Pesquisar este blog

segunda-feira, 31 de julho de 2017

DEVOCIONAL - 1° DE AGOSTO DE 2017

Oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos. (Rm 6.13)

Certa noite, fui ouvir uma palestra sobre consagração. Ela não me trouxe nenhuma mensagem especial, mas quando o pregador ajoelhou-se para orar, disse o seguinte: "Ó Senhor, Tu sabes que podemos confiar no Homem que morreu por nós." Aquela foi a minha mensagem. Levantei-me; e saí. Enquanto descia a rua para tomar o trem, considerei profundamente tudo o que a consagração poderia significar para a minha vida — e tive medo. Então, acima do ruído do tráfego, pareceu-me ouvir a mensagem: "Pode confiar no Homem que morreu por você."

Tomei o trem para casa. Enquanto viajava, pensei nas mudanças, nos sacrifícios, nas tristezas que a consagração poderia significar para mim — e tive medo.

Cheguei em casa e fui para o quarto. Lá, de joelhos, vi minha vida passada: eu era crente, fora oficial de igreja e superintendente de Escola Dominical, mas nunca havia, de maneira definida, submetido a minha vida a Deus.

Contudo, enquanto pensava nos meus planos mais caros, os quais poderiam ser desfeitos, nas esperanças de que teria de desistir e na profissão escolhida que eu poderia ser chamado a abandonar — tive medo.

Eu não conseguia enxergar as coisas melhores que Deus tinha para mim, e a minha alma estava-se retraindo. Então, pela última vez, com um rápido impulso de poder e convicção, veio ao mais íntimo do meu coração aquela mensagem penetrante: "Meu filho, você pode confiar no Homem que morreu por você. Se não puder confiar nele, em quem confiará?

"Isto decidiu a questão para mim, pois num momento eu vi que o Homem que me amou de tal forma a ponto de morrer por mim, poderia receber e cuidar desta vida que ele salvou e tudo o que estivesse envolvido nela.

Meu amigo, você pode confiar no Homem que morreu por você. Pode estar certo de que Ele não desfará nenhum plano que não deva ser desfeito, e de que levará avante todos os que redundarão em glória de Deus e em seu maior bem. Você pode confiar nEle para guiá-lo no caminho que é realmente o melhor para você. — J. H. McC.

"A vida não é uma propriedade para ser 'salva' do mundo, mas um investimento para ser usado em benefício do mundo."


domingo, 30 de julho de 2017

DEVOCIONAL - 31 DE JULHO DE 2017

E os dirigiu com mãos precavidas. (Sl 78.72)

Quando você estiver em dúvida sobre que direção tomar, submeta o seu poder de julgar inteiramente ao Espírito de Deus e peça-Lhe para fechar todas as portas, menos a certa. ...Enquanto isso continue a agir como sempre, e considere a ausência de orientação, como sendo uma indicação de Deus de que você está no trilho certo. ...

Quando estiver descendo o longo corredor da vida, você descobrirá que o Senhor já o precedeu, e fechou muitas portas, por onde você certamente teria entrado; mas esteja seguro de que mais além dessas existe uma que Ele deixou aberta. Entre por ela, e se encontrará face a face com uma curva do rio da oportunidade, que é mais largo e profundo do que você teria imaginado em seus melhores sonhos. Lance-se nele: ele conduz para o oceano.

Deus nos guia muitas vezes pelas circunstâncias. Em certo momento, o caminho pode parecer totalmente bloqueado; e então, logo a seguir, acontece uma coisa simples, que pode não parecer nada aos outros, mas que para os olhos da fé significa um mundo. Às vezes, essas coisas se repetem de várias maneiras, em resposta à oração. Não são meros resultados do acaso, e sim a abertura de circunstâncias na direção do nosso alvo, exatamente como acontece com as luzes quando nos aproximamos de uma cidade populosa num expresso noturno. —F. B. Meyer

Se buscarmos a orientação do Senhor, Ele nos guiará; mas não alimentará nossa desconfiança ou meia confiança nEle, mostrando a nós o mapa de todos os propósitos que tem a nosso respeito. Mostrará apenas um caminho, o qual Ele irá abrindo aos nossos olhos mais e mais, se seguirmos animados e confiantes.

