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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Combatendo o Espírito do Anticristo


Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo. (1 João 4.2-3)

Durante o primeiro século, houve um aumento dos movimentos que negavam a Encarnação (que Yeshua era Deus manifesto em carne humana). Há dois lados dessa negação: um deles é negar a sua divindade e o outro é negar a sua encarnação plena na forma humana. Manter essas doutrinas em seu devido equilíbrio e relacionamento é fundamental para a nossa fé. O Movimento Messiânico foi lançado com base nos poderosos sinais e maravilhas presentes no ministério de Yeshua, sua morte e ressurreição e, finalmente, nos incríveis sinais e maravilhas no ministério dos Apóstolos dentro e fora de Israel. Aqueles que testemunharam tamanha evidência tornaram-se indesculpáveis por sua rejeição ao Senhorio de Yeshua e à mensagem do Evangelho.

Resultados da Rejeição

Quando o Evangelho vem com poder e o Espírito Santo traz convicção, mas ainda assim é rejeitado, ocorre então o pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo. Esse pecado pode levar ao controle demoníaco. O espírito do Anticristo não é encontrado nas pessoas que não tiveram oportunidade de testemunhar as evidências do Evangelho e, assim, decidir se vão aceitar ou recusá-lo. Somente esse tipo de rejeição dá direito e poder ao espírito do Anticristo. Indivíduos e pessoas que tiveram a oportunidade de abraçar Yeshua e o recusaram são entregues à doutrina de demônios e à promoção dessas doutrinas.

Embora não seja "politicamente correto", devemos observar que a rejeição do Evangelho pela maioria do povo judeu e da liderança judaica no primeiro século os deixou suscetíveis ao espírito do Anticristo. O Islã, que explicitamente nega a encarnação e declara que Yeshua nunca morreu na cruz, embora admita que ele tenha sido um profeta, escraviza os seus seguidores ao espírito do Anticristo. Esse espírito do Anticristo sempre procura perseguir o Corpo do Messias.

Quando um povo se torna cativo a esse espírito, eles ainda podem ter conhecimento de grande parte da verdade, e ainda podem produzir tesouros culturais. Contudo, a salvação exige que haja libertação do espírito do Anticristo. Ao lidar com nosso próprio povo, apesar de estar distante da rejeição coletiva do primeiro século, devemos dar atenção à necessidade de vê-los livres dessa influência.

Chave para o Futuro

De maneira ainda mais clara, no Islã temos o poder do Anticristo num nível mundial que está fundamentado no que Maomé fez com a revelação da Nova Aliança. É por isso que a chave para o futuro nesta situação difícil é ver um avivamento e o poder do Evangelho libertar as pessoas desse espírito. A única maneira de ver a paz chegar é através da aceitação e submissão ao Príncipe da Paz.

Daniel Juster

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Islã e Racismo



Por Asher Intrater

Alguns têm afirmado que a oposição ao terrorismo islâmico radical é equiparada ao racismo. Isso não tem lógica. Considere:

    O Islã é uma religião, não está confinado a um grupo étnico (muitos dos muçulmanos não são árabes, muitos dos árabes não são muçulmanos, alguns árabes são cristãos…).
    Quer o Islã seja uma religião correta e quer muçulmanos extremistas sejam verdadeiros ou não, isso não é uma questão legal, mas teológica.
    Se a ideologia extremista islâmica tem ajudado a motivar e causar o terror é uma questão legal e política.
    A maioria das pessoas que foram assassinadas por terroristas na década passada foram assassinadas por pessoas que afirmavam ser muçulmanas devotas.
    Todas as formas de terrorismo são contra a lei.
    Morte por ataque terrorista é uma forma de assassinato, fazendo disso uma questão legal.
    Uma vez que os Dez Mandamentos dizem para não matar, o extremismo islâmico está fundamentalmente contrário aos valores judaico-cristãos.
    Todas as formas de terrorismo precisam ser combatidas, independente de suas bases ideológicas.
    Combater o terror é de responsabilidade legal e política.
    As comunidades árabes cristãs em todo o Oriente Médio têm sido horrivelmente dizimadas pelo terror. Se tem existido “genocídio” ou preconceito religioso e perseguição, é primeiro e antes de tudo contra a comunidade árabe cristã e, em segundo lugar, contra os muçulmanos moderados.
    A estimativa de massacre na recente guerra no Iraque, na Síria e redondezas tem ultrapassado 500 mil mortes. Estimativas apontam que aqueles que perderam seus lares têm ultrapassado os 10 milhões. O número de mulheres estupradas e abusadas é incontável. A maioria das pessoas que foram feridas pelo extremismo islâmico nessa década eram árabes e muçulmanos moderados. Se o extremismo  islâmico está causando o terrorismo, então o meio de parar o terrorismo deve incluir oposição ao extremismo islâmico.
    A maioria dos grupos terroristas de islâmicos radicais se encontra na região em volta de Israel, por todos os lados. Embora grande parte do massacre atualmente seja entre diferentes grupos de muçulmanos fanáticos, a única questão na qual todos eles concordam é sobre o objetivo comum de destruir a nação de Israel. O antissionismo, então, é um elemento significativo da ideologia islâmica extremista.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

