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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A Verdadeira História do Natal

Ao entrar no Shopping ficamos deslumbrados com os efeitos produzidos pelas luzes, que apontavam diretamente para um imenso pinheiro enfeitado com caixas embrulhadas em papéis multicoloridos... Ao lado da árvore estava uma manjedoura com um boneco de uma criança, ao seu lado um casal... Um pouco mais distante, estavam alguns bonecos de homens trajados rudemente... Do outro lado do pinheiro havia uma casa toda coberta de pequenas lâmpadas, ao seu lado um trenó puxado por renas, e dentro da casa um homem vestido de vermelho, com longas barbas brancas... um gorro vermelho na cabeça... um saco vermelho nas costas. O quadro, ainda que confuso, trouxe-me à consciência o fato de que estamos às vésperas do Natal...
Sinceramente percebemos que cada ano que se passa as representações se tornam mais confusas, a ponto de o significado do Natal estar cada vez mais sendo esquecido em detrimento dos novos personagens que compõem esta nova história’: Papai Noel, Mamãe Noel, luzes, enfeites, presentes, comércio, banquetes... Então demos conta que no nascimento de Jesus, o Cristo, as circunstâncias também não eram diferentes... O fato que mudou a história da humanidade aconteceu na periferia de uma pequena vila, e os personagens mais próximos eram pastores de ovelhas, e alguns misteriosos reis do oriente... Nada de opulência! Nada de luzes! Nada de enfeites! Havia presentes, sim! O mais importante dos presentes! Aliás, o único que O Aniversariante continua esperando dos seres humanos: o LOUVOR!
O nascimento de Jesus Cristo é anunciado aos pastores em meio à música entoada por um coro angelical (Lucas 2.10-14). Particularmente, cremos que os anjos cantam para ensinar aos pastores que Jesus, o Cristo, é o Deus que merece toda Honra e todo Louvor. Os pastores aprenderam bem a lição... Não somente os pastores louvam a Jesus, como também os três reis-magos do oriente, que o fazem presenteando-O com ouro, incenso e mirra (Mateus 2.11), respectivamente símbolos da Realeza de Jesus (Apocalipse 17.14), do Sacerdócio de Jesus (Lucas 1.9; Hebreus 10.10-13), e da Sua morte propiciatória (João 19.39).
Então descobrimos o verdadeiro sentido do natal: Jesus nasceu! Seu nascimento é motivo de louvor, porque Ele é o Sacerdote que representa e intercede por todos os seres humanos da face da terra, em todas as eras, em todos os lugares, em todo o tempo, oferecendo-lhes gratuitamente o perdão dos pecados e a vida eterna. Jesus merece todo louvor, porque é Rei. Não um rei cujo trono se estende no mundo pelo poder da espada e da opressão! Não! Jesus é o Rei, cujo Reino está dentro dos corações dos que confessam Sua majestade e dão crédito às Suas palavras de Vida, Poder, Graça e Amor (Mateus 17.21). Contudo, Jesus também recebeu de presente a mirra... perfume utilizado nos rituais pós-morte... No nascimento de Jesus, prenuncia-se a Sua morte! O Sacerdote é ao mesmo tempo o próprio sacrifico; e no Seu sacrifício, o Rei estende Seu Reino Eterno sobre todas as culturas, línguas e nações...(Apocalipse 5.9).
É Natal, uma das datas mais esperadas em todo o planeta. A noite do dia 24 e o dia 25 de dezembro são celebrados com muita alegria, troca de presentes, mensagens com palavras lindas, confraternizações, festas (com bebidas e comidas a vontade), etc.
Mas afinal de contas, o que deu vida ao Natal? Nos cansamos em ver papais noéis pra todos os gostos, enfeites mui belos, árvores exuberantes, mas, e o dono da festa? Onde está ele? Onde está o seu nome? Onde está uma reunião verdadeiramente voltada para o aniversariante?
O Natal é para celebrar o evento mais belo da história até então, o nascimento de um divino menino, Filho do Deus Altíssimo, Jesus Cristo! Ele é a essência do Natal! Ele é o aniversariante! Ele é que merece o destaque, e não um papai Noel pagão e de origem mercantilista que não tem nada a ver com a história!
Irei neste tratado abordar algumas questões referentes a esta data, dentre elas a origem da data 25 de dezembro, o “papai Noel”, as árvores de Natal, os presépios e outros pormenores, para enfim podermos chegar a uma conclusão cativa a doutrina bíblica e a um coerente passado histórico.