 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O Que a Geração do Milênio Realmente Deseja

O Que a Geração do Milênio Realmente Deseja

Em 1 Samuel 13.19-22, vemos o povo de Israel numa complicação perigosa, sem qualquer condição de se defender de seus inimigos:

“Ora, em toda a terra de Israel não se achava um só ferreiro; porque os filisteus tinham dito: Não façam os hebreus para si nem espada nem lança. … Assim, no dia da peleja, não se achou nem espada nem lança na mão de todo o povo que estava com Saul e com Jônatas; acharam-se, porém, com Saul e com Jônatas seu filho.”

Cremos que, para todo o corpo do Messias ao redor do mundo, essa é uma figura profética das circunstâncias perigosas em que nos encontramos hoje. Assim como o rei Saul, temos líderes seniores com muita autoridade, unção e armas espirituais, porém poucos deles têm colocado essas armas nas mãos da próxima geração. Muitos têm construído grandes igrejas e ministérios, se tornando populares e sendo “requisitados”; no entanto eles geralmente viajam o mundo ministrando e construindo seu próprio ministério sozinhos – sem preparar e levantar filhos e filhas espirituais para um dia assumirem e expandirem o que eles começaram.

Ser um ferreiro não é um trabalho fácil ou desejável. Poucos notam você ou o seu trabalho. Não é uma opção de carreira bem remunerada. Quem quer labutar no calor de uma fornalha escaldante, dia após dia, para colocar armas nas mãos dos heróis da próxima geração, sabendo que a sua própria honra e glória não serão proclamadas em alto e bom som hoje?

Verdadeiros Líderes Preparam Outros Líderes

O sucesso de muitas congregações e ministérios ao longo dos próximos 25 anos depende em grande parte de líderes seniores equiparem e fortalecerem intencionalmente a próxima geração de líderes. Se isso não acontecer, muitos ministérios populares hoje não existirão daqui a 25 anos.

Sendo a chamada “geração do milênio” (aqueles que nasceram entre o começo da década de 80 e o início da década de 2000), vemos em nossa geração um desejo de aprender como lutar, como liderar e como fazer o reino de Deus avançar. Contudo, a falta de preparação e treinamento pessoais baseados em relacionamento parece ser o grande obstáculo para prosseguirmos. Admiramos nossos líderes bem estabelecidos que possuem anos de experiência e sucesso, e a ideia de seu bastão de liderança e supervisão de repente ser passado para nós ou é uma ideia avassaladora ou ficamos completamente desinteressados. Isso acontece porque antes de esse processo de transferência poder ser realizado, precisamos trabalhar junto com nossos líderes seniores e aprender na prática o que fazem e como o fazem. Ainda mais do que isso, queremos que sua visão, seus valores e sua paixão sejam transmitidos a nós. Somente então, com a quantidade certa de investimento relacional e preparação prática oferecidos por nossos líderes seniores durante muitos anos, ficaremos confiantes e preparados o bastante para tomar o bastão quando estiverem prontos para passá-lo.

Sem Tempo a Perder

Estamos caminhando em direção à maior batalha espiritual da história humana. As maiores pressões e desafios que o corpo global do Messias já enfrentou, junto com o maior avivamento e colheita espiritual já vistos estão batendo à nossa porta. Devemos começar a colocar urgentemente armas nas mãos da próxima geração e isso precisa se tornar uma prioridade AGORA. Vai exigir muito tempo, esforço e humildade, mas não temos nenhuma outra opção. Sem os corações da geração mais velha e mais jovem se voltando uma à outra, abrimos a porta para uma maldição global (Ml 4.6).

Como representantes da nossa geração, estamos pedindo a sua ajuda. Não podemos fazer isso sozinhos. Juntos, podemos impedir o progresso dessa maldição e dar as boas-vindas a um novo tempo de retidão e bênção por todo o mundo. Não apenas precisamos da sua ajuda; nós a desejamos. Você pode atender ao clamor da geração mais órfã que o mundo já viu? Você continuará se esforçando para conquistar nossos corações mesmo depois de o rejeitarmos? Não desista de nós. Nós nos importamos muito mais do que você pode imaginar.