DEVOCIONAL - 20 de Fevereiro de 2017


Nada vos será impossível. (Mt 17.20)

Para aqueles que estão realmente dispostos a apoiar-se no poder do Senhor para guiá-los e dar-lhes vitória, é possível viver a vida crendo totalmente em Suas promessas. É possível lançarmos diariamente o nosso cuidado sobre Ele, e gozar profunda paz.

É possível purificarmos os pensamentos e as imaginações do nosso coração, num sentido mais profundo.

É possível vermos a vontade de Deus em todas as coisas, e recebê-la, não gemendo, mas cantando.

É possível, se nos refugiarmos no poder divino, ficarmos mais fortes a cada passo.
É possível descobrirmos que, aquilo que antes nos perturbava em nosso propósito de sermos pacientes, puros, humildes, fornece-nos agora uma oportunidade de experimentarmos que o pecado não tem domínio sobre vós. Isto temos por meio dAquele que nos amou, o qual opera em nós a submissão à Sua vontade e uma consciência verdadeira da Sua presença e poder.
Essas possibilidades nos são fornecidas pela graça divina, e porque são obra dEle, quando as experimentamos, somos levados a nos curvar humildemente a Seus pés e aprendermos a aspirar por mais.

De fato, não podemos ficar satisfeitos com menos do que andar com Deus — cada dia, cada hora, cada momento; em Cristo, pelo poder do Espírito Santo. — H. C. G. Moule
Podemos ter de Deus tudo quanto queremos — Cristo nos põe na mão a chave do tesouro e nos manda que tiremos tudo o que quisermos. Se fosse concedido a alguém acesso aos cofres de um banco e lhe dissessem para tirar dali tudo quanto quisesse, e ele saísse com apenas um cruzeiro, quem seria o culpado de sua pobreza?
De quem é a culpa se os filhos de Deus vivem, geralmente, com porções tão pequenas das riquezas gratuitas de Deus? — McLaren

domingo, 19 de fevereiro de 2017

FIDELIDADE, FIRMES NA FE

Fé é uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade". A fé é um sentimento de total crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.

Ter fé implica uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança. Em algumas situações, como problemas emocionais ou físicos, ter fé significa ter esperança de que algo vai mudar de forma positiva, para melhor.

De acordo com a etimologia, a palavra fé tem origem no Grego "pistia" que indica a noção de acreditar e no Latim "fides", que remete para uma atitude de fidelidade.

No contexto religioso, a fé é uma virtude daqueles que aceitam como verdade absoluta os princípios difundidos por sua religião. Ter fé em Deus é acreditar na sua existência e na sua onisciência. A fé é também sinônimo de religião ou culto. Por exemplo, quando falamos da fé cristã ou da fé islâmica.

A fé cristã implica crer na Bíblia Sagrada, na palavra de Deus, e em todos os ensinamentos pregados por Jesus Cristo, o enviado de Deus. Na Bíblia há inúmeras referências ao comportamento do cristão que age com fé. Uma das frases sobre o tema afirma que "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem". (Hebreus 11.1).

