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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

APÓSTOLO

Por. Pr. Adaylton de Almeida Conceição

O QUE É UM APÓSTOLO?

Um Apóstolo é um ministro que possui vários dons e ministérios, pois em seu trabalho de fundamentar igrejas com suas normas e doutrinas, certamente os necessitará. (Tito 1.5-10; I Coríntios 3.10; Efésios 2.20; Atos 14.21; 15.41; Filipenses 1.1; I Coríntios 12.28).
O melhor modelo de apóstolo é Cristo. Analisemos algumas de suas qualidades:

Sua habilidade. Jesus, como mensageiro do Pai, trouxe a mensagem do Pai e pode preparar o melhor apóstolo. Seus ouvintes percebiam que Ele falava com autoridade e não como os escribas do povo. A razão dessa autoridade nos é explicada por Cristo ao dizer: “Aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, pois não lhe dá Deus o Espírito por medida” (João 3.34).
Suas qualidades. Jesus apresenta suma submissão à vontade do Pai, como prova de ser enviado por Deus – apóstolo. Sua principal comida era fazer a vontade de Deus Pai. “Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 6.38).
A Submissão de Jesus à vontade do Pai. Notamos que não era simplesmente um desejo de cumprir uma tarefa que lhe foi imposta, mas o supremo interesse, o desejo ardente de promover a gloria daquele que o enviou: “Quem fala de si mesmo busca a sua própria gloria, mas o que busca a gloria daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça” (João 7.18). Nisso repousa a autoridade Seus ensinos, em contradição com os falsos apóstolos ( que hoje estamos cheios deles), que buscam sua própria glória.
Suas credenciais. A aqueles que duvidavam da autoridade de Seu apostolado divino, Ele respondia: “Mas eu tenho maior testemunho do que o de João, porque as obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que eu faço testificam de mim, de que o Pai me enviou”. (João 5.36) Seus discípulos reconheciam que Ele era “poderoso em palavras e obras”.
Sua Obra. Já estudamos que um Apóstolo é um enviado, um mensageiro. Jesus ao longo de sua vida aqui na terra, demonstrou que era o verdadeiro enviado de Deus, tornando-se o apóstolo de nossa confissão.
Os Apóstolos, como enviados por Cristo, como pioneiros na pregação do Evangelho e da doutrina pôs o fundamento das igrejas locais, em vários lugares, baseados nos ensinos de Jesus e a unção do Espírito Santo. Porém nunca esqueceram que a Igreja pertencia a Jesus, pois Ele é quem as edificava : “Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18).

OS APOSTOLOS E SEUS EXEMPLOS

Jesus foi enviado pelo Pai com uma grande missão a ser cumprida per ele e continuada, através de seus discípulos até Sua segunda vinda. Por isso, tão logo começou seu ministério, escolheu no meio de Seus discípulos, doze homens aos quais instruiu, treinou e preparou para a expansão e consolidação de sua igreja. “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (João 20.21).
O Pai o havia enviado a proclamar a chegada do reino de Deus e a consumar a obra redentora, por meio de Sua morte no Calvário. Esta tarefa era total e exclusivamente Sua. Depois de concluída, o Mestre enviou aos doze apóstolos para proclamar as bênçãos que Ele mandaria depois de Sua morte na cruz.
Nos dias atuais, muitos se dizem Apóstolos, mas desconhecem o real significado do título. Pois, não basta sair de uma cidade, o ir a um país, ou pastorear uma igreja com milhares de membros, ou ser um astro da televisão. Nada disso credencia um obreiro cristão ao título de Apóstolo. Segundo a Bíblia, o termo é aplicado a pessoas com algumas características que nem todos possuíam.
Um Apóstolo não era o Pastor de uma igreja com muitos membros que era honrado com o título por ser o líder do maior grupo de cristãos da cidade. Aliás, não se fala dos Apóstolos como se fossem pastores de grandes igrejas. Sua função era ir às novas obras que eram abertas e colocar os fundamentos da doutrina, as bases, as colunas. Temos poucos casos como o de Corinto e de Éfeso, que foram os lugares onde Paulo esteve mais tempo, pois os problemas locais assim o demandavam. Compare a função dos Apóstolos da Bíblia com a maioria dos auto-proclamados Apóstolos de nossos dias. Através da Bíblia, notamos que os Apóstolos possuíam algumas qualidades que eram essenciais para o exercício desse ministério.
Um Apóstolo era alguém que era capaz de exercer qualquer ministério cristão. Era alguém capaz de Evangelizar, Pastorear, Ensinar, Administrar, era o que chamaríamos de “o Obreiro completo”. Alguém com dons especiais, com qualidades especiais outorgadas por Deus.

Vejamos algumas delas:

HABILIDADE. Jesus já tinha chamado a alguns discípulos, e os constituiu pescadores de homens (Mateus 4.18-21). Entretanto, segundo nos informa Marcos: “E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar” (Marcos 3.13,14). Aqui no texto, não temos nenhuma dúvida que, intimidade e comunhão com Cristo é a melhor preparação e habilitação dos apóstolos para a grande obra que lhes estava destinada. Isso foi tão marcante, que anos depois, as autoridades e os opositores dos apóstolos o reconheceram. “Então, eles, vendo a ousadia de Pedro e João e informados de que eram homens sem letras e indoutos, se maravilharam; e tinham conhecimento de que eles haviam estado com Jesus” (Atos 4.13).
Uma Obreiro cristão não pode ensinar se antes não aprendeu com Cristo. Não pode liderar, se antes não aprendeu a obedecer e a cumprir ordens. Não pode exercer autoridade, se antes não aprendeu a ser submisso.
O verdadeiro Apóstolo, aquele que tem um ministério apostólico, é identificado e reconhecido pelas obras que realiza. Nada melhor para uma boa obra que a íntima convivência com Jesus.

AUTORIDADE. Autoridade no nome de Jesus, essa autoridade exercida sobre os homens e sobre os demônios. “E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (Lucas 10.17). Ninguém possui essa autoridade a não ser pela fé no nome de Jesus. Nela está a presença do dom de Deus para o apostolado. Os apóstolos reconheceram a autoridade que fluía do nome de Jesus.
Autoridade para libertação das almas para a remissão do poder do pecado. Pedro, referindo-se a Jesus, disse: “A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome” (Atos 1.43).
Autoridade para libertação do corpo das enfermidades. Pedro disse ao paralítico: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda” (Atos 3.6). Depois, explicando o motivo da cura do coxo, disse: “E, pela fé no seu nome, fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; e a fé que é por ele deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde” (Atos 3.16). Para eles, o nome de Jesus era uma fonte inesgotável de autoridade ilimitada. A autoridade que lhes foi transmitida por Cristo “Deu-lhes autoridade” – também foi fortalecida pela experiência pessoal, mediante a convivência com Cristo, pois podiam dizer com ousadia: “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (Atos 4.20).

O CHAMADO E ENVIO DOS APÓSTOLOS

“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram”. (Atos 13,2,3).

Aqui é o Espírito Santo quem chama e envia. O Espírito Santo tem autoridade divina para chamar e enviar, e os termos são os mesmos usados por Cristo, indicando o mesmo ofício e a mesma missão.
É muito importante que entendamos que o ministério apostólico é uma designação única e exclusiva de Deus. Ninguém pode fazer de si mesmo um Apóstolo.








Pr. Adaylton de Almeida Conceição