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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ilustrações sobre evangelismo

As ilustrações sobre evangelismo são edificantes e servem para despertar e motivar pessoas para a grande tarefa de evangelizar o mundo.

1 - Os Pescadores

Ora, aconteceu que existia um grupo de pessoas que se chamava "Os Pescadores". Eles organizaram um clube.
E eis que havia um grande número de peixes nos rios da região.
Mês após mês e ano após ano, esses pescadores se reuniam em seu clube para falar acerca da vocação para pescar.
Falavam também da abundância de peixes e da metodologia apropriada para pescar.
Faziam também contínuas pesquisas em busca de novos e melhores modos de pescar.
Patrocinavam dispendiosas conferências e congressos para discutir a arte de pescar, para promover a pesca e para debater o tema da pescaria.
Grandes centros foram criados e cursos eram oferecidos a respeito das necessidades dos peixes, a cultura dos peixes e onde encontrar peixes.
Os que ensinavam nesses cursos tinham doutorados em Peixologia, mas tinham pouca experiência em matéria de pescar peixes.
Eles somente ensinavam aos outros como pescar com técnica.
E aqueles que eram enviados para pescar faziam exatamente o mesmo que faziam os que os tinham enviado.
Organizavam mais clubes.
Analisavam o peixe e discutiam o que era necessário para apanhar peixes.
Mas uma coisa eles não faziam:
Não pescavam nada.

2 - Eu não sei o caminho

Um menino viera com seus pais morar no subúrbio de uma de nossas cidades.
Em seus passeios pelo bairro, foi longe demais e não conseguiu descobrir o caminho para casa.
Não lembrava o nome do bairro e nem da rua em que morava.
Quem poderia ajudar o menino?
Fazia tempo que estava perambulando pelas ruas.
Até que, vindo uma senhora, o menino tomou ânimo para pedir-lhe ajuda.
"Preciso ir para casa mas não sei o caminho. A senhora pode me ajudar?"
"Escute aqui, menino", disse a senhora, "se você precisa de uma informação ou ajuda de minha parte, então limpe primeiro o seu nariz, lave o rosto, tire as mãos do bolso, fale direito, e, antes de tudo, peça licença para falar comigo, ouviu?"
"Isto é muito complicado", respondeu o menino.
"Neste caso prefiro andar perdido e achar o caminho sozinho".
Pode ser que essa senhora tenha desejado oferecer ao menino uma lição de boas maneiras com o melhor propósito.
Entretanto, as exigências daquela senhora pareciam muito complicadas.
Na situação espiritual ocorrem episódios idênticos.
Quanta gente há que está perdida pelas estradas do mundo!
E, à beira do caminho, surgem pessoas que, em lugar de oferecerem informações seguras, preferem dar lições de boas maneiras e de boas obras.
Desta forma o caminho para o céu, tão simples e claro em Jesus Cristo, é complicado pelos milhares de falsos guias.

3 - Como conhecer Jesus?

Quando o Dr. W. Arn estudou os novos convertidos dos Estados Unidos, ele descobriu que 70 a 80% deles tornaram-se membros de igrejas porque foram convidados por parentes e amigos.
(Revista Atos - Abril-Junho/2002)

4 - Vejo no seu rosto

Há muitos anos atrás alguns exploradores estavam à procura de ouro em Montana, quando um deles encontrou uma pedra anormal.
Quebrando-a, viu que tinha ouro.
Trabalhando avidamente, os homens depressa conseguiram uma grande abundância do precioso metal.
Com um desenfreado prazer gritaram:
Eureka!!! Encontramos ouro!!! Estamos ricos!!!
Antes de ir à cidade buscar mantimentos, concordaram em não dizer a ninguém o que se passara.
Enquanto na cidade, nenhum deles abriu a boca sobre o achado.
No entanto, quando estavam para voltar para o campo, um grupo de homens juntou-se a eles e estavam prontos a segui-los.
"Encontraram ouro," disse alguém do grupo.
"Quem vos contou?" indagaram os exploradores.
"Ninguém!" afirmaram. "As vossas caras mostraram!"
É como quando alguém descobre Cristo.
A alegria dos pecados perdoados e de uma nova relação com Ele é demonstrada na face dessa pessoa e na sua vida transformada.
Claro que aqueles mineiros queriam manter silêncio sobre a sua descoberta, mas nós cristãos devemos estar ansiosos de contar aos outros a nossa experiência. Achar a Cristo é a maior descoberta da vida, e a nossa alegria aumenta quando a partilhamos com os outros.
Como crentes o nosso maior gozo deve ser "encontrar e contar".

