Jesus de Nazaré permaneceu trinta anos no silêncio, crescendo em sabedoria, antes de começar Sua obra. — Dr. Jowett

Deus nunca está com pressa. Ele gasta muito tempo preparando aqueles que pretende usar para um serviço mais importante na Sua obra. Ele nunca considera o tempo da preparação demasiadamente longo nem desnecessário.
 
O ingrediente mais difícil de se suportar é, muitas vezes, o tempo. Um golpe agudo e rápido é suportado mais facilmente, mas quando um sofrimento se arrasta por anos longos e monótonos, e a cada dia continua presente, com a mesma rotina enfadonha de irremediável agonia, o coração perde a força, e sem a graça de Deus, certamente cairá num amargo desespero. 
 
Longa foi a prova de José, e, muitas vezes, Deus tem de gravar Suas lições no nosso coração por meio do fogo de uma dor prolongada. "Assentar-se-á como um ourives e refinador de prata", mas Ele sabe por quanto tempo, e como um verdadeiro ourives Ele diminui o fogo no momento em que vê a Sua imagem no metal brilhante. Podemos não ver agora o resultado do plano grandioso que Deus está ocultando na sombra de Sua mão; e este pode ser-nos ainda oculto por muito tempo; mas a fé pode estar certa de que Ele está assentado no trono, esperando calmamente pela hora em que, em arrebatamento e adoração, diremos:
"Todas as coisas contribuíram juntamente para o bem.", Sejamos, à semelhança de José, mais cuidadosos para aprender as lições na escola da dor, do que ansiosos pela hora do livramento. Há um "se necessário" para cada lição, e quando estivermos prontos, por certo virá o livramento, e descobriremos que não poderíamos ter permanecido firmes no nosso posto de serviço, sem as lições que aprendemos na fornalha da provação. 
 
Deus está-nos educando para o futuro, para um serviço mais elevado e para bênçãos mais sublimes; e se temos qualidades que nos habilitam para uma posição de autoridade, nada nos poderá impedir de ocupá-la, quando chegar o tempo de Deus. Não roubemos da mão de Deus o amanhã. Devemos dar-lhe tempo para falar conosco e revelar-nos a Sua vontade. Ele nunca está atrasado; aprendamos a esperar.
 
Não corramos afoitamente adiante do Senhor; aprendamos a esperar pelo Seu tempo: tanto o ponteiro dos minutos como o ponteiro das horas precisa estar apontando o momento da ação.
 
 

domingo, 19 de março de 2017

PALAVRAS DIFÍCEIS

Iniquidade

   

Tornar normal o que é pecado. Não sentir culpa pelo pecado cometido. De tanto cometer o mesmo pecado ou coisa errada, não se arrepender pois já acha o que fez e faz absolutamente normal.

É o ato de transgredir a lei ou os bons costumes, ato de mau caratismo, sacanagem, ação que desagrade alguém ou a muitas pessoas, ato malvado. A iniquidade vem sempre associada ao cinismo, ou seja, é a prática do mau ato sem que a pessoa que o comete assuma ou reconheça aquela ação como ato errado ou cruel. Iniquidade é ter como normal uma ação que é descabida e agressiva.

 
Sinônimos de Iniquidade

maldade - injustiça - crueldade - mal – arbitrariedade – abuso – capricho – despotismo – crime – agravo – culpa – delito – erro – falta - ofensa – pecado – culpabilidade – irresponsabilidade – solecismo – transgressão – desigualdade – parcialidade – tirania – barbaridade – falseta – fereza – judiacão – judiaria – malefício – malícia – malignidade – malvadez – nequícia – peçonha – perversidade – pravidade – ruindade


Antônimos de Iniquidade

justiça – bondade bem – retidão – equidade – obediência – temor – igualdade


ISAÍAS 32
1 Eis que reinará um rei com justiça, e com retidão governarão príncipes. 
2 um varão servirá de abrigo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra duma grande penha em terra sedenta. 
3 Os olhos dos que veem não se ofuscarão, e os ouvidos dos que ouvem escutarão. 
4 O coração dos imprudentes entenderá o conhecimento, e a língua dos gagos estará pronta para falar distintamente. 
5 Ao tolo nunca mais se chamará nobre, e do avarento nunca mais se dirá que é generoso. 
6 Pois o tolo fala tolices, e o seu coração trama iniquidade, para cometer profanação e proferir mentiras contra o Senhor, para deixar com fome o faminto e fazer faltar a bebida ao sedento. 
7 Também as maquinações do fraudulento são más; ele maquina invenções malignas para destruir os mansos com palavras falsas, mesmo quando o pobre fala o que é reto. 
8 Mas o nobre projeta coisas nobres; e nas coisas nobres persistirá. 
 

sábado, 18 de março de 2017

DEVOCIONAL - 19 de Março de 2017

Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos... alegrai-vos ...sois participantes dos sofrimentos de Cristo. (1 Pe 4.12,13)

Muitas horas de espera foram necessárias para o enriquecimento da harpa de Davi; e muitas horas de espera no deserto produzirão em nós um salmo de "ação de graças e voz de cântico", para levarmos alento aos corações desanimados, aqui em baixo, para júbilo na casa do Pai, lá em cima.
 
