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domingo, 31 de dezembro de 2017

Reconhecimento de Jerusalém por Trump


O Presidente norte americano Donald Trump reconheceu o que tem sido realidade há décadas: Jerusalém é a capital de Israel. Ele declarou sua intenção de reverter décadas de hesitação presidencial norte-americana naquilo que o Congresso decidiu com grande maioria  em 1995 – mudar a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém.

A reação mundial variou entre empolgação, desapontamento e incitamento. Alguns afirmam que é profético, enquanto outros dizem que é catastrófico. Aqui vão 7 pontos para nos ajudar a pensar e orar:

1- Israel declarou em 1950 que Jerusalém era a sua capital. No entanto, desde então, somente duas nações concordaram em reconhecer esse fato, e ainda sim mudaram suas embaixadas de volta para Tel Aviv. Imagine se praticamente todas as nações do mundo se recusassem a reconhecer Washington DC como a capital dos EUA; ou Pequim como a capital chinesa; ou Paris como a capital francesa. Haveria alguma coisa “normal” em pedir a essas nações para funcionarem sob tais circunstâncias? Mas é isso o que o mundo tem exigido de Israel.

2- O Hamas e outros grupos terroristas estão dizendo que as ações de Trump em relação a Jerusalém são uma “atrocidade”. Eles estão convocando uma nova intifada. Entretanto eles nunca têm nada a dizer sobre Assad usando armas químicas, ISIS assassinando muçulmanos e cristãos, 500.000 mortos na Síria, 10 milhões de refugiados, o tratamento à mulher no mundo árabe, etc. Existem atrocidades reais no Oriente Médio que causam enfurecimento – mas essa não é uma delas. 

3- Deus predisse (ou previu) há milhares de anos que a cidade de Jerusalém seria a cidade mais controversa do mundo. Salmos 2 fala sobre as nações se enfurecendo contra Deus. A resposta de Deus é: “Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.” Zacarias 12.2-3 diz que no fim dos tempos Jerusalém será um “cálice de tontear, uma rocha inabalável” para as nações ao redor, “ferindo a si mesmas” por causa da sua posição contra Jerusalém e contra o Deus de Israel. 

4- A despeito de toda a revolta, as pessoas parecem esquecer que em toda a história, Jerusalém teve pouca importância para o mundo árabe-muçulmano. Nunca foi a capital de qualquer nação árabe; foi somente quando os judeus começaram a retornar para Israel que esse falso zelo por Jerusalém foi concebido no mundo muçulmano. Os Otomanos Islâmicos controlaram Jerusalém por 400 anos e a deixaram totalmente abandonada e desolada.

5- Por outro lado, Deus escolheu Jerusalém para ser o lugar onde sua casa seria edificada e tem sido a capital da nação judaica desde o Rei Davi, há mais de 3.000 anos. Jerusalém (ou Sião) é mencionada aproximadamente 1.000 vezes no Antigo Testamento e ZERO vezes no Alcorão.

6- A geografia dos relatos dos Evangelhos é totalmente centrada em Israel e os dias finais de Yeshua – sua morte, sua ressurreição e o nascimento da congregação primitiva da igreja – aconteceram em Jerusalém. Maomé nunca visitou Jerusalém; existe apenas uma vaga menção de uma única visita à noite em um sonho para al-Masjidal-Aqsa, que os muçulmanos afirmam ser Jerusalém. (Alcorão 17.1)

7- Os líderes mundiais (na sua maioria de esquerda) estão com medo de que a declaração dos EUA venha prejudicar seriamente o processo de paz. QUE PROCESSO DE PAZ!?!? Os palestinos estão formando um governo de unidade com os terroristas do Hamas. Eles não vão reconhecer Israel como um estado judaico. Eles ensinam seus filhos a odiarem judeus. Eles colocam nomes de terroristas nas praças, ruas e escolas de suas cidades. Nomes de terroristas que explodiram mulheres e crianças judias inocentes. Você não pode prejudicar algo que não existe. Por quase 70 anos, as nações do mundo acreditaram que NÃO reconhecer Jerusalém como a capital israelense iria de alguma forma promover a paz. Não promoveu! Como o presidente disse, se você quer atingir resultados diferentes, precisa tentar algo novo. Parabéns ao Trump por ter tido a coragem de acreditar que abraçar a realidade de Jerusalém como a capital de Israel pode ser uma chave para trazer algum tipo de paz para israelenses e palestinos. Vamos orar para que isso aconteça; e que possamos ver cada vez mais judeus e muçulmanos se voltando para Yeshua!