(Observação: Somos privilegiados por servir sob a supervisão e ao lado de Asher Intrater. Ele é um líder sênior raro hoje que está treinando e liberando líderes jovens com muito fruto. O corpo do Messias ao redor do mundo tem muito a aprender a partir do seu exemplo nessa área.) 

Cody Archer e Andrew Ben-Arii

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Um Novo Homem: O Mistério do Messias

Um Novo Homem: O Mistério do Messias


Ariel Blumenthal

Paulo conclui o seu ensino sobre Um Novo Homem nos 6 primeiros versículos de Efésios capítulo 3. Ele chama isso de “mistério”, e depois “o mistério de Cristo”, que foi revelado de modo especial a ele pela graça de Deus. Ele até declara que esse mistério é algo que ainda não havia sido revelado (ou pelo menos não da mesma maneira) para os profetas do Velho Testamento; mas que naquela época foi revelado para os apóstolos e profetas do Novo Testamento e por meio deles. Ele conclui: “a saber, que os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho... (Ef 3.4-6).

Aqui, o apóstolo utiliza três palavras compostas no grego para descrever o mistério: synkleroma, synsoma, synmetoka — todas começando com o prefixo “syn,” a partir do qual encontramos palavras em português como:  sincronizar, sintetizar e sinergia. Estudiosos do grego do Novo Testamento nos dizem que é difícil captar o peso dessas três palavras em outros idiomas.

Primeiramente temos synkleroma — “coerdeiros”. Legalmente este termo não sugere apenas uma igualdade de privilégio compartilhado, como uma parceria empresarial ou membros de uma família que irão compartilhar lucros ou uma herança; não se trata meramente de “coerdeiros” como na história dos dois irmãos do Filho Pródigo, ou seja: “nós temos um pai em comum, eu pego a minha parte e você pegue a sua”; ao invés disso, são como dois “irmãos de sangue” que estão irreversivelmente unidos um ao outro, totalmente dependentes um do outro por qualquer herança, esperança, e sucesso que possam receber do pai em comum. No Messias, nós judeus não receberemos a nossa herança plena até que todas as nações a recebam – e vice-versa!

Em segundo lugar, vem synsoma — povo “de um corpo em comum”, “de um só corpo”. Como em Romanos 12.5 ou 1 Coríntios 12.27, o apóstolo descreve a ecclesia com um termo biológico, orgânico — somos um corpo vivo, e Cristo é o cabeça. Agora, no Evangelho do Messias, Judeus e Gentios se tornaram um mesmo organismo, com o mesmo sangue espiritual de Cristo nos unindo; temos o mesmo DNA celestial, pertencemos à mesma família, fazemos parte da mesma casa (Jo 1.13). O que quer que aconteça a uma parte do Corpo afetará o todo.

Por último, temos synmetoka—“participantes da mesma promessa” em Cristo Jesus. “Promessa” está no singular, não são “promessas”. Em sintonia com todos os outros escritos de Paulo, podemos entender que ele se referiu especificamente para a promessa feita a Abraão inicialmente que já apontava para o Evangelho, como foi detalhado em Romanos 4, 8.17, e Gálatas 3.26-29. Romanos 4.11-17 reúne todas essas ideias de Efésios 3.6, e dos outros capítulos deste livro.

Para Abraão foi feita uma promessa (singular), descrita de duas formas: que ele seria o “herdeiro do mundo” e que ele seria “pai de muitas nações”. O incrível mistério do Evangelho é que em Cristo Jesus (o mais importante filho de Abraão) Judeus e Gentios são coerdeiros lado a lado da mesma promessa abraâmica; somos membros da mesma família messiânica (o Corpo do Messias); e tudo isso é baseado exatamente na mesma promessa feita para o nosso ancestral, agora pai de ambos os povos – Abraão.


domingo, 23 de julho de 2017

Devocional - 24 de julho de 2017


Então creram nas suas palavras, e lhe cantaram louvor. Cedo, porém, se esqueceram das suas obras, e não lhe aguardaram os desígnios; entregaram-se à cobiça no deserto, e tentaram a Deus na solidão. Concedeu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma. (Sl 106.12-15)

Lemos a respeito de Moisés que ele "permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível". Exatamente o oposto, aconteceu com os filhos de Israel no texto acima. Eles só ficaram firmes enquanto as circunstâncias eram favoráveis. Eram governados, em grande medida, pelas coisas que apelavam aos sentidos, em vez de descansar no Deus invisível e eterno.