Termo e a data do Natal

Natal, termo proveniente do latim “natális”, derivada do verbo “nascor, nascéris, natus sum, nasci”, significando nascer, ser posto no mundo. Pode significar também, como adjetivo, o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. A palavra conhecidíssima que designa o Natal em inglês (Christmas), de origem católica, deriva das palavras latinas “Cristes maesse”, significando em inglês “Christ's Mass”, ou seja, missa de Cristo.
O Natal é celebrado desde o século IV pela Igreja Ocidenteal, e desde o século V pela Igreja Oriental. Na análise histórica acha-se a primeira celebração em Roma, no ano 336 d.C., sendo que na parte Oriental do Império Romano comemorava-se o nascimento de Cristo em 7 de janeiro (que veio a ser a data de comemoração adotada pela Igreja Ortodoxa). Vários papas haviam oficializado a data de 25 de dezembro, mas historicamente o que teve mais força em seu edito foi o Papa Leão I em 440, por ocasião do Concílio de Constantinopla.
É bem verdade que a data 25 de dezembro deriva de festividades pagãs, isso é um fato histórico irrefutável. Com a conversão do Império Romano ao Cristianismo em 313, na figura do Imperador Constantino, a Igreja passou por uma dura mudança e paganização, absorvendo diversos costumes e adaptando muitas festas e ídolos a fé cristã. No pacote destas adaptações veio também a adoção da data 25 de dezembro para o nascimento/aniversário de Cristo, para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao “nascimento do deus sol invencível” (Natalis Invistis Solis), em comemoração ao solstício do inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro e era um período conhecido pela alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era também a data em que se comemorava o nascimento do misterioso deus persa Mitra, o “Sol da Virtude”; comemoração regrada com orgias e embriaguez.
Realmente o nascimento de Cristo não se deu no mês de dezembro do nosso atual calendário. O nono mês judaico, o de Quisleu, que corresponde aproximadamente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano, era um mês tipicamente frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Esta verdade é confirmada pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio desta época: “Então todos os homens de Judá e Benjamim em três dias se ajuntaram em Jerusalém; era o nono mês, aos vinte dias do mês; e todo o povo se assentou na praça da casa de Deus, tremendo por este negócio e por causa das grandes chuvas. Porém o povo é muito, e também é tempo de grandes chuvas, e não se pode estar aqui fora” Esdras 10:9,13a e “Ora, o rei estava assentado na casa de inverno, pelo nono mês; e diante dele estava um braseiro aceso” Jeremias 36:22. Portanto, com esses fatos evidenciados acima, seria impossível que a passagem de Lucas 2:8, que fala de “pastores que estavam no campo e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho” seja uma cena que se passasse durante o mês de dezembro do nosso calendário. Destaque-se ainda que Jesus foi morto com aproximadamente trinta e três anos e meio e entre 22 de março e 25 de abril, ficando assim incompatível a data de seu nascimento para o mês de dezembro, principalmente para o seu final.
Agora vem a pergunta: é pecado se comemorar o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro? A resposta é claro que é uma NÃO! Partindo da verdade de que a real data do nascimento de Cristo não é conhecida e de que nunca será possível estabelecê-la com precisão, devido à falta de registros históricos para tal, qualquer outra data é aceita como celebração, pois afinal de contas não é a data em si que conta, mas o seu real significado. A Bíblia simplesmente não proíbe a comemoração do nascimento de Cristo. Pecado era a comemoração a um ídolo morto, a um “deus sol invencível” sem vida e que nunca existiu. Mitra passou, seu nome fora apagado, no dia 25 de dezembro seu nome nem é lembrado pela humanidade, muito menos pelos cristãos, mas o nome de Jesus sobreviveu, venceu ao nome de Mitra, mostrando que Ele (Jesus) é que é o verdadeiro DEUS Invencível! Jesus foi real, foi tocado (1 Jo 1:1-3). Além do mais temos que nos lembrar que o ídolo é morto (Salmo 115), é um nada (1 Co 8:4), portanto não tem poder para fazer o bem nem para fazer o mal (Jr 10:5). Temer comemorar o Natal de Cristo no dia 25 de dezembro é o mesmo que estar dando poder para os ídolos.