sábado, 30 de dezembro de 2017

DEVOCIONAL - 31 DE DEZEMBRO DE 2017

Até aqui nos ajudou o Senhor. (1 Sm 7.12)

A expressão: "Até aqui" parece-nos um marco referente ao passado. Cinquenta, setenta anos se passaram, e "até aqui nos ajudou o Senhor!" Por meio de pobreza e riqueza, doença e saúde, em casa ou fora, em terra ou mar, em honra ou desonra, em oração ou tentação — "até aqui nos ajudou o Senhor"!

É agradável olhar para trás contemplando uma longa alameda de árvores. É bonito vê-las erguendo-se como colunas de um templo, fechando a abóbada com seu arco de ramos. Da mesma forma, contemple as alamedas de seus anos passados e veja-os cobertos pelos ramos verdes da misericórdia de Deus, e os troncos, como os fortes pilares da Sua fidelidade e amor que sustentam as suas alegrias.

Não há aves cantando nas ramagens? Certo que haverá muitas, e todas elas cantam a misericórdia recebida "até aqui".

Mas esta expressão aponta também para diante. Pois quando alguém chega a um certo marco e escreve: "Até aqui", ele ainda não chegou ao fim; ainda há distâncias a percorrer. Mais provas, mais alegrias, mais tentações, mais triunfos; mais orações, mais respostas; mais labores, mais vigor, mais lutas, mais vitórias; e então vem a doença, idade, enfermidade e morte.

E agora, é o fim? Não! Há mais ainda — acordar semelhante a Jesus, tronos, harpas, cânticos, vestes brancas, a face do Salvador, a companhia dos santos, a glória de Deus, a plenitude da eternidade, a sempiterna bem-aventurança. O crente, tenha bom ânimo, e com grata confiança erija o seu "Ebenézer", pois Quem te ajudou até aqui, Te ajudará até ao fim.

Quando lido lá na plena luz do Céu, que visão gloriosa e maravilhosa não desenrolará ante os seus olhos agradecidos, o seu "até aqui".

Os pastores dos Alpes têm o bonito costume de terminar o dia cantando uns para os outros uma canção de despedida. O ar é tão cristalino, que a canção ecoa por longas distâncias. Quando a noite começa a cair, eles tomam as ovelhas e as vão conduzindo montanha abaixo, cantando: "Até aqui nos ajudou o Senhor. Louvemos o Seu nome!"

Finalmente, como suave cortesia, cantam um ao outro a amistosa despedida: "Boa-noite! Boa-noite!" As palavras são levadas pelo eco, e de lado a lado vão repercutindo mansa e docemente, até morrer a música à distância.

Assim também, falemos um com o outro dentro da noite, até que as sombras fiquem cheias de muitas vozes, encorajando a hoste de peregrinos. Que os ecos se ajuntem, até que uma verdadeira massa sonora de "aleluias" chegue em ondas até ao trono de Safira. E quando romper a manhã, nos encontraremos ante o mar de vidro, cantando com a hoste dos remidos: "Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos"!

"E outra vez disseram: Aleluia." (Ap 19.3)

Será meu canto eterno ali: "Jesus guiou-me até aqui."

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Sua alma entrou em ferro. (Sl 105.16 — Trad. Inglesa.)

Invertamos a ordem, e teremos em linguagem nossa: "Ferro entrou em sua alma". E não é isto uma verdade? Que o sofrimento e a provação, o jugo suportado na mocidade, a repressão forçada da alma, todas essas coisas conduzem a uma tenacidade férrea e a firmeza de propósito? Sim, e também a fortaleza e a capacidade de suportar as dificuldades — qualidades essas que são o indispensável alicerce e a estrutura de um caráter nobre.
Não se retraia ao sofrimento; aceite-o, suporte-o silenciosa e pacientemente; e esteja certo de que é a maneira de Deus infundir ferro na sua vida espiritual. O mundo quer punhos de ferro, energias de ferro, nervos de ferro e músculos de ferro. Deus quer santos de ferro. E como não há outra maneira de introduzir ferro em nossa natureza senão através do sofrimento, Ele nos deixa sofrer.
Será que os melhores anos da sua vida estão-se passando em forçada monotonia? Você é assediado por oposições, mal-entendidos e zombaria, que estorvam o progresso, como o pioneiro na mata virgem é embaraçado pelos cipós à sua frente? Então tome alento. O tempo não é perdido. Deus o está colocando no regime do ferro. A coroa de ferro do sofrimento precede a coroa de ouro da glória. E o ferro está entrando em sua alma para fazê-la forte e corajosa. — F. B. Meyer

Com Tua mão segura bem a minha, Pois eu tão frágil sou, ó Salvador, Que não me atrevo a dar nem um só passo Sem Teu amparo, meu Jesus, Senhor! - H. M. Wright
 
 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Jesus! Como herdar a vida eterna?