Que preparação teve o filho de Jessé para produzir aqueles cânticos nunca igualados na terra? A afronta dos ímpios, que fez brotar nele o clamor pelo socorro de Deus. Então a tênue esperança na bondade de Deus desabrochou num cântico de regozijo por Seus poderosos livramentos e múltiplas misericórdias. Cada tristeza era uma nova corda para sua harpa; cada livramento outro tema de louvor.
 
Quão grande seria a nossa perda, se uma só daquelas angústias lhe tivesse sido poupada; se uma só dentre aquelas bênçãos não fosse agradecida ou notada; se um só daqueles perigos fosse evitado; quão grande, sim, seria a perda naquele vibrante Saltério em que o povo de Deus encontra a expressão de sua tristeza e louvor!
Esperar em Deus e experimentar a Sua vontade é conhecê-lO e participar dos Seus sofrimentos e ser feito conforme a imagem de Seu Filho. Assim, se é necessário agora que o vaso de barro seja aumentado para maior compreensão espiritual, não devemos nos assustar com a grande dose de sofrimento que nos espera.
 
A capacidade de compreensão e solidariedade dada por Deus será bem maior, pois a ação do Espírito Santo não nos torna insensíveis, antes, pelo contrário, ele torna os nossos sentimentos mais ternos e verdadeiros. — Anna Shipton
 
 

DEVOCIONAL - 18 de Março de 2017

Jesus, porém, não respondeu palavra. (Mc 15.5)

Não há na Bíblia um quadro mais tocante que o do Salvador em silêncio, sem responder palavra alguma aos que O injuriavam, os quais Ele poderia ter feito cair prostrados a Seus pés com apenas um olhar ou uma só palavra de repreensão. Mas Ele os deixou falar e fazer o pior, e ali ficou no poder do silêncio de Deus — o mudo Cordeiro de Deus.
Há um silêncio que deixa Deus operar por nós; o silêncio que para com os próprios planos e a auto-reivindicação, com os próprios recursos de sabedoria e com suas previsões, e deixa que Deus proveja e responda ao golpe cruel, segundo o Seu amor fiel e infalível.
Quantas vezes perdemos a intervenção de Deus porque tomamos nas mãos a nossa própria causa e avançamos em nossa defesa. Que Deus nos dê este poder de guardarmos silêncio; e também nos dê este espírito manso! — A. B. Simpson

Tomaram o Salvador, e amarrado O levaram
Como o banco dos réus, e, vis, O interrogaram;
E com astúcia mordaz, torpemente O acusaram.
Jesus, porém, não respondeu palavra.

De púrpura O vestiram e O coroaram de espinhos;
"Salve, Rei dos judeus!",
Lhe exclamaram escarninhos;
Maltrataram-nO ali, segundo os seus caminhos
Jesus, porém, não lhes falou palavra.

De Deus a ovelha muda, em mão dos tosquiadores,
O Justo do Senhor, em mão dos malfeitores,
O Cordeiro de Deus, que salva os pecadores,
Jesus, ali, não respondeu palavra.

Olha pois a Jesus, amigo, se és tentado
A tomar a defesa e agir, se mal julgado;
Deixa o assunto com o Pai, se és sem culpa acusado.
Teu Salvador não respondeu palavra!

terça-feira, 14 de março de 2017

DEVOCIONAL - 15 de Março de 2017

Não ternas, ó vermezinho de Jacó... Eis que farei de ti um trilho cortante e novo. (Is 41.14,15)

