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sábado, 19 de agosto de 2017

Phobeo: Temor do Senhor

 
Existem duas palavras em Hebraico utilizadas para “Temor”: Pakhadפחד – significa medo em geral. Yir'ahיראה – um temor mais reverencial associado a autoridade, poder e santidade.

Já no Grego temos essencialmente uma única palavra – Phobeo, que é raiz de palavras relacionadas a “fobia”. Tal palavra é encontrada cerca de cem vezes na Nova Aliança, e sete vezes em Lucas 12; o capítulo no qual Yeshua define o que é o temor do Senhor.

Apesar de haver apenas uma palavra no grego de Lucas 12, existem três diferentes significados, de acordo com o contexto. Dois são ruins e um é bom.

    Versículo 4: Covardia, pavor, medo do homem, medo do mal – ruim

   Versículo 5 (três vezes): temor santo e reverencial a Deus – bom

   Versículo 7.32: insegurança, preocupação, medo de que Deus te rejeite – ruim.

Lucas 12.4 –Não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer.

Como crentes em Yeshua e no Deus de Israel, deveríamos ser destemidos e corajosos. A covardia não faz parte do nosso caráter, pois ela não tem parte com o caráter de Deus. Não tememos o mal, nem pessoas ruins, nem o diabo e nem qualquer maldade. Nós não “tememos o homem”. 

Por outro lado, tememos a Deus. 

Lucas 12.5 – Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer.

Deus é santo e todo-poderoso. Ele pune o mal. O temor do Senhor é eterno. A pura reverência à sua santidade, ao seu poder e à sua aversão pelo mal é algo muito belo. Quando existem grandes milagres, devem vir acompanhados do temor a Deus. Ele que é poderoso para curar as doenças, também é poderoso para punir os pecados. Ambos, o pecado e a doença, são maus. E o santo poder de Deus destrói o mal.

Se nós nos regozijamos em seu poder para curar os doentes, deveríamos igualmente ter um profundo temor de seu poder de punir os pecados. Seu poder de destruir o mal é assombroso. “Assombro” é uma boa maneira de definir o temor a Deus. Ele é assombroso; diante dele temos reverente admiração.

Lucas 12.7, 32 – Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais… Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino.

Nós não temos medo de Deus como se ele fosse mau. Deus é bom. Ele nos ama. Nós somos preciosos aos seus olhos. Ele quer nos dar tudo o que é bom. Não sofremos com insegurança, nem falta de confiança, nem medo de rejeição e nem de auto condenação.

Deus nos ama tanto que qualquer forma de dúvida ou preocupação é lançada para fora de nós. Somos totalmente aceitos em seu amor. Vamos buscar este lindo equilíbrio: não temos nem covardia nem insegurança; pelo contrário, temos o santo, assombroso e belo temor do Senhor.

por Asher Intrater 

sábado, 12 de agosto de 2017

O QUE É EVANGELIZAÇÃO

O EVANGELHO

A Palavra evangelho é citada 72 vezes no Novo Testamento, vem do grego “evanguélion”, que significa “boas-novas, boas notícias” (Mc 1.1, 1.15, 16.15). O Evangelho teve seu início logo após o pecado, quando Deus prometeu que viria o descendente da mulher e este pisaria a cabeça da serpente (Gn 3.15).

Evangelização - É o ato de comunicar o evangelho. É o ato de evangelizar. A palavra "evangelização" indica ação, significando "pregar o evangelho". Mas o que é evangelizar? Devo dizer que não existe unanimidade quanto a este conceito. Existem dois conceitos básicos sobre o que seria evangelizar:
Evangelizar é a comunicação do evangelho à alguém de tal maneira que este pudesse tomar uma decisão consciente de aceitação ou rejeição à pessoa de Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Exercer a evangelização é alcançar o homem fragilizado pelo pecado com as boas novas de alegria e de salvação. A ideia fundamental de evangelização é a de passar a experiência de conversão para outros.

Evangelizar é apresentar Jesus Cristo no poder do Espírito Santo, para que os homens ponham sua confiança em Deus e entendam e aceitem que Jesus Cristo é o único caminho, a única verdade, a única esperança de salvação e que Nele há vida eterna.

POR QUE TEMOS QUE EVANGELIZAR

A missão precípua dada pelo Senhor Jesus Cristo à Sua Igreja é manter através de seus membros o programa ativo da Evangelização. Em Mateus 28.18-20 o Senhor, solenemente, nos apresenta esse programa básico e primordial da atuação da Igreja no mundo, em todas as épocas: “fazer discípulos”. Como? Evangelizando, discipulando, reproduzindo. Esse processo cumpre cabalmente à “grande comissão”.