Os principais elementos da “fé” em sua relação com o Deus invisível, distinta da “fé” no homem, estão especialmente englobados no uso desse substantivo e do verbo correspondente, pisteuo; sendo eles:
(1) uma firme convicção, que produz um reconhecimento pleno da revelação ou da verdade de Deus, por ex., 2 Tes. 2.11,12; 
(2) uma entrega pessoal a Ele, João 1.12; 
(3) uma conduta inspirada por essa entrega, 2 Co. 5.7.


FIDELIDADE


“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos” (Gálatas 6.9).

O fruto do Espírito conhecido como fidelidade fala de persistência, firmeza de propósito, especialmente quando o caminho é árduo.

Fidelidade inclui firme lealdade, submissão inabalável; persistência sugere liberdade da incerteza; firmeza envolve tal submissão aos princípios ou propósitos que não sejam abandonados, e resolução que destaca determinação sem vacilar.

No entanto, “fé” e “fidelidade” embora estejam bem próximas, não são a mesma coisa. A fé é aquele poder indefinível, dom de Deus, pelo qual podemos crer em uma realidade que ainda permanece invisível. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11.1). Fidelidade, em contraste, é o funcionamento desse sistema de crenças interiores. Quando temos fé em Deus, agimos com fidelidade. Os atos de fidelidade são a demonstração de nossa fé e as linhas que dão coesão ao nosso sistema de crenças e comportamento.

Vivemos em uma sociedade onde as pessoas acreditam, erroneamente, que ser bom é ser fraco. Mas, tal virtude revela um caráter maduro e forte, leal a Deus e ao próximo. Como discípulos de Jesus, nosso exemplo maior de bondade, precisamos evidenciar nossa afabilidade por intermédio de ações e palavras. Não basta apenas dizer que é bondoso. As pessoas precisam ver esse aspecto do fruto do Espírito em suas palavras e ações e em seu dia a dia. Fidelidade, firmes na Fé.


No inicio da conversão, muitos desenvolvem uma fé inabalável, revelando sua fidelidade ao Senhor. Mas com o passar dos anos, diante das muitas dificuldades, os crentes vão esmorecendo na fé e comprometendo a sua fidelidade para com o Senhor. Não podemos nos esquecer que precisamos permanecer fíeis até o fim (Ap 2.10). É preciso perseverar! Vivemos tempos difíceis e somente um coração fiel a Deus e à sua Palavra pode nos livrar das heresias e da apostasia.


ARGUMENTO TEOLÓGICO


A fidelidade como fruto do Espírito tem muito a ver com a moral e ética cristã. Esse fruto abençoado coloca o padrão cristão no nível de responsabilidade em palavras e ação. Houve um tempo em que a palavra de um homem tinha grande valor e um aperto de mão era tão bom quanto um contrato assinado. Isto não parece ser verdade em nossos dias. Mas o homem que anda com Deus é diferente, porque nele está o fruto que é lealdade, honestidade e sinceridade. O Espírito Santo sempre concede poder para o cristão ser um homem de palavra.


A fidelidade como fruto do Espírito nos torna leais a Deus, leais a nossos companheiros, amigos, colegas de trabalho, empregados e empregadores. O homem leal apoiará o que é certo mesmo quando for mais fácil permanecer calado. Ele é leal quer esteja calado. Ele é leal quer esteja sendo observado, quer não. Este princípio é ilustrado em Mateus 25.14-30. Os servos que eram fiéis e fizeram como foram instruídos mesmo na ausência do senhor foram elogiados e recompensados.


Princípios de Fidelidade Objetivo 


Combinar os termos identificadores com os princípios de fidelidade. Lemos no texto de Romanos 5.1-2: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual, também, temos entrada, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes...”. Posto isto, a fé é o fundamento da fidelidade e das outras virtudes que fazem parte do fruto do Espírito.  A nova vida que temos em Cristo deve caracterizar-se pela fidelidade e pela sinceridade em contraste com a antiga vida pecaminosa.  Vamos estudar agora alguns importantes princípios da fidelidade.  Esses princípios devem moldar o estilo de vida do crente, atingindo todos os seus relacionamentos. 

A fidelidade e o amor. 

Diz Gálatas 5.6: “Porque, em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma; mas, sim, a fé que opera por amor”. A fé como alicerce requer o amor para que se expresse e opere. Da mesma maneira que marido e mulher provam o seu amor mútuo pela sua fidelidade um ao outro, assim também provamos o nosso amor a Deus pela nossa fidelidade à Sua Palavra e à Sua vontade.

