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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Dan Juster
Na década de 1980, Asher e eu estudamos o assunto de cura divina com muita intensidade. Estudamos os livros dos mestres e teólogos mais proeminentes sobre o que a Bíblia ensina sobre cura. Nós mesmos testemunhamos algumas curas surpreendentes e maravilhosas, mas também  algumas situações de enfermidade muito decepcionantes que, no fim, acabaram em morte.
Michael Brown
Nosso querido amigo Dr. Michael Brown talvez seja um dos maiores especialistas nesse tema de cura bíblica. Ele obteve seu PhD da Universidade de Nova Iorque por sua tese em cura divina na Bíblia Hebraica. Sua pesquisa se tornou um livro importante chamado Israel’s Divine Healer (O Divino Curador de Israel).

Apresentamos aqui três visões muito comuns sobre cura:
  1. Embora nosso Sistema imunológico natural feito por Deus traga cura e seja um dom de Deus, curas miraculosas sobrenaturais e milagres criativos de restauração são muito raros. Nós podemos e devemos orar por tais milagres, mas no curso normal da vida dos cristãos, enfermidades e doenças terminais estarão presentes tanto na vida de cristãos como de não cristãos. Essa é a situação humana depois da queda. Essa é visão principal de não carismáticos que incluem muitos líderes judeus messiânicos israelenses.
  1. Devemos orar por cura. Se orarmos por cura como uma prática regular e criarmos oportunidades para orar por isso, veremos muito mais curas sobrenaturais. No entanto, precisamos confiar em Deus e saber que, no fim, essa é uma questão da soberania de Deus. O melhor que podemos fazer para acreditar na cura é andar em comunhão com Deus, evitar o pecado e viver em relacionamento de confiança enquanto continuamos a orar pela cura. Essa é a visão da Vineyard que foi ensinada por John Wimber.
  1. Curar é sempre a vontade de Deus. Se nos entregarmos a Deus da maneira correta, meditarmos nas Escrituras sobre a cura, e as confessarmos como promessas certas de Deus, deveríamos sempre ser curados. A promessa de Deus para curar é absoluta, então, se alguém não receber a cura sobrenatural, a falha em recebê-la é resultado da incapacidade da pessoa de fortalecer sua fé para conquistá-la. Fé em favor da cura é algo que faz parte da responsabilidade de cada um adquirir. Essa é a visão dos mestres do movimento Word of Faith (Palavra de Fé): o falecido Kenneth Hagin, Kenneth Copeland, Andrew Womack e muitos outros. Para esses irmãos, se a promessa não for absoluta e alcançável, ela diminui a fé que está sendo construída para receber a cura.
Nossa visão não se encaixa totalmente em nenhuma dessas três. Podemos resumir nossa visão usando a seguinte afirmação tirada do livro do Dr. Brown: A cura é a vontade geral de Deus para seu povo em obediência, mas não devemos tornar isso uma lei universal e concluir que é a vontade absoluta de Deus curar em todos os casos. Podemos saber que é a vontade geral de Deus curar com base nos pontos a seguir:
  1. As promessas para Israel de viverem em saúde física se andassem em obediência. Isso inclui libertação das “doenças do Egito”, abortos naturais e a bênção de uma longa vida.
  1. A inclusão de cura de doenças na expiação de Yeshua, como em Isaías 53: “ele tomou sobre si as nossas enfermidades… e pelas suas pisaduras fomos sarados.”
  1. O ministério de cura de Yeshua é uma manifestação da vontade de Deus para o povo.
  1. A declaração conclusiva de Pedro sobre a expiação, de que “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós… por suas chagas, fostes sarados” não se trata apenas de cura espiritual, mas física também.
  1. Em tempos de avivamento e maior fervor e despertamento espiritual, as curas são muito mais frequentes. Observe, por exemplo, Pensacola (EUA), o início do movimento Vineyard e na Bethel Church de Bill Johnson (na Califórnia, EUA).
  1. Contudo, embora a cura seja a vontade geral de Deus, vemos na morte de Eliseu e nas doenças de algumas pessoas nas Escrituras da Nova Aliança que a cura não é uma promessa absoluta para todos os casos.