A missão da Igreja

Quando pensamos porque a igreja existe, logo nos vem ao pensamento a palavra de Pedro: "a fim de proclamardes as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe. 2.9). A primeira frase diz o propósito de Deus para nós. “Afim de” significa finalidade, objetivo, razão de existir.
O Evangelho é o agente transformador do caráter do ser humano, por isso Deus comissionou à Igreja fazer a evangelização a todos os povos e etnias (Mc 16.15) no afã de possibilitar a restauração do ser humano ao status quo da criação: imagem e semelhança de Deus (quanto ao caráter), dignidade, plena felicidade, comunhão com Deus e vida eterna.

Conhecimento do valor e da situação da alma humana

Sabemos muito bem que uma alma vale mais do que o mundo inteiro e que Deus amou a humanidade de tal forma que mandou o seu Filho para morrer por ela. Mas a situação de todas as almas é de condenação e perdição. "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus..." (Rm 3.23)

Responsabilidade diante de Deus

A ideia da responsabilidade pessoal e a de prestar contas a Deus, o juiz soberano, era um estímulo importante à evangelização na igreja primitiva. Com certeza todos iremos comparecer diante de Deus e prestaremos contas pela divulgação ou não do evangelho de Cristo.
"Pelo que desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé..." (2 Co 5.9-11)

"Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares para dissuadir o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o requererei da tua mão. Todavia se advertires o ímpio do seu caminho, para que ele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade; tu, porém, terás livrado a tua alma." (Ez 33.8,9)

A missão da Igreja é Evangelizar

Quando pensamos porque a igreja existe, logo nos vem ao pensamento a palavra de Pedro: "a fim de proclamardes as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe. 2.9). A primeira frase diz o propósito de Deus para nós. “Afim de” significa finalidade, objetivo, razão de existir.
Alguém perguntaria “porque Deus nos salva e logo nos envia a testemunhar aos outros?” A Bíblia diz que Ele nos salvou para sermos uma nação santa, povo de propriedade exclusiva Dele, ou seja, ministros, embaixadores (representantes) do Reino de Deus e nos envia para alcançar os outros. Ele os ama e quer chamá-los também para o seu Reino. E nós — e não os anjos — temos o privilégio de sermos "mensageiros de Deus", representantes do Reino (nação) celestial.
O evangelho foi anunciado na prática e coisas maravilhosas aconteceram. “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Salmos 126.5, 6). Quem dera se todos os membros de nossas igrejas convidassem pelo menos uma pessoa para os cultos semanais. Quem dera se nós líderes procurássemos incentivar mais e fôssemos exemplo na proclamação do evangelho em lugares esquecidos de nossa cidade.

A igreja precisa compreender qual é a sua identidade

A confusão na igreja se dá quando ela não consegue compreender a sua identidade, quem ela é ou a sua vocação. A falsa imagem da igreja pode conduzi-la ao erro. Vejamos algumas imagens falsas:
A igreja como clube de religiosos. Funciona como um clube social onde Deus é o objeto em comum das pessoas. Seus membros contribuem financeiramente, mas exigem certos privilégios, status e vantagens. Essas pessoas ainda não compreenderam que “a igreja é a única sociedade cooperativa do mundo que existe para o benefício de seus não-membros” (William Temple).

A COMISSÃO

A igreja de Jesus não pode ficar circunscrita às quatro paredes, ela precisa ir adiante, levar a mensagem do evangelho de Cristo.
A análise dos textos finais dos evangelhos segundo Mateus, Marcos, Lucas e João, e do início de Atos, revela a teologia bíblica da Grande Comissão. Tais textos não se encontram em oposição, antes se complementam, a partir deles a Igreja aprende a obedecer ao imperativo missionário.
Em Mt. 28.19, diz Jesus, “indo”, na verdade o ide, “poreoumai” em grego não está no imperativo, mas no particípio.

O Senhor sabia que a Igreja iria, já que essa é a condição de ser Igreja, ela não pode ficar estagnada, acomodada em um mesmo lugar.

O imperativo está no “fazei discípulos”, que está atrelado à instrução de Cristo, haja vista que compete à Igreja ensinar aos discípulos a “guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado”.

O TESTEMUNHO PESSOAL (Evangelismo pessoal)

O testemunho pessoal é o trabalho feito pelos membros da Igreja, com pessoas determinadas, como vizinhos, colegas de trabalho ou escolas, nos relacionamentos familiares, costumeiros e eventuais, na visitação a pessoas em casas, nos hospitais, nos presídios, com componentes de grupos específicos como drogados, prostitutas, homossexuais, menores, judeus e pessoas de outros grupos raciais etc.