“Mas para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação debaixo das suas asas” Ml 4:2.

“Eu, Jesus, <...>, sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” Ap 22:16.

Portanto, se a data tradicionalmente recaiu no dia 25 de dezembro, aonde todo o mundo cristão se volta para comemorar o nascimento de Cristo, e não há base bíblica para não se relembrar o nascimento de Cristo, não é pecado comemorar o nascimento do Salvador do mundo e o amor de Deus para com o homem.
Leve-se em conta ainda o fato do próprio Deus ter instituído festas e celebrações para os judeus por fatos históricos e bênçãos recebidas de sua Mão (ver Êx 23:14-19), como as festas da Páscoa, Pentecoste e dos Tabernáculos, além da festa dos pães asmos e a da colheita das primícias; festas estas que ocupavam 76 dias do ano dos israelitas, aonde os mesmos tinham que deixar seus trabalhos e dedicarem-se exclusivamente ao culto a Deus. Logo se deduz não ser nenhum pecado celebrar o nascimento de Cristo, que diga-se de passagem é um fato muito mais importante do que os que Israel comemorava.

O papai Noel

Aqui abordamos um ponto em que os cristãos (protestantes) verdadeiramente contrariam a prática dos católicos e do resto do mundo. O papai Noel não passa de um mito, uma figura pagã divinizada, que toma o lugar de Cristo e que passa a ser o alvo das atenções no Natal.
Antes de nos aprofundarmos mais um pouco cabe uma breve história desse personagem. A inspiração com certeza partiu de São Nicolau Taumaturgo (281-350), Arcebispo de Myra, província de Lícia, aonde hoje se situa a Síria. Ele aparentemente assistia ao Concílio de Nicéia em 325. Nos Estados Unidos ele é conhecido por Santa Claus. Reza a tradição histórica que após herdar uma fortuna considerável de seus pais, Nicolau a doou toda, optando pela vida religiosa, tendo sempre como característica uma singular bondade e atenção para com as crianças. Ainda na Idade Média fora declarado santo pela Igreja Católica Romana, aonde o nome de São Nicolau se popularizou, acabando por se tornar o padroeiro da Rússia e da Grécia (países de maioria Ortodoxa). No mais, o certo é que pouco se sabe a respeito de Nicolau, e que verdadeiramente ele não teve nenhuma contribuição para que o papai Noel fosse quem é hoje.
O papai Noel como o conhecemos hoje não passa de um personagem mitológico. As renas puxando o trenó que voa e a entrada pela chaminé foram tradições criadas pelo professor de literatura grega de Nova Iorque, Clemente Clark Moore, que lançou em 1822 o poema “Uma visita de São Nicolau”, escrito para seus seis filhos. O papai Noel gordo, de barba branca, vestido de vermelho com detalhes brancos, cinto preto e o gorro, é resultado original do cartunista cativo nos Estados Unidos, Thomas Nast, aonde em 1862 realizou a primeira ilustração do papai Noel como o conhecemos hoje, alcançando o auge na Revista Harper's Weeklys, em 1886, na edição especial de Natal. A partir daí a figura do papai Noel caiu nos braços do marketing em diversos setores, mas é inegável que quem popularizou mundialmente a figura do Noel como a conhecemos hoje foi a Coca-Cola, quando em 1931 a multinacional encomendou ao artista Habdon Sundblom uma remodelação do Santa Claus de Thomas Nast para torná-lo ainda mais chamativo e popular. Sundblom se inspirou em um vendedor aposentado e assim nasceu e se consumou, de uma propaganda da Coca-Cola, o Papai Noel que a gente conhece hoje. Até então, o Noel era representado costumeiramente no mundo todo vestido com uma roupa de inverno marrom, que era (e que ainda é) a típica roupa para o frio.
O papai Noel, como fora dito no início, não passa de um mito e de uma grande mentira. Dá-se a ele atributos divinos, como a onisciência (de saber todos os pedidos das crianças) e a onipotência (o de realizar todos os pedidos). Ele vem para roubar a atenção de Cristo, ensinar as crianças a serem materialistas, além de poder fazer com que as crianças percam a fé nas palavras de seus pais e em seres sobrenaturais quando vierem a descobrir que ele não passa de uma invenção.
A figura do papai Noel está estritamente ligada ao mercado de consumo, às vendas do final de ano. Não que seja errado se presentear alguém por ocasião do Natal, mas é justamente nessa ocasião em que muitas pessoas se endividam. O que se vê hoje é que a maioria esmagadora das famílias não passa o Natal sem comprar algo para seus familiares ou outrem.
O Natal pode ser perfeitamente celebrado sem a figura do papai Noel! Sem ele o Natal permanece, mas sem Cristo o Natal nem existiria!
O triste é vermos cristãos evangélicos vestindo o gorro do papai Noel com muita alegria, batendo fotos sorridentes ao lado do “bom velhinho”, sinceramente não consigo imaginar como pessoas que dizem ter o conhecimento da verdade se deixam levar por uma fantasia que ataca ensinos bíblicos e sem respaldo histórico. Um crente que age assim está concordando em se celebrar o “Natal do Noel”, ou seja, está concordando com o erro, além de não deixar de ser um participante. Um crente deste com certeza é um “aborrecedor de Deus” (Rm 1:30), e peca não somente por fazer, mas também por consentir com os que fazem (Rm 1:32).