Poderiam duas coisas ser mais contrastantes que um verme e um instrumento de trilhar? O verme é tenro, esmaga-se sob uma pedra ou sob a roda que passa; um instrumento de trilhar é capaz de quebrar sem ser quebrado; é capaz de deixar marca sobre uma rocha. E o Deus poderoso pode converter um no outro. Ele pode tomar um homem ou uma nação que tenha a fragilidade do verme, e, com o vigor do Seu Espírito, imprimir-lhe uma força tal, que venha a exercer uma influência marcante sobre a história.
Portanto, o verme não deve desanimar. O Deus poderoso pode fazer-nos mais fortes do que as circunstâncias. Ele pode dispô-las todas para o nosso bem. Na força de Deus, podemos fazer com que todas elas contribuam para o nosso bem. Podemos até extrair de um amargo desapontamento uma bênção da graça. Quando Deus nos dá uma vontade de ferro, podemos vencer as dificuldades como a lâmina do arado, que abre sulco no solo mais duro. "Farei de ti" — e não o fará?
Cristo está edificando o Seu reino com vidas quebrantadas. Os homens querem somente o que é forte, bem sucedido, vitorioso, inquebrável, para a construção de seus reinos; mas Deus é o Deus dos mal-sucedidos, daqueles que fracassaram. O céu está ficando cheio de vidas quebrantadas, e não há cana quebrada que Cristo não possa restaurar e transformar em uma gloriosa bênção. Ele pode tomar a vida esmagada pela dor ou tristeza e torná-la numa harpa cuja música será toda de louvor. Ele pode nos soerguer do mais triste fracasso terreno à glória do céu. — J. R. Miller

Fui pesada em balança, e achada em falta.
Cercada por estranha situação,
Provei-me aquém da situação: em falta.
Vi no meu ser coisas que eu não sabia!
(Mas Tu sabias; ainda assim me amavas.)

Na Tua cruz as deixo, Salvador.
E eis, meu Senhor, o coração em falta
— Opere a Tua suficiência em mim.
Graças Te dou, que assim me revelaste:
O meu vazio, e o suprimento em Ti!

domingo, 12 de março de 2017

O PERIGO DAS OBRAS DA CARNE

Vivemos em um mundo saturado com o pecado; "...o mundo inteiro jaz no Maligno”. (1 João 5.19) O iníquo usa todos os meios possíveis para que seus "dardos inflamados" atinjam a mente do cristão. (Efésios 6.16) O apóstolo João advertiu contra os perigos no campo de batalha espiritual, o mundo.

E afinal o que é a concupiscência? 

Podemos seguramente defini-la como os desejos de nossa alma e de nossa carne. Segundo o dicionário Michaelis "Grande desejo de bens ou gozos materiais. Apetite sexual." 

Partindo dessa premissa podemos dividir essa concupiscência em três grupos:

"Concupiscência da Carne, dos Olhos e Soberba da Vida”, segundo o que nos revela o magistério do Apóstolo João. 

"Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não são do Pai, mas do mundo." (I Jo 2.16) 

A concupiscência da carne 

A concupiscência da carne é tudo o que atrai o apetite carnal e físico. Abarca o imediatismo. A satisfação pessoal e momentânea. O comer, o beber, o sexo fútil, toda e qualquer carnalidade. Embora os desejos naturais do corpo não sejam inerentemente maus (por exemplo, a necessidade de comida, bebida, e realização sexual), o diabo pode usar esses desejos lícitos (lícitos dentro de seus próprios limites) para escravizar o homem (1 Coríntios 6.12: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.). Nesta categoria de tentação, Satanás usa os desejos lícitos internos para produzir paixões carnais ilícitas (por exemplo: a gula, a fornicação). Os israelitas sucumbiram sob este tipo de pecado quando "... O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar" (1 Coríntios 10.7; Êxodo 32.6). O diabo tentou Jesus pela concupiscência da carne, quando ele pediu-lhe para transformar pedras em pães. (Mateus 4.3)

Muitas pessoas trocam, abrem mão de coisas boas, de promessas de Deus, pelo prazer momentâneo ou pelo conforto meramente material. Um grande exemplo desse tipo de mal se encontra na história de Esaú (Edom). Ele vendeu sua primogenitura a seu irmão Jacó em troca de um simples guisado vermelho. Ao fazer isso abdicou de todas as prerrogativas inerentes ao primogênito. Como por exemplo, maior quinhão na herança, no caso dos reis o direito ao trono, etc. 

"E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom (EDOM, em hebraico: vermelho). Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura.

E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura?

Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó."

E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura." (Gênesis 25.30-34)

Sabemos que mais tarde Esaú veio a se arrepender, mas já era tarde demais. Isso é um bom exemplo para nós de que decisões erradas (concernente as coisas espirituais) podem ser um caminho sem volta. 

A concupiscência dos olhos 

A concupiscência dos olhos é tudo o que atrai exigências insaciáveis do olho (Eclesiastes 1.8 = Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir). Abarca a cobiça, as conquistas materiais, a ambição não do ser, mas do ter. Por essa concupiscência muitas pessoas abandonam a Deus, seus caminhos para tornarem-se adictos do trabalho (escravos), sem tempo para a família, para aproveitar o dom da vida e principalmente para dedicar tempo e disposição para as coisas de Deus.