Precisamos entender o significado da palavra fé. Examinemos, portanto, os seus aspectos

- A fé natural. Todo homem nasce com uma fé natural, relacionada simplesmente ao raciocínio humano. Quando embarcamos em um avião, precisamos acreditar que o avião está em condições mecânicas suficientes para o vôo, e que o piloto possui o treinamento e a aptidão necessária para conduzir o avião. Exercemos esta fé em nosso cotidiano de variadas formas. Sendo assim, podemos crer em Deus, sem, contudo, relacionarmo-nos com Ele.

-A fé salvífica. É concedida a nós quando ouvimos a Palavra de Deus ungida pelo Espírito Santo (Romanos 10.17 - Efésios 2.8, 9). Diante disso, fundamentados nesta fé, devemos confessar nossos pecados e aceitar o dom da salvação divina (Atos 16.30, 31).

-A fé ativa. Depois que aceitamos a Cristo, alcançamos uma fé duradoura, ou seja, uma crença firme e resoluta em Deus. Mediante esta, permanecemos confiando em Deus independentemente de qualquer circunstância. A fé viva impede-nos de sermos vencidos pelas provações (2 Coríntios 4.13).

-O dom espiritual da fé. É outorgado à igreja de forma sobrenatural como apraz ao Espírito Santo (1Co 12.9). Esta fé manifesta-se na igreja através de milagres, curas e outras demonstrações de poder do Espírito de Deus. É a fé divina mediante um dos dons do Espírito Santo, operando no homem (Marcos 16.17, 18).

-O fruto da fé (fidelidade). Diferente do dom, esta fé cresce dentro de nós (2 Coríntios 10.15 - 2 Tessalonicenses 1.3). Jesus mencionou-a em Marcos 11.22: “Tende fé em Deus”. Esta é a fé revelada num caráter íntegro e santificado segundo a Palavra de Deus.

-A fé como crença. Aquilo que é crido ou o conteúdo de uma crença é chamado de fé pessoal (At 6.7). Nesta passagem, os sacerdotes aceitaram a doutrina do Evangelho; que passou a ser a sua fé; seu modo de crer em Deus.

Há alguns princípios importantes relacionados à fidelidade. Estes devem moldar o estilo de vida do cristão e nortear seus relacionamentos.

A fé, como fundamento, requer amor para expressar-se e manter-se ativa (Gálatas 5.6). Da mesma forma que os cônjuges demonstram seu amor um pelo outro mediante a fidelidade, provamos o nosso amor a Deus por meio da fidelidade à Sua Palavra e à Sua vontade.


A fé nos mantém na presença de Deus.


Fé é a característica que devemos buscar desenvolver da melhor forma possível, pois sem ela não poderemos agradar ao Senhor (Hb 11.6). É através da fé que nos tornamos mais íntimos de Cristo, porque nela temos a firme certeza do cumprimento da promessa divina acerca da vinda de Seu Filho para buscar os Seus. É importante destacar que a fé não consiste somente em crer e confiar em Deus. A fé apresentada por Paulo como característica do fruto do Espírito está relacionada à busca pelo servo de Deus em ser honesto e fiel, pois, sendo Deus fiel, Ele espera que também sejamos, para que possamos desfrutar de uma perfeita comunhão com Ele através da pessoa de Seu Filho (1Co 1.9).


A fé nos mantém fiéis ao Criador.


Quando o homem consegue desenvolver a fé do fruto do Espírito, ele passa por um processo de renovação que o mantém fiel ao seu Criador; independentemente da situação a qual venha ser exposto. Se em alguma circunstância se apresentar uma condição propícia à infidelidade, o homem de fé certamente irá negar-se a si mesmo, permitindo que a ação do fruto do Espírito domine o seu interior. A fé nos leva a entender que mesmo em meio a tribulações da vida é melhor seguir a Cristo (Lc 9.23). A certeza da nossa fé e a pureza de nosso coração nos colocam debaixo da provisão de Deus, pois Ele é o único que pode nos dar garantia de que irá cumprir o que prometeu (Hb 10.22-23).


A fé nos garante a vitória do arrebatamento.