A Árvore de Natal

Aqui tratamos mais uma vez (como fora no caso do papai Noel) de uma tradição um tanto recente no meio cristão. Existem muitas teorias a respeito da origem da árvore de Natal, umas apontando esse símbolo como de origem pagã, enquanto outras a consideram inofensiva aos cristãos.
Alguns mais extremistas e sem sabedoria remetem a origem da Árvore para a Babilônia e o Egito pagãos. É bem verdade que a história tem evidências que povos pagãos da antigüidade usavam árvores para muitos fins idólatras e místicos. Muitos cristãos com aversão ao uso de árvores no Natal vêem em Jr 10:2-4 uma condenação ao uso de árvores; mas se esquecem que Deus falava em relação aos ídolos (verso 11).
A verdade é que a árvore de Natal como a conhecemos hoje se originou indiscutivelmente na Alemanha. A Enciclopédia Britânica explica o seguinte: “A moderna árvore de Natal, em hora, se originou na Alemanha Ocidental. O principal esteio de uma peça medieval sobre Adão e Eva, era uma árvore de pinheiro pendurada com maças (Árvore do Paraíso) representando o jardim do Éden. Eles penduravam bolinhos delgados (simbolizando a hóstia, o sinal cristão de redenção); as hóstias eventualmente se transformaram em biscoitos de vários formatos. Velas, também eram com freqüência acrescentadas como símbolo de Cristo. No mesmo quarto, durante as festividades de Natal, estava a pirâmide Natalina, uma construção piramidal feita de madeira com prateleiras para colocar figuras de Natal, decorados com sempre-verdes, velas e uma estrela. Lá pelo 16º século a pirâmide de Natal e a árvore do Paraíso tinham desaparecido, se transformando em árvore de Natal”.
Reza a tradição e registros históricos que no século XVI o reformador Martinho Lutero, ao caminhar pela floresta olhou por entre os pinheiros para um céu muito estrelado, dando a impressão de haver um colar de diamantes enfeitando as árvores. Tomado pela beleza daquela magnífica cena, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Ao chegar colocou entusiasmado o pequeno galho do pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era a cena que ele vira lá fora e acabara de representar em sua casa. Queria com isso o reformador demonstrar para as crianças como estaria o céu na noite em que Cristo nasceu. A figura dos presentes em baixo da árvore veio tempos a frente, relacionada com a idéia mercantilista já comentada acima. Foi a partir do século XIX que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século XX, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina
