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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

NEEMIAS LIDERA UM GENUINO AVIVAMENTO



Pr. Adaylton de Almeida Conceição
http://www.adayltonalm.spaceblog.com.br/

TEXTO AUREO. Ne. 8.2,3

VERDADE PRATICA: Somente o genuíno ensino da Palavra de Deus é capaz de produzir um verdadeiro avivamento.
Nesta lição somos ensinados sobre a verdadeira dimensão do trabalho do homem enviado por Deus para uma missão especial. Aqui vamos aprender que a missão de Neemias ia muito mais além da reconstrução do muro da cidade. Geralmente desde os púlpitos passamos a ideia de um Neemias Mestre de obra. Porém no capitulo oito do seu livro, vemos que Deus o comissionou para um trabalho muito mais abrangente do que o simples serviço de coordenador de uma obra de pedreiro.
O capitulo oito nos fala do grande avivamento que aconteceu em Jerusalém nos dias de Neemias. Quando observamos o texto de Ne. 1.5-10, aprendemos que todo avivamento é precedido de duas coisas fundamentais para que o mesmo serja duradouro: Oração e Palavra.

A ORAÇÃO DE NEEMIAS – 1.5-11.

ESTA ORAÇÃO FEITA POR NEEMIAS NOS LEMBRA A ORAÇÃO ANTERIOR-MENTE FEITA POR DANIEL (Dn. 9.4-19)

Ambas são ricas em conteúdo, confissão, intercessão, reconhecimento e dependência para com Deus. Mas que palavras que oram com a mente são palavras que oram com o coração.
Um estudo da oração de Neemias nos dará a chave da espécie de oração que Deus ouve e que tem resultados. Neemias não era profeta, não era sacerdote, era um devoto que quando não sabia o que fazer dobrava seus joelhos diante de Deus e dependia diretamente Dele. A oração coloca a Deus como parte da solução de nossos problemas...

ESTA ORAÇÃO RECONHECE O CARATER DE DEUS. 1.5

“e disse: Senhor, Deus do céu, Deus grande e temível, que guardas o pacto e usas de misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos”. Ne. 1.5. Para saber o que Deus pode fazer, primeiro temos que saber quem é Deus.
Muitos desconhecem o poder de Deus porque não conhecem a Deus.
Conhecer a Deus vaia mais além de crer em sua Palavra e o que Ele disse mas crer a sua Palavra e o que Ele diz.

REVITALIZAÇÃO A RELIGIÃO DE JERUSALÉM (Caps. 8-10).

Este importante capitulo nos fala do importante avivamento espiritual que aconteceu entre o povo de Deus por meio da leitura pública da Escritura. Notemos que agora fala de Neemias na terceira pessoa (até 12.31). Esdras passa a ser o principal personagem nos capítulos que se seguem.

O POVO PEDIU A PALAVRA DE DEUS – 8.1

“Então todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel.”
Cinco dias depois de terminada o muro, se realizou uma assembleia onde o provo pediu para que trouxessem a Escritura (a lei).
O vers. 3 resume o ato: A leitura, o leitor, o tempo, o lugar, a composição da congregação e sua atitude atenta. A leitura durou umas 6 horas, tempo insuficiente para ler toda a lei de Moisés. Certamente Esdras escolheu algumas passagens que considerava mais urgentes e pertinentes ao momento vivido pelo povo.
Depois do resume do vers. 3, o texto de 8.4-8 relata o ato uma segunda vez, porém agora com mais detalhes. Primeiro conta que Esdras ficou em pé no meio de 13 varões sobre uma plataforma alta; (8.4 literalmente, “uma torre”, migdal), construída pelo povo. Se pôs de pé tendo 6 à direita e 7 à esquerda, vemos que se esperam 12, um por cada tribo de israel.(ver vers. 4-7).