Hoje em dia, há os que têm uma vida cristã intermitente, isto porque estão ocupados com o que é exterior e centralizam-se nas circunstâncias, em vez de em Deus. Deus quer que nós O vejamos em todas as coisas, e que não consideremos insignificante nada que nos traga uma mensagem Sua.

Aqui lemos que os filhos de Israel "então creram nas suas palavras". Eles não creram enquanto não viram alguma coisa — depois que O viram operar, então creram. Realmente duvidaram de Deus quando chegaram ao mar Vermelho; mas quando Deus abriu o caminho e os fez passar, e viram a Faraó e seu exército perecerem afogados, "então creram".

Eles levaram uma vida de altos e baixos por causa desse tipo de fé; era uma fé que dependia das circunstâncias. Este não é o tipo de fé que Deus quer que tenhamos.

O mundo diz: "Ver para crer", mas Deus quer que creiamos para ver. O salmista disse: "Oh! se eu não houvera crido que veria a bondade de Jeová na terra dos viventes!"

Você crê em Deus só quando as circunstâncias são favoráveis, ou crê a despeito das circunstâncias? — C. H. P.

Fé é crer no que não vemos, e a recompensa desta fé é vermos aquilo em que cremos. — Sto. Agostinho


Fruto Agressivo do Espírito

Fruto Agressivo do Espírito


Asher Intrater

Muitas pessoas no mundo são agressivas; agressivas por poder, glória, riquezas... em resumo, por alvos egoístas. No entanto o ensino de Yeshua parece apontar para uma característica oposta. Em sua primeira mensagem registrada, o Sermão da Montanha, Yeshua disse: "Os mansos herdarão a terra" e "Bem-aventurados são os misericordiosos" e "os limpos de coração" (Mateus 5.5,7-8).

Isso é uma agressividade oposta. O oposto de agressividade não é passividade, mas um esforço centrado em ir exatamente na direção oposta à lascívia e aos egoísmos na sociedade humana. É nadar contra a corrente. É amor sacrificial (João 3.16); vitória sobre o mundo (1 João 2.23); crucificação da carne (Gálatas 5.24). Poderíamos chamar isso de "fruto agressivo do Espírito" (Gálatas 5.22).

Amor é fruto do Espírito. Yeshua nos disse para até mesmo "amar nossos inimigos" (Mateus 5.44). Alegria é um fruto do Espírito. Yeshua nos disse para nos regozijarmos quando somos perseguidos por causa da justiça (Mateus 5.11-12). Devemos ter paz na tempestade (Marcos 4.39) e paciência na tribulação (Romanos 12.12).

Não devemos apenas ser generosos, mas "superabundar em riquezas de generosidade até quando estamos em profunda pobreza" (2 Coríntios 8.2). Somos chamados não apenas para ser fiéis, mas para ser fiéis quando os outros são infiéis (2 Timóteo 2.13,15); não apenas para ter domínio próprio, mas para "mortificar as obras da carne pelo Espírito" (Romanos 8.13).

É possível pensar em termos de "humildade agressiva" ou de "generosidade agressiva"? Podemos fazer nosso alvo viver pelos ensinamentos das Bem-Aventuranças e do Fruto do Espírito? Isso é o que significa ser "criado à imagem de Deus" (Gênesis 1.26) e ser "conformado à imagem de Cristo" (Romanos 8.29).


AS BEM-AVENTURANÇAS:
  •  Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
  • Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
  • Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
  • Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
  • Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
  • Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
  • Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
  • Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
  • Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.

 OS FRUTOS DO ESPÍRITO:
amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança

 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Fruto do Domínio Próprio


Por Asher Intrater

Como amamos o fruto do Espírito - amor, alegria e todas aquelas outras coisas boas. É a própria personalidade de Deus em nós. Existe um fruto do Espírito no final que parece ser menos falado: domínio próprio. Poderíamos chamá-lo de o Fruto Final.