Mas devemos lembrar que a grande força do evangelismo pessoal está na postura pessoal cristã autêntica, no contexto das várias áreas de convivência (família, escola, emprego, sociedade etc.). Ela é essencial para cumprir com eficiência a responsabilidade evangelística pessoal, aproximando as pessoas, por nós influenciadas dessa maneira, a se aproximarem do Senhor Jesus Cristo, conhecê-Lo e aceitá-Lo como Salvador e Senhor pessoal.
O “testemunho pessoal” está amplamente evidenciado na Bíblia como meio eficaz de evangelização, pois:
É ordem do Senhor – Mateus 28.18-20

É dever de todo o verdadeiro cristão – Lucas 24.48; Atos 1.8; 2 Timóteo 4.2

É privilégio – João 20.21

É responsabilidade – Ezequiel 33.7,8; Romanos 1.14 (exemplo de Paulo)

É obrigação irrecusável – 1 Coríntios 9.16

É prova de amor – Mateus 18.11-13; 1 Tessalonicenses 2.8.

Devemos lembrar que a nossa atuação é meramente “instrumental”, pois o Espírito Santo é quem nos usa para realizá-la. Nós somos o instrumento usado por Deus, não convertemos a ninguém, o Espírito Santo é quem opera, com poder, para a conversão verdadeira – João 16.7-11; Lucas 24.49; Atos 1.8.

Em 2 Coríntios 5:20, Paulo ilustra com muita propriedade o exercício dessa responsabilidade, comparando-nos com o “embaixador”. Um “embaixador” age “em nome de”, como representante legítimo e credenciado para falar pelo representado, como se ele estivesse presente! 

O EVANGELISMO DE MASSA (Pregação ao público)

Pode ser feita através da reunião evangelística programada como trabalho habitual, em horário preestabelecido, na Igreja local; através de campanhas especiais, no próprio templo ou em lugares amplos escolhidos para esse fim; através de programações radiofônicas e de TV; através de literatura publicada e distribuída amplamente; com grupos específicos reunidos, para o fim de serem evangelizados, como colegiais, profissionais liberais e outros.

Tudo o que se mencionou acima, quanto ao evangelismo pessoal, tem a ver, também, com o exercício da evangelização de caráter público. São condições e características imperiosas que dizem respeito aos que se envolvem com esse importante ministério do Senhor.

Os que são responsáveis pela pregação pública do Evangelho devem ser homens de Deus, dotados espiritualmente para esse tipo de trabalho (veja Efésios 4.11), que devem ter consciência da sua condição de instrumentos do Senhor para pregar a Palavra e não as suas ideias, sem qualquer preocupação de projeção ou destaque pessoal, fazendo o trabalho sem orgulho ou vaidade, mas com humildade e total dependência do Senhor.

Está comprovado que a maioria das pessoas que foram alcançadas pelo evangelho, foram alcançadas através de um familiar, de um amigo ou de uma amiga do trabalho ou da escola. Gente que foi a um acampamento ou a uma reunião da igreja a convite de alguém do seu meio de relacionamento. No Novo Testamento temos o exemplo de André, que era discípulo de João Batista, que imediatamente após reconhecer Jesus como o Messias, apressou-se a apresentá-lo a seu irmão Pedro. Comecemos pelo mais simples e óbvio.

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Pr. Dr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.;Th.M.;Th.D.;D.Hu.)

Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.

(O Pr. Dr. Adaylton de Almeida Conceição, foi Missionário no Amazonas e por mais de 20 anos exerceu seu ministério na Republica Argentina; é Licenciado, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia e Diretor da Faculdade Teológica Manancial).

Email: adayl.alm@hotmail.com

Facebook: adayl manancial

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BIBLIOGRAFIA 

Agnaldo Almeida – Evangelização é o dever de todo cristão

Eber S. Jamil – Evangelismo

Timóteo Carriker - O que é o evangelismo?

Vinícius Musselman Pimentel- O que é Evangelismo

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

DEVOCIONAL - 12 de Agosto de 2017

Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas. (2 Pe 1.4)

O navio é construído para ficar sobre as armações? Absolutamente! Ele é feito para navegar, e preparado para as tempestades. Quem o construiu preparou-o tendo em mente os temporais e furacões; e se não, foi um construtor muito falho.

Quando Deus fez de nós crentes em Cristo, Ele tinha em mente provar-nos; e quando nos deu promessas e mandou que confiássemos nelas, deu-nos promessas que podiam aguentar tempestades e embates. Você acha que Deus fabrica imitações, como aqueles fabricantes de salva-vidas, que fizeram alguns, que faziam bela vista na vitrina, mas sem utilidade alguma na água?