E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?
E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.
Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão. E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele. E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. 
Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

ESCATOLOGIA, O ESTUDO DAS ULTIMAS COISAS


Alguns falsos ensinadores têm introduzido no meio do povo de Deus ensinos deturpados sobre as coisas que ainda hão de acontecer. É de se lamentar que essas heresias têm desviado muitos cristãos que por sua vez perdem o gosto pelo verdadeiro ensino, contido nas Sagradas Escrituras, concernente ao futuro. O estudo da Escatologia requer muita atenção e cuidado para não entrar na classe dos falsos mestres que Paulo enfatizou que, nos últimos tempos surgiriam. Não é difícil o estudo sobre Escatologia, desde que o estudante dedicado busque a orientação de Deus que por sua vez iluminará a mente do seu discípulo. Uma coisa é certa: o Espírito Santo é o único e verdadeiro intérprete que merece toda a nossa confiança, no que tange a todo o conteúdo plausível da Bíblia Sagrada, o Livro de Deus.
No estudo da Escatologia Bíblica nos baseamos nas Profecias bíblicas. A profecia é a grande, notável e indisputável prova da origem divina da Bíblia. Jesus, Pedro, Paulo e também os escritores dos Evangelhos declararam por vezes sem conta: “Está escrito”, ou “ Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”, ou “ Conforme foi escrito pelo profeta”, etc. Vez após vez eles citaram profecias do Antigo Testamento em corroboração do que estava acontecendo. As Escrituras estavam tendo cumprimento, e eles não hesitaram em dizê-lo. Porém, existem muitas predições na Palavra de Deus que têm sido cumpridas desde os dias de Jesus, como há muitas outras que ainda esperam cumprimento.
Conforme diz o Dr. Oswald Smith, “os cumprimentos que tiveram lugar não deixam a menor sombra de dúvida quanto à autenticidade da Bíblia. Nenhum outro livro pode ser comparado com ela”.
Em Escatologia Bíblica, começamos nossa análise desde o livro de Gênesis, passamos pelo Dilúvio, nos detemos na torre de babel, escutamos as promessas a Abraão e analisamos as leis de Moisés. Tudo isso sem esquecer os fatos dos livros históricos e sintetizar as profecias do Antigo Testamento, o que nos leva a ver o fiel cumprimento de muitas dessas profecias.

O TERMO ESCATOLOGIA.

O termo escatologia deriva de duas palavras gregas: escathos e logos, que se traduzem por “últimas coisas”e “estudo” ou “tratado”. É o estudo ou doutrina das últimas coisas. É chamada bíblica, no nosso caso, porque ela pode ser extrabíblica. No estudo da escatologia bíblica, é de caráter fundamental, ter o cuidado em não apresentar falsas interpretações, evitando, com isso, questionamento e especulações. Deus nos adverte dizendo que devemos “manejar bem a Palavra da verdade.” (II Tm 2.15) “Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará”. (Habacuque 2.3)

ENTENDENDO O CAMPO DA ESCATOLOGIA BÍBLICA.