Gálatas 5.22-23 – Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio...

Talvez as pessoas se sintam menos atraídas a esse fruto porque requer dizer "não" um pouquinho. Isso significa dizer "não" para os nossos próprios desejos, ou ao menos restringi-los a certo ponto. Mas esse fruto é muito importante.

Yeshua recebeu poder do Espírito Santo basicamente por ter dito "não" três vezes ao maligno (Lucas 4.1-14) Domínio próprio se trata de dizer "não" a nós mesmos. É semelhante ao "a si mesmo se negue" (Lucas 9.23). Isso significa guardar nossa mente de forma que aqueles pensamentos obscuros não entrem a qualquer momento (2 Coríntios 10.3-5; Filipenses 4.4-8). É manter a porta fechada para qualquer coisa que possa dar lugar ao diabo (Efésios 4.25-29).

Recebemos todas as bênçãos pela graça porque Yeshua foi crucificado POR nós. Ao mesmo tempo, Deus nos chama para viver como se estivéssemos crucificados COM Ele.

Gálatas 2.19-20 – Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.

Nós chamamos isso de a vida crucificada. É a nossa resposta a ele por ter sido crucificado por nós. Vivemos diariamente "como se" estivéssemos crucificados. A autocrucificação é uma parábola. Eu exercito a autorrestrição sobre desejos naturais diariamente. O fruto do domínio próprio é o meio que usamos para praticar a ideia de ser crucificados com ele.

Quando o Senhor quer nos abençoar, existe primeiro um período de autocontrole. Às vezes esse período é um minuto, às vezes um ano. Muitas vezes parece que será para sempre. O domínio próprio é necessário antes da bênção, durante a bênção e depois da bênção.

Só porque Deus te abençoou com uma ótima refeição, não significa que você tem que comer tudo o que está sobre a mesa. Nós exercitamos o domínio próprio para manter as bênçãos que Deus nos deu. Excluímos as coisas ruins, e mantemos as coisas boas sob controle. Deus permanece no trono sobre nós.

Este exemplo pode ser um pouco explícito, mas o domínio próprio me lembra quando você é obrigado a esperar antes de ir ao banheiro. Você contrai um músculo lá dentro e segura firme.  No nível da alma, é isso que o domínio próprio faz.

Não estamos esperando para nos aliviar. Estamos esperando no Senhor. Restringimos nossos próprios instintos a fim de dar ao Senhor tempo e oportunidade para trabalhar em nossa vida. Enquanto esperamos no Senhor, exercitamos domínio próprio.

Provérbios 16.32 – Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.

Você pode ser maior do que um general de exército, um atleta campeão ou um primeiro-ministro. Eles são heróis. Quem consegue controlar a si mesmo é um "super" herói. O domínio próprio é a maior das vitórias.

Percebo, mesmo enquanto escrevo isso, que existe uma capacidade divina para aumentar o domínio próprio. Eu oro por você agora mesmo enquanto lê estas palavras, para que o fruto do domínio próprio cresça abundantemente em sua vida.


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Devocional - 18 de julho de 2017


Quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração É totalmente dele. (2 Cr 16.9)

Deus está procurando um homem cujo coração esteja sempre voltado para Ele e que confie nEle, para fazer seja o que for que o Senhor deseje. Ele está ansioso para operar maravilhas ainda maiores, através de nós. O relógio do tempo está indicando que chegamos à 11ª  hora.

"O mundo ainda está esperando para ver o que Deus pode fazer através de uma alma consagrada" E não somente o mundo, mas Deus mesmo está esperando alguém que seja mais devotado a Ele do que qualquer outra pessoa que já viveu; que esteja pronto a não ser nada, para que Cristo seja tudo; que compreenda os propósitos de Deus; e que, tendo a humildade de Cristo e a Sua fé, Seu amor e Seu poder, permita que Deus continue a operar poderosamente. — C. H. P.

Não há limites ao que Deus pode fazer através de um homem, desde que este não toque a glória do Senhor.