Um bom exemplo disso é Judas Iscariótes. Apesar de ter andado com Cristo, aprendido com Cristo, visto as obras de Cristo, foi capaz de vender sua lealdade por 30 moedas.

Nesta categoria de tentação, Satanás usa a atração externa (seja inerentemente bom, como um desejo de uma casa ou um carro, ou inerentemente mau, como um desejo para a esposa de um vizinho) para produzir a cobiça. Eva (Gênesis 3.6), e Acã (Josué 7.21) sucumbiram a esse tipo de pecado quando cobiçaram o que era proibido. 
O diabo tentou Jesus pela concupiscência dos olhos quando ele "...o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares" (Mateus 4.8-9)

A soberba da vida 

A soberba da vida é tudo o que agrada a altivez, a arrogância e o orgulho. Abarca a ambição não do Ter, mas do Ser. É a busca pelo reconhecimento pessoal no meio da sociedade que segue o sistema do mundo. Soberba, arrogância e prepotência são alguns dos frutos dessa vaidade. Em geral esse mal aflige aqueles que já conquistaram fortuna, mas isso não é o bastante. Almejam também fama e poder.
Particularmente acho esse mal o mais letal espiritualmente falando, porque é comumente encontrado no mundo, mas também no meio do povo que está nas igrejas.

Nesta categoria de tentação, Satanás usa a contemplação da realização pessoal (por exemplo, a popularidade, o sucesso acadêmico) para produzir uma atitude anárquica autossuficiente. Quando uma pessoa é vítima da soberba da vida, não é mais uma batalha contra a carne; o maligno ganhou a batalha sensual e intelectual. 
Os israelitas sucumbiram a esse tipo de pecado, quando eles "agiram com orgulho, endureceram a cerviz, e não deram ouvidos aos mandamentos [de Deus]" (Neemias 9.16). O diabo tentou Jesus pela soberba da vida, quando ele "o levou à cidade santa, colocou-o sobre o pináculo do templo”, e pediu-lhe para desafiar a Deus (Mateus 4.5-7). 

Quantos não são os homens de Deus que vendem seus ministérios por um conchavo político, que toleram o pecado dentro da igreja para manter o templo cheio, e com isso obter prestígio (Ap 2.20). Sem contar que esse tipo de concupiscência traz também em seu bojo condutas imorais, corrupção e toda sorte de mazelas. É por esse tipo de canal que se estabelece teologias materialistas, como a da prosperidade e da confissão positiva (que são quase sinônimas).


Um exemplo de alguém que se vendeu, mesmo tendo um ministério provindo de Deus é Balaão, Profeta de Deus, mas que pelas promessas de reconhecimento e de poder, ensinou Balaque a lançar tropeços diante do povo de Deus. 
"Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem." (Apocalipse 2.14)


A Definição de "Carne"


A palavra grega para "carne" no Novo Testamento é sarx, um termo que pode muitas vezes nas Escrituras referir-se ao corpo físico. No entanto, A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature (léxico grego-inglês) descreve a palavra desta forma: "o corpo físico que funciona como uma entidade; no pensamento de Paulo especialmente, todas as partes do corpo constituem uma totalidade conhecida como carne, a qual é dominada pelo pecado a tal ponto que onde quer que a carne esteja, todas as formas de pecado estão igualmente presentes e nenhuma coisa boa pode viver."

A Bíblia deixa claro que a humanidade não começou assim. O livro de Gênesis diz que a humanidade foi criada originalmente boa e perfeita: "E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.... Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" (Gênesis 1.26-27). Porque Deus é perfeito, e porque um efeito sempre representa a sua causa em essência [isto é, um Deus totalmente bom só pode criar coisas boas, ou como Jesus disse: "Uma árvore boa não pode dar maus frutos" (Mateus 7.18)], Adão e Eva foram criados bons e sem pecado. 
Entretanto, quando Adão e Eva pecaram, sua natureza foi corrompida e repassada aos seus descendentes: "Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete" (Gênesis 5.3).

A Manifestação e Luta contra a Carne

Como é que a carne se manifesta em seres humanos? A Bíblia responde a essa questão desta forma: "Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus" (Gálatas 5.19-21). 

QUALIDADES DO CARÁTER 

Caráter, no grego “charakter”, significa literalmente “estampa”, “marca”, “sinal”, “reprodução exata”.

Caráter é, portanto, aquilo que a pessoa é “por baixo” de sua personalidade. É a sua maneira de ser. É a soma de suas qualidades e defeitos morais integrados na sua personalidade, o qual determinam sua conduta em relação a Deus, a si mesmo e ao próximo.