5 - Fale com Deus

Uma senhora crente procurou o pastor da sua igreja.
Ela era casada e seu marido não era cristão.
Contou ao pastor o seu drama, suas dificuldades.
"Ah! pastor..., tenho falado tanto de Cristo e não consigo fazer meu marido aceitar Jesus como seu Salvador..."
"Minha irmã" - disse o pastor - "fale mais com Deus a respeito do seu marido e menos com seu marido acerca de Deus."

6 - Vamos dar as mãos

Certo fazendeiro soube que sua filha de três anos estava perdida num trigal da sua fazenda.
Chamou os amigos e durante dois dias procuraram por toda parte, mas não puderam encontrá-la.
Finalmente pediu ao delegado local, que, convocando todos os homens deram as mãos formando uma grande fileira e, caminhando juntos, praticamente, varreram o trigal.
Poucos momentos de procura e encontraram a garotinha, no entanto já morta.
Em seu exame, o médico concluiu que a morte ocorrera há uma ou duas horas antes. O fazendeiro, pai da menina, então, lamentou:
"Oh Deus! Porque não nos demos as mãos bem antes?"
Quem dera igrejas e os pastores nos déssemos as mãos, logo e antes que seja tarde, para numa grande fileira, procurarmos e encontrarmos as ovelhas que estão perdidas no trigal deste mundo!

7 - O campo é o mundo

Algumas igrejas lembram o homem que bombeava continuamente seu poço de petróleo.
Um dia, seu vizinho vendo jorrar tanto petróleo, perguntou-lhe:
"Vejo seu poço jorrando óleo o dia inteiro, mas nunca vi você vender um barril sequer. O que está havendo aqui?"
A resposta: "Muito simples. É que todo o óleo que produzimos se destina exclusivamente a manter a bomba em funcionamento".
Muitas igrejas são assim.
Dissipam todo o seu potencial em seus trabalhos internos.
Não tem, por isso, tempo e energia para sair ao campo e fazer a obra de evangelização ou de missões.
(Cesar Thomé - O Jornal Batista)

8 - Luz do mundo

Os coelhos são criaturas tímidas que saem das suas tocas de manhã, tentam evitar tudo, comem e saltam, regressando à sua toca ao anoitecer.
Os coelhos parecem dizer:
"Ufa! Conseguimos sobreviver a outro dia".
Os cristãos de toca são assim.
Almoçam apenas com outros cristãos no trabalho e relacionam-se exclusivamente com outros crentes na sua igreja.
Evitam conviver com descrentes e nem sequer pensam em aceitar um convite para ir a uma das suas festas.
Não admira que os descrentes pensem que ser cristão seja algo tão distante. (www.nossopaodiario.net/)

9 - Viajando nos meus joelhos

"Viajando nos meus joelhos, na noite passada, eu fiz uma jornada para atravessar a terra e os mares.
Não fui por navio e nem por avião.
Eu viajei nos meus joelhos.
Eu vi muitas pessoas escravizadas pelo pecado.
Jesus pediu-me para que eu fosse, pois havia almas para serem salvas.
Mas eu disse:
"Jesus, eu não posso atravessar a terra e os mares"
Ele, então, respondeu-me, rapidamente:
"Sim, você pode ir, viajando nos seus joelhos.
"Ele me disse:
"Enquanto você ora, eu atenderei a necessidade deles.
Você clama e eu responderei.
"É bom estar interessado em salvar almas, as que estão perto e as que estão longe.
E assim eu fiz.
Ajoelhei-me em oração.
Desisti de algumas horas de lazer e com o Salvador ao meu lado, viajei nos meus joelhos.
À medida que orava, vi almas sendo salvas e pessoas perdidas sendo transformadas.
Eu vi a força dos obreiros de Deus sendo renovada, enquanto eles trabalhavam no campo.
Então, eu disse:
"Sim, Senhor, eu farei a tua obra.
Eu quero agradar o teu coração.
Eu ouvirei o teu chamado e imediatamente irei."
"Viajando nos meus joelhos.""
(Jornal Aleluia - Agosto/2005)

10 - Quem é o responsável?

