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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

CONSULTAR SEMPRE À DEUS

O PERIGO DOS GIBEONITAS (de Gebeão)
Prof. Adaylton de Almeida Conceição

Escola dominical
ASSEMBLÉIA DE DEUS EM SANTOS (Ministério do Belém)

Objetivo: Mostrar que precisamos estar vigilantes para que não sejamos levados por aqueles que, com seus artifícios ardilosos, infiltram-se em nosso meio, visando impedir a concretização das promessas de Deus e para que façamos conchavos com o mundo.
Na lição de hoje estudaremos, a partir da infiltração gibeonita entre o povo de Israel, as conseqüências da falta de vigilância. A princípio, veremos que por causa daquele acordo, a autoridade do povo enfraqueceu.
O quadro que agora se apresenta surpreende novamente, pois o que ocorrera na batalha anterior deveria ter soado com um alerta para o líder Josué. (Pv 14:12) Lamentavelmente, Josué, uma vez mais, deixou-se levar pela “lógica” humana ou pela emoção do momento, trazendo prejuízos duradouros a Israel (Jz 3:1-3). O erro nesta lição está evidente: a não-orientação divina faz toda a difença quando se trata de tomar decisões. (Js 9:14) A ética maquiavélica “dos meios justificados pelos fins”, não serve para ninguém (principalmente para o cristão), mas muito menos para quem está sob o comando de Deus.

1. A PROPOSTA ARDILOSA DOS GIBEONITAS. A cidade dos gibeonitas era maior que a cidade de Ai, e tinhas muitos guerreiros. Os gibeonitas, temendo o poder do exército israelita, propuseram uma aliança amigável com o povo de Israel, a fim de preservar a vida.
2. Eles ouviram falar das conquistas de Josué e imaginaram que, caso lutassem contra ele, seriam derrotados. Para evitar que isso acontecesse, se aproximaram de Israel para fazer um pacto, na verdade, tratava-se de uma manobra ardilosa, com o intuito de enganar o exército de Deus.
3. Os gibeonitas, como os demais povos de Canaã, deveriam ser destruídos, conforme haviam recebido instrução divina (Dt. 7:1-6). Mesmo assim, Israel fez uma concessão, indo contra a Palavra de Deus, fizeram um acordo com os gibeonitas.
4. Em Js 9:4 e 5, está escrito que eles “tomaram sacos velhos sobre os seus jumentos e odres de vinho velhos, e rotos, e remendados; e nos pés sapatos velhos e remendados e vestes velhas sobre si; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e bolorento”.
5. Com essa falácia, queriam demonstrar que faziam parte de um povo distante, carente e desprovido de força. Na verdade, estavam ocultando sua verdadeira identidade a fim de tirar proveito do povo de Deus.
Como conseqüência do acordo, por não mais poder quebrar a aliança feita em nome do Senhor (v. 15), os israelitas tiveram que honrar os inimigos, deixando de cumprir a ordenança de Deus.
Como o assunto não é sobre o amor de Deus, mas acaba o envolvendo, é preciso entender que Moisés já havia recebido a ordem de como proceder com os habitantes da Terra Prometida, e a transmitiu ao povo:
(Dt 7:1-4) Quando o Senhor, teu Deus, te tiver introduzido na terra, a qual passas a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus e os cananeus, e os ferezeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; e o Senhor, teu Deus, as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas concerto nem terás piedade delas; nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos e não tomarás suas filhas para teus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós e depressa vos consumiria”.
Se a ordem do Senhor, que é justo e reto, era de não fazer concerto nem ter piedade delas, Josué jamais poderia ter feito o que fez.
Aquelas nações afrontaram a Deus e deveriam ser desapropriadas pelo exército israelita (Dt 9:1-29).
= Neste caso o certo (que é ajudar) passou a ser errado (que é negligenciar).
= Não se trata de ética situacional, mas de obedecer a ordem de quem é maior do que nós. Se tudo naquela trajetória advinha de Deus, logo, todos os atos, vale a pena repetir, desde os espirituais até os mais “seculares” (como obras de caridade, por exemplo), deveriam ser executados sob a égide do Eterno.

A IGREJA PRECISAR VIGIAR
A igreja contemporânea, como a de todos dos tempos antigos, se encontra em situação de risco. Os inimigos da fé cristã, em alguns momentos, afrontaram os discípulos de Jesus, como fizeram com os mártires do coliseu romano ou na inquisição religiosa. Mas em certas circunstâncias, a estratégia tem sido outra, fazem o mesmo que os gibeonitas e tentam se infiltrar em nosso meio a fim de se misturar e nos enfraquecer.
Por que Israel teve de manter a aliança com os gibeonitas, mesmo depois de descobrir que eles obtiveram o acordo por meio de fraude?
Josué 9 conta de novo o engano e a mentira praticados pelos delegados gibeonitas (v.4,5), quando chegaram ao acampamento de Israel a fim de celebrar uma aliança de paz. Mentiram, dizendo que chegavam “de uma terra muito distante” (v.9), por causa de sua admiração pelo Deus de Israel, que de modo tão maravilhoso concedera prosperidade ao seu povo. Alegaram ter vindo de tão longe que o pão que traziam ficara envelhecido e duro, na jornada até Gilgal. Na verdade, Gibeom ficava a menos de um dia de distância. Sem a menor dúvida, os gibeonitas eram culpados; haviam enganado Israel, induzindo o povo de Deus a uma aliança mediante artifícios enganosos.
= Em condições normais, portanto, os hebreus não seriam obrigados a manter aquele acordo. Qualquer tribunal tê-los-ia absolvido e livrado das promessas, à vista do engano proposital praticado pelos cananeus.
No entanto, não se tratava de um compromisso comum, um contrato ordinário, pois fora selado solenemente em nome de Iavé, o Senhor Deus.
= Visto que Israel não havia primeiramente consultado o Todo-Poderoso a respeito do assunto antes de celebrar o acordo com os pagãos cananeus, foi obrigado a cumprir as promessas e juramentos feitos em nome de Iavé (v. 15).
Os israelitas preferiram confiar em seu próprio julgamento, na evidência do pão seco e embolorado.
Deixaram de dirigir-se a Deus em oração a respeito da proposta gibeonita (v. 14). Por isso, ficaram presos a seu juramento, até mesmo quanto ao futuro incerto.
= Quando Israel mais tarde deixou de acatar essa aliança, feita com juramento, tal fato constituiu grave ofensa contra o Senhor. Ele castigou o povo com severidade depois que Saul sentenciou alguns gibeonitas à morte (II Sm 21:1-14).