Trata-se de um elemento essencialmente secundário ao Natal. Não faz parte da doutrina bíblica e nem pode ser associado aos ídolos (lembrando que eles não tem poder algum) e ao paganismo, nem a Bíblia dá margens para proibir-se o seu uso no Natal. A Bíblia, na verdade, faz inúmeras menções a árvores, às vezes comparando-nos com árvores (Mt 7:17-19), outras comparando o Reino dos Céus a uma árvore (Mt 13:31,32), além de que iremos comer no céu do fruto da árvore da vida (Ap 2:7 e 22:2,14), mostrando que a árvore é usada como símbolo de coisas boas, afastando todo e qualquer sentido maléfico para com essa criação de Deus. Portanto é uma opção de conveniência de cada um. O que não pode é se dar um valor especial à árvore de Natal, nem relacioná-la diretamente com o nascimento de Cristo, haja vista não haver nenhuma correspondente entre eles. Use-se apenas como enfeite e decoração comemorativa ao nascimento de Jesus, sem misticismo e idolatria alguma, como usamos plantas e rosas para enfeitar nossos lares e ambientes de trabalho, além das próprias igrejas. Lembrando apenas que a verdadeira comemoração e enfeite está dentro de cada um de nós, em nossos corações ligados a Cristo e ao que Ele fez por nós.

Presépios

O presépio (do lat. praesepio) é de origem católica e de uso majoritário pela mesma, salvo algumas exceções evangélicas e a própria igreja ortodoxa. O presépio tem sua origem idealizada a partir das imagens, pinturas e representações teatrais semi-litúrgicas realizadas durante a missa. Fora posto em prática originariamente por São Francisco de Assis, em 1223, quando por ocasião (segundo a tradição católica) quis celebrar o Natal de um modo mais realista possível e, com a permissão do Papa Honório III, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. O sucesso dessa representação franciscana com o Presépio foi tão grande que logo se espalhou por toda a Itália, introduzindo-se nas casas nobres européias e de lá descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX, e na França, não o fez até inícios do século XX.
O presépio em si é condenável por ser incentivo a idolatria, além de ser usado na igreja católica como próprio objeto de culto. Os presépios retratam em sua maioria o evento do nascimento de Cristo de forma errônea, mostrando os “três” Magos do oriente (que a Bíblia não diz que eram três) adorando ao Jesus recém-nascido ainda na manjedoura, sendo que do relato de Mt 2:1-11 se deduz claramente que Cristo fora encontrado pelos Magos dias após o seu nascimento e não mais num estábulo de animais, e sim em uma casa (verso 11), diferentemente dos pastores que chegaram a ver Jesus no dia do seu nascimento e ainda na manjedoura (cf. Lc 2:16).
Além do mais, devemos seguir o conselho de Deus em Dt 4:16: “Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher”. Também Jr 10:14: “Todo o homem é embrutecido no seu conhecimento; envergonha-se todo o fundidor da sua imagem de escultura; porque sua imagem fundida é mentira, e nelas não há espírito”.