Afinal quando será o Arrebatamento da Igreja, Qual a diferença entre o Arrebatamento e a Vinda de Cristo? Que acontecerá depois da Igreja ser arrebatada? Quem será o Anticristo? Qual o real significado da Grande Tribulação? Quem estará aqui na terra durante a Grande Tribulação? Quando será o Tribunal de Cristo? Onde e quando será a batalha do Armagedom? Como será a ressurreição dos santos e qual a diferença com a ressurreição dos ímpios? Que será o milênio? Estas e muitas outras perguntas vamos encontrar sua resposta no Estudo de Escatologia Bíblica.
Littera scripta manet – “a palavra escrita permanece”, disse Horácio na Roma Antiga a mais de 2.000 anos atrás. O que caracteriza o vislumbre do cumprimento das profecias no palco da escatologia, é a maneira de como Deus trabalha para mostrar a sua vontade, revelada na palavra escrita. Este trabalho consiste em ampliar a revelação divina, nos dando a entender que a palavra escrita continua em pé, revigorada pela forte atuação e inspiração do Espírito Santo de Deus. A ordem que o profeta Jeremias recebeu do Senhor foi esta: “escreve num livro todas as palavras que eu te disse”, Jr. 30.2. Não podemos duvidar nem admitir falha na palavra de Deus. Ela é inspirada pelo Espírito Santo; 2Tm. 3.16. A inerrância das escrituras tem sua base na infalibilidade da Palavra do Senhor. Com isso podemos ir mais além do que Horácio afirmou. “a palavra escrita ‘não’ apenas permanece – ela floresce como trepadeira nas fronteiras do nosso entendimento”. Ela alcança o mais profundo dos recônditos da nossa alma”.

A IGREJA – ALVO DA REVELAÇÃO DIVINA.

Toda a revelação aponta para o futuro. O futuro consiste num plano traçado por Deus para que a Igreja caminhe neste mundo “pela fé a esta graça, na qual estando firme, gloria-se na esperança da glória de Deus”, Rm. 5.21.
A Escatologia Bíblica se torna na Igreja de Cristo, o poder literário que mantém acesa a chama da esperança na volta de Jesus. É claro que esse poder literário vivo, vem diretamente do Espírito Santo, quando lemos, cremos e mantemos nossa fé na Palavra.
Quando sabemos que a Escritura cumprirá, mesmo em meio às diversas opiniões, independe. É inquestionável que a Bíblia no decorrer da história permaneceu sem nenhum tipo de alteração em suas profecias. E mais inquestionável ainda é que essas profecias se cumpriram, outras irão se cumprir.

AS DIFERENTES CORRENTES INTERPRETATIVAS DA ESCATOLOGIA

A Profecia Bíblica jamais erra. Os intérpretes sim. A Palavra de Deus jamais errou. Ela é infalível, mas por muito tempo, têm estado sob refém de interpretações particulares, equívocos teológicos, heresias e em nosso tempo uma avalanche de especulações apocalípticas.
Qualquer erro ou equívoco quanto a acontecimentos em nossos dias, é de importante valia esclarecer, que, não deve ser colocado a Palavra de Deus sob suspeita, e sim a incoerência das muitas literaturas do gênero, as aventuras apocalípticas de determinados escritores e a falta de visão bíblica de alguns pregadores.
Considerando a grande abrangência da Escatologia, existe uma série de interpretações no tocante aos diferentes eventos contemplado por este estudo. Passaremos a ver alguns mais conhecidos:

PRE-TRIBULACIONISMO

A doutrina Pré-Tribulacionista defende a tese de que a Igreja de Cristo será arrebatada, retirada da terra antes que se inicie o período de grande tribulação, onde interpretam as, profecias bíblicas de forma literal e têm grande base no dispensacionalismo (Dispensação) crendo que Israel e Igreja são dois grupos distintos, havendo um plano de Deus exclusivo tanto para Israel como para a Igreja, e que a Grande tribulação é uma dispensação onde Deus tem como objetivo trabalhar com Israel e não com a Igreja, que já teve o seu período de salvação na dispensação da graça.

PÓS-TRIBULACIONISMO

A doutrina do Pós-Tribulacionismo vem ganhando espaço entre os estudiosos da Escatologia, este movimento ensina que a Igreja continuará na terra durante a grande tribulação e até a Segunda vinda de Cristo, onde será arrebatada até as nuvens onde se encontrará com Cristo, e retornará imediatamente a terra.

MID-TRIBULACIONISTA OU MESOTRIBULACIONISTA

De acordo com a interpretação desta corrente doutrinária do arrebatamento, a igreja passará por parte da grande tribulação, ou seja, pela primeira parte, ou seja, 42 meses Apoc. 11.1-2 e 13.5, 1260 dias Apoc. 12.6, ou tempos e um tempo e metade de um tempo. Apoc. 12.14, que é o período em que não haverá o chamado derramamento da ira de Deus, e assim a Igreja não estaria exposta a nenhum juízo ou castigo divino, visto que foi socorrida a tempo.