Em alguns momentos da vida, o servo fiel passa e passará por situações de sofrimento. Entretanto, não podemos permitir que tais sofrimentos abalem a nossa fé. Se permanecermos fieis a Cristo, teremos então a nossa fé purificada e isso irá nos garantir uma certeza de vitória no dia da vinda do Cordeiro. O Senhor Jesus tem em alta conta aqueles que são perseverantes nas provações e que em todo tempo têm firmada sua fé nEle. Uma postura de fé é preciosa aos olhos de Deus e tem um valor inestimável por toda eternidade (1Pe 1.6-7). Ter um posicionamento firme de fidelidade fornece ao indivíduo a certeza da salvação (1Co 15.58).


A fidelidade de Deus e a mídia.


Os cristãos enfrentam um grande problema na sociedade atualmente: conviver com uma mídia doente e perversa. No entanto, a Bíblia nos orienta a não nos conformamos com este século (Rm 12.2). Devemos nos fortalecer sempre na Palavra de Deus (At 2.40; Tt 2.12; Hb 3.12-13; Tg 4.4; 1Pe 1.13-15).


A fidelidade e o sofrimento. 


A fidelidade inclui o sofrer por Cristo e com Cristo.  Quanto a isso, a fidelidade está intimamente associada à persistência ou resistência, que já estudamos na lição anterior. A Epístola aos Hebreus foi escrita numa época em que os cristãos estavam sob feroz perseguição. Num ambiente assim é que a nossa fé é realmente provada.  Em Hebreus 6.12, os elementos da fidelidade e da resistência no sofrimento são destacados: “Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas”. A fidelidade é fruto do Espírito, sendo capaz de resistir firme sob quaisquer circunstâncias. 


A fidelidade e os nossos votos.


A fidelidade como fruto do Espírito muito tem a ver com a moral e a ética cristã.  Este bendito fruto faz com que o padrão cristão se caracterize pela responsabilidade nas ações e nas palavras. Já houve tempo em que a palavra de um homem tinha grande valor; quando um aperto de mão valia tanto como um contrato escrito. Infelizmente isso não acontece muitas vezes, nos nossos dias.  Porém, o  homem  que  anda  na  presença  de  Deus  precisa  de  ser  diferente,  pois  nele manifesta-se  o  fruto  do  Espírito,  que  também  envolve  a  lealdade,  a  honestidade  e  a  sinceridade.  O Espírito Santo confere o Seu poder ao crente para que ele seja fiel à palavra empenhada – alguém que cumpre os seus votos. Diz Eclesiastes 5.5: “Melhor é que não votes do que votes e não pagues”.   



IDOLATRIA


“Eu sou o Senhor; este é o meu nome a minha glória, pois a outrem não darei, nem o meu louvor à imagens de escultura” Isaias 42.8


O que Deus diz sobre idolatria?


A idolatria ofende a Deus. Tudo que toma o lugar de Deus em nossa vida é idolatria. Só Deus merece adoração. O segundo mandamento proíbe a idolatria (Deuteronômio 5.8-10).


Os povos vizinhos de Israel adoravam ídolos, que são imagens de deuses. Eles acreditavam que os deuses moravam dentro das imagens e que podiam ser manipulados com rituais e sacrifícios. Muitos israelitas adotaram os ídolos e os rituais idólatras desses povos (Juízes 2.11-12). Mas a Bíblia diz que só há um Deus, que é espírito e não pode ser representado por imagens nem objetos criados por homens (João 4.24). Deus não mora dentro de estátuas nem pode ser manipulado. Não existem outros deuses; quem acredita neles acredita em uma mentira.


Os Querubins da Arca


A Passagem Bíblica sobre os querubins colocados no propiciatório da arca da aliança (Êx. 25.18-20), advogada pelo teólogos romanistas para justificar a prática idólatra, não se reveste de sustento  algum.

Porque não existe na Bíblia nenhuma passagem sequer que mostre um israelita dirigindo as suas orações aos querubins. O propiciatório era a figura da redenção de Cristo (Hb. 9.5-9). A Bíblia condena terminantemente o uso de imagem de esculturas no meio do altar (Êx. 20.4-5; Dt. 5.8-9). Jesus disse: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.” (Mt. 4.10). O Anjo disse a João: “Adora somente a Deus” (Ap. 19.10; 22.9). Pedro recusou ser adorado por Cornélio (At. 10.25-26)


Os idólatras não entrarão no Céu.