  1. O tipo de fé que move montanhas é um “tipo de fé de Deus” que, no fim, somente ele pode conceder. Ele, de fato, geralmente nos dá a fé necessária para aquilo que fomos chamados para fazer e isso costuma incluir fé para a cura.

Dizer a uma pessoa que o fato de ela não ser curada é sempre sua própria culpa, até no caso de acidentes trágicos e morte, é um ensino errado, na nossa opinião. De fato, é possível que alguém não seja curado por não ter edificado uma fé sólida pela Palavra de Deus, mas também pode não ser por isso. A qualquer momento, a pessoa pode se arrepender, buscar a Deus e mergulhar na Palavra. É claro que, se ela teve fé de acordo com Marcos 11.24, obterá o que pediu. Contudo, ninguém pode determinar plenamente que terá esse tipo de fé. Ela tem de ser concedida por Deus. Então, preferimos falar sobre o que é possível fazer para maximizar o potencial da cura e para descansar em Deus se a cura não vier.
  1. Em primeiro lugar, aconselhamos os irmãos a se colocarem nas mãos de Deus e se submeterem a ele como Senhor. Eles devem confessar todos os pecados conhecidos, maldições, amargura, falta de perdão e maldições geracionais que podem não ter sido renunciadas no início do nosso discipulado. (Isso é sugerido pela carta de Tiago.)
  1. Em segundo lugar, devem participar da Ceia do Senhor. Ela possui poder de cura.
  1. Eles devem chamar os presbíteros para ungir com óleo e orar pela cura divina. (Tiago)
  1. Devem focar suas mentes em seu destino na vida eterna e na Era Por Vir e ser totalmente entregues à Esperança do seu destino final. Dessa forma, eles derrotam o medo da morte.
  1. Eles devem meditar na bondade de Deus e do Messias e nas promessas bíblicas de cura divina para dar oportunidade a Deus de conceder a fé a favor da cura. Então, há algo que podemos fazer, mas isso não nos garante a certeza absoluta da cura. Entretanto, podemos maximizar as oportunidades para desenvolver a fé receptiva.
  1. Eles devem aproveitar as oportunidades dirigidas pelo Espírito para participar de conferências, ministérios de cura, etc. Isso deve ser decidido debaixo de oração e de direção do Espírito, sem uma busca frenética por ministérios de cura e conferências.
  1. Eles fazem bem em evitar declarações públicas de que foram curados. Além disso, procuramos evitar que pessoas bem-intencionadas anunciem a cura ou conduzam a congregação a se posicionar com intensidade e de forma absoluta para obter a cura, já que há a possibilidade de se frustrarem com o resultado.
  1. No entanto, também devemos contar com profetas aprovados que podem trazer uma palavra de direção para a situação, de alicerces errados que precisam ser quebrados e outros possíveis pronunciamentos. A situação do meu filho mais novo é um caso em questão. A primeira vez que ele ficou doente, com um ano de idade, de uma doença do coração fatal, os médicos não deram nenhuma esperança e disseram que ele iria morrer. Profetas confiáveis trouxeram uma palavra de que ele seria totalmente curado e se recuperaria. Testemunhamos a mais incrível recuperação sobrenatural. Onze anos mais tarde, quando ele estava sendo mantido vivo artificialmente, à base de aparelhos, organizamos uma oração muito intensa por sua cura. Isso foi confirmado por profetas maduros, mas nenhum deles recebeu uma palavra de Deus de que meu filho seria curado ou ressuscitaria dos mortos. Sendo assim, sabíamos que, embora estivéssemos batalhando, não podíamos nos basear numa palavra profética clara. Apesar de lermos promessas nas Escrituras, Deus não nos deu a fé para ressuscitá-lo.
Então vamos todos orar por cura divina. Vamos fortalecer nossa fé para isso. Quando a doença chegar, vamos primeiro correr para Deus e buscar fé a favor da cura. Vamos orar pela cura enquanto a pessoa estiver viva. No entanto, que possamos reconhecer a soberania de Deus nessas questões e abraçar a Bíblia como um todo e seus ensinamentos sobre esse assunto.