ARREBATAMENTO PARCIAL

Esta corrente doutrinária não se aprofunda sobre quando acontecerá o arrebatamento da igreja, se no começo no fim ou durante a grande tribulação, mas defende que nem todos os crentes serão arrebatados, mas apenas os que estiverem vigiando, e esperando por este acontecimento, a ponto de serem dignos de participarem deste evento de acordo com S. Lucas 21.36, Filipenses 3.20, Tito 2.13, II Tim. 4.8, Hebreus 9.28.

AMILENISMO

Nesta visão não haverá nenhum milênio. Se houver um reino ele está acontecendo agora, através do reinado de Cristo sobre a Sua Igreja. As condições de vida nesta era irão se deteriorando progressivamente até a volta de Jesus ao término da era da Igreja. E o retorno do Senhor será imediatamente seguido de uma ressurreição geral, de um julgamento e do início da eternidade. Esta visão foi introduzida por Agostinho no século IV ou V. Dizia ele que a Igreja é o Reino, que não há participação de Israel no Reino e que a dispensação da graça (a era atual) é o milênio. Esta é a posição sustentada até hoje pela igreja católica romana.

PÓS-MILENISMO

Nesta visão após uma crescente pregação do Evangelho e da consequente aquisição das bênçãos e melhora moral, social e espiritual da raça humana decorrentes desta pregação seria estabelecido o milênio, a partir do exato momento que a Cristandade fosse maioria na Terra. Deste ponto após mil anos viria Jesus.

PRÉ-MILENISMO

Nesta visão a segunda vinda de Cristo ocorrerá antes do milênio e Cristo, e não a igreja (como no pós-milenismo) irá estabelecer o Reino. Cristo irá literalmente reinar sobre a Terra, e durante o milênio haverá o cumprimento das promessas feitas a Abraão e a Davi. A era atual (dispensação da graça) irá vivenciar uma crescente apostasia e degeneração que culminará com a Grande Tribulação, imediatamente antes da segunda vinda do Senhor. Quando Ele retornar estabelecerá Seu Reino por 1000 anos, após os quais acontecerá a ressurreição e julgamento dos não salvos e o início da eternidade.

A ESCATOLOGIA E AS SETE DISPENSAÇÕES.

Para melhor compreender o campo da escatologia bíblica, faz-se necessário um resumido estudo sobre as sete dispensações, sabendo que, a última dispensação é para o futuro. Em nossa publicação sobre as Dispensações, as definimos da seguinte maneira: Uma dispensação é um período de tempo, longo ou curto, no qual, através de uma lei fixa, Deus prova a humanidade. Durante essa prova a humanidade deve ser fiel e obediente para que possa receber as bênçãos prometida”. A separação de épocas (ou dispensações) da História Sagrada é o método mais antigo de estudar a Palavra de Deus. Este método não só é o mais antigo, más também o mais razoável. Com este sistema de estudo o aluno aprenderá a fazer as divisões das revelações que Deus deu à raça humana. A palavra grega oikonomia é uma aglutinação do termo oikos, que significa “casa”, com o termo nomos, que significa “lei”. Quando reunidos, “a ideia central do vocábulo dispensação é a de gerenciar ou administrar os afazeres de uma casa”.

As sete dispensações são:

1 – Dispensação da Inocência. Seu início deu-se na criação e findou-se na queda de Adão. O tempo não é revelado.
2 – Dispensação da Consciência Esta dispensação começou em Gn. 3 e durou cerca de 1656 anos: de zero (0) a 1656 a.C., abrangendo o período desde a queda do homem até o dilúvio; Gn. 7.21,22.
3 – Dispensação do Governo Humano Esta dispensação começou em Gn. 8.20 e perdurou cerca de 427 anos. Desde o tempo do Dilúvio até a dispersão dos homens sobre a superfície da terra, sendo consolidada com a chamada de Abraão; Gn. 10.15;11.10-19;12.1.
4 – Dispensação Patriarcal de com o arrebatamento da Igreja; porém, oficialmente falando, seus efeitos continuarão até o terá, de acordo com a própria escritura, a duração de 1.000 anos; Ap. 20.1-6.
5- Dispensação da Lei, vai desde o chamado de Moisés até a cruz ou até o dia de Pentecostes;
6- Dispensação da Graça ou do Espirito Santo, começa no dia de Pentecostes e irá até o arrebatamento da Igreja;
7- Dispensação Milenial ou do Reino, vai da segunda vinda de Cristo (no fim da grande tribulação) e estabelecimento do Reino de Cristo, com a duração de 1.000 anos, até o Juizo Final.

