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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Manuscritos do Mar Morto Digitalizados



O Google "aprontou" de novo. Em seu blog, o gigante das buscas anunciou a criação do Dead Sea Scrolls Online, ou, em tradução livre para o português, Manuscritos do Mar Morto Online. Em linhas gerais, o projeto reúne os cinco Manuscritos do Mar Morto digitalizado e acessível a qualquer pessoa do mundo através da internet.
O site foi desenvolvido em parceria com o Museu de Israel, em Jerusalém, e seu lançamento marca também o início do novo calendário hebraico. De acordo com a AFP, o custo total do projeto foi de US$ 3,5 milhões financiados pela Autoridade de Antiguidades de Israel e pela divisão de pesquisa e desenvolvimento do Google local.
As fotografias em alta resolução feitas por Ardon Bar-Hamma dos pergaminhos tem até 1.200 megapixels, resultando em uma imagem até 200 vezes maior do que aquilo que se está acostumado a fazer com as câmeras amadoras. Tanta precisão possibilita que o internauta veja os mais minuciosos detalhes dos manuscritos. É possível também deixar no site um comentário sobre o trecho visitado.
Além de poder navegar no Grande Rolo de Isaías por capítulo e versículo, o livro mais conhecido e que pode ser encontrado em várias bíblias por exemplo, o usuário pode clicar diretamente no texto hebraico e obter uma tradução em inglês. Graças ao projeto do Google, frases dos manuscritos poderão ser encontradas em resultados de pesquisa na web. Para conhecer melhor a novidade, acesse http://dss.collections.imj.org.il/
Escritos entre o terceiro e o primeiro séculos antes de Cristo (a.C.), os Manuscritos do Mar Morto são os mais antigos documentos bíblicos já conhecidos. Em 68 a.C. eles teriam sido escondidos em 11 cavernas do deserto da Judéia, às margens do Mar Morto para serem protegidos do exército romano. Eles só seriam encontrados novamente em 1947, quando um pastor beduíno jogou uma pedra em uma caverna e percebeu que havia algo lá dentro.
Desde 1965, os pergaminhos estão expostos no Santuário do Livro do Museu de Israel, em Jerusalém. Os manuscritos oferecem uma visão crítica sobre a vida e a religião na antiga Jerusalém, incluindo o nascimento do cristianismo.