Numa palavra dirigida a pastores e obreiros após seu 90° aniversário, George Müller falou o seguinte sobre sua vida:

George Müller
"Converti-me em novembro de 1825, mas só cheguei a uma plena entrega do coração, quatro anos mais tarde, em julho de 1829. O amor ao dinheiro desapareceu; perdi o amor a lugares, a posições, aos prazeres e compromissos com o mundo. Deus, e somente Deus, tornou-se a minha porção. NEle encontrei tudo; não precisei de nada mais. E, pela graça de Deus, isto permaneceu e me tornou muito feliz, extremamente feliz, e me levou a me ocupar unicamente das coisas de Deus. Eu lhes pergunto com muito amor, meus queridos irmãos: vocês já entregaram plenamente seu coração a Deus, ou ainda há alguma coisa com que estão ocupados, sem consideração para com Deus? Antes eu lia um pouco das Escrituras, mas preferia outros livros. Depois daquela ocasião a revelação que Ele me fez de Si mesmo tornou-se inefavelmente maravilhosa para mim, e posso dizer de coração que Deus é um Ser infinitamente desejável. Não fiquem satisfeitos enquanto não puderem dizer, do íntimo de sua alma, que Deus é um Ser infinitamente desejável!"

Eu peço a Deus que faça de mim hoje um crente fora do comum. — Whitefield



domingo, 16 de julho de 2017

A Oliveira



A arca de Noé, o azeite da unção, o Jardim do Getsêmani, a Segunda Vinda e a reconciliação de Israel e a Igreja… O que todos esses têm em comum? Todos eles são representados por uma OLIVEIRA.

Depois do dilúvio, Noé enviou uma pomba para buscar um lugar para viver. Quando a pomba voltou com um ramo de oliveira, Noé e sua família entenderam que tudo ficaria bem (Gênesis 8.11). Desde aquele momento, a imagem da pomba e do ramo de oliveira passou a representar o símbolo de esperança e paz. Há uma esperança ao longo de todas as Escrituras de um reino messiânico futuro com paz na terra entre as nações (Isaías 2.4). Nós nos apegamos a essa visão profética da mesma forma que a pomba segurou o ramo de oliveira.

Há dois tipos de azeite no tabernáculo, um para luz e outro para unção (Êxodo 25.6). Esse azeite representa a presença do Espírito Santo para revelação e sabedoria (luz) e para cura e poder (unção). O tipo de azeite na Bíblia usado para luz e unção era o azeite da oliveira: era usado para iluminar a Menorá no tabernáculo, para ungir reis para governar, curar os doentes e santificar o sacerdócio.

Uma das orações mais importantes de todos os tempos é a intercessão de Yeshua no Getsêmani. Essa palavra no hebraico vem de gat – גת que significa prensar, e shemen – שמן que significa azeite. Getsêmani é o lugar onde as azeitonas são esmagadas para se transformarem em azeite. E onde fica o Getsêmani? No Monte das Oliveiras. Yeshua orou no jardim das oliveiras: “Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres…” (Mateus 26.39). Essa é uma oração de absoluta dedicação e obediência. A verdadeira unção do Espírito Santo vem desse tipo de dedicação e obediência.

É para esse mesmo Monte das Oliveiras, ao leste de Jerusalém, que Yeshua voltará. Seus pés estarão sobre esse Monte, enquanto ele lidera um exército de anjos para lutar contra os exércitos do mundo que vieram para atacar Jerusalém (Zacarias 14.2-4). É por isso que Yeshua ensinou sobre o fim dos tempos e eventos proféticos, enquanto estava sentado sobre o Monte das Oliveiras (Mateus 24.3). Yeshua voltará para estabelecer o reino de paz pelo qual Noé e sua família esperavam.

No capítulo 11 de Romanos, Paulo descreve a plenitude de Israel e da Igreja, a importância de um remanescente messiânico restaurado no fim dos tempos e a unidade de judeus e gentios pela fé. Todos nós somos descritos como ramos enxertados juntos na Oliveira da aliança de fé em Deus (Romanos 11.17-26). Você e eu temos o privilégio e a oportunidade de fazer parte do cumprimento deste cenário profético. A Oliveira e seus ramos estão entrando na posição e alinhamento corretos nos nossos dias. A plenitude da comunhão dessa Oliveira é o que produzirá a vinda do reino messiânico em poder e paz.