“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.” ICo 6.9-10.


O que é heresia?


Heresia é ensinamento desviado da Palavra de Deus, em outras palavras: facção que é obra da carne (Gl 5.20). Herege é um termo usado na Bíblia para se referir ao indivíduo ou grupos que, deixando a sã doutrina do Senhor, preferem andar teimosamente segundo o seu próprio pensamento e interpretação abraçando erros doutrinários. Nas epístolas do N.T. nos é recomendado evitar tais homens, porque não passam de falsos irmãos (II Co 11.13). Preste atenção na mensagem abaixo:

“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade” (II Pe 2.1-2)


O perigo da heresia


Desde os tempos bíblicos, os pensamentos e costumes mundanos procuram se misturar à doutrina do SENHOR. Por isso, observamos que um terço das mensagens do Novo Testamento está relacionado ao combate às heresias. A igreja de Deus, cheia do Espírito Santo, precisa vigiar e defender a sua fé perante as heresias que constantemente ameaçam a sã doutrina recebida pelo Senhor.


“Cuidado que ninguém vos venha enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Cl 2.8)


CONCLUSÃO - Alcançamos misericórdia para sermos fiéis (I Coríntios 7.25). A salvação de Jesus nos põe na fidelidade a Ele e nos mantém firmes na obediência à Sua Palavra.

A fidelidade nos envolve pessoalmente e em nosso relacionamento com Deus. 
Fiel é quem não duvida de Deus. 
Fiel é quem não começa com o Espírito e segue a procissão da carne. 
Fiel é quem começa com Deus e continua caminhando com Ele (Apocalipse 17.14).

Sejamos fiéis até a morte para alcançarmos a Coroa da Vida (Apocalipse 2.10).

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Pr. Adaylton Conceição de Almeida (Th.B.; Th.M.; Th.D.)
Ass. de Deus em Santos (Ministério do Belém) - São Paulo.
Email: adayl.alm@hotmail.com
Facebook: adayl manancial



BIBLIOGRAFIA

Anderson Quadros – Mensagens Bíblicas
Josaphat Batista – Fidelidade
Carlos Roberto Martins de Souza – Idolatra, eu?
Jefferson Montanha – O que é idolatria?

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Я хотел бы поблагодарить народ России на протяжении многих визитов в этом блоге. Я надеюсь, что вы принимаете преимущество за свою жизнь на пути Иисуса Христа. Пусть Бог благословит каждого из вас, ваши семьи, их церкви и своего народа.
Благодать и мир

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Dan Juster
Na década de 1980, Asher e eu estudamos o assunto de cura divina com muita intensidade. Estudamos os livros dos mestres e teólogos mais proeminentes sobre o que a Bíblia ensina sobre cura. Nós mesmos testemunhamos algumas curas surpreendentes e maravilhosas, mas também  algumas situações de enfermidade muito decepcionantes que, no fim, acabaram em morte.
Michael Brown
Nosso querido amigo Dr. Michael Brown talvez seja um dos maiores especialistas nesse tema de cura bíblica. Ele obteve seu PhD da Universidade de Nova Iorque por sua tese em cura divina na Bíblia Hebraica. Sua pesquisa se tornou um livro importante chamado Israel’s Divine Healer (O Divino Curador de Israel).