Já ouvimos falar de espadas que não tinham utilidade na guerra; e até mesmo de sapatos que foram feitos para se comprar mas nunca para se calçar. Os sapatos que Deus faz são de ferro e de bronze, e podemos percorrer com eles todo o caminho para o céu, sem que se gastem; e com os salva-vidas que Ele faz, podemos atravessar mil Atlânticos sem perigo de afundar. Suas promessas foram feitas para serem experimentadas e provadas.

Nada desagrada tanto a Cristo como Seu povo fazer alarde dEle, mas nunca se utilizar de Seu poder. Ele Se deleita em que nos sirvamos dEle. As bênçãos da aliança que Deus fez conosco não estão ali só para serem admiradas, mas para serem utilizadas por nós. Mesmo o Senhor Jesus nos é dado para nosso uso. Não estamos nos apropriando de Cristo como devíamos.

Ó leitor, eu lhe rogo, não trate as promessas de Deus como se fossem curiosidades para um museu, use-as como fontes de conforto diário. Confie no Senhor toda vez que lhe sobrevier uma dificuldade. — C. H. Spurgeon

Como poderá Deus negar uma bênção que Ele mesmo prometeu?

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

DEVOCIONAL - 10 DE AGOSTO DE 2017

Quando, pois, soube que Lázaro estava doente ainda se demorou dois dias no lugar onde estava. (Jo 11.6)

No começo deste maravilhoso capítulo está a afirmativa: "Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro". Isto é para nos ensinar que, no centro e na base de todas as operações de Deus em nós, por mais escuras e misteriosas que sejam, está o amor de Deus: infinito, imerecido e imutável. Precisamos crer nisto de todo o coração. O amor permite o sofrimento. As irmãs não tiveram dúvida de que ele viria, ignorando todos os riscos, para evitar a morte de seu irmão, mas, "quando... soube que estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava".

Ele Se absteve de ir, não porque não os amasse, mas sim porque os amava. Foi o Seu amor que O impediu de Se apressar em direção aos amigos angustiados. Se o amor fosse menos infinito, teria corrido no mesmo instante para aliviar aqueles corações amados e aflitos, para pôr fim ao seu sofrimento e ter o prazer de enxugar e estancar-lhes as lágrimas, afastando a dor e o gemido. Só o amor divino pôde conter a impetuosidade da compaixão do Salvador até que o Anjo da Dor houvesse completado seu trabalho.

Quem pode calcular quanto devemos à dor e ao sofrimento? Sem eles teríamos pouca aplicação para muitas das principais virtudes da vida cristã. Onde estaria a fé, sem as aflições para prová-la? Onde a paciência, se não tivéssemos dores a suportar? Ou a experiência, sem a tribulação para a desenvolver? 

Somos filhos de Deus;
Bem-amados de Deus;
Ele sabe o que faz,
Estejamos em paz.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

HERÓIS DA FÉ


Adoniram Judson
Missionário, pioneiro à Birmânia
(1788-1850)


O missionário, magro e enfraquecido pelos sofrimentos e privações, foi conduzido entre os mais endurecidos criminosos, com gado, a chicotadas e sobre a areia ardente, para a prisão. Sua esposa conseguiu entregar-lhe um travesseiro para que pudesse dormir melhor no duro solo da prisão. Porém ele descansava ainda melhor porque sabia que dentro do travesseiro, que tinha abaixo da cabeça, estava escondida a preciosa porção da Bíblia que traduzira com grandes esforços para a língua do povo que o perseguia.

Aconteceu que o carcereiro requisitou o travesseiro para o seu próprio uso! Que podia fazer o pobre missionário para readquirir seu tesouro? A esposa então preparou, com grandes sacrifícios, um travesseiro melhor e conseguiu trocá-lo com o do carcereiro. Dessa forma a tradução da Bíblia foi conservada na prisão por quase dois anos; a Bíblia inteira, depois de completada por ele, foi dada, pela primeira vez, aos milhões de habitantes da Birmânia. Em toda a história, desde o tempo dos apóstolos, são poucos os nomes que nos inspiram tanto a esforçarmo-nos pela obra missionária como os nomes desse casal, Ana e Adoniram Judson. Em certa igreja em Malden, subúrbio de Boston, encontra-se uma placa de mármore com a seguinte inscrição:

Memorial
Rev. Adoniram Judson
Nasceu: 9 - agosto - 1788
Morreu: 12 - abril - 1850
Lugar de seu nascimento: Malden
Lugar de seu sepultamento: o mar
Seu monumento: OS SALVOS DA BIRMÂNIA E A BÍBLIA BIRMANESA
Seu histórico: nas alturas

Adoniram fora uma criança precoce; sua mãe ensinou-o a ler um capítulo inteiro da Bíblia, antes de ele completar quatro anos de idade.