Conta-se que numa aldeia, cortada por um rio turbulento, surgiu um alvoroço. "Socorro um menino está morrendo no rio!..."
As mães correndo em direção à voz, cheias de temores, pensavam:
"Será meu filho?
"Um rapaz, ótimo nadador, amarrou a corda na cintura e jogando a outra extremidade em direção a multidão, gritou:
"Vou buscá-lo. Segurem a corda"
Mergulhando nas águas revoltas do rio, nadou em direção à criança, que já desaparecia levada pela correnteza.
O povo observava apavorado.
Quando, afinal, o jovem conseguiu agarrar a criança nos braços, houve um grande alivio por parte da multidão.
"Puxem a corda".
Gritou o herói exausto.
Para horror de todos, viram que ninguém havia segurado a corda.
Cada um pensou que o outro iria fazê-lo.
Resultado: duas vidas pereceram nas águas turbulentas daquele rio.
Assim é o trabalho missionário: alguém precisa levar a salvação.
O missionário pode se jogar neste rio turbulento e se expor a perigos e dificuldades, mas se não houver quem segure a corda, o resgate dos perdidos será muito difícil. Não importa se estamos dentro do rio, ou se estamos segurando a corda, importa que façamos bem aquilo que fomos chamados a fazer."

11 - O Beija Flor

Conta-se que um dia teve início um incêndio numa floresta.
Um pequenino pássaro que lá habitava, o beija-flor, decidiu enfrentar o fogo que ameaçava destruir tudo.
O beija-flor descia até o rio, enchia o seu pequenino biquinho de água e, voando bem alto, deixava que aquelas gotas caíssem sobre o intenso fogo.
Sem mostrar nenhum desânimo, esse pequeno pássaro prosseguia na sua dura tarefa, enchendo o seu bico de água e derramando sobre o fogo.
Observando a labuta do beija-flor, um dos animais da floresta gritou:
"Ei beija-flor!, o que você acha que vai fazer com essas poucas gotas d'água? Desista!
Você não vai conseguir apagar o fogo!"
O beija-flor então respondeu:
"Bem, eu estou fazendo a minha parte."

12 - Folheto evangelístico leva pecador à salvação

"Estudei no Seminário de Cianorte, PR, nos anos de 1970 a 1974.
Entendo que evangelismo é algo que todo cristão deve fazer.
'Faz parte da vida cristã e é uma forma de obedecer ao "Ide" de Jesus.
Sempre gostei do trabalho de distribuição de folhetos.
Cheguei a ter um estoque de mais de 60 mil folhetos.
Muitos deles eu recebia de instituições estrangeiras.
Em 1972, quando era seminarista, certa vez eu
 estava num local chamado "Três Vendas", na zona rural, entre Araruna e São Lourenço, nas proximidades de Cianorte, PR.
A estrada passava pelo meio de duas lavouras de café.
Poderia ser um dia comum, como muitos outros, mas para quem tem o coração disposto na seara, sempre há alguma coisa a fazer.
Vendo um senhor que caminhava por ali, retirei do bolso um folheto com o título "Onde você passará a eternidade" e lhe entreguei aquela mensagem escrita, dizendo:
"É a Palavra de Deus".
O homem pegou o folheto e me disse:
"Olha o que eu faço com a Palavra de Deus" e jogou o folheto para cima.
Eu lhe disse: "a decisão é sua".
Veja bem, a Bíblia é bem clara quando afirma que a Palavra de Deus jamais volta vazia.
Um vento carregou o folheto e o fez cair na peneira de um lavrador que trabalhava do outro lado da estrada, colhendo café.
Aproximadamente um mês depois dessa data, fui à congregação que ficava na zona rural de São Lourenço.
Iniciado o culto, senti que alguém desejava dar um testemunho e franqueei a palavra.
Um homem veio à frente e me disse:
"Naquele dia em que o senhor entregou o folheto a um homem, ele o jogou para cima, um vento levou o folheto à minha peneira. Quando o li, comecei a chorar. Ajoelhei-me ali mesmo e aceitei a Jesus. "
O pastor Décio de Azevedo batizou esse senhor que havia verdadeiramente se convertido através da leitura de um folheto".
(Pr. Sebastião Raimundo Gouveia - Jornal Aleluia - Outubro/2005)

13 - Você é Capaz!