O POVO E A SEDE DA PALAVRA

Reunidos para ouvir a palavra. Diante do que Deus fizera através do esforço denodado dos israelitas, sob a liderança de Neemias, na edificação dos muros em redor do Templo, o povo sentiu necessidade de ter sua edificação espiritual também. Como foi dito anteriormente, não adiantaria um templo lindo com admirável beleza arquitetônica se o povo não tivesse o temor de Deus, um quebrantamento para adorar ao Senhor. Templo sem a presença de Deus é corpo sem alma, sem espírito.
O texto bíblico nos revela que houve uma fome e uma sede de ouvir a Palavra de Deus. “E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel” (Ne 8.1). Ali, na praça principal, “diante da Porta das Águas”, iniciou-se um poderoso avivamento na história de Jerusalém.
O povo sentia um profundo respeito pela Palavra de Deus. Os levitas mencionados no versículo 7 também liam e explicavam ao povo a Lei (vv 7-8). Considerando que o aramaico substituiu o hebraico como linguem materna depois do cativeiro, foi necessário explicar muitas palavras da Escrituras hebraicas.

A REAÇÃO POSITIVA DO POVO DURANTE A LEITURA DA PALAVRA – 8.9-12

O povo primeiro reagiu chorando (8.9), pois a leitura lhe havia revelado os seus pecados e a Lei os ameaçava com castiga-los desobedientes. O pranto massivo foi o cumprimento parcial da promessa do Espirito (Ez. 36.24-32).
Os líderes, longe de alimentar o pranto, o pararam (8.9), porque o dia, sendo o primeiro do sétimo mês (v. vers. 2), era santo para jeová (8.9-11, ver lev. 23.24).
8.9-12 – as lagrimas que o povo derramava, deixava claro que a mensagem lhes havia chegado ao coração (v.9). Tomaram a palavra de Deus com muita seriedade.
O clima era de reverência, de respeito e atenção à Palavra de Deus. As pessoas não ficavam andando de um lado para o outro, nem conversando distraídas. Todos queriam ouvir e entender a mensagem de Esdras. Quando Esdras abriu o livro, todo o povo se pôs em pé em reverência à leitura da Palavra de Deus (Ne 8.5). Certamente esse é um fundamento bíblico para o saudável hábito de se colocar de pé quando é lida Palavra de Deus. Esse deve ser o comportamento dos crentes em Jesus nas igrejas locais. Alguém pode escutar, mas não ouvir a leitura da Palavra e sua explicação por estar desatento durante a ministração.

O Povo Adorou a Deus

Um culto avivado. Culto de doutrina sem adoração não atende aos requisitos do verdadeiro culto a Deus. Cultuar significa adorar. Por ocasião da leitura do livro da Lei, o escriba louvou a Deus e foi correspondido pelo povo que o acompanhou na adoração a Deus com júbilo e louvor, cantando e se expressando com decência e ordem (1 Co 14.40).

A RESTAURAÇÃO PROMOVIDA PELA PALAVRA DE DEUS

A MAIOR REFORMA QUE NEEMIAS IMPLANTOU EM JERUSALEM

Há uma profunda conexão entre o ensino fiel das Escrituras e o reavivamento. Sempre que a Palavra de Deus é exposta com poder há uma profunda manifestação do Espirito, gerando despertamento espiritual na vida do povo e crescimento da igreja.
O crescimento da igreja é um dos temas mais discutidos na atualidade.
Todo pastor anseia ver sua igreja crescer. O livro de Neemias nos ensina que há quatro desvios em relação às Escrituras que são verdadeiros perigos que atentam fortemente contra o crescimento saudável da igreja:
Em primeiro lugar o liberalismo teológico. O liberalismo tenta esvaziar a Escritura, desacreditando sua veracidade, negando, assim, sua inerência. Onde ele chega, mata a igreja.
Em segundo lugar, o sincretismo religioso. O sincretismo tenta esvaziar a Escritura acrescentando a ela o experiencialismo, negando, assim sua suficiência.
Em terceiro lugar, a ortodoxia morta. A ortodoxia morta esvazia a autoridade da Escritura, pois embora creia na sua infalibilidade, não a coloca em pratica. A vida do pregador fala mais alto que os seus sermões.
Em quarto lugar, a superficialidade no púlpito. O analfabetismo bíblico esvazia a Escritura por não lhe dar o devido valor.
Muitos pastores são preguiçosos, não estudam, não alimentam o povo com a Palavra. Dão palha em vez de pão ao povo O analfabetismo bíblico esvazia a Escritura por não lhe dar o devido valor.