Seu pai inculcou-lhe o desejo ardente de, em tudo quanto fazia, aproximar-se sempre da perfeição, sobrepondo-se a qualquer de seus companheiros. Esta foi a norma de toda a sua vida.

O tempo que passou nos estudos foram os anos em que o ateísmo, que teve sua origem na França, se infiltrou no país. O gozo de seus pais, ao saberem que o filho ganhara o primeiro lugar na sua classe, transformou-se em tristeza, quando ele os informou de que não mais acreditava na existência de Deus. O recém-diplomado sabia enfrentar os argumentos de seu pai, que era pastor instruído, e jamais sofrera de tais dúvidas. Contudo as lágrimas e admoestações de sua mãe, depois de o moço sair da casa paterna, estavam sempre perante ele.

Não muito depois de "ganhar o mundo", na casa dum tio, encontrou-se com um jovem pregador. Este conversou com ele tão seriamente acerca da sua alma, que Judson ficou muito impressionado. Passou o dia seguinte sozinho, em viagem a cavalo. Ao anoitecer, chegou a uma vila onde passou a noite numa pensão. No quarto contíguo ao que ele ocupou, estava um moço moribundo, e Judson não conseguiu reconciliar o sono durante a noite. - O moribundo seria crente? Estaria preparado para morrer? Talvez fosse "livre pensador", filho de pais piedosos que oravam por ele! O que também o perturbava era a lembrança dos seus companheiros, os alunos agnósticos do colégio de Providence. Como se envergonharia, se os antigos colegas, especialmente o sagaz compadre Ernesto, soubessem o que agora sentia em seu coração!

Ao amanhecer o dia, disseram-lhe que o moço morrera. Em resposta à sua pergunta, foi informado de que o falecido era um dos melhores alunos do colégio de Providence, cujo nome era Ernesto!

Judson, ao saber da morte de seu companheiro ateu, ficou estupefato. Sem saber como, estava em viagem de volta a casa. Desde então desapareceram todas as suas dúvidas acerca de Deus e da Bíblia. Soavam-lhe constantemente aos ouvidos as palavras: "Morto! Perdido! Perdido!"

Não muito depois deste acontecimento, dedicou-se solenemente a Deus e começou a pregar. Que a sua consagração era profunda e completa ficou provado pela maneira como se aplicou à obra de Deus.

Nesse tempo, Judson escreveu à noiva: "Em tudo que faço, pergunto a mim mesmo: Isto agradará ao Senhor?... Hoje alcancei maior grau do gozo de Deus, tenho sentido grande alegria perante o seu trono".

É assim que Judson nos conta a sua chamada para o serviço missionário: "Foi quando andava num lugar solitário, na floresta, meditando e orando sobre o assunto e quase resolvido a abandonar a ideia, que me foi dada a ordem: 'Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura'. Este assunto foi-me apresentado tão claramente e com tanta força, que resolvi obedecer, apesar dos obstáculos que se apresentaram diante de mim".

Judson, com quatro dos seus colegas, reuniram-se junto a um montão de feno, para orarem e ali solenemente dedicarem, perante Deus, suas vidas para levar o Evangelho "aos confins da terra". Não havia qualquer junta de missões para os enviar. Contudo, Deus honrou a dedicação dos moços, tocando nos corações dos crentes, para suprirem o dinheiro. Judson foi chamado, então, a ocupar um lugar no corpo docente na universidade de Brown, mas recusou o convite. Depois foi chamado a pastorear uma das maiores igrejas da América do Norte. Este convite, também, foi rejeitado. Foi grande o desapontamento de seu pai e o choro de sua mãe e irmã ao saberem que Judson se oferecera para a obra de Deus no estrangeiro, onde nunca fora proclamado o Evangelho.

A esposa de Judson mostrou ainda mais heroísmo porque era a primeira mulher que sairia dos Estados Unidos, como missionária. Com a idade de dezesseis anos, teve a sua primeira experiência religiosa. Vivia tão entregue à vaidade que seus conhecidos receavam o castigo repentino de Deus sobre ela. Então, em certo domingo, enquanto se preparava para o culto, ficou profundamente comovida pelas palavras: "Aquela que vive nos prazeres, apesar de viver, está morta". Acerca da sua vida transformada, escreveu-lhe ela mais tarde: "Eu desfrutava dia após dia, a doce comunhão com o bendito Deus; no coração sentia o amor que me ligava aos crentes de todas as denominações; achei as sagradas Escrituras doces ao paladar, senti tão grande sede de conhecer as coisas religiosas que, frequentemente, passava quase noites inteiras lendo". Todo o ardor que mostrara na vida mundana agora o sentia na obra de Cristo. Por alguns anos, antes de aceitar a chamada missionária, era professora e se esforçava em ganhar os alunos para Cristo.