Duas crianças brincavam num lago congelado.
Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra criança, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a bater no gelo com todas as suas forças.
Conseguiu, por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
"Como você conseguiu fazer isso? È impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!"
Nesse instante, alguém que passava pelo local comentou:
"Eu sei como ele conseguiu.
"Todos perguntaram:
"Pode nos dizer como?"
"É simples" - respondeu o homem -
"Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que ele não seria capaz."

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O CRISTÃO E A SEXUALIDADE

Pr. Adaylton de Almeida Conceição

Deus é o autor da criação do homem. “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1.27).
Nosso desejo é reafirmar que tudo o que Deus criou foi bom, e em Gênesis 1.31, diz: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom”.
Quando fazemos esta afirmação, surgem muitas perguntas: “se Deus é o autor ou o criador do sexo, porque existem tantos problemas quando se fala de sexo? Por que? Por que?"
Que barbaridade um Pastor falar sobre sexo com a sua congregação! O que falarão os demais? Será que o sexo é algo tão mal assim? O que diz a Bíblia sobre este tema? Haverá necessidade de um Pastor falar de sexo com a sua igreja?
Eu sei que estas e outras perguntas surgem quando um Pastor se propõe a falar sobre a sexualidade com sua congregação. A maioria dos cristãos aceita as informações sobre o sexo e acham que devem continuar recebendo-as da televisão, do Big Brother, revistas mundanas, de filmes e livros que nem sempre traduzem as verdades bíblicas.
Em minhas atividades pastorais como conselheiro, e também nas áreas profissionais como Psicanalista e Terapeuta Familiar, tenho escutado muitos casos de cristãos, que são tremendamente infelizes em sua vida conjugal, por nunca terem sido orientados sobre sua sexualidade.
Entendo que há uma grande necessidade de que Pastores e líderes das Igrejas evangélicas, Seminário e Institutos Bíblicos, levem esse tipo de informação e formação à comunidade cristã, baseado nos princípios bíblicos.
Alguns Pastores e lideres dizem: “Em minha congregação não necessitamos disso, pois nós não temos esta classe de problemas”. Que hipocrisia! É um sinal de que esse obreiro não conhece as necessidades do seu rebanho.

A BÍBLIA E A SEXUALIDADE
A Bíblia não é um manual de sexologia, mas contém muita informação sobre como deve ser a nossa conduta sexual.
Na Bíblia, muitas das restrições sobre a atividade sexual tinham por objeto assegurar a procriação. O livro de Levítico nos dá uma série de mandatos sobre a menstruação. Dois versículos significativos dizem o seguinte: Levítico 15.19 “Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o fluxo na sua carne for sangue, ficará na sua impureza por sete dias, e qualquer que nela tocar será imundo até a tarde”. Levítico 19.28 “Quando ela ficar limpa do seu fluxo, contará para si sete dias, e depois será limpa”.
Assim, os esposos que seguissem este regime recomeçariam suas relações sexuais quatorze dias depois do início da menstruação. É muito provável que ambas as partes depois de tal período de abstinência, estivessem altamente motivados.
O ciclo menstrual é o período mais provável de ovulação, e conseqüentemente, a época em que a esposa tinha mais possibilidade de ficar grávida. Não nos surpreende que I Crônicas 27.23 diga: “Não tomou, porém, Davi o número dos de vinte anos para baixo, porquanto o Senhor tinha dito que havia de multiplicar Israel como as estrelas do céu”.
O Apóstolo Paulo, quem às vezes tem sido acusado de ter sido um solteirão velho e rude, discutiu contra aqueles que favoreciam o celibato e disse: “pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada, proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade; pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças”. I Timóteo 4.2-4.

Prof. Adaylton de Almeida Conceição
(Psicanalista-Sexólogo)

sábado, 20 de novembro de 2010

ARREBATAMENTO OU RAPTO DA IGREJA

Adaylton de Almeida Conceição.