Princípios de Interpretação

Outro problema a ser considerado ao estudar assuntos de escatologia (como também qualquer outro tema bíblico) concerne à necessidade de respeitar os princípios de interpretação bíblica. Além de sempre ler os versículos e as passagens dentro de seus respectivos contextos, é necessário lembrar que as passagens de ensino claro sempre tomam precedência no tratamento de um tema. Por exemplo, 1ª João é muito mais claro ao tratar do anticristo do que o livro de Apocalipse.

Respeitando Propósito/Intenção

Mais um problema a negociar é a necessidade de ler as passagens bíblicas em relação aos seus propósitos, não em sentido de responder curiosidades pessoais. A Bíblia foi escrita para tratar da necessidade do homem perante Deus, não para ensinar ciência, história, nem futurismo. No final de um estudo, nem todas as perguntas, dúvidas e questionamentos serão respondidos, pois a Bíblia não segue o propósito de responder às curiosidades humanas. Jesus mesmo disse, “Não vos compete saber os sinais e os tempos” Deus exige do homem uma dependência e confiança sem se propor necessariamente a aplacar todas as dúvidas e preocupações humanas.

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Pr. Dr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.Th.D.;D.Hu.)
(O Pr. Dr. Adaylton de Almeida Conceição foi Missionário no Amazonas e por mais de 20 anos exerceu seu ministério na República Argentina, é Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Escritor, Professor Universitário).
Blog: www.adayltonalm.spaceblog.com.br
Facebook: Adayl Manancial
Email: adayl.alm@hotmail.com
BIBLIOGRAFIA
Adaylton de Almeida Conceição – DISPENSAÇÕES ( Manancial – 1995)
Adaylton de Almeida Conceição – ESCATOLOGIA BÍBLICA (Manancial – 1982)
Alex Belmonte - Escatologia
Walter Andrade Campelo – Doutrina das ultimas coisas

Chrístopher B. Harbin - Escatologia: O Reinado Definitivo de Deus



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

DEVOCIONAL - 18 DE DEZEMBRO DE 2017

Em todas as coisas somos mais do que vencedores por aquele que nos amou. (Rm 8.37)

O evangelho é preparado de tal forma e o dom de Deus é tão grande, que podemos encarar os inimigos que nos vêm ao encontro e as forças que nos são contrárias, e fazer deles degraus para as portas do céu e a presença de Deus.

A águia que se assenta no rochedo e vê a tempestade se aproximar, contempla sossegada o céu que se enegrece e os coriscos ziguezagueando no espaço. Ela fica quieta até sentir o sopro da brisa e perceber que o furacão a alcançou. Então, com um grito, estende as asas para a tormenta e usa a própria tempestade para subir aos céus; e vai-se embora transportada por ela.

É o que Deus quer de cada um de Seus filhos, que sejam mais do que vencedores, tornando a nuvem tempestuosa, num carro. Quando um exército é mais que vencedor, ele arranca o outro do campo de batalha, tira-lhe toda a munição, alimento e suprimento, e toma posse de tudo. Pois é isto exatamente o que o nosso texto quer dizer. Há despojos a serem tomados!

Amado leitor, você já obteve os despojos? Quando passou por aquele terrível vale de sofrimento, saiu dele com despojos? Quando aquela ofensa o atingiu e você pensou que tudo estava acabado, confiou em Deus de tal forma que saiu mais rico do que entrou? Ser mais do que vencedor é tomar do inimigo os despojos e apropriar-se deles. A arma que ele havia preparado para sua derrota, tome-a para si, e use-a para o seu próprio bem.

Quando o servo de Deus, Dr. Moon, da Inglaterra, foi atingido pela cegueira, disse ele: "Senhor, eu aceito das Tuas mãos este talento da cegueira. Ajuda-me a usá-lo para a Tua glória, para que na Tua vinda possas receber com juros, o que é Teu." Então Deus o capacitou a inventar o Alfabeto Moon, para cegos, por meio do qual milhares de cegos puderam ler a Palavra de Deus e muitos foram gloriosamente salvos.