Conclusão

O Natal é uma data importante, pois nela se comemora o nascimento de Cristo, do Salvador da humanidade, da Luz que veio dissipar as trevas. É um fato importante e que teve o cuidado de ser eternizado nas Sagradas Escrituras nos evangelhos de Mateus e Lucas.
Não podemos fazer que nem os Testemunhas de Jeová e muitos cristãos com filosofias e doutrinas modernas que negam comemorar e relembrar o nascimento de Cristo. Já ouvi esse ano mesmo um irmão condenar piamente o Natal; dizia ele: “Feliz Jesus irmão!”, mas não dizia “feliz Natal”, pois pensava ser errado e pagão. Não que dizer “feliz Jesus” seja errado, mas o extremismo infundado em se condenar uma frase tradicional e que milhões de cristãos a dizem, é algo totalmente insano.
Se o Natal hoje é comemorado em sua maioria de forma errada e anti-bíblica, não podemos condená-lo por isso. O nascimento de Cristo não foi paganizado! É uma oportunidade que temos para mostrar o verdadeiro Natal bíblico para milhões de pessoas que não sabem o que estão comemorando e de que estão comemorando de forma errada. Lembremo-nos que João usou o termo “logos” em João 1 para descrever Jesus, justamente para corrigir um mal pensamento em relação as divindades da cultura Greco-romana da época, quem viam no termo “logos” uma divindade inalcançável e que não poderia assumir a forma corporal/humana; João apresentou um Jesus “logos”, que estava no princípio com Deus e que era o próprio Deus, além de ter sido homem como ele. Lembremo-nos ainda de Paulo ao evangelizar os idólatras atenienses com a figura popular entre eles do DEUS DESCONHECIDO. O erro que existe hoje sobre o Natal não o invalida nem o torna impuro.
No demais cabe lembrar que o nascimento de Jesus não é um simples fato, é algo divino, que desafia nossa limitada concepção humana. É muito mais do que um feriado, é Deus provando seu amor para com uma humanidade pecadora e inconstante. É muito mais do que uma festa religiosa, é um passo importantíssimo de um projeto para a redenção de toda a humanidade. É muito mais do que um simples nascimento, é uma jovem simples e virgem recebendo a graça de conceber um filho pelo divino poder do Espírito Santo.
No nascimento de Jesus profecias se cumpriram com exatidão. Miquéias escreveu cerca de 720 anos antes de Cristo que: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” Mq 5:2. Isaías profetizou com cerca de 700 anos de antecedência que uma virgem daria à luz ao Messias: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” Is 7:14. A palavra Emanuel significa ‘Deus conosco’. Deus realmente estaria conosco através de seu Divino Filho Jesus Cristo. Deus passou a habitar entre nós por meio de Jesus!
Muitas outras profecias se cumpriram, demonstrando que Jesus era (e é) o Messias tão esperado por Israel, o Salvador de Toda a Humanidade! “E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” Lucas 2:10,11. O doutor Lucas deixou a incredulidade tão comum dos médicos e nos concedeu um dos mais detalhados registros do nascimento de Jesus! Leiam os primeiros capítulos do Evangelho que leva o seu nome e se maravilhem!
O Natal não é uma oportunidade para se desfrutar dos prazeres da carne, mas é sim para se comemorar e relembrar o nascimento de Cristo; festejar a chegada da Luz que dissipou as trevas e nos trouxe paz; se regozijar com o amor do Todo-Poderoso para com nós; e renovar a bem-aventurada esperança da volta de Jesus, não como um bebê, mas sim como Rei e Juiz! (Tito 2:13). Sabendo que o Apóstolo Paulo escreveu em Rm 14:17: “Pois o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo”.
Encerro desejando a todos um Feliz Natal CRISTÃO. Que a Graça, Luz e Esperança que o menino Jesus trouxe ao mundo possam reinar na vida de todos! Não somente agora, mas que possa durar por todo o 2008 que se avizinha, e que possa se tornar eterno! Que o Senhor Jesus possa entrar na vida de todos que o queiram receber!
“O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” Isaías 9:2,6. Aleluia! Glória a Deus!

Este é o Natal! Este é o Jesus da Bíblia!

É tempo de Louvor ao Único que merece toda a honra, toda a glória e toda a adoração!

Em Cristo!