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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

DEVOCIONAL - 15 de Fevereiro de 2017

Não te indignes. (Sl 37.1)

Não nos indignemos por coisa alguma. Se já houve razão para alguém ficar indignado, foram as razões apresentadas nesse salmo. Os malfeitores andavam livremente para lá e para cá, vestidos de linho fino e púrpura e vivendo suntuosamente todos os dias. Os "Obreiros de iniquidade" eram elevados aos mais altos postos de poder e tiranizavam seus irmãos menos favorecidos. Os pecadores andavam com arrogância pela terra vivendo na soberba da vida e aquecendo-se à luz e ao conforto de grande prosperidade. Diante disso, os justos ficavam indignados e inflamados.

"Não te indignes." Não fiquemos indevidamente inflamados. Conservemos a mansidão! Mesmo numa causa nobre a indignação não é uma companheira sábia. A indignação apenas esquenta a máquina, mas não gera força. Não é bom, num trem, que os eixos se aqueçam; seu calor é antes um estorvo. Se eles se esquentam, é por causa de uma fricção desnecessária provocada pelo atrito de superfícies ásperas, que poderiam estar devidamente ajustadas e lubrificadas com uma suave camada de óleo.

Portanto, não seria a indignação um sinal de falta do óleo da graça de Deus?
Ela provém de algum grãozinho que penetra nas engrenagens — um pequeno desapontamento, uma ingratidão, uma pequena falta de cortesia — e impede que a máquina da nossa vida funcione com harmonia perfeita. A fricção produz calor; e com o calor criam-se as mais perigosas condições.

Não podemos permitir que nossas máquinas se aqueçam. Deixe-mos que o óleo do Senhor conserve branda a nossa temperatura; não aconteça que, em razão de um calor que não é santo, venhamos a ser contados entre os malfeitores. 

Não te indignes. (Sl 37.1)