Conforme nos referimos no ponto anterior, a vinda de Jesus será precedida de apostasia (2 Tes. 2.3). A apostasia é o abandono da fé e da doutrina, como vemos em 2 Timóteo 2.17,18. Esta apostasia só pode ocorrer na igreja. O mundo não tem de que apostatar, por si mesmo já é apostata.
Enquanto o arrebatamento é uma doutrina do Novo Testamento que jamais se menciona no Velho Testamento (porque a Igreja como tal era um mistério não revelado no A. T.), a Segunda vinda está firmemente assentada no Antigo Testamento. Não devemos confundir o “arrebatamento” com a “Segunda vinda de Cristo”. São dois eventos separados por um período de tempo.
Provavelmente uma das primeiras profecias sobre a Segunda vinda de Cristo está em Deuteronômio 30.1-3. Nesta profecia sobre a reunião de Israel novamente em sua terra, se prega que Israel se converterá ao senhor espiritualmente e que então o Senhor o faria voltar do seu cativeiro.
Os Salmos ainda que constituem o livro de adoração do Antigo Testamento, freqüentemente se referem à Segunda vinda de Cristo (veja Sal. 1 e 2)
A trilogia formada pelos Salmos 22,23 e 24 apresenta a Cristo como o Bom Pastor que daria sua vida pelas suas ovelhas (Jo. 10.11). O Salmo 24 descreve a situação milenial. “do Senhor é a terra” (v.1).
Na revelação do Novo Testamento sobre a Segunda vinda de Cristo, se introduz um novo fator com a revelação do “arrebatamento“ da Igreja. No antigo Testamento as predições da primeira e Segunda vinda de Cristo se misturam com freqüência, como se os profetas tivessem dificuldade para distingui-las.
Creio que a dificuldade que há hoje em dia em separar o arrebatamento da Segunda vinda de Cristo depois da Grande Tribulação, é que no Novo Testamento, devido a terminologia similar para definir a vinda de Cristo “pelos seus” e a vinda de Cristo “com os seus”, nem sempre é tão claro qual o acontecimento que se tem em vista; e em cada caso se deve chegar a uma decisão sobre a base do contexto.

O ARREBATAMENTO OU RAPTO DA IGREJA.
A vinda de Cristo está relacionada com três grupos de povos em que Deus mesmo divide a raça humana:

JUDEUS – GENTIOS e IGREJA DE DEUS. ( I Coríntios 10.32).
É muito importante que compreendamos esta divisão da raça humana, pois isto é um ponto de grande importância no que diz respeito à relação entre Cristo e a Igreja.

l. Para os JUDEUS (Israel), Jesus verá como seu Messias e Libertador, depois de prová-los e expurgá-los mediante a Grande Tribulação (Rom. 11.26. Mat. 23.37,39).
2. Para os GENTIOS ( as nações em geral) Jesus virá como Rei dos reis e Senhor dos senhores, para julgá-los e depois reinar sobre eles com vara de ferro, isso é, com justiça e paz (Mat. 25.31-46. Sal 2; 96.13; ap. 19.11-16).
3. Para a IGREJA. Ainda que Cristo estabelecesse sua Igreja sobre a terra, sabemos que ela não permanecerá aqui para sempre, pois Jesus Cristo, seu fundador e dono, prometeu que a levaria para Si. Assim que, para a Igreja, Jesus virá como noivo, a fim de levá-la para Si (Jo. 14.1-3,18; Mat.25.1-13).
É importante recordar que não estamos afirmando que Jesus virá três vezes, mas que sua vinda se relaciona com três grupos de povos ( I Cor. 10.32).

PRIMEIRO Ele virá para os Seus, para depois vir com os Seus. A primeira fase é o arrebatamento ou rapto da igreja.
A Segunda fase é a volta de Jesus em glória, sua revelação pública, sua manifestação e aparecimento visível aos judeus e às nações em geral. Do arrebatamento até Sua revelação plena, ou seja, sua Segunda vinda, haverá um período de sete anos. Muitos fatos estupendos acontecerão durante esse período, ou semana de anos.
Ainda sobre esse período de tempo, podemos ver num estudo de Daniel 9.27 comparando com Apocalipses 11.3, as “testemunhas” profetizam por três anos e meio, surgindo imediatamente a Besta para matá-los (Ap. 11.7). Essa besta que surge em Apocalipses 11.7 atuará durante três anos e meio, isto é, quarenta e dois meses (Ap. 13.5), o que dará um total de sete anos.