Adoniram, depois de despedir-se de seus pais para iniciar sua viagem à Índia, foi acompanhado até Boston por seu irmão, Elnatã, moço ainda não-salvo. No caminho, os dois apearam dos seus cavalos, entraram na floresta e lá, de joelhos, Adoniram rogou a Deus que salvasse seu irmão. Quatro dias depois, os dois se separaram para não se verem mais neste mundo. Alguns anos depois, porém, Adoniram teve notícias de que seu irmão recebera também a herança no reino de Deus.

Judson e sua esposa embarcaram para a Índia em 1812, passando quatro meses a bordo do navio. Aproveitando essa oportunidade para estudar, os dois chegaram a compreender que o batismo bíblico é por imersão, e não por aspersão, como a sua denominação o praticava. Não considerando a oposição de seus muitos conhecidos, nem o seu sustento, não vacilaram em informar isso àqueles que os tinham enviado. Foram batizados por imersão no porto de desembarque, Calcutá.

Expulsos logo dessa cidade, por causa da situação política, fugiram de país em país. Por fim, dezessete longos meses depois de partirem da América, chegaram a Rangum, na Birmânia. Judson estava quase exausto por causados horrores que sofrera a bordo; sua esposa, estava tão perto da morte que não mais podia caminhar, sendo levada para terra em uma padiola.

O império da Birmânia de então era mais bárbaro, e de língua e costumes mais estranhos do que qualquer outro país que os Judson tinham visto. Ao desembarcarem os dois, em resposta às orações feitas durante as longas vigílias da noite, foram sustentados por uma fé invencível e pelo amor divino que os levava a sacrificar tudo, para que a gloriosa luz do Evangelho raiasse também nas almas dos habitantes desse país.

Agora, um século depois, podemos ver como o Mestre dirigia seus servos, fechando as portas, durante a prolongada viagem, para que não fossem aos lugares que esperavam e desejavam ir. Hoje pode-se ver claramente que Rangum, o porto principal da Birmânia, era justamente o ponto mais estratégico para iniciar a ofensiva da Igreja de Cristo contra o paganismo no continente asiático.

No difícil estudo do idioma birmanês foi necessário fazer o seu próprio dicionário e gramática. Passaram-se cinco anos e meio antes de fazerem o primeiro culto para o povo. No mesmo ano batizaram o primeiro convertido apesar de cientes da ordem do rei de que ninguém podia mudar de crença sem ser condenado à morte.

Ao sair da sua terra para ser missionário, Judson levava uma soma considerável de dinheiro. Essa quantia ele a ganhara de seu emprego e parte recebeu-a de ofertas de parentes e amigos. Não só colocou tudo isto aos pés daqueles que dirigiam a obra missionária mas, também, a elevada quantia de cinco mil e duzentos rúpias que o Governador Geral da Índia lhe pagara por seus serviços prestados por ocasião do armistício de Yandabo.

Recusou o emprego de intérprete do governo, com salário elevado, escolhendo antes sofrer as maiores privações e o opróbrio, para ganhar as almas dos pobres birmaneses para Cristo.

Durante onze meses, esteve preso em Ava. (Ava era naquele tempo a capital da Birmânia.) Passou alguns dias, com mais sessenta outros sentenciados à morte, encerrado em um edifício sem janelas, escuro e quente, abafado e imundo em extremo. Passava o dia com os pés e mãos no tronco. Para passar a noite, o carcereiro enfiava-lhe um bambu entre os pés acorrentados, juntando-o com outros prisioneiros e, por meio de cordas, arribava-os para apenas os ombros descansarem no chão. Além desse sofrimento, tinha de ouvir constantemente gemidos misturados com o falar torpe dos mais endurecidos criminosos da Birmânia. Vendo os outros prisioneiros arrastados para fora para morrer às mãos do carrasco, Judson podia dizer: "Cada dia morro". As cinco cadeias de ferro pesavam tanto, que levou as marcas das algemas no corpo até a morte. Certamente ele não teria resistido, se a sua fiel esposa não tivesse conseguido permissão do carcereiro para, no escuro da noite, levar-lhe comida e consolá-lo com palavras de esperança.

Um dia porém, ela não apareceu; essa ausência durou vinte longos dias. Ao reaparecer, trazia nos braços uma criancinha recém-nascida.