O AVIVAMENTO QUE VEM PELO ENSINO

Avivamento

Hc 3.2 Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia.
Os avivamentos históricos começaram em tempos de “sequía espiritual”, quando alguns cristãos verdadeiros se juntavam par a implorar desesperadamente a Deus por um avivamento.
A tragédia da igreja evangélica de hoje, consiste em que atualmente sofre de uma sequia espiritual quase que total, porém não está consciente disso, nem se arrepende, nem clama por avivamento (Ap. 3.1,2; 17-20).

EXEMPLOS DE HOMENS DE DEUS QUE DESEJARAM UM AVIVAMENTO.

1- Lutero tentou reformar a igreja católica, porém foi excomungado...

2- Os anabatistas desejaram uma reforma mais radical, porém foram perseguidos pelos mesmos reformadores...

3- John Wesley foi ministro da igreja anglicana e começou o movimento metodista dentro desta igreja. Porém a igreja recusou seus métodos e ele teve que abrir-se dos metodistas tradici0nais.

O AMBIENTE DO AVIVAMENTO

O profeta Habacuque escreveu o seu livro pouco antes do seu povo ser subjugado pelos babilônios e levado em cativeiro. O povo de Israel vivia então em grande declínio espiritual como é evidente em passagens como em Habacuque 1.2-5.

Oração profunda. “Oração do profeta Habacuque” (v.1).
Oração pessoal, a partir do profeta de DEUS.

A CONTINUAÇÃO DO AVIVAMENTO

A história da igreja mostra claramente que vez por outra ela atravessa períodos de marasmo espiritual, apresentando frieza, abertura ao secularismo, organização demasiada e por fim uma quase letargia por falta de vida, poder, fervor e unção que só o ESPÍRITO SANTO comunica.
Homens preparados para o ensino. “E Jesua, e Bani, e Serebias, e Jamim, e Acube, e Sabetai, e Hodias, e Maaséias, e Quelita, e Azarias, e Jozabade, e Hanã, e Pelaias, e os levitas ensinavam ao povo na Lei; e o povo estava no seu posto” (Ne 8.7). Eram treze ensinadores ou instrutores designados para ministrar o ensino nas diversas cidades, além dos levitas, que eram sacerdotes auxiliares junto ao Templo.
Havia naquela época, muitas pessoas preparadas para ensinar o povo. Esdras construiu o Templo; Neemias liderou a restauração dos muros. Era a prioridade visível. Sem muros, o Templo não funcionaria bem por causa dos inimigos que sempre assaltavam a cidade.
A fim de que haja ensino, é desejável e necessário que se tenha um ambiente apropriado com o mínimo de infra-estrutura. Como há via ulna estrutura adequada, Neemias convocou Esdras para estar ao seu lado dirigindo o ensino da Palavra com a ajuda de homens preparados para a grande missão de ensinar o povo. Eles “ensinavam o povo na Lei”, ou seja, no Pentateuco ou na Torah, a lei de Deus.
Exemplo para as igrejas. É um ótimo exemplo para as igrejas nos dias presentes, pois, hoje, há muitos pregadores, preletores e cantores, mas faltam ensinadores, pessoas dedicadas ao ensino da Palavra. A princípio, todo líder ou pastor deve ser apto ao ensino. Paulo declara: “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Tm 2.2).

O POVO SE AJUNTOU NA PRAÇA PARA OUVIR A LEITURA DA LEI

“E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel” (Ne 8:1). O avivamento do povo de Israel teve inicio mediante um autêntico retorno à Palavra de Deus e um esforço decisivo para a compreensão da sua mensagem (Ne 8:8).