O ARREBATAMENTO
Jesus vem secretamente para a Igreja. Enquanto que na revelação final Ele virá para Israel e as nações em geral. Passemos a ver alguns acontecimentos que terão lugar entre as duas fases da vinda de Jesus.
1. NO CEU. Haverá o sinal dos toques de trombetas para a reunião geral dos fiéis ( I Cor. 15.51,52). Antes, Jesus dará ordem com “voz de arcanjo” (I Tes. 4.16). No último toque, os mortos em Cristo ressuscitarão e os vivos serão transformados. Irão todos juntos ao encontro do Senhor nos ares ( I Cor. 15.52; I Tes. 4.17). Nesta fase de sua vinda, Jesus não vem à terra. O mundo não tomará conhecimento disto a não ser depois, quando notar a ausência dos cristãos. É um acontecimento secreto, reservado apenas para os que são Dele. Compare João 12.28 e Atos 22.9, quando muitos atos aconteceram da parte de Deus e o mundo não participou.
2. NOS ARES. Jesus vem nas nuvens. É mais uma “saída” do Senhor, porém desta vez não será para nascer numa manjedoura, mas para levar aqueles que creram em sua Palavra.
3. NA TERRA. Primeiro a ressurreição dos fiéis, depois a transformação dos vivos ( cristãos) . Tudo isso será num instante, tão rápido que escapará à visão humana (I Cor. 15.52). Será tão rápido que não haverá tempo para preparação de última hora.

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO É PÓS TRIBULACIONAL.
Aqueles que espiritualizam as profecias sobre os reinos futuros sobre a terra, têm uma tendência de misturar as profecias sobre o arrebatamento e as profecias sobre a Segunda vinda de Cristo e considerá-las como um só evento, o que os leva a considerar o arrebatamento como um acontecimento pós-tribulacional. Mas notamos que:
a- O arrebatamento ocorrerá quando o Senhor vier para os Seus santos (Jo. 14:2,3); na Sua vinda, Cristo virá com os Seus santos, os quais foram levados para a glória no arrebatamento (Judas 14; Zac. 14:5).
b- O arrebatamento pode acontecer a qualquer momento, enquanto que a vinda de Cristo não acontecerá até cerca de 7 anos depois do arrebatamento. No arrebatamento o Senhor virá secretamente, em um piscar de olhos (I Co. 15:52); na Sua vinda Ele virá publicamente e todo olho O verá (Ap. 1:7).
c- No arrebatamento Ele virá para livrar a igreja (I Tess. 1:10); na Sua vinda Ele virá para livrar Israel (Sl. 6:1-4).
d- No arrebatamento Ele virá encontrar a Sua igreja nos ares, pois se trata do Seu povo celestial (I Tess. 4:15-18); na Sua vinda Ele voltará para a terra (o Monte das Oliveiras), para Israel, pois é o Seu povo terrenal (Zac. 14:4,5).
e- No arrebatamento, é o próprio Senhor Quem reunirá os Seus santos (I Tess. 4:15-18; II Tess. 2:1); na Sua vinda os ímpios serão tirados do mundo, pelos anjos, para julgamento e os que crêem (aqueles que se converteram por meio do evangelho do Reino, que será pregado durante a tribulação) serão deixados para desfrutar de bênçãos sobre a terra (Mt. 13:41-43; 25:41).
f- No arrebatamento Ele virá para livrar Seus santos (a igreja) da ira vindoura (I Tess. 1:10); na Sua vinda Ele virá para derramar a ira (Ap. 19:15).
g- No arrebatamento Ele virá como Noivo, para receber Sua noiva, a igreja (Mt. 25:6-10); na Sua vinda Ele virá como o Filho do Homem em juízo sobre os que O rejeitaram (Mt. 24:27,28).
h- No arrebatamento Ele virá como a "Estrela da Manhã" que aparece logo antes do dia raiar (Ap. 22:16); na Sua vinda Ele virá como o "Sol de Justiça", que é o próprio amanhecer (Mal. 4:2).

Ainda podemos observar que:
As descrições da Segunda vinda de Cristo em todas as passagens ensinam que sua vinda é PESSOAL. Isso quer dizer que Cristo vem pessoalmente à terra. As mesmas passagens ensinam que a Segunda vinda é CORPORAL. Ainda que a deidade de Cristo é onipresente e pode está no céu e na terra ao mesmo tempo, o corpo de Cristo é sempre local e agora está à destra de Deus Pai. Sua vinda à terra, será corporalmente, assim como subiu corporalmente. Isso é apoiado por Zac. 14.4 e At. 1.11. O contraste entre o arrebatamento e a Segunda vinda de Cristo é que não há evidencia de que no arrebatamento o mundo verá a gloria de Cristo, e a Segunda vinda será visível e gloriosa (Mat. 1.11).

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.M.Th.D)