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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O CRISTÃO E A SEXUALIDADE

Pr. Adaylton de Almeida Conceição

Deus é o autor da criação do homem. “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1.27).
Nosso desejo é reafirmar que tudo o que Deus criou foi bom, e em Gênesis 1.31, diz: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom”.
Quando fazemos esta afirmação, surgem muitas perguntas: “se Deus é o autor ou o criador do sexo, porque existem tantos problemas quando se fala de sexo? Por que? Por que?"
Que barbaridade um Pastor falar sobre sexo com a sua congregação! O que falarão os demais? Será que o sexo é algo tão mal assim? O que diz a Bíblia sobre este tema? Haverá necessidade de um Pastor falar de sexo com a sua igreja?
Eu sei que estas e outras perguntas surgem quando um Pastor se propõe a falar sobre a sexualidade com sua congregação. A maioria dos cristãos aceita as informações sobre o sexo e acham que devem continuar recebendo-as da televisão, do Big Brother, revistas mundanas, de filmes e livros que nem sempre traduzem as verdades bíblicas.
Em minhas atividades pastorais como conselheiro, e também nas áreas profissionais como Psicanalista e Terapeuta Familiar, tenho escutado muitos casos de cristãos, que são tremendamente infelizes em sua vida conjugal, por nunca terem sido orientados sobre sua sexualidade.
Entendo que há uma grande necessidade de que Pastores e líderes das Igrejas evangélicas, Seminário e Institutos Bíblicos, levem esse tipo de informação e formação à comunidade cristã, baseado nos princípios bíblicos.
Alguns Pastores e lideres dizem: “Em minha congregação não necessitamos disso, pois nós não temos esta classe de problemas”. Que hipocrisia! É um sinal de que esse obreiro não conhece as necessidades do seu rebanho.

A BÍBLIA E A SEXUALIDADE
A Bíblia não é um manual de sexologia, mas contém muita informação sobre como deve ser a nossa conduta sexual.
Na Bíblia, muitas das restrições sobre a atividade sexual tinham por objeto assegurar a procriação. O livro de Levítico nos dá uma série de mandatos sobre a menstruação. Dois versículos significativos dizem o seguinte: Levítico 15.19 “Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o fluxo na sua carne for sangue, ficará na sua impureza por sete dias, e qualquer que nela tocar será imundo até a tarde”. Levítico 19.28 “Quando ela ficar limpa do seu fluxo, contará para si sete dias, e depois será limpa”.
Assim, os esposos que seguissem este regime recomeçariam suas relações sexuais quatorze dias depois do início da menstruação. É muito provável que ambas as partes depois de tal período de abstinência, estivessem altamente motivados.
O ciclo menstrual é o período mais provável de ovulação, e conseqüentemente, a época em que a esposa tinha mais possibilidade de ficar grávida. Não nos surpreende que I Crônicas 27.23 diga: “Não tomou, porém, Davi o número dos de vinte anos para baixo, porquanto o Senhor tinha dito que havia de multiplicar Israel como as estrelas do céu”.
O Apóstolo Paulo, quem às vezes tem sido acusado de ter sido um solteirão velho e rude, discutiu contra aqueles que favoreciam o celibato e disse: “pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada, proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade; pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças”. I Timóteo 4.2-4.

Prof. Adaylton de Almeida Conceição
(Psicanalista-Sexólogo)