Apresentamos aqui três visões muito comuns sobre cura:
  1. Embora nosso Sistema imunológico natural feito por Deus traga cura e seja um dom de Deus, curas miraculosas sobrenaturais e milagres criativos de restauração são muito raros. Nós podemos e devemos orar por tais milagres, mas no curso normal da vida dos cristãos, enfermidades e doenças terminais estarão presentes tanto na vida de cristãos como de não cristãos. Essa é a situação humana depois da queda. Essa é visão principal de não carismáticos que incluem muitos líderes judeus messiânicos israelenses.
  1. Devemos orar por cura. Se orarmos por cura como uma prática regular e criarmos oportunidades para orar por isso, veremos muito mais curas sobrenaturais. No entanto, precisamos confiar em Deus e saber que, no fim, essa é uma questão da soberania de Deus. O melhor que podemos fazer para acreditar na cura é andar em comunhão com Deus, evitar o pecado e viver em relacionamento de confiança enquanto continuamos a orar pela cura. Essa é a visão da Vineyard que foi ensinada por John Wimber.
  1. Curar é sempre a vontade de Deus. Se nos entregarmos a Deus da maneira correta, meditarmos nas Escrituras sobre a cura, e as confessarmos como promessas certas de Deus, deveríamos sempre ser curados. A promessa de Deus para curar é absoluta, então, se alguém não receber a cura sobrenatural, a falha em recebê-la é resultado da incapacidade da pessoa de fortalecer sua fé para conquistá-la. Fé em favor da cura é algo que faz parte da responsabilidade de cada um adquirir. Essa é a visão dos mestres do movimento Word of Faith (Palavra de Fé): o falecido Kenneth Hagin, Kenneth Copeland, Andrew Womack e muitos outros. Para esses irmãos, se a promessa não for absoluta e alcançável, ela diminui a fé que está sendo construída para receber a cura.
Nossa visão não se encaixa totalmente em nenhuma dessas três. Podemos resumir nossa visão usando a seguinte afirmação tirada do livro do Dr. Brown: A cura é a vontade geral de Deus para seu povo em obediência, mas não devemos tornar isso uma lei universal e concluir que é a vontade absoluta de Deus curar em todos os casos. Podemos saber que é a vontade geral de Deus curar com base nos pontos a seguir:
  1. As promessas para Israel de viverem em saúde física se andassem em obediência. Isso inclui libertação das “doenças do Egito”, abortos naturais e a bênção de uma longa vida.
  1. A inclusão de cura de doenças na expiação de Yeshua, como em Isaías 53: “ele tomou sobre si as nossas enfermidades… e pelas suas pisaduras fomos sarados.”
  1. O ministério de cura de Yeshua é uma manifestação da vontade de Deus para o povo.
  1. A declaração conclusiva de Pedro sobre a expiação, de que “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós… por suas chagas, fostes sarados” não se trata apenas de cura espiritual, mas física também.
  1. Em tempos de avivamento e maior fervor e despertamento espiritual, as curas são muito mais frequentes. Observe, por exemplo, Pensacola (EUA), o início do movimento Vineyard e na Bethel Church de Bill Johnson (na Califórnia, EUA).
  1. Contudo, embora a cura seja a vontade geral de Deus, vemos na morte de Eliseu e nas doenças de algumas pessoas nas Escrituras da Nova Aliança que a cura não é uma promessa absoluta para todos os casos.
  1. O tipo de fé que move montanhas é um “tipo de fé de Deus” que, no fim, somente ele pode conceder. Ele, de fato, geralmente nos dá a fé necessária para aquilo que fomos chamados para fazer e isso costuma incluir fé para a cura.