Deus não tirou o espinho de Paulo; fez coisa melhor: passou a dirigir aquele espinho e o fez servo de Paulo. Muitas vezes o ministério de espinhos tem sido muito mais útil aos homens do que o ministério de tronos.


domingo, 17 de dezembro de 2017

DEVOCIONAL - 17 DE DEZEMBRO DE 2017

E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis, para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 
Fiel é o que vos chama, e ele também o fará. 
(1 Ts 5.23, 24)

John Wesley
Desde que eu vi que sem a santificação ninguém verá o Senhor, comecei a segui-la, concitando a fazê-lo também,
com todos que me relacionava. Dez anos depois Deus me deu uma visão mais clara, de como obtê-la: pela fé no Filho de Deus. E imediatamente declarei a todos: "Nós somos salvos do pecado e somos feitos santos, pela fé." Disto testifiquei em particular, em público e por escrito e Deus o confirmou por milhares de testemunhos. Venho continuando a declará-lo por mais de trinta anos, e Deus continua a confirmar a minha obra. 
John Wesley em 1771

Eu conhecia a Jesus, e Ele era muito precioso à minha alma; mas havia algo em mim que não se conservava suave, paciente e benigno. Eu fazia o que podia para sufocá-lo, mas lá estava. Busquei a Jesus para fazer alguma coisa por mim, e quando lhe entreguei minha vontade, Ele tirou do meu coração tudo o que não queria ser suave, tudo o que não queria ser paciente, e depois fechou a porta. 
George Fox
Neste momento o meu coração não tem um grão sequer de sede de aprovação. 
Sinto-me a sós com Deus; Ele enche o vazio; não tenho um só desejo, vontade ou aspiração, senão nEle; Ele me pôs livre num lugar espaçoso. 
Tenho ficado maravilhada e surpresa de que Deus pudesse dominar completamente tudo o que há em mim, pelo amor. 
Lady Huntington

Bispo Hamline
"De repente senti como se uma mão — não fraca, mas onipotente, não de ira, mas de amor — estivesse sobre a minha fronte. Senti isto, não exteriormente, mas interiormente. Ela parecia pesar sobre todo o meu ser e difundir através de mim uma energia santa, que consumia o pecado. Enquanto descia pelo meu ser, meu coração e mente tiveram consciência desta energia purificadora da alma. Sob sua influência, prostrei-me até o chão e, na alegre surpresa do momento, dei exclamações em voz alta. Ainda a mão de poder continuava a operar, externa e internamente; e por onde se movia parecia deixar a gloriosa influência da imagem do Salvador. Por alguns minutos, o profundo oceano do amor de Deus tragou-me; todas as suas ondas e vagas passaram sobre mim. 
Bispo Hamline

Jonathan Edwards
A santidade — como então escrevi em algumas das minhas meditações sobre o assunto — afigurou-se-me como algo suave, calmo, agradável, encantador, de natureza serena, que trazia uma inexprimível pureza, claridade, paz, e arrebatamento à alma. Em outras palavras, algo que tornava a alma como um campo ou jardim de Deus, com todo tipo de preciosas flores e frutos, tudo muito agradável e tranquilo, gozando de uma doce calma e da suave vivificação dos raios do sol. 
Jonathan Edwards

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

CONTEMPLAÇÃO DA OBRA DE DEUS




Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé. Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundície, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniquidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.

Romanos 1.16-32

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Disse-lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar,... ele lhes disse: Quando orardes, dizei: ... venha o teu reino. (Lc 11.1, 2)

Quando pediram ao Mestre: "'Ensina-nos a orar", Ele levantou os olhos e percorreu os horizontes de Deus. Apanhou o supremo desejo do Eterno e, enfeixando o resumo do que o Senhor intenta fazer na vida do homem, condensou-o nestes três pontos compactos e ricos, dizendo: "quando orardes, dizei: ... venha o teu reino."
 
Que contraste entre isto e muito do que nós ouvimos em oração. Quando seguimos o intento do nosso coração, o que dizemos? "0 Senhor, abençoa-me, abençoa a minha família, minha igreja, minha cidade, meu país", e lá bem no final da nossa oração, vem um pedido pela extensão do Seu Reino.
 
Já o Mestre começa onde terminamos. A ordem certa é: o mundo primeiro, minhas necessidades pessoais em segundo. Só depois que a minha oração atingiu cada continente e as ilhas mais remotas, depois que chegou ao último homem, da raça mais obscura, depois de ter percorrido a extensão do desejo e propósito de Deus, só então, segundo o ensino do Mestre, é que peço um bocado de pão para mim.
 