De acordo com o dicionário Aurélio, caráter é a qualidade inerente de uma pessoa que a distingue de outra; é o conjunto de traços particulares, o modo de ser de um indivíduo, sua natureza e temperamento que o faz ser que é.

O Caráter: É o que formamos (construímos) ao longo da vida, à medida que nos relacionamos com as pessoas e com o meio que nos cerca; é aquilo que aprendemos ser, através do ensino, dos exemplos e daquilo que é aceito socialmente.

ANDAR SEGUNDO A CARNE E O AMOR AO MUNDO

A Palavra de Deus define como mundo o sistema que é contrário a Deus, como o comportamento, o jeito de se vestir, o jeito de falar, o estilo de vida e os estilos musicais dos que são infiéis a Deus.
O espírito do mundo, que é satanás, é quem está por trás do modo de pensar e de agir das pessoas que não receberam a Cristo, ou não receberam verdadeiramente a Cristo, como seu salvador.

Deus, através da sua Palavra, nos aconselha a não seguir o rumo desse mundo, não copiar o comportamento, o estilo de vida, o jeito de pensar, de falar e de se vestir dos que estão sob o domínio do espírito desse mundo.

A batalha entre as trevas e a luz é pelo coração do ser humano, a pergunta é: Vamos amar mais a luz, ou as trevas?

Se seguirmos o rumo desse mundo amaremos mais as trevas. Porém se seguirmos o rumo que palavra de Deus nos dá, amaremos mais a luz.


A Palavra de Deus nos diz: I Jo 2.15 - Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o Amor do Pai não está nele. 


I Jo 2.16- Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 


I Jo 2.17 - E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. 


Amar as coisas do mundo é um perigo constante que cerca os cristãos. Isso significa que o cristão não pode amar o sistema moralmente corrupto desse mundo, ou seja: gostar, querer, praticar, se igualar e fazer o que a sociedade, que está sob o domínio do espírito do mundo faz. 

Se a carne é fraca, como viver a vida cristã? 

É comum usarmos a frase "A carne é fraca" para justificar nossas quedas, geralmente no âmbito sexual. Mas vamos dar uma olhadinha no contexto: "E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo. E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 23.37-41)

SAINDO DA CARNE

“Digo, porém: Andai no Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne. Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis.” (Gálatas 5.16, 17).

Vivemos em guerra vinte e quatro horas por dia; sete dias por semana. Trata-se de uma batalha ininterrupta, não só contra os demônios mas contra a nossa própria carne. O apóstolo Paulo declarou que via em seu corpo uma guerra entre seu homem interior - que tinha prazer na lei de Deus, e a sua carne - que se via dominada pela lei do pecado. 

Deus nos comissionou a vencer a carne; e podemos fazê-lo! 

Esta é uma das áreas onde o Espírito Santo veio ministrar em nossas vidas para nos conduzir a um viver santo, vitorioso. E os benefícios do uso da linguagem de oração no espírito estão diretamente ligados às áreas de ação do Espírito do Senhor em nós. Em suma, se é ministério do Espírito nos fazer vencer a carne, então é certo que o falar em línguas nos auxiliará no tocante a esta área. E somente andando no Espírito venceremos os desejos e inclinações da carne.

O capítulo áureo na Bíblia sobre andar no Espírito e massacrar a carne é Romanos 8. No capítulo 7 Paulo declara que passava o conflito interior que todos nós também passamos: “o bem que quero este não faço, e o mal que não quero este faço”. Depois faz a pergunta: “quem me livrará do corpo desta morte?”, externando assim a sua incapacidade de vencer a carne. Muitos pensam que esta pergunta ficou sem resposta; mas não! Logo a seguir, ele mesmo afirma em Romanos 8.1: PORTANTO, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito". 

O capítulo 8 revela como Jesus Cristo nos dá esta vitória. Temos a provisão de Cristo para vencermos. E da mesma forma como havia dito aos gálatas que o segredo de não cumprir os desejos da carne é ANDAR NO ESPÍRITO, o apóstolo também o diz em outras palavras aos crentes de Roma.

“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8.2).

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Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.)

Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.

Email: adayl.alm@hotmail.com

Facebook: adayl manancial



BIBLIOGRAFIA

AldenirAraujo - A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida

Jânio Santos de Oliveira - As concupiscências que o mundo oferece

Mario Persona - Se a carne e' fraca, como viver a vida crista?

Vanderlei L. Borkoski- Concupiscência da Carne, Concupiscência dos Olhos e Soberba da Vida.