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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DEVOCIONAL

Zelo por vós com zelo de Deus. (2 Co 11.2.)

É preciso ver o carinho com que um harpista trata a sua harpa! Ele a dedilha como quem acaricia uma criança a repousar no seu regaço. Sua vida gira em torno dela. Mas, observemos quando ele a afina. Toma-a com firmeza e, num movimento brusco, fere-lhe uma corda; e enquanto ela estremece como num ai, ele se inclina sobre ela atentamente para apanhar o primeiro som que vem. A nota, como ele temia, é desafinada e áspera. Ele vai esticando a corda com a torturante cravelha; embora ela pareça pronta a rebentar pela tensão, ele ainda a fere de novo, inclinando-se para ouvi-la, atento como antes; e assim prossegue, até que lhe vemos um sorriso no rosto, quando o primeiro som limpo e perfeito se faz ouvir.
Pode ser que Deus esteja lidando assim conosco. Ele nos ama muito mais do que um harpista ama sua harpa, mas encontra em nós um conjunto de cordas desafinadas. Por meio da angústia, Ele vai ajustando as cordas do nosso coração; Ele Se inclina sobre nós com ternura, ferindo a corda e escutando; e, ouvindo apenas uma queixa áspera, fere de novo, enquanto Seu próprio coração sofre por nós, esperando ansiosamente por aquela melodia: "Não se faça a minha vontade, e, sim, a tua" — que é doce aos Seus ouvidos, como o canto dos anjos. E não cessará de ferir a corda, até que nossa alma, disciplinada pela aflição, se harmonize com as harmonias do Seu próprio ser. — Selecionado

O que eu faço não sabes inda agora,
Depois o entenderás.'
'Meus caminhos não são os teus caminhos',
'Crê somente', e tem paz.

São marcadas as mãos que te modelam,
Traspassadas por ti.
Deixa nelas, inteiro, o teu cuidado;
E reclina-te ali.
No momento parece de tristeza
A firme correção;
Mas depois produz fruto de justiça,
E abranda o coração.
Que depois, trabalhado pela graça,
Cantarás em louvor;
"Pelos anos em que tu me afligiste,
Dou-te graças, Senhor"!