Se Jesus deu o Seu tudo por nós e para nós na grandeza da Cruz, será demais que Ele peça de nós a mesma coisa? Ninguém significará muito no reino e nenhuma alma tocará sequer as orlas do poder, enquanto não tiver entendido que os negócios de Cristo são a suprema ocupação da vida e que todas as considerações pessoais, por mais importantes e caras que nos sejam, lhes são secundárias.

"E o seu reino não terá fim." (Lc 1.33.)
 
 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A Graça de Deus

Uma vez que Deus é amor, a questão da graça surge. É verdade que o amor é precioso, mas o amor deve ter sua expressão. Quando o amor é expresso, torna-se graça. Graça é amor expresso. O amor é algo em Deus. Mas quando esse amor vem até você, torna-se graça. Se Deus for somente amor, Ele é muito abstrato. Mas agradecemos ao Senhor porque embora o amor seja algo abstrato, com Deus ele é imediatamente transformado em algo concreto. O amor interior é abstrato, mas a graça exterior deu-lhe substância. Por exemplo, você pode ter pena de um indigente, pode amá-lo e ter simpatia por ele. Mas se não lhe der comida e roupa, o máximo que você poderia dizer é que o ama. Não poderia dizer que você é graça para ele. Quando poderá dizer que tem graça para com ele? Quando lhe der um prato de arroz ou uma peça de roupa ou algum dinheiro, e quando a comida, roupa ou dinheiro o alcançar, seu amor torna-se graça. A diferença entre amor e graça reside no fato de que o amor é interior e graça é exterior. Amor é principalmente um sentimento interno, enquanto graça é um ato externo. Quando o amor é transformado em Ação, torna-se graça. Quando a graça volta a ser sentimento, ela é amor. Sem o amor, a graça não pode vir à existência. A graça existe porque o amor existe. A definição de graça não é apenas um ato de amor. Devemos acrescentar algo mais a isso. Graça é um ato de amor para com o necessitado. Deus ama ao Seu Filho unigênito. Mas não existe o elemento graça nesse amor. Ninguém pode dizer que Deus trata Seu Filho com graça. Deus também ama os anjos, mas isso tampouco pode ser considerado como graça. Por que não é graça o amor do Pai para com o Filho e o amor de Deus para com os anjos? A razão é que não há perdas ou faltas envolvidas. Há somente amor; não existe a ideia de graça. Somente quando há perdas e faltas, quando não existe maneira para resolvermos nossos problemas por nós mesmos, é que o amor torna-se real como graça. Visto que somos pecadores, somos os que têm problemas, e não temos como solucioná-los. Mas Deus é amor e Seu amor é manifestado a nós como graça.
Portanto, quando o amor flui no mesmo nível, ele é simplesmente amor. Mas quando ele flui para baixo, é graça. Por isso, os que nunca estiveram em uma situação miserável jamais podem receber graça. O amor também pode fluir para um nível mais elevado. Mas quando isso ocorre, não é graça. O amor também pode fluir entre níveis iguais. Quando isso ocorre, também não é graça. Somente quando o amor flui em direção inferior é graça. Se quer estar acima de Deus ou quer ser igual a Deus, você nunca verá o dia da graça. Somente os que estão abaixo de Deus podem ver o dia da graça. Isso é o que a Bíblia nos mostra acerca da diferença entre amor e graça. Embora a Bíblia mencione o amor do Senhor Jesus, ela dá maior atenção à graça do Senhor Jesus. A Bíblia também fala da graça de Deus, mas ela dá maior atenção ao amor de Deus. Não estou dizendo que não existe o amor do Senhor Jesus e a graça de Deus na Bíblia. Mas a ênfase na Bíblia está no amor de Deus e na graça do Senhor Jesus. Como foi que Paulo saudou a igreja em Corinto? “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2 Co 13.13). Você não pode mudar a sentença para ler: “A graça de Deus, e o amor do Senhor Jesus Cristo, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós”. Você não pode fazer isso, porque a ênfase da Bíblia está no amor de Deus e na graça do Senhor Jesus. Por que é assim? Porque foi o Senhor Jesus quem cumpriu a salvação. Foi Ele quem concretizou o amor e efetuou a graça. O amor de Deus tornou-se graça por meio da obra do Senhor Jesus. Portanto, a Bíblia diz-nos que a lei foi dada por intermédio de Moisés, mas a graça veio por meio de Jesus Cristo (Jo 1.17).