Reunidos para ouvir a Lei. Uma das principais evidências de um avivamento bíblico entre o povo de Deus é a grande fome de ouvir e ler a Palavra de Deus. O povo demonstrou profundo respeito pela Palavra de Deus (ler 8:5,6), à medida que os levitas mencionados no versículo 7 do capitulo 8 forneciam explicações sobre o que estava sendo dito (Ne 8:8). Uma vez que o aramaico substituiu o hebraico após o cativeiro, era necessário explicar ao povo muitas palavras hebraicas presentes nas Escrituras.

Citando o Rev. Hernandes Dias Lopes, o ajuntamento do povo para ouvir a Palavra de Deus naquela ocasião tem quatro características distintas que devem servir de modelo para a igreja contemporânea:

a) Foi espontâneo (8:1). Deus moveu o coração do povo para reunir-se para buscar a Palavra de Deus. Eles não se reuniram ao redor de qualquer outro interesse. Hoje o povo busca resultados e não a verdade; coisas materiais e não a Deus; benefícios pessoais e não a Palavra de Deus. Querem as bênçãos de Deus, mas não o Deus das bênçãos. Têm fome de prosperidade e sucesso, mas não têm fome da Palavra.

b) Foi coletivo (8:2,3). Todo o povo, homens e mulheres, reuniram-se para buscar a Palavra de Deus. Ninguém ficou de fora. Pobres e ricos, agricultores e nobres, homens e mulheres, jovens e crianças. Eles tinham um alvo em comum: buscar a Palavra de Deus O centro do culto é a pregação da Palavra de Deus.

c) Foi harmonioso (8:1). “Todo o povo se ajuntou como um só homem” (8:1). Não havia apenas ajuntamento, mas comunhão. Não apenas estavam perto uns dos outros, mas eram unidos de alma. A união deles não era em torno de encontros sociais, mas em torno da Palavra de Deus.

d) Foi proposital (8:1): “[…] e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel” (8:1). O propósito do povo era ouvir a Palavra de Deus. Eles tinham sede da Palavra. Eles tinham pressa de ouvir a Palavra. Não era qualquer novidade que os atraía, mas a Palavra de Deus.

O culto de doutrina. Nestes nossos dias, é de se notar um certo “fastio” ou cansaço da congregação concernente à forma com que alguns líderes expõem a Palavra de Deu

O ENSINO BÍBLICO

Ensinar é explicar o texto. A mensagem é baseada na exegese, ou seja, tirar do texto, o que está no texto. Não podemos impor ao texto nossas idéias; isso é eixegese.

Só o ensino genuíno da Palavra de Deus produz verdadeiro avivamento no meio da igreja local. Nos nossos dias, há uma onda de movimentos evangelísticos produzidos por ação humana com o objetivo de atrair multidões ávidas por novidades e modismos. Tais movimentos carecem da base fundamental e consistente, que é o ensino da Palavra de Deus.

Todos os verdadeiros avivamentos na história do povo de Israel e no seio da Igreja, ao longo dos séculos, só tiveram resultados duradouros quando começaram e prosseguiram alicerçados na Palavra de Deus. Avivamentos sem a Palavra de Deus são apenas movimentos que passam com o tempo e não geram mudanças significativas na vida e no comportamento das pessoas envolvidas. O avivamento, no tempo de Neemias, teve a marca do ensino da Palavra de Deus. Neemias, o líder da reconstrução, e Esdras, o sacerdote, eram homens que se dedicavam ao estudo da Palavra do Senhor.

CONCLUSÃO

O avivamento que vimos em Neemias 8 requer um pastor que esteja entregue e movido pelas Escrituras como Esdras o foi. Também requer um pov que esteja ansioso por escutar a genuína Palavra de Deus e obedecê-la.

Prof. Pr. Adaylton de Almeida Conceição (Th.B.Th.D. Phy.)