Judson, uma vez liberto da prisão, apressou-se o mais possível a chegar a casa, mas tinha as pernas estropiadas pelo longo tempo que passara no cárcere. Fazia muitos dias que não recebia notícias de sua querida Ana! - Ela ainda vivia? Por fim, encontrou-a, ainda viva, mas com febre, e próximo de morte.

Dessa vez ela ainda se levantou, mas antes de completar 14 anos na Birmânia, faleceu. Comove a alma ao ler a dedicação de Ana Judson ao marido, e a parte que desempenhou na obra de Deus, e em casa até o dia da sua morte.

Alguns meses depois da morte da esposa de Judson, a sua filha também morreu. Durante os seis longos anos que se seguiram, ele trabalhou sozinho, casando-se, então, com a viúva de outro missionário. A nova esposa, gozando os frutos dos esforços incessantes na Birmânia, mostrou-se tão dedicada ao marido como a primeira.

Judson perseverou durante vinte anos para completar a maior contribuição que se podia fazer à Birmânia, a tradução da Bíblia inteira na própria língua do povo.

Depois de trabalhar constantemente no campo estrangeiro durante trinta e dois anos, para salvar a vida da esposa, embarcou com ela e três dos filhos, de volta à América, sua terra natal. Porém, em vez de ela melhorar da doença que sofria, como se esperava, morreu durante a viagem, sendo enterrada em Santa Helena, onde o navio aportou.

- Quem poderá descrever o que Judson sentiu ao desembarcar nos Estados Unidos, quarenta e cinco dias depois da morte da sua querida esposa?! Ele, que estivera ausente durante tantos anos da sua terra, sentia-se agora perturbado acerca da hospedagem nas cidades de seu país. Surpreendeu-se, depois de desembarcar, ao verificar que todas as casas se abriam para recebê-lo. Seu nome tornara-se conhecido de todos. Grandes multidões afluíam para ouvi-lo pregar. Porém, depois de passar trinta e dois anos ausente na Birmânia, naturalmente, sentia-se como se estivesse entre estrangeiros, e não queria levantar-se diante do público para falar na língua materna. Também sofria dos pulmões e era necessário que outrem repetisse para o povo o que ele apenas podia dizer balbuciando.

Conta-se que, certo dia, num trem, entrou um vendedor de jornais. Judson aceitou um e, distraído, começou a lê-lo; o passageiro ao lado chamou-o a atenção, dizendo que o rapaz ainda esperava o níquel pelo jornal. Olhando para o vendedor, pediu desculpas, pois pensara que oferecessem o jornal de graça, visto que ele estava acostumado a distribuir muita literatura na Birmânia sem cobrar um centavo, durante muitos anos.

Passara apenas oito meses entre seus patrícios, quando se casou de novo e embarcou pela segunda vez para a Birmânia. Continuou a sua obra naquele país, sem cansar, até alcançar a idade de sessenta e um anos. Judson foi, então, chamado a estar com o seu Mestre enquanto viajava longe da família. Conforme o seu desejo, foi sepultado em alto mar.

Adoniram Judson costumava passar muito tempo orando de madrugada e de noite. Diz-se que gozava da mais íntima comunhão com Deus enquanto caminhava apressadamente. Os filhos, ao ouvirem seus passos firmes e resolutos dentro do quarto, sabiam que seu pai estava levando suas orações ao trono da graça. Seu conselho era: "Planeja os teus negócios se for possível, para passares duas a três horas, todos os dias, não só em adoração a Deus, mas orando em secreto".

Sua esposa conta que, durante a sua última doença, antes de falecer, ela leu para ele a notícia de certo jornal, acerca da conversão de alguns judeus na Palestina, justamente onde Judson queria trabalhar antes de ir à Birmânia. Esses judeus, depois de lerem a história dos sofrimentos de Judson na prisão de Ava, foram inspirados a pedir, também, um missionário e assim iniciou-se uma grande obra entre eles.

Ao ouvir isto, os olhos de Judson se encheram de lágrimas, tendo o semblante solene e a glória dos céus estampada no rosto, tomou a mão de sua esposa dizendo: "Querida, isto me espanta. Não compreendo. Refiro-me à notícia que leste. Nunca orei sinceramente por uma coisa sem a receber; recebi-a apesar de demorada, de alguma maneira, e talvez numa forma que não esperava, mas a recebi. Contudo, sobre este assunto eu tinha tão pouca fé! Que Deus me perdoe e, enquanto na sua graça quiser me usar como seu instrumento, limpe toda a incredulidade de meu coração".