Dizer a uma pessoa que o fato de ela não ser curada é sempre sua própria culpa, até no caso de acidentes trágicos e morte, é um ensino errado, na nossa opinião. De fato, é possível que alguém não seja curado por não ter edificado uma fé sólida pela Palavra de Deus, mas também pode não ser por isso. A qualquer momento, a pessoa pode se arrepender, buscar a Deus e mergulhar na Palavra. É claro que, se ela teve fé de acordo com Marcos 11.24, obterá o que pediu. Contudo, ninguém pode determinar plenamente que terá esse tipo de fé. Ela tem de ser concedida por Deus. Então, preferimos falar sobre o que é possível fazer para maximizar o potencial da cura e para descansar em Deus se a cura não vier.
  1. Em primeiro lugar, aconselhamos os irmãos a se colocarem nas mãos de Deus e se submeterem a ele como Senhor. Eles devem confessar todos os pecados conhecidos, maldições, amargura, falta de perdão e maldições geracionais que podem não ter sido renunciadas no início do nosso discipulado. (Isso é sugerido pela carta de Tiago.)
  1. Em segundo lugar, devem participar da Ceia do Senhor. Ela possui poder de cura.
  1. Eles devem chamar os presbíteros para ungir com óleo e orar pela cura divina. (Tiago)
  1. Devem focar suas mentes em seu destino na vida eterna e na Era Por Vir e ser totalmente entregues à Esperança do seu destino final. Dessa forma, eles derrotam o medo da morte.
  1. Eles devem meditar na bondade de Deus e do Messias e nas promessas bíblicas de cura divina para dar oportunidade a Deus de conceder a fé a favor da cura. Então, há algo que podemos fazer, mas isso não nos garante a certeza absoluta da cura. Entretanto, podemos maximizar as oportunidades para desenvolver a fé receptiva.
  1. Eles devem aproveitar as oportunidades dirigidas pelo Espírito para participar de conferências, ministérios de cura, etc. Isso deve ser decidido debaixo de oração e de direção do Espírito, sem uma busca frenética por ministérios de cura e conferências.
  1. Eles fazem bem em evitar declarações públicas de que foram curados. Além disso, procuramos evitar que pessoas bem-intencionadas anunciem a cura ou conduzam a congregação a se posicionar com intensidade e de forma absoluta para obter a cura, já que há a possibilidade de se frustrarem com o resultado.
  1. No entanto, também devemos contar com profetas aprovados que podem trazer uma palavra de direção para a situação, de alicerces errados que precisam ser quebrados e outros possíveis pronunciamentos. A situação do meu filho mais novo é um caso em questão. A primeira vez que ele ficou doente, com um ano de idade, de uma doença do coração fatal, os médicos não deram nenhuma esperança e disseram que ele iria morrer. Profetas confiáveis trouxeram uma palavra de que ele seria totalmente curado e se recuperaria. Testemunhamos a mais incrível recuperação sobrenatural. Onze anos mais tarde, quando ele estava sendo mantido vivo artificialmente, à base de aparelhos, organizamos uma oração muito intensa por sua cura. Isso foi confirmado por profetas maduros, mas nenhum deles recebeu uma palavra de Deus de que meu filho seria curado ou ressuscitaria dos mortos. Sendo assim, sabíamos que, embora estivéssemos batalhando, não podíamos nos basear numa palavra profética clara. Apesar de lermos promessas nas Escrituras, Deus não nos deu a fé para ressuscitá-lo.
Então vamos todos orar por cura divina. Vamos fortalecer nossa fé para isso. Quando a doença chegar, vamos primeiro correr para Deus e buscar fé a favor da cura. Vamos orar pela cura enquanto a pessoa estiver viva. No entanto, que possamos reconhecer a soberania de Deus nessas questões e abraçar a Bíblia como um todo e seus ensinamentos sobre esse assunto.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

DEVOCIONAL - 15 de Fevereiro de 2017

Não te indignes. (Sl 37.1)

Não nos indignemos por coisa alguma. Se já houve razão para alguém ficar indignado, foram as razões apresentadas nesse salmo. Os malfeitores andavam livremente para lá e para cá, vestidos de linho fino e púrpura e vivendo suntuosamente todos os dias. Os "Obreiros de iniquidade" eram elevados aos mais altos postos de poder e tiranizavam seus irmãos menos favorecidos. Os pecadores andavam com arrogância pela terra vivendo na soberba da vida e aquecendo-se à luz e ao conforto de grande prosperidade. Diante disso, os justos ficavam indignados e inflamados.

"Não te indignes." Não fiquemos indevidamente inflamados. Conservemos a mansidão! Mesmo numa causa nobre a indignação não é uma companheira sábia. A indignação apenas esquenta a máquina, mas não gera força. Não é bom, num trem, que os eixos se aqueçam; seu calor é antes um estorvo. Se eles se esquentam, é por causa de uma fricção desnecessária provocada pelo atrito de superfícies ásperas, que poderiam estar devidamente ajustadas e lubrificadas com uma suave camada de óleo.

Portanto, não seria a indignação um sinal de falta do óleo da graça de Deus?
Ela provém de algum grãozinho que penetra nas engrenagens — um pequeno desapontamento, uma ingratidão, uma pequena falta de cortesia — e impede que a máquina da nossa vida funcione com harmonia perfeita. A fricção produz calor; e com o calor criam-se as mais perigosas condições.

Não podemos permitir que nossas máquinas se aqueçam. Deixe-mos que o óleo do Senhor conserve branda a nossa temperatura; não aconteça que, em razão de um calor que não é santo, venhamos a ser contados entre os malfeitores. 

Não te indignes. (Sl 37.1)