Nesta história, nota-se outro fato glorioso: Deus não só concede frutos pelos esforços dos seus servos, mas, também, pelos seus sofrimentos. Por muitos anos, até pouco antes da sua morte, Judson considerava os longos meses de horrores da prisão em Ava, como inteiramente perdidos à obra missionária.

No começo do trabalho na Birmânia, Judson concebeu a ideia de evangelizar, por fim, todo o país. A sua maior esperança era ver durante a sua vida, uma igreja de cem birmaneses salvos e a Bíblia impressa na língua desse país. No ano da sua morte, porém, havia sessenta e três igrejas e mais de sete mil batizados, sendo os trabalhos dirigidos por cento e sessenta e três missionários, pastores e auxiliares. As horas que passou diariamente suplicando ao Deus que dá mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, não foram perdidas.

Durante os últimos dias da sua vida fazia menção, muitas vezes, do amor de Cristo. Com os olhos iluminados e as lágrimas correndo-lhe pelas faces, exclamava: "Oh! o amor de Cristo! O maravilhoso amor de Cristo, a bendita obra do amor de Cristo!" Certa ocasião ele disse: "Tive tais visões do amor condescendente de Cristo e da glória do Céu, que, creio, quase nunca são concedidas aos homens. Oh! o amor de Cristo! É o mistério da inspiração da vida e a fonte da felicidade nos céus. Oh! o amor de Jesus! Não o podemos compreender agora, mas quão grande será em toda a eternidade!

Acrescentamos o último parágrafo da biografia de Adoniram Judson escrita por um dos seus filhos. Quem pode lê-lo sem sentir o Espírito Santo o animar a tomar parte ativa e definida em levar o Evangelho a um dos muitos lugares sem o Evangelho?

Até aquele dia, quando todo o joelho se dobrará perante o Senhor Jesus, os corações crentes serão movidos aos maiores esforços, pela lembrança de Ana Judson, enterrada debaixo do hopiá (uma árvore) na Birmânia; de Sara Judson, cujo corpo descansa na ilha pedregosa de Santa Helena e de Adoniram Judson, sepultado nas águas do oceano Índico.


Rainha das Epístolas



Rainha das Epístolas

A epístola aos Efésios foi escrita e enviada como uma carta que deveria circular por todas as congregações asiáticas implantadas por Paulo, das quais Éfeso fazia parte. Nas outras epístolas escritas por Paulo, vemos um padrão em que ele estende saudações pessoais àqueles que conhece. Efésios é a carta mais impessoal que Paulo escreveu. Não há praticamente nenhuma saudação pessoal, e não trata de nenhuma questão local específica, como ele faz em suas outras cartas. Em dois lugares, Paulo comenta que ainda não conhece alguns dos seus leitores, e que apenas ouviu falar da sua fé (Ef 1.15; 3.2).

Quando analisamos os manuscritos originais em grego, vemos uma introdução diferente do que a maioria das traduções modernas nos oferece. O primeiro verso no original começa assim: Paulo, aos santos que são fiéis em Cristo Jesus. Não há nenhuma referência à cidade de Éfeso. No verso dois, Paulo, como em todas as suas cartas, saúda seus leitores com as palavras – graça e paz. Graça no grego é charis e era uma saudação comum entre as pessoas de língua grega, assim como paz - shalom em hebraico era a saudação comum entre aqueles que falavam hebraico. Paulo está escrevendo tanto a judeus como a gregos.

Paulo escreveu essa carta no fim de sua vida enquanto estava preso em Roma. Ele usa setenta palavras que não usou em nenhuma outra carta. Paulo tinha menos distrações, não estava viajando e tinha muito mais tempo para pensar na prisão. Isso explica por que muitos estudiosos se referem a essa carta como a “Rainha das Epístolas”, devido à sua linguagem expressiva e de alto nível. No primeiro capítulo, Paulo escreve uma frase que continua por oito versículos (3-10)! Eu imagino que, depois de anos de obediência, intimidade e encontros sobrenaturais com Deus, ele está transbordando de emoção e adoração enquanto cuidadosamente escreve sob a inspiração do Espírito Santo.

A epístola aos Romanos pode ser considerada a teologia sistemática de Paulo, mas nesta carta aos efésios, ele registra as revelações mais sublimes e de maior peso espiritual. Entender o contexto dessa epístola como uma carta circulante para ser lida por todos e sua ênfase no relacionamento que judeus e gentios têm em Yeshua – faz desse livro um manual claro para unidade e preparação para o retorno de Yeshua. Que possamos voltar a essa epístola regularmente para que nossos pensamentos sejam elevados, purificados e colocados em ordem de tal forma que nos tornemos santos e sem culpa diante dele em